16 de set. de 2012

Tome a sua cruz e siga-me!


Marcos 8, 27-35

“Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc. 8, 34)

Jesus está fora da Galileia, próximo a Cesareia, capital da antiga tetrarquia de Traconítide de Felipe, na nascente do rio Jordão. Lá, num momento de privacidade com os Seus discípulos, Jesus lhes pergunta o que o povo diz sobre Ele. Não é uma pesquisa de popularidade como costumam fazer os políticos e personalidades influentes. Jesus não está preocupado com isso; sabe que a Verdade que anuncia está longe de agradar a todos. Esta será uma lição importante àqueles que o acompanham e serão as colunas de Sua Igreja. A Igreja deve anunciar a Verdade, proclamar os direitos de Deus e a dignidade humana sem covardia, sem palavras adocicadas, sem meias-verdades. Não importam as ameaças, as pressões dos poderes políticos e econômicos. Obedecendo ao mandamento do amor, a Igreja deverá colocar Deus e Sua imagem e semelhança – o homem – sobre todas as coisas. 

Os discípulos relatam a Jesus as opiniões que as pessoas têm sobre Ele. Uns acham que Ele é João Batista que tinha sido executado por Herodes e ressuscitado em seguida. Outros pensam que Ele é o profeta Elias que, segundo as profecias, deveria voltar ao mundo antes da vinda do Messias. Outros, ainda, acham que Jesus é algum dos profetas. Todas as opiniões não correspondem à verdade. Então, Jesus se dirige aos Seus discípulos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Pedro responde, inspirado por Deus, que Jesus é o Messias. Sim, Pedro e Seus discípulos sabiam quem Ele era. Era o Messias (em grego, Cristo) prometido que viria resgatar o povo de Israel. Jesus impede que divulguem ao povo que Ele é o Cristo, pois a mentalidade corrente definia o Messias como um chefe militar, o rei de Israel que poderia fim ao domínio romano e restauraria o Reinado como no tempo de Davi. 

Jesus ensina Seus discípulos que esta mentalidade estava errada ou pouco esclarecida. Era verdade que os profetas tinham anunciado o Messias, mas este seria o Servo sofredor e não um rei glorioso, sendo rejeitado por todas as autoridades e condenado à morte; se era verdade que era rei, Seu reino não era desse mundo. O Reino de Deus não seria um lugar geográfico, mas se estenderia pelo mundo todo e eram aqueles homens que estavam ali com Ele que começariam a estendê-lo pacificamente pelo globo terrestre. E este Reino seria instaurado com a vitória do Messias não sobre os romanos, mas sobre o pior dos inimigos: o pecado e a morte. Aquela mesma mentalidade popular sobre quem era o Messias também a tinha os discípulos. Pedro novamente intervém, porém, desta vez repreende o Mestre. Para ele, não tem cabimento que o Messias seja um derrotado. Jesus volta para ele e o coloca no seu lugar de discípulo, de aprendiz. Quantas vezes queremos saber mais do que nossos mestres! Somos rebeldes, desobedientes com as coisas de Deus e com a doutrina da Igreja, nossa Mãe e Mestra. 

E Jesus ensina qual é o caminho que devemos seguir. O caminho é imitá-Lo. Quem quiser ser seu discípulo deverá segui-lo com a cruz. É na renúncia a nós próprios, às nossas más tendências, a tudo aquilo que nos faz sermos menos humanos que consiste no seguimento de Jesus. É o amor sem limites, ou seja, a entrega sacrifical e cotidiana da própria vida a Deus e ao próximo que chamamos de santidade. Se o Messias, morrendo por amor, venceu a morte para Seus discípulos a exigência não será diferente. Os acomodados, os conformados, os orgulhosos e egoístas jamais encontrarão a vida. Os que rejeitam seguir a Cristo vivem como zumbis. São corpos sem alma perambulando sem sentido e sem destino, ora entregando-se aos prazeres do consumismo, do tecnicismo, do sexo, das drogas, enfim dos vícios, ora caindo na desesperança e no nada existencial. 

Não tenhamos medo de Jesus Cristo. Não creiamos naqueles que afirmam que Ele nos rouba a liberdade e nos impõe o sofrimento através de uma vida reprimida. Abramos o coração para o Messias, o libertador de nossas almas, que pode nos dar a vida eterna, vida esta que se inicia aqui e jamais termina. Não nos agarremos com toda a força nesta vida tão frágil e passageira, o que tem feito com que os homens cometam injustiças e pecados para mantê-la desesperadamente. As cruzes aparecerão nas nossas vidas, com ou sem Cristo, mas com Ele, toda e qualquer vicissitude da vida humana tem sentido e nos aproxima ainda mais de Deus. 

5 de set. de 2012

Revolução Industrial na Alemanha


O florescimento do comércio na Europa a partir do século XII propiciou o aparecimento de corporações comerciais que dominavam determinadas rotas de comércio e mercados de produtos manufaturados ou importados do Oriente. No norte do Sacro Império, que viria a ser a Alemanha, surgiu a Liga Hanseática, uma corporação que monopolizou o comércio no Mar do Norte. Seus postos comerciais estavam presentes em cerca de cem cidades que se estendiam da Holanda à Rússia. Possuía governo e leis próprios, navios e soldados que protegiam sua frota e seus postos comerciais e combatiam a pirataria na região. Porém, o sucesso da Liga Hanseática enriqueceu as cidades comerciais alemãs, mas não proporcionou à Alemanha as condições nem a acumulação de capital necessários para o desenvolvimento da indústria, posto que não havia um Estado alemão unificado, o que somente ocorrerá no século XIX. A Liga perdeu sua força com o advento das medidas mercantilistas dos Estados europeus com a imposição de inúmeras barreiras comerciais.

Otto Von Bismarck
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Em seguida,  França e Holanda passaram a desenvolver suas indústrias. A Revolução Industrial na Alemanha ocorreu tardiamente, já durante a chamada Segunda Revolução Industrial, a partir da unificação dos estados alemães, no ano de 1871, sob a liderança da Prússia. A base da industrialização foi posta com a unificação monetária, fiscal e das leis. Através de financiamento estatal, o chanceler Otto von Bismarck passou a incentivar a industrialização do país, sobretudo voltada para a confecção de tecidos de algodão e a  siderurgia, já que, com a ocupação da região do Ruhr, após a guerra franco-prussiana, a Alemanha passou a ter uma abundante fonte de minério de ferro e carvão. A indústria alemã teve rápido desenvolvimento e, nos anos 1880, o país já despontava como uma das grandes potências industriais do mundo a ponto de ameaçar a soberania inglesa na Europa. Para se ter um exemplo, basta dizer que, nesta década, o motor a combustão interna foi inventado na Alemanha, dando grande impulso ao desenvolvimento da indústria automobilística.

Neste mesmo período, acontece a Conferência de Berlim. Diante das tensões entre as potências industriais ocasionadas pelas disputas em torno de novos mercados consumidores e na aquisição de matéria-prima, os países desenvolvidos (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França, Holanda, Bélgica e Alemanha) se reúniram na capital alemã para dividirem entre si o território africano e determinar suas áreas de influência ao redor do mundo. A Alemanha ficou com os territórios da atual Namíbia, Tanzânia, Ruanda e Burundi. Posteriormente, a Alemanha possuiu colônias na Ásia e na Oceania. A indústria alemã continuou em pleno desenvolvimento, apresentando altos índices de crescimento, até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. 


29 de ago. de 2012

O filme de Didi e a demissão do motorista

Durante as eleições para presidente em 2010, houve maciça campanha contra a Dilma porque ela é favorável ao aborto. Foram divulgados pela internet e em e-mails diversos vídeos e entrevistas totalmente verídicos aonde aparecia a então candidata opinando favoravelmente sobre a questão. A divulgação foi feita sobretudo por católicos e evangélicos. Até aí tudo bem. Aí, começou a rolar e-mails e mensagens vindas de evangélicos dizendo que a Dilma teria dito, não se sabe onde, nem quando, nem para quem, que "Nem Deus impedia ela de ganhar as eleições". Era uma farsa. 

Vejo isto se repetindo nesse caso do Didi. Gerou-se uma polêmica o novo filme do Trapalhão, "O Segundo Filho de Deus", onde - pelo que me parece, pois não consegui saber ao certo do que se trata -, Didi continuaria a obra de Jesus Cristo. Iniciou-se uma campanha contra o Renato Aragão. Tudo bem, o cristianismo é achincalhado a cada segundo e temos todo o direito de nos indignar e protestar. Mas, como no caso da Dilma, também começou rolar algo nada comprovado: o caso da demissão do motorista. Precisa de campanha de desmoralização? Precisa lançar boatos? Precisa de mentiras? Convém isto a cristãos ou não cremos que só a verdade basta? 




28 de ago. de 2012

Mudança no Blog

Depois de três anos mantendo o blog com o título de "Vade Fodere Puctas" que significa num latim nada clássico: "vá plantar batatas" e indicava de maneira irônica o que a sociedade irracional e a era do ilógico que vivemos deve ouvir a cada instante, resolvi modificar o título, abandonando de vez o título "latino". O blog agora se chama "Revolução da Cruz". A inspiração veio durante leituras do historiador francês Daniel-Rops e achei mais apropriado devido ao tempo em que vivemos, cheio de incertezas e desesperança, onde devemos saber que a força revolucionária da Cruz de Cristo ainda mantém todo o seu vigor e levanta-se, assim como em todos os tempos, como estandarte para guiar a humanidade mostrando todo o amor de Deus por nós, a vitória sobre a morte e dando-nos a certeza que o mal não tem a última palavra.

18 de ago. de 2012

Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Lucas 1, 39-56

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc 1, 46-48)

No Evangelho de hoje, Nossa Senhora chega à casa de Santa Isabel para auxiliá-la durante a gravidez. Assim que Maria chega e saúda sua prima, São João Batista, como Davi que salta de alegria diante da Arca da Aliança, pula dentro do ventre de Isabel. Fica cheio do Espírito Santo ao ouvir a voz de Nossa Senhora, pois ela traz no ventre o Salvador. Santa Isabel exclama que Maria é bendita entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre. Deus olhou para todas as mulheres, de todas as raças, nações e de todos os tempos e escolheu uma judia nascida durante o governo do imperador Augusto. Foi por isso que Deus escolheu um povo, o hebreu, para que dele nascesse o Salvador da humanidade, pois era hebréia a mais humilde de sua serva.

No Apocalipse (cap. 12), João relata a visão de um grande sinal no céu. Vê uma mulher gloriosa que deu à luz a um Filho que deve reger todas as nações. Esta imagem é símbolo da Igreja, mas também vemos nele a Virgem Santíssima, a mãe de Jesus. Podemos ver claramente que São João faz alusão à assunção de Maria, pois no final do capítulo 11, o apóstolo, cuja mãe Jesus lhe confiou, tem uma visão da Arca da Aliança, no interior do Templo celeste. Uma antiga Tradição, certamente conhecida pelo apóstolo São João, afirmava que a Arca da Aliança, para não ser roubada e profanada pelos invasores babilônicos, foi elevada ao céu.

Hoje celebramos a assunção da Santíssima Virgem Maria. Nossa Senhora, terminada sua vida terrestre, foi ressuscitada e elevada de corpo e alma ao Céu por Seu Filho Jesus. A morte e a corrupção são conseqüências do pecado original. Primeira criatura redimida por Cristo, a Virgem Maria foi preservada de todo pecado, portanto não podia sofrer as conseqüências do pecado. Maria é as primícias da obra de salvação realizada por Jesus Cristo. Todas as promessas de Deus se cumpriram primeiramente em Maria. É a ela que devemos imitar. Sendo glorificada em corpo e alma, representa e inaugura o que será a Igreja quando Cristo voltar. Em Maria, antecipa-se a vitória da Igreja. Por isso, Nossa Senhora é sinal de esperança para todos os cristãos.  






15 de ago. de 2012

URSS: Quando o sonho se revela um pesadelo


O ano de 2012 marca duas décadas do fim da União Soviética. Mais do que o final melancólico de um império, a derrocada da URSS veio comprovar a ineficácia do marxismo, doutrina filosófica que prometia a liberdade da classe trabalhadora, o fim das classes sociais e de toda a opressão conseguidas através de uma revolução socioeconômica que aprofundaria radicalmente a democracia. Porém, como foi visto, o socialismo funcionava maravilhosamente bem no campo das ideias, mas, quando posto em prática, causou as maiores desgraças humanitárias que a História já testemunhou. No século XIX, o filósofo alemão Karl Marx previa que a revolução do proletariado se daria em algum país altamente industrializado. Mais cedo ou mais tarde iria acontecer nos EUA, na Alemanha ou na Inglaterra. Para surpresa de todos – menos para Marx que já estava morto – a primeira revolução socialista bem sucedida deu-se no Império Russo, país que ainda vivia sob o regime monárquico e feudal. Era o ano de 1917. Enfim, Lênin, o grande líder da revolução bolchevique proclamava a liberdade dos trabalhadores russos, o fim da injustiça e a participação de todos nas decisões do Estado.

Após quatro anos de guerra civil, finalmente é fundada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, reunindo a Rússia com mais quinze países que já compunham o antigo império czarista. Depois da Segunda Grande Guerra, os países do Leste europeu vizinhos à URSS adotaram o socialismo, formando a chamada Cortina de Ferro. Foram criados os sovietes, pequenos grupos de trabalhadores que tomavam decisões autônomas em âmbito local ou opinavam sobre assuntos nacionais. Logo, o povo soviético percebeu que a tão sonhada liberdade com a promessa de trabalhar quando e como quisesse, sem patrões e exploração estava cada vez mais distante. Instalou-se no governo uma ditadura de partido único; as decisões políticas passaram a ser tomadas por um grupo restrito de burocratas do Partido Comunista; as leis tornaram-se rígidas como o chumbo. Perverteu-se a ideia original: as instituições do Estado que serviam para a promoção da libertação da classe trabalhadora, agora era usada para manter o regime a qualquer custo.

A manutenção do regime socialista tornou-se um fim em si mesmo. O Estado passa a perseguir àqueles a quem foi prometida a liberdade. Instaura-se um regime totalitário que coloca a população em estado de terror constante. O governo desconfia de tudo e de todos. Qualquer movimentação é vista como suspeita e uma provável rebelião. As leis são inúmeras e insuportáveis. É a perversão do Direito que existe exatamente para proteger os mais fracos e não para que seus dispositivos sejam usados para amedrontar ou ameaçar. A classe trabalhadora, até então protagonista da revolução, é vitimada. Se já não há mais patrões, os trabalhadores passam a ser verdadeiros escravos do Estado e a receberem ordens de meia dúzia de dirigentes do PC, que ditam o que, quanto e como devem ser produzidos os produtos agrícolas e industrializados. A liberdade desaparece sob um amontoado de regras e decretos que sufoca a classe trabalhadora. O país se torna uma prisão levando muitos a fugir. Os alimentos eram racionados e os salários congelados. Trabalha-se muito e ganha-se pouco. As pessoas não possuem plena liberdade em explorar todo seu potencial. Sufocadas, fogem para outros países levando consigo todo conhecimento adquirido. A URSS começa a perder seus talentos o que a torna ineficiente em vários setores.

O totalitarismo invariavelmente leva à clandestinidade. O povo pratica atos ilegais com maior freqüência (em meio ao excesso de leis, torna-se impossível cumpri-las). Para se ter ideia do que é considerado um ato ilegal na URSS, basta exemplificar que, tomar uma coca-cola é um ato ilegal. É um círculo vicioso: o aumento da rigidez, leva à clandestinidade, que leva a uma rigidez ainda maior. A população é posta sob total vigilância, pois é preciso proteger o regime contra qualquer ameaça. Todos desconfiam de todos. O vizinho ou o colega de trabalho pode ser um espião, principalmente porque a forma do regime favorece o aparecimento de pessoas que passam a se beneficiar do esquema e tirar vantagens do governo delatando pequenos focos de resistência ou de oposição ao regime que podia, assim, se antecipar a pretensos movimentos de greve ou de contestação, punindo-os exemplarmente. Mais tarde, nem mesmo esses grupos de puxa-sacos e dedos-duros escaparão à fúria do regime. E as punições são muitas e severas: campos de concentração (chamados gentilmente de campos de reeducação, onde os “reeducandos” recebiam treinamento de como servir melhor ao regime), trabalhos forçados, castigos físicos, psicológicos e morais, o exílio, a pena de morte.

A promessa de bem-estar social para os trabalhadores foi total e violentamente esquecida. As pessoas foram esquecidas. Relegadas ao segundo plano, ficaram à mercê de um regime que as usava para se auto-sustentar, onde trabalhavam para produzir para o Estado, combater pelo Estado e quando adoeciam ou se tornavam incapazes ou quando simplesmente o regime decidia, eram imediatamente substituídas ou eliminadas como peças de uma máquina, sem levar em consideração qualquer aspecto de suas vidas. O socialismo que era visto como a vitória do humanismo e da liberdade do homem provou-se ser o oposto, ou seja, um agente de escravização e desumanização.

Dessa forma, a sociedade socialista que deveria ser o ápice da evolução de toda a humanidade durou apenas 75 anos. Entrou em colapso quando o povo que vivia sob as bandeiras vermelhas cansaram da opressão e tenderam – como tendem todas as pessoas – ao direito natural à liberdade. Se os trabalhadores foram os protagonistas da implantação do socialismo, também o foram do seu fim. Manifestações na Tchecoslováquia e na Hungria agitaram o bloco socialista. Os trabalhadores do sindicado Solidariedade, na Polônia, organizaram corajosamente as primeiras greves. O Muro de Berlim é derrubado. Foi o início do fim. Quando o regime se viu seriamente contestado, algo tinha que mudar. E mudou. O líder do governo soviético Mikhail Gorbachev promoveu algumas reformas a fim de salvar o comunismo. Mas não havia mais o que fazer. Era o fim da URSS.

Como todos os fatos históricos, a experiência vivida na URSS e em todo o bloco socialista deixou-nos uma lição. As leis servem às pessoas para que haja ordem e liberdade e para permitir que as pessoas deem o melhor de si e não o contrário. Não apenas nos países socialistas ou em regimes totalitários, mas também em qualquer esfera de poder, na família, nas empresas que mantêm um sistema que prioriza a si próprio ou os resultados ou o lucro em detrimento da pessoa humana estão fadados ao fracasso.

12 de ago. de 2012

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu


A Boa Notícia de Jesus Cristo

João 6, 41-51

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.” (Jo 6, 51)

Diante do discurso de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, o povo começa a criticá-Lo, por não compreender a profundidade do ensinamento sobre a Eucaristia. Para crer no grande mistério do Santíssimo Sacramento é preciso crer na encarnação do Verbo. Deus fez-se homem em Jesus Cristo, no seio da Virgem Maria. Os judeus não conseguiram acreditar no Deus encarnado. A toda menção de Sua origem divina, os judeus argumentam afirmando que conhecem Seus pais e parentes. E fica difícil entender como alguém se considera cristão, crê na encarnação, mas não crê na Eucaristia. Em Seus ensinamentos, Jesus deixa claro que este Pão que Ele nos dá é Seu corpo entregue em sacrifício. Portanto, a Santa Missa não é somente um banquete ou ceia, mas é o sacrifício de Cristo no calvário que se faz presente pelo Espírito Santo e pelas palavras do sacerdote. Participemos da Missa com profundo respeito e reverência. Que recebamos o Corpo e o Sangue do Senhor com adoração.

4 de ago. de 2012

Eu sou o Pão da Vida


A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 6, 24-35

“Jesus replicou: ‘Eu sou o Pão da Vida: aquele que vem a mim não terá fome e aquele que crê em mim jamais terá sede.’” (Jo. 6, 35)

Após o milagre da multiplicação dos pães, Jesus volta para Cafarnaum. A multidão que tinha sido alimentada o persegue até lá, o que Jesus repreende acusando-os de segui-lo não por causa do maravilhoso milagre que tinham presenciado, mas porque tinham se saciado. O povo pensava que Jesus, novo Moisés, os alimentaria como seus antepassados tinham sido alimentados no deserto com o maná. Pesar daquele milagre que ocorreu no dia anterior, preferia Moisés que havia intercedido junto á Deus e Este enviou pão do céu, o maná, durante quarenta anos.

O povo acreditava que Jesus instauraria uma vida ociosa, dando-lhe alimentação. Mas Jesus falava-lhes de outro pão. Falhava-lhes de Si próprio, o verdadeiro Pão que o Pai dava ao Seu povo. Ele é o alimento imperecível que dá a vida eterna. O maná alimentava o corpo. Jesus alimenta a alma, dá vida à alma purificando-a do pecado e livrando-a da morte. É através da fé que nos alimentamos deste pão. “O justo viverá da fé”, diz o profeta. Jesus é o alimento que nos sacia plenamente.

Mais tarde, Jesus falará que o pão é Sua carne e Seu sangue é verdadeira bebida: É a Eucaristia, remédio de imortalidade. Diante de um mundo onde as pessoas estão famintas e sedentas de um sentido para a vida e se alimentando tão mal em doutrinas, ideologias e comportamentos que oferecem respostas insatisfatórias e prazeres momentâneos, Jesus nos oferece um verdadeiro banquete, o banquete eucarístico que nos completa, nos preenche com Sua Divina presença e nos une a Deus. 

3 de ago. de 2012

A Revolução Feminista a serviço dos homens


O feminismo deve ter sido inventado por um homem. Não houve jamais um movimento de mulheres que tenha beneficiado tanto a nós indivíduos do sexo masculino. Primeiramente, a emancipação financeira da mulher foi-nos uma benção. Mulheres em casa davam gastos exorbitantes. Ficavam na segurança do lar, cuidando da casa e dos filhos, longe do estresse, da competição voraz e das doenças cardíacas, enquanto nós enfrentávamos o mundo lá fora cheio de perigos. A mulher trabalhando fora de casa nos aliviou imensamente. Sobra até um dinheirinho para a cerveja, o churrasco com os amigos, o futebol do fim-de-semana. 

Direitos iguais nos possibilitaram pequenos prazeres como continuarmos sentados no ônibus sem qualquer constrangimento enquanto senhoritas viajam em pé. Donas do próprio corpo, vemos mulher pelada até quando não queremos. E a liberação sexual então nem se fala! Para os homens, sexo era só casando ou pagando. As coisas ficaram imensamente mais fáceis, baratas e irresponsáveis. Não precisamos mais nos prender numa só mulher, elas se libertaram pelo divórcio. E não precisamos mais ter filhos enchendo o saco todos os dias depois do trabalho. Só precisamos encontrá-los aos finais de semana. 

E aquele castigo divino chamado gravidez que deixam as mulheres temporariamente incapacitadas e nada as diferem tanto dos homens, sendo a maior afronta à igualdade de gêneros? Para isso, o movimento feminista já tem o remédio: quando todos os outros métodos falham resta o aborto. Mas nesse caso as feministas pisaram na bola conosco, homens. Em todo o planeta, dois terços dos fetos abortados são do sexo feminino, fazendo a balança populacional pender para os homens. No mundo, há mais homens do que mulheres! Assim não dá!

22 de jul. de 2012

Como ovelhas que não tem pastor

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 30-34

“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Mc. 6, 34)

Aquela multidão que perseguia os apóstolos e Jesus e que não os deixava nem descansar eram apenas uma amostra da grande multidão sedenta de Deus que é a humanidade. É para Deus que nossas vidas devem ser direcionadas. Infelizmente, nos nossos tempos atuais, a cada dia que passa a humanidade vira as costas para Deus. Regiões inteiras que antes eram cristãs – como a Europa – estão se laicizando rapidamente e este fenômeno espalha-se a todo o Ocidente, chegando até nós.

A sede de Deus não diminuiu; o que mudou foram as fontes aonde tentam se saciar: o consumismo, a vaidade, o poder, o dinheiro, enfim, numa vida amoral. Os pastores que arrebanham essas ovelhas sedentas, sejam eles líderes políticos, religiosos ou pessoas presentes na mídia, são aqueles que prometem felicidade imediata, conforto, uma vida só de prazeres e sem responsabilidade. Muito diferente da proposta do verdadeiro Pastor.

Que nos deixemos conduzir por Cristo. Que Seus ensinamentos que nos libertam verdadeiramente ecoem em nossos corações.

15 de jul. de 2012

Jesus envia os apóstolos em missão


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 7-13

“Então chamou os Doze e começou a enviá-los dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.” (Mc. 6, 7)

No evangelho deste domingo, Jesus envia os apóstolos em missão, dando-lhes poder sobre os demônios. Os apóstolos partem em duplas. Jamais a missão de anunciar o evangelho é solitária. Será sempre comunitária. Será missão da comunidade de Jesus, ou seja, de Sua Igreja. O Senhor escolheu os apóstolos e estes escolherão e enviarão os bispos; e estes, por sua vez, ordenarão presbíteros e diáconos que os ajudarão na missão sagrada. Portanto, ninguém está autorizado a se autointitular “apóstolo” ou “bispo”. E que tristes tempos vivenciamos em que os falsos apóstolos e falsos bispos se proliferam, dividindo a Igreja de Cristo. A túnica sem costuras de Nosso Senhor, símbolo da unidade da Igreja, é rasgada sem dó nem piedade. Corajosos estes “cristãos” que agem com a ousadia que faltou aos carrascos de Jesus!

As duplas de apóstolos partem em missão com o poder de expulsar os demônios. Jesus veio ao mundo para livrar os homens da escravidão que satanás nos impõe através do pecado. E esta será a missão da Igreja quando Jesus voltar ao Pai. Na força do Espírito Santo, expulsará o demônio. Não tanto – mas também – em sessões de exorcismo, mas, sobretudo livrando a humanidade de costumes perniciosos, da idolatria, do temor. Assim, expulsando o mal, a Igreja livrou os romanos do adultério e do homossexualismo, do costume de jogar crianças indesejadas no lixo, das lutas de gladiadores, da pena de morte na cruz, da escravidão; foi assim que a Igreja livrou os povos bárbaros dos sacrifícios animais e até humanos que algumas tribos ainda praticavam, livrou-os do temor de falsos deuses vingativos e terríveis, dos atos de violência e da vingança privada dando-lhes o senso de direito e justiça. Foi assim que a Igreja libertou as Américas dos deuses que pediam sangue humano, o que resultou em milhares de mortos nos altares dos povos pré-colombianos, foi posto fim ao canibalismo. E a Igreja avança na África, livrando o continente da magia negra, do espiritismo, da depravação, da poligamia, do ódio étnico, do assassinato de albinos.

Deste modo, a Igreja continua a missão primeira daqueles doze homens enviados por Jesus após Sua rejeição em Nazaré. A missão de livrar a humanidade da escravidão do pecado, anunciando e promovendo a vida da graça em Cristo Jesus. Que sigamos a Cristo e sejamos fermento na massa, modificando cada local onde freqüentamos e levando a todos a alcançar a liberdade dos filhos de Deus. 

9 de jul. de 2012

Parabéns, São Paulo!


Hoje, 09 de julho, comemora-se o início da Revolução Constitucionalista de 1932, quando os paulistas pegaram em armas para defender a democracia brasileira contra os desmandos de Getúlio Vargas. Traídos por mineiros, gaúchos e mato-grossenses, São Paulo ficou sozinho nesta batalha e acabou militarmente derrotado, mas o ideal democrático permaneceu vivo e dois anos mais tarde, uma Assembleia Constituinte outorgou uma Constituição à Nação. Vitória dos paulistas. 

Parabéns, São Paulo, que mesmo sendo a locomotiva do Brasil e diferentemente de sulistas e nordestinos, jamais teve espírito separatista e pegou em armas para apartar-se do restante de seus irmãos brasileiros. Como está no dístico de nosso brasão: "Pro Brasilia Fiant Eximia", Pelo Brasil faça-se o melhor.

8 de jul. de 2012

Jesus é rejeitado em Nazaré


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 1-6

“Mas Jesus disse-lhes: um profeta só é desprezado na sua pátria. Entre seus parentes e na sua própria casa.” (Mc. 6, 4)

A História Sagrada demonstra o quanto o povo de Deus tendia ao pecado e se recusava a ouvir os profetas enviados por Deus. Desde o Antigo Testamento vemos a tentativa em converter o povo, chamado muitas vezes de “um povo de cabeça dura”. Jesus é mais do que um profeta, é o Filho de Deus que veio anunciar a Boa Nova do Reino, primeiramente ao povo escolhido, o Seu povo, os judeus. Mas, desde o princípio de Sua vida pública, Jesus foi rejeitado pela maioria. Não quiseram reconhecer Nele o Messias tão esperado para resgatá-los do pecado e da morte.

Jesus não inicia Seu ministério em Nazaré, cidade na qual vivia. Após Seu batismo, na Judeia, Jesus vai morar em Cafarnaum, onde começa a reunir Seus primeiros discípulos. Algum tempo depois, Jesus sobe a Nazaré, talvez para visitar Sua mãe, e em um dia de sábado, entra na sinagoga e começa a ensinar. Anuncia o Reino de Deus para seus concidadãos. A população de Nazaré reunida na sinagoga fica impressionada com Suas palavras e Sua sabedoria, pois conhecem aquele homem desde quando nasceu. Seus pais, São José e Santa Maria, são conhecidos de todos. Até os trinta anos, Jesus trabalhou na carpintaria que herdou daquele que pensavam ser seu pai. Não conseguem ir além. Não podem ver em Jesus mais do que o filho de Maria, o carpinteiro de Nazaré. Não crêem que Ele é o enviado do Pai.

A rejeição dos nazarenos será apenas uma amostra da rejeição da maioria do povo judeu que culminará na crucificação de Jesus. “Veio para os seus, mas os seus o rejeitaram”, diz São João em seu evangelho. Mas a rejeição a Jesus se estenderá, infelizmente, por toda a história e não será obra apenas do povo judeu, mas também daqueles que ouvirão as palavras de Jesus e não acreditarão. A Igreja, o Cristo prolongado na História, será alvo de chacotas e humilhações. Não acreditarão no que ela prega e farão de um tudo para desacreditá-la. Muitos dos seus filhos, a exemplo de Sua cabeça, Jesus Cristo, serão mortos porque não suportarão ouvir a Palavra de Deus. Não nos admiremos se a Igreja é rejeitada, se a pregação do evangelho não surte efeito. Haverá aqueles que nos rejeitarão e não nos darão ouvidos e estas pessoas, muitas vezes, serão aquelas que amamos e até mesmo familiares nossos. Saibamos que, nós, servos, não somos maiores do que nosso Senhor, mas, confiantes em Deus, não deixemos de anunciar o Seu Reino, o Seu amor por todos nós. 

30 de jun. de 2012

São Pedro e São Paulo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


“E Eu te declaro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” (Mt. 16, 18)


Hoje, comemoramos os martírios de São Pedro e São Paulo. Os dois apóstolos foram mortos na cidade de Roma durante a perseguição de Nero. São Paulo, como cidadão romano, morreu decapitado na Via Ostiense; e São Pedro foi crucificado. A seu pedido, pregaram-no na cruz de cabeça para baixo, pois não se achou digno de morrer da mesma forma que seu Senhor. Apresentado ao Senhor por André, seu irmão, o pescador Simão foi chamado por Jesus no início de Seu ministério. Assim que Jesus o conheceu, mudou-lhe o nome para Cefas, a pedra, Pedro. Deus sempre muda o nome de seus escolhidos conforme suas missões, especialmente dos príncipes de Seu povo. Foi assim com Abrão que se tornou Abraão e Jacó que foi chamado Israel. Aquele que viria a ser o príncipe dos apóstolos e chefe da Igreja de Cristo também recebe de Deus outro nome que o identifica com sua missão.

Estando Jesus com seus apóstolos em Cesareia de Filipe lhes pergunta o que ouvem comentar sobre Ele. Os apóstolos lhe contam que o povo não sabe quem Ele é e cogitam se não vem a ser um dos profetas que ressuscitaram. Jesus, então, quer saber de seus apóstolos quem pensam que Ele seja. Pedro toma a frente e responde que Ele “é o cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus lhe afirma que o que respondeu foi inspirado por Deus, pois sem ser revelado, tal conhecimento seria impossível de se alcançar racionalmente. Neste momento, Jesus se dirige a São Pedro e lhe declara: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Sobre a fé de Pedro é fundada a Igreja de Jesus. São Pedro e os apóstolos são os fundamentos da Igreja de Cristo.

Pedro torna o chefe visível do Povo de Deus. Mais tarde, após a ressurreição, às margens do mar da Galileia, lá onde as histórias dos dois se cruzaram pela primeira vez, Jesus exigirá de Pedro a tríplice profissão de amor e por três vezes lhe confiará Suas ovelhas. A missão de Jesus torna-se a missão de Pedro. Pedro se torna o pastor universal das ovelhas do Sumo Pastor Jesus Cristo. Pedro, como já foi dito, morreu em Roma. Morreu com ele esta missão confiada por Cristo? De forma alguma. A missão de pastor universal de todos os cristãos continuou através da sucessão apostólica. O bispo de Roma carrega a missão de Pedro ao longo da História. Somente os que estão em comunhão com o Sucessor de Pedro, ou seja, o Papa pode afirmar que fazem parte de forma plena da única Igreja de Jesus Cristo. Em um mundo cada vez mais relativista e individualista, onde cada um constrói sua própria moral e sua própria fé, olhemos para aquele que foi constituído cabeça visível da Igreja, o Vigário de Cristo e rocha inabalável, onde a verdade cristã repousa. 


24 de jun. de 2012

Rio+20 e a nova ordem mundial proposta pela ONU


A Rio+20 foi um dos assuntos que dominaram o noticiário nos últimos dias. A Conferência da ONU sobre o meio ambiente, cujo tema era o desenvolvimento sustentável, reuniu chefes de Estados e representantes de governos de todos os países. Sem a participação dos chefes de Estado ou de governo dos países desenvolvidos, não passou nem perto do que foi a Eco-92. Forte foi a presença de ONG's, representantes da sociedade civil – que, na verdade, são grupos de esquerda que defendem suas próprias ideologias que passam longe da vontade do restante da sociedade – e os mais diversos grupos e tipos de pessoas, transformando o evento numa mistura de Woodstock com a assembleia da UNE. Mas o que realmente se esconde atrás do crescente movimento ecologista? O movimento não apresenta uma ideologia hegemônica, atravessando as mais variadas correntes filosóficas, apresentando desde grupos bem intencionados até movimentos político-ideológicos radicais.

Após a queda da URSS no início da década de 1990 termina a divisão do mundo entre as ideologias capitalistas e socialistas. É o fim da Guerra Fria que dividiu o planeta entre zonas de influência dos EUA e da URSS. O socialismo perdeu sua força com a experiência fracassada da URSS. Entramos num período sem ideologias a defender. Então, sem o apoio de uma superpotência como a União Soviética e sem nenhum bom exemplo que levasse a população mundial a optar livremente pelo comunismo, a esquerda mundial precisava empunhar uma nova bandeira que envolvesse toda a humanidade e, assim, voltou-se para a causa ecológica. Revestidos de aparentes boas intenções na defesa dos recursos naturais do planeta, dominaram as ONG's ambientalistas. Os movimentos sociais de esquerda passaram a defender entusiasticamente a causa ambiental. O vermelho se foi: o verde tornou-se a nova cor do comunismo. São os chamados “melancias”: verdes por fora e vermelhos por dentro. O discurso é simples: o meio ambiente está sendo destruído; o causador desta destruição é o modo de vida da sociedade, sobretudo ocidental, baseada no capitalismo. Deste modo, conclui-se facilmente que o capitalismo é a causa da destruição do planeta e seus promotores e defensores, os Estados nacionais, devem ser substituídos por uma nova ordem mundial sob o argumento de uma iminente catástrofe que levará ao fim da humanidade.

Como já foi lembrado, sem o apoio de uma grande potência, a ONU tornou-se o caminho para a propagação e implantação desta nova ordem. Não podemos afirmar que a ONU é marxista, mas que os marxistas a utilizam. Na verdade, a ONU tem o talento de unir o individualismo liberal com a massificação marxista. Defende-se uma governança mundial, o fim da autodeterminação e independência das nações, que ditaria a cada país o que deve e o que não deve ser feito em defesa dos “direitos humanos”, do bem comum e da preservação do planeta. Com isso, a ONU se tornaria um parlamento supranacional, suas agências controlariam a economia, a justiça, a cultura, a religião e a população mundiais. A primeira experiência para este internacionalismo foi dado com a criação de blocos regionais, como a União Europeia. Teorias da conspiração encontradas pela internet e planos para conquistar o domínio mundial podem soar como um novo livro de Dan Brown, mas os documentos da ONU e a pressão que esta já exerce sobre as nações signatárias de suas convenções para que aprovem seus intentos são provas de que a intenção de um governo global realmente existe. E o medo da população mundial de uma catástrofe ambiental levaria ao apoio incondicional de tal governo. Afinal, quem não apoiaria uma instituição que seria a única capaz de salvar nossas vidas, nem que para isso sacrificássemos parte de nossa liberdade individual ou independência nacional?

No passado, os esquerdistas defendiam o fim do capitalismo como solução para os problemas sócio-econômicos. Passado o capitalismo, o comunismo se instalaria trazendo o paraíso na Terra. Agora, o capitalismo é considerado o grande vilão da questão ambiental. Interessante frisar que a URSS era entre as nações, a segunda maior poluidora; que destruiu suas florestas; que causou um desastre ambiental irreversível no Mar de Aral e que o maior acidente nuclear da História aconteceu em Chernobyl. Vale lembrar também que Cuba transformou suas áreas de vegetação natural em plantações de cana-de-açúcar; e que os assentamentos do MST praticam desmatamentos desregrados no Brasil. Ou seja, o socialismo jamais conseguiu este admirável desenvolvimento sustentável tão defendido pelos movimentos de esquerda. Mas o ecologismo da ONU tornou-se patente após a publicação da Carta da Terra no ano 2000. A ONU traiu sua constituição, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A pessoa humana deixou de ser a referência quando se trata do seu desenvolvimento e bem-estar integrais e da salvaguarda de sua dignidade. A Terra passou a ser o ente que deve ser defendido e preservado custe o que custar, inclusive se custar vidas humanas. O planeta passou a ser considerado uma entidade viva e o ser humano uma praga a ser combatida.

Apostando no catastrofismo apocalíptico, a ONU com a colaboração de ONG’s ambientalistas, partidos políticos, intelectuais e centros de pesquisa passou a divulgar dados assustadores sobre as mudanças climáticas que levariam ao fim da vida como se conhece na Terra. Deturpando dados científicos – como ficou provado no roubo dos e-mails do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – e desacreditando aos milhares de cientistas que apresentam teorias que comprovam a impossibilidade de haver mudanças climáticas provocadas pela ação humana (nenhum deles foram convidados para participarem da Rio+20) a ONU induz a população mundial ao medo e coage todos a apoiar suas políticas. Vislumbrar um futuro de seca, fome, cidades litorâneas submergidas e guerras leva a qualquer um a apoiar quem possa impedi-lo. E é por isso que a ONU tenta em suas diversas conferências sobre o meio ambiente aprovar um documento que obrigue a todos os países a seguirem suas diretrizes que orientam todos os aspectos da vida humana no sentido de preservar o meio ambiente. Sem a presença dos países desenvolvidos (Angela Merkel, por exemplo, preferiu torcer para a seleção alemã na Eurocopa) e sem conseguir impor sua vontade, o documento final da Rio+20 provou que a conferência foi um fracasso. Graças a Deus. 



17 de jun. de 2012

A semente semeada


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 4, 26-34

“Dizia também: o Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.” (Mc. 4, 26)

São várias parábolas que Jesus conta comparando a pregação ou próprio Reino de Deus com uma semente e seu processo de germinação. Nesta parábola do grão que germina sozinho, Jesus quer ensinar que o dever de cada cristão é semear a Palavra de Deus. O efeito que esta gerar nos corações não é responsabilidade nossa. Depende da abertura de cada um para a graça de Deus. 

Vemos que, muitas vezes, há uma preocupação exagerada quanto ao número de fiéis na Igreja e, para mantê-lo, acabam enveredando para o proselitismo, onde a verdade é relativizada, a liturgia deformada, apenas para atrair o maior número de pessoas possível. Deus nos ama, mas não precisa de nós. A Igreja nos acolhe, mas nós necessitamos dela e não o contrário. Cristo nunca agiu assim. 

Na pregação sobre o Pão da Vida, quando muitos o abandonaram porque não acreditaram em Suas palavras, em vez de correr atrás dos que iam embora, exigiu uma profissão de fé de seus apóstolos. Que sigamos este exemplo. Anunciemos o Evangelho como um todo, sem adocicá-lo ou mutilá-lo. Que a doutrina católica seja exposta em toda a sua verdade. Quem quiser aceitá-la que se aninhe nos galhos de nossa Santa Mãe Igreja. Quem não quiser que se vá ou fique fora. 

10 de jun. de 2012

O pecado contra o Espírito Santo


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 3, 20-35

“Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possuído por Beelzebul; é pelo príncipe dos demônios que Ele expele os demônios.” (Mc. 3, 22)

Muitos dos contemporâneos de Jesus duvidavam que Ele fosse o Cristo Senhor. Mesmo diante dos milagres incontestáveis que Jesus realizava, os escribas e fariseus preferiam acusá-lo incoerentemente de agir pelo poder do demônio do que se converterem. Este endurecimento do coração diante da graça de Deus é que Jesus chama de pecado contra o Espírito Santo, um pecado imperdoável. Até mesmo parentes próximos duvidavam, pensam que Ele está louco. Seus parentes tentam detê-lo e Nossa Senhora os seguem para proteger Jesus. (Maria é a “bem-aventurada porque acreditou”, portanto, é ilógico pensar – como alguns dizem – que Ela também não acreditava. Interpretações como esta não tem fundamento). Que não endureçamos nosso coração diante de Jesus. Coloquemos de lado nosso orgulho, nossos medos e nos deixemos que a graça de Deus nos toque.

7 de jun. de 2012

Corpus Christi, a festa do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo


                                          


A Eucaristia é o maior dom que Jesus poderia ter nos deixado. Durante a Última Ceia, antes de Sua Paixão e morte na cruz, o Senhor deixa como herança à Sua Igreja Seu Corpo e Sangue como alimentos. O antigo sacrifício pascal é substituído. Assim como na noite de Páscoa, os judeus sacrificavam o cordeiro pascal e comiam sua carne, Cristo, o Cordeiro de Deus, dá Sua carne para ser verdadeiramente comida. O Cordeiro que sacrifica-se na cruz é comido na mesa eucarística. O pão e o vinho não são símbolos do corpo e sangue de Jesus Cristo, mas tornam-se verdadeiramente Sua Carne e Seu Sangue após as palavras que o sacerdote pronuncia durante a consagração na Santa Missa. As palavras do sacerdote são as palavras de Jesus Cristo na Santa Ceia, ou melhor, é o próprio Cristo, único Sacerdote, que age através de seus ministros para nos oferecer este admirável e misterioso dom.

Muitas vezes nós comungamos como um ato mecânico ou só porque estamos na Santa Missa. Não nos atentamos para o magnífico ato que estamos cometendo. Absolutamente nada como comungar do Corpo de Cristo nos aproxima tanto da realidade celeste; na hóstia consagrada não está apenas a carne e o sangue do Senhor Jesus, mas também sua alma e sua divindade. E como as Pessoas da Santíssima Trindade são inseparáveis, o Pai e o Espírito Santo também estão presentes; e como os santos da Igreja militante, padecente e triunfante fazem parte do Corpo Místico de Cristo, eles também fazem-se presentes. É a antecipação do céu, a presença diante de Deus que viveremos por toda a eternidade. Comungar e unir-se a Deus de tal forma que tornamo-nos um com Ele. Não se entende um cristão que rejeite a Santíssima Eucaristia; não se entende alguém que ame sinceramente a Jesus Cristo e renegue a Santa Missa. Nada é comparável à Santa Missa. Qualquer momento de oração, qualquer culto, por mais piedoso que seja, é infinitamente inferior à Santa Missa. Que venham todos os cristão sentarem-se à mesa do banquete nupcial do Cordeiro que durará pelo século dos séculos. 



3 de jun. de 2012

Santíssima Trindade


Hoje, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Não é fácil explicar este grande mistério que o centro da nossa fé. Antes de procurarmos entendê-lo, devemos amar e adorar o Deus Uno e Trino. A religião cristã é monoteísta, ou seja, assim como no Islã e no Judaísmo, cremos em um único Deus. Mas, diferentemente, cremos que Deus é único, mas não é sozinho. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus. Não são três deuses, nem a divindade se manifesta de três formas, mas a mesma essência divina está nas três pessoas sem diferença e sem se misturar. Deus se revelou para o povo de Israel. Em meio a tantos povos politeístas, que possuíam uma infinidade de deuses, Deus chama Abraão para formar Seu povo do qual nasceria o Salvador.

Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho que se encarnou no ventre da Virgem Maria, para nossa salvação. O Filho foi gerado pelo Pai desde toda a eternidade. Não foi criado e é Deus com o Pai. Jesus nos revelou o amor do Pai, nos mostro que Ele nos ama acima de tudo e com Sua morte e ressurreição restaurou a comunhão entre Deus e os homens. Voltando para junto do Pai, nos enviou o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Amor entre o Pai e o Filho é nos dado para que entremos em plena comunhão com Deus. Através do Espírito Santo, nos tornamos templo da Santíssima Trindade. Ao sermos batizados, Deus faz morada em nós. Passamos, então, a fazer parte do amor da Santíssima Trindade, somos introduzidos na Família Divina, pelo Espírito Santo, em Cristo Senhor. Portanto, pela graça, estamos em plena comunhão com Deus e tornamo-nos co-herdeiros de Jesus Cristo. Vivamos na graça de Deus, longe de qualquer pecado, para que não nos separemos de Deus e vivamos eternamente na Sua presença. 

19 de mai. de 2012

Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Marcos 16, 15-20

“Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.” (Mc. 16, 19)

Comemoramos a Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo. Quarenta dias após a Sua ressurreição, Jesus aparece pela última vez e instrui Seus apóstolos a não se afastarem de Jerusalém até que Ele envie sobre eles o Espírito Santo. Glorioso, Jesus Cristo volta para junto do Pai de onde tinha saído e, por direito e por conquista, está sentado à direita de Deus. As marcas da crucificação são provas de que Jesus leva a nossa humanidade para o céu. Estamos, em Cristo, juntos a Deus. Ele restaurou a amizade com Deus, perdida em Adão.

A missão dos apóstolos e, portanto, da Igreja é levar a salvação ao mundo inteiro. Após receber o Espírito Santo que guiará a Igreja por todos os séculos, seus discípulos deverão continuar a mesma missão de Jesus Cristo. A missão confiada à Igreja consiste em expulsar o demônio, ou seja, mais do que exorcismos, a pregação do evangelho, aonde chega, tem a força de retirar as pessoas do poder do diabo e o batismo ministrado em nome da Santíssima Trindade, faz-nos passar do poder de satanás para o Reinado de Deus.

A subida de Jesus aos céus não representa Sua ausência, nem que Ele abandonou Seus seguidores, pelo contrário, Jesus não está mais limitado no espaço e no tempo por Seu corpo mortal. Por Seu Espírito que derramará sobre a Igreja, se fará presente em todos aqueles que nEle crerem.e agirá por meio de Seus sacerdotes. Através de Seu Espírito, Jesus, cabeça da Igreja, a acompanha por toda a História, não permitindo que se desvie da sã doutrina. Cada um de nós que recebemos o batismo tornamo-nos outro cristo, por isso, devemos viver como Ele viveu e testemunharmos a nossa fé diante do mundo.

18 de mai. de 2012

Mulheres da Idade Média - Adela de Blois (ou da Normandia)

                                                       

Adela da Normandia, também conhecida como Adela de Blois ou Adela da Inglaterra (Normandia, França, c. 1062 – Marcigny-sur-Loire, França, c. 1137) foi condessa de Blois. Sexta filha de Guilherme, o Conquistador e de Matilde de Flandres. Irmã predileta do rei inglês Henrique I, foi uma mulher culta. Considerada amável e letrada, criou em Blois toda uma atividade cultural. Também se dedicou à poesia e as letras. Era defensora dos poetas. A decoração de seu castelo era fastuosa. Sábia, artística e intelectual, ao seu redor esteve um círculo de poetas, sábios e historiadores, que a louvaram.

Em 1080, após longa negociação, Adela casou-se com Estevão II, Conde de Blois e Chartres, com quem teve treze filhos, dentre eles Estêvão, conde de Bolonha, que se tornou rei de Inglaterra em 1135. Por casamento, tornou-se Condessa de Blois, Chartres e Meaux. Grande administradora, desempenhou um papel importante na gestão das terras de seu marido.

Em 1096, seu marido, o Conde Estevão II parte para a primeira cruzada. Adela emprega sua fortuna pessoal na operação militar do marido. Estando o conde na Terra Santa, tornou-se regente dos condados do marido. Dois anos mais tarde, o Conde Estevão II deserta em Antioquia. Mesmo voltando para suas terras carregado de ricos despojos de guerra, Adela ficou furiosa e envergonhada com a deserção do marido, julgando que este não havia cumprido seu voto de cruzado e considerando-o covarde. Pressionou-o a voltar para o Levante o que ocorreu no ano de 1101. O Conde Estevão II morre no ano seguinte durante um cerco, na segunda batalha de Ramla, substituindo a vergonha da deserção pelo heroismo. Com a morte do marido, Adela seguiu administrando suas propriedades e educando seus filhos. Sua influência política se estendia pela Inglaterra e norte da França.

Em 1100, Henrique, com o apoio de sua irmã Adela, suplanta seu irmão mais velho, Roberto, e sobe ao trono da Inglaterra. A condessa Adela governou Blois e Chartres até 1107. Garantindo a segurança de suas posses, passou o poder para as mãos de seu filho, Teobaldo. Guilherme, o filho mais velho de Adela era originalmente o herdeiro dos domínios de seu pai, mas esta honra foi dada a seu irmão mais novo, Teobaldo, com Adela trabalhando ativamente com ele no governo dos estados.

Adela manteve-se em comunicação regular com o arcebispo de Canterbury exilado, Anselmo, e com o Papa Pascoal II. Ela foi patrona de outros líderes da igreja na França e na Inglaterra, empregando suas posses na construção e manutenção de igrejas e mosteiros. Mantendo ligações com o mosteiro de Cluny, Adela apoiou os princípios da reforma papal, mais tarde conhecida como reforma gregoriana, com tendência para o humanismo e a liberdade, que retirou as jurisdições monásticas e episcopais do domínio secular, onde bispos e abades eram escolhidos pelos senhores feudais, prática que ficou conhecida como investidura laica. Ela também sustentou poetas, incluindo o Abade Baudri de Bourgueil, mais tarde Bispo de Dol (com o apoio de Adela). que escreveu um poema que dedicado a sua patrona.

Em 1113, Adela e seu filho Teobaldo juntaram-se ao rei Henrique I da Inglaterra na luta contra as forças dos Capetos, Felipe I e seu filho Luís. Eles entraram em combate novamente em 1118, com Adela tendo um papel diplomático ativo.

Adela se retirou para um convento em 1130, na localidade de Marcigny-sur-Loire, em Marselha. Em 1135, o filho de Adela, Estevão, dirigiu-se rapidamente após a morte de seu tio, Henrique I, para tomar a coroa da Inglaterra. Henrique tinha designado sua filha, a imperatriz Matilda, como sua sucessora, e fez com que seus nobres declarassem lealdade a ela. Mas com a ação de Estevão, uma prolongada guerra civil começou na Inglaterra. Adela não era para ver o fim dessa batalha, nem a derrota final de seu filho. Ela morreu em 8 de março de 1137, aos 74 anos de idade. 



13 de mai. de 2012

6º Domingo da Páscoa - Amai-vos uns aos outros como eu vos amo


A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 15, 9-17

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo. 15, 12)

O evangelho de hoje é continuidade do evangelho sobre a videira e os ramos que foi proclamado no domingo passado. Nós, como os ramos desta videira que é Jesus, só podemos permanecer nela perseverando no amor. Para permanecermos no amor de Deus, em Sua graça, devemos amá-lo com toda a nossa alma, com toda a nossa força. E como O amamos? Guardando Seus mandamentos. É na obediência a Deus, realizando a Sua vontade em todos os momentos da nossa vida que provamos nosso amor ao Senhor. Deus é amor. E a dinâmica deste amor se encontra na Santíssima Trindade entre o Pai e o Filho. A unidade das pessoas da Trindade se dá no amor. Portanto, ao sermos inseridos em Jesus Cristo, passamos a fazer parte deste amor, entramos em plena comunhão com Deus.

Esta vida em Deus, ou seja, no amor absoluto, por sua própria dinâmica, não pode ficar reduzido ao cumprimento dos mandamentos, mas este amor se estende para todos os homens e mulheres. Não um amor abstrato, que fique só na teoria, um amor que seja da boca pra fora. Ás vezes é fácil dizermos que amamos as crianças famintas da África, posto que estão a milhares de quilômetros de nós. Temos que amar àquelas pessoas do nosso convívio, primeiramente nossos familiares, nossos pais, filhos, vizinhos, amigos e inimigos também. Devemos amar àqueles que não vamos com a cara. E não basta suportá-los, aturar suas companhias, mas o jeito de amar que Jesus nos ordena a dar a vida por um deles se isso for necessário.

Nosso padrão de amor é Jesus Cristo. Ele nos dá esse novo mandamento do amor: amar uns aos outros como Ele nos amou. E nos amou dando a vida por nós na cruz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que fá a vida por seus amigos”. Jesus nos amou até o fim. Quando este amor exigiu todo o Seu sofrimento, Jesus se dispôs a suportá-lo. Por isso, este mandamento de Jesus não tem nada de romântico. Ao contrário, exige de nós algo que só podemos realizar com a ajuda da graça de Deus.Que Deus nos auxilie para que permaneçamos sempre em Seu amor sendo filhos obedientes como o Senhor Jesus, o Filho, foi obediente até à cruz. 

9 de mai. de 2012

Dez mil visitas

Atingimos a marca de 10.000 visitas neste blog. Não é muitas levando em conta que já existe há três anos, mas quero agradecer a todos que o visitaram. Segundo os dados oficiais do blogger passaram por aqui pessoas dos mais diversos países: de todos os países das Américas e de meia Europa, pelo menos uma pessoa entrou no Vade Fodere Puctas!; chineses, sauditas, paquistaneses, indianos, indonésios, armênios, angolanos, moçambicanos, argelinos, líbios, taiwaneses, passaram pelo blog e são exemplo de como o que escrevemos atinge tantas partes do mundo. 

Ainda segundo os dados do Blogger, a maioria destas pessoas encontra o blog em buscas no Google. Geralmente - e não é de se surpreender - buscam algo relacionado a sexo e, devido ao nome do blog, acabam aterrizando aqui. Mas assuntos específicos procurados nos sites de busca também localizam este blog, principalmente os temas do evangelho e fatos históricos. 

O blog surgiu com a ideia de ser um ambiente onde eu, este humilde blogueiro, pudesse exprimir as minhas indignações diante das imoralidades de nossa sociedade. Diante das potências deste mundo, pelo menos poderia reservar um lugar público para me indignar. Por isso o nome: Vade Fodere Puctas!, uma expressão num latim pra lá de popular que significa: Vai Plantar Batatas! A proposta também abrangia artigos sobre História. Porém, por diversos motivos, o blog traz os comentários do evangelho como a maior parte de seu conteúdo. Não sei se a proposta original foi traída, posto que não há nada mais apropriado para denunciar o comportamento da sociedade contemporânea do que o evangelho de Jesus Cristo. 

Tenho sete seguidores. São poucos, mas agradeço a cada um deles que seguem mais de perto o que tenho para dizer. Estendo meus agradecimentos a todos os anônimos que prestigiam meus artigos e a todos aqueles que se ocuparam em comentá-los. 

Muito obrigado!

Rodrigo Castellani



6 de mai. de 2012

5º Domingo da Páscoa - Jesus é a videira


A Boa Notícia de Jesus Cristo

João 15, 1-8

“Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em Mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” (Jo. 15, 5)

A imagem da videira aparece por todo o Antigo Testamento. é comparada com o povo de Israel que Deus plantou e cuida como propriedade Sua esperando que ela dê os bons frutos no momento oportuno. Porém, esta videira, apesar de ser tratada com tanto cuidado, acaba decepcionando o vinhateiro. O povo de Israel comete infidelidade, peca contra Deus. Jesus retoma esta imagem, mas a torna pessoal. Ele é a videira verdadeira. Nele, não somente os judeus, mas toda a humanidade pode ser enxertada. É Nele que, pela fé e pelo batismo, somos incorporados e formamos a Igreja. A seiva do amor alimenta esta videira. Quem ama permanece unido ao tronco, a Jesus, e seu amor se alastra para os outros membros.

Neste mundo relativista, é comum ouvirmos que o importante é ser bom, fazer coisas boas, ajudar o próximo independentemente da religião. Porém, nosso Senhor ensina que sem Ele nada podemos fazer, ou seja, sem estarmos unidos a Cristo não conquistamos mérito nenhum diante de Deus por mais que façamos boas obras. E os cristãos que são os ramos desta videira que é Cristo, precisam produzir frutos, perseverando na fé e na caridade, vivendo na graça de Deus. Mesmo sendo cristãos, se formos estéreis, vivendo no pecado e na falta de amor ao próximo, nos separamos de Jesus Cristo. Resumindo: aqueles que não são cristãos não podem se salvar pelas obras; e os cristãos, sem obras, não podem ser salvos. 

28 de abr. de 2012

4º Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor

A Boa Notícia de Jesus Cristo


João 10, 11-18

“Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.” (Jo 10, 18)

Hoje é o domingo do bom Pastor. Jesus declara-se o bom pastor. Aqui o adjetivo bom vai além da referência à sua bondade. É bom porque é o pastor que sabe exercer seu ofício com competência. Nosso Senhor revela a diferença entre o bom pastor e o que é mercenário, que não é dono das ovelhas, mas as pastoreia em troca de pagamento. O mercenário não se importa com as ovelhas. Para ele, o importante é receber o salário no final do mês. Quando vem o lobo, ele simplesmente foge para se salvar e abandona as ovelhas. Além de não amar as ovelhas, também não honra seus compromissos com o dono das ovelhas que o paga exatamente para evitar que algum mal aconteça às suas ovelhas.

Aqui encontramos uma lição para cada um de nós: devemos, na nossa vida profissional, fazer nosso trabalho, seja ele qual for, com responsabilidade, competência e de acordo com aquilo que se espera ou se exige de nós para que o salário que recebemos seja fruto honesto do nosso trabalho. O empregado que “enrola” no trabalho, falta sem justificativa, faz seu serviço com displicência, rouba seu patrão, pois recebe um salário que não merece.

Voltando à comparação de Jesus, Ele dá a vida por suas ovelhas. Quando o lobo chegou, quando toda a força do mal se abateu sobre Ele, o Senhor Jesus enfrentou a todo o sofrimento, a todos os golpes, as dores insuportáveis da cruz em prol das ovelhas. Os sumos sacerdotes que passavam diante da cruz O incitavam a fugir daquele sofrimento para provar que era o Cristo. Estes sim, pastores do povo de Israel, eram os mercenários que pretendiam apenas explorar o povo. O rei de Israel, segundo antiga imagem, era considerado o pastor de Israel. Jesus é o rei dos judeus. A placa com o motivo de sua condenação diz categoricamente que Ele é rei. Mas o Pastor dos judeus reina da cruz. Ali é Seu trono, o que os chefes do povo não puderam entender.

Jesus amou de tal forma Seu rebanho que morreu por ele. Ele é o verdadeiro Sacerdote. Livremente entregou Sua vida em sacrifício. Sacerdote e sacrifício são Jesus Cristo. Porém, Jesus não foi derrotado na cruz. Pelo Seu amor levado às últimas conseqüências, resgatou Suas ovelhas feridas e dispersas pelo pecado e com Sua ressurreição, tomando Sua vida de volta, Jesus nos deu a vida em abundância, a verdadeira vida da graça que durará por toda a eternidade. Jesus é o rei dos judeus, mas não somente deles, mas de todos aqueles que pela fé e pelo batismo entram em Seu Reino eterno.

É o pastor que reconhece Suas ovelhas e estas O reconhecem que fazem parte de Seu aprisco, isto é, a Igreja. Deixemos os falsos pastores que agem no meio de nosso povo. Ultimamente, tem-se surgidos inúmeros pastores, inclusive os que dizem falarem em nome de único Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, mas espoliam as ovelhas e muitos tem dado ouvidos a eles, abandonando o rebanho do Senhor. Sigamos a Jesus Cristo, o bom pastor, que nos pastoreia através daquele que instituiu como pastor universal de seu rebanho (Jo. 21, 15-17), Pedro, cuja função continua até hoje em seus sucessores.


21 de abr. de 2012

3º Domingo da Páscoa - Sereis minhas testemunhas

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Lucas 24, 35-48

“Vós sois as testemunhas de tudo isso.” (Lc 24, 48)

Jesus se encontra com seus onze apóstolos após a ressurreição. Está vivo verdadeiramente. Não é um espírito. É Seu corpo que ressuscitou, glorioso, transformado. A pequena amostra que Pedro, Tiago e João viram no monte Tabor agora aparece em definitivo. Os apóstolos hesitam e não é pra menos. É um fato totalmente novo, jamais ocorrido na História. É o mesmo Jesus que andava, falava e comia com eles, que viram ser preso, agredido e morrendo na cruz que está vivo naquela sala e fala com eles. Jesus toma um pedaço de peixe e come para comprovar que não é um espírito, pois Jesus ressuscitado não tem necessidade de alimentar-se, posto que seu Corpo não precisa de nutrientes para se manter vivo.

Como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé. Se o plano salvífico de Deus tivesse acabado na morte de Jesus Cristo na cruz teria certamente fracassado. Ressuscitando, Jesus nos dá a vida. Não esta vida natural que todos temos, mas a vida da graça dada pelo Espírito Santo, a vida eterna que havíamos perdido em Adão e que é reservada àqueles que creem Nele e vivem conforme seus mandamentos. Cristo ressuscitou verdadeiramente. Não é uma metáfora, nem uma lembrança que os apóstolos são incumbidos de anunciar, mas um fato real, histórico. Os apóstolos foram suas testemunhas. Viram o Senhor ressuscitado ainda que algumas dúvidas pairassem em seus corações. E saem pelo mundo para anunciar o Evangelho. É no testemunho dos apóstolos que crerão, assim como é no testemunho da Igreja que cremos. Crer em Jesus Cristo não é aderir a um sistema de valores e sim encontrar-se com Sua Pessoa. E neste encontro temos a vida eterna.



15 de abr. de 2012

2º Domingo da Páscoa - São Tomé: ver para crer




A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 20, 19-31

“Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco.” (Jo. 20, 19)

Segundo o evangelho de São João, Jesus ressuscitado se apresenta aos discípulos no final daquele mesmo dia em que ressuscitou. O Senhor entra no recinto fechado. É um grande mistério. Jesus está vivo, ressuscitou na própria carne, é o mesmo corpo que foi crucificado, pois, para provar que é Ele mesmo, mostra-lhes as marcas dos pregos nas mãos e nos pés, mas não está mais sujeito à natureza. As paredes não são obstáculos para Ele. É um corpo glorioso. Foge de qualquer dominação do tempo e do espaço.

Ao por-Se no meio deles, Jesus lhes deseja a paz. A paz que Jesus lhes dá é diferente da paz do mundo, a Pax Romana da época, conquistada através da repressão e da dominação dos povos. A paz que Jesus nos dá vem da alegria da certeza que temos de Ele estar vivo e que o Senhor tem a História em suas mãos. Sabemos que Jesus está no meio de nós, não nos abandonou e cuida de cada um de nós, Se preocupa comigo e me conduz ainda que, na maioria das vezes, em meio ao sofrimento e as incertezas, não entenda ou não vislumbre o caminho, nem a meta. Saibamos que, caminhando na fé, Jesus nos conduz ao Pai.

São Tomé não está com os outros discípulos e não acredita quando seus companheiros lhes contam que o Senhor Jesus está vivo e apareceu a eles. Quer provas. Quer ver as marcas da crucificação. Quer tocar, experimentar. A incredulidade do apóstolo frente à ressurreição e frente a Deus acompanhará os homens de todos os tempos. Querem provas de Sua existência. Procurarão crer somente no que é palpável, alcançado através do experimento científico, da metodologia rigorosa que lhes tragam resultados definitivos e comprovações irrefutáveis. Eis o homem moderno diante de Deus. Oito dias depois, novamente no primeiro dia da semana, que mais tarde virá a ser nosso domingo, Jesus volta a encontrar-Se com seus discípulos, estando, desta vez, Tomé entre eles. Oferece-lhe as marcas da Paixão para que São Tomé as toque. Mas já não há esta necessidade para o apóstolo que faz sua profissão de fé: “Meu Senhor e Meu Deus!”.

Jesus lhe repreende a incredulidade. Bastaria o testemunho dos apóstolos. E realmente bastará. Não vimos o Senhor ressuscitado. Cremos sem ter visto. Cremos no testemunho dos apóstolos continuado através dos tempos em seus sucessores. É em Jesus Cristo que encontramos a verdadeira paz. É n’Ele, que venceu a morte, que está nossa vitória perante os percalços que a vida nos impõe. Tenhamos plena confiança em Deus. “E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (I Jo 5, 4b-5).



8 de abr. de 2012

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

Como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé. Se o plano salvífico de Deus tivesse acabado na morte de Jesus Cristo na cruz teria certamente fracassado. Ressuscitando, Jesus nos dá a vida. Não esta vida natural que todos temos, mas a vida da graça dada pelo Espírito Santo, a vida eterna que havíamos perdido em Adão e que é reservada àqueles que creem Nele e vivem conforme seus mandamentos. Cristo ressuscitou verdadeiramente. Não é uma metáfora, nem uma lembrança que os apóstolos são incumbidos de anunciar, mas um fato real, histórico. Os apóstolos foram suas testemunhas. Viram o Senhor ressuscitado ainda que algumas dúvidas pairassem em seus corações. E saem pelo mundo para anunciar o Evangelho. É no testemunho dos apóstolos que crerão, assim como é no testemunho da Igreja que cremos. Crer em Jesus Cristo é encontrar-se com Sua Pessoa.


Feliz Páscoa a todos!


7 de abr. de 2012

Politicamente correto

Durante um Congresso em Defesa das Minorias:

Senhor Presidente, e se eu zombar de pessoas com deficiência?

É discriminação.

E de mulheres?

É misoginia.

E de negros?

É racismo!

E de judeus?

É antissemitismo!!

E de gays?

É homofobia!!!

E de católicos?

É LIBERDADE DE EXPRESSÃO.



6 de abr. de 2012

Quinta-feira Santa: Jesus no Getsêmani

Afresco na abside da Igreja do Getsêmani - Jerusalém

Nesta noite, Jesus sente todo o peso dos nossos pecados. Sua angústia é insuportável. Pela Sua mente perpassa todos os pecados da humanidade, de todos os tempos. Os nossos também. Cada pecado que cometemos, seja os mais leves, feriu o Senhor nesta noite. Está sozinho. Seus companheiros dormem, despreocupados. Agora tudo só depende Dele. Implora ao Pai para que a Sua vontade seja feita. As torturas, a dor, a crucificação O aterrorizam. Começa a suar sangue tanto é Seu pavor. Ele vacila. Valerá a pena? Novamente vêm ao Seu coração, os pecados dos homens e mulheres. Especialmente os pecados dos cristãos. Aqueles que creem n'Ele o crucificarão cada vez que pecam novamente.


Nesta noite, Jesus será traído por um amigo. Jesus vislumbra o futuro e percebe que será traído muitas vezes por sacerdotes tíbios, bispos infieis, cristãos relapsos. O diabo O tenta. Por que tanto sofrimento. Tudo será em vão. Jesus ora, os anjos lhe confortam. Prostrado no solo, o futuro se faz presente em Seu santíssimo coração. Vê São Paulo de Tarso caído no chão, milhares de cristãos enfrentando o Império Romano e não renunciando à fé, simples meninas como Cecília, Ágata, Inês, Bárbara, encarando olho no olho os poderosos e dizendo-lhes "não" ao autoritarismo, Santo Agostinho banhado em lágrimas, São Francisco de Assis e Santa Clara seguindo-O tão de perto, Seus encontros com mulheres fortes como Catarina de Sena e Tereza D'Ávila, João Maria Vianney, João Bosco, Pio de Pietrelcina, Josemaría Escrivá, padres piedosíssimos consumindo suas vidas por Ele.


O amor maternal de Tereza de Calcutá e a doçura de Terezinha do Menino Jesus lhe encantam. Contemplará o zelo de uma multidão de pastores como Leão Magno, Gregório VII, Carlos Borromeo, Francisco de Salles, Afonso Maria de Ligório, Pio IX, Pio XII, João Paulo II. Milhões de fieis confiando apenas em Ti diante de poderes totalitários e declaradamente anticristãos. Não O negarão. Jamais O trairão. Jesus levanta-Se. Chegou a hora. Seu sangue derramado não será em vão. O trigo caído no chão e morto produzirá abundantes frutos. Aproxima-se o traidor trazendo aqueles que O prenderão. Deixa-Se levar. Viu que Sua morte mudará o mundo. Vencerá as trevas. O amor de Deus se espalhará por toda a Terra até o fim dos tempos.



1 de abr. de 2012

Domingo de Ramos e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Jesus Cristo entra em Jerusalém aclamado como rei. Ele não se ilude com tal manifestação, sabe o que acontecerá na Cidade Santa, como aquele mesmo povo que o saúda, preferirá Barrabás diante de Pilatos. Jesus é verdadeiramente rei. Diz isto para Pilatos. Mas é coroado de espinhos e recebe como trono a cruz. Foi para isto que ele veio; para ser obediente ao Pai até a morte, humilhando-Se, sendo flagelado e vilipendiado pelos soldados e pelo povo – aquele mesmo povo pelo qual Ele dava a vida – que passa diante da cruz. Vence a desobediência e a soberba de Adão.

Jesus morre por causa dos nossos pecados. Foi cada pecado meu e seu que O levou ao sofrimento, à humilhação, a Se sentir abandonado por Deus. E cada vez que pecamos, cada vez que rejeitamos Sua graça, é como se crucificássemos Jesus Cristo novamente.

Sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, para nos libertar da escravidão do pecado, que veio através da desobediência e orgulho de Adão, sendo obediente e humilde, levou Seu amor por nós até o fim, morrendo na cruz. Seu sacrifício traz agora, para os que crêem, são batizados e perseveram no amor, a salvação.

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas para retribuir o mesmo amor que Ele teve por nós, nos amando sobre todas as coisas, inclusive sobre si mesmo. Também devemos renunciar a nós mesmos, nossa vontade, para fazer a vontade do Pai, ainda que isto nos traga grandes sofrimentos. Depois de Jesus Cristo, não podemos mais duvidar do amor de Deus por nós.

Se duvidarmos, basta olharmos para o Crucifixo e saber que tudo isto foi por amor a você e a mim. E este mesmo sacrifício se torna presente em cada celebração da sagrada eucaristia, dom maior do Seu amor por nós. Olhemos para o Cristo crucificado. Que a contemplação de Sua imagem nos leve à conversão.