30 de ago de 2010

Mulheres da Idade Média: Matilde de Canossa


Matilde de Canossa (? - 1046 - Bondeno de Roncore, 24 de julho de 1115). Filha caçula de Bonifácio III da Toscana e Beatriz de Ardennes-Bar. Foi educada por Arduino della Padule nas artes militares e recebeu boa formação cultural. Falava, além do latim, "a língua teutônica" (alemão) e "a bela língua dos francos" (francês) de acordo com seu biógrafo, Donizoni (Livro II, cap. IV).


No ano de 1052, seu pai foi assassinado e um ano mais tarde, sua irmã mais velha, Beatriz, também morreu. Dois anos após a morte de Bonifácio, sua mãe casa-se com Godofredo, duque da Lorena Superior, inimigo declarado do imperador Henrique III. Furioso com o casamento, o imperador se dirige à Itália, colocando Beatriz e seus filhos, Matilde e Frederico, sob sua custódia. Frederico, então margrave da Toscana, morre e Matilde, aos oito anos de idade, torna-se a única herdeira das possessões de seu pai. Um ano após o cativeiro, Beatriz e Matilde são restabelecidas a Godofredo.


Ao atingir a maioridade, obedecendo ao acordo feito com seu padrasto Godofredo, morto em 1069, casa-se com seu filho, Godofredo, o Corcunda, indo residir na Lorena. Em 1071, dá à luz sua filha, Beatriz. Devido a um parto extremamente difícil, Beatriz falece alguns dias após o nascimento. A acusação da família do marido por não ter dado um herdeiro a Godofredo – principal, senão única função das esposas - e as preocupações com seus territórios na Toscana, fizeram com que Matilde fugisse para junto de sua mãe, em Canossa. Juntas, governaram o extenso território do condado localizado na Itália média e superior, do Lazio ao Lago de Garda, justamente entre o Sacro Império e os Estados Pontifícios.

Em abril de 1073, é eleito o Papa Gregório VII e dá-se continuidade à luta pelo fim da ingerência laica na Igreja e pela reforma eclesiástica. Matilde torna-se grande aliada do novo Papa e de seus sucessores. Entre 1073 e 1074, Godofredo se dirige à Itália na tentativa de reconquistar Matilde que o rejeitou. Três anos mais tarde, Godofredo é assassinado em suas terras. No mesmo ano, sua mãe, Beatriz falece, e Matilde, aos trinta anos, torna-se a única governante de todas as suas possessões.


No conturbado ano de 1076, após o Sínodo de Worms, convocado pelo imperador Henrique IV, depor o Papa Gregório VII, este não viu outra alternativa senão excomungá-lo. A maioria dos príncipes alemães se opôs ao imperador. Com medo de perder o trono, Henrique IV decide se reconciliar com o Papa. Em meio a um rigoroso inverno, o imperador se dirige à Itália. Ao saber disso, o Papa viaja até a Lombardia, sendo hospedado por Matilde no castelo de Canossa. A condessa intermediou o encontro. Henrique IV aguardou por três dias e três noites com os pés descalços e a cabeça coberta de cinzas diante do castelo de Canossa até ser recebido pelo Papa. Reconciliado e tendo apaziguado e eliminado a oposição dentro do Sacro Império, o imperador voltou a investir contra o Papado, realizando operações militares na Itália. Em 1080, é novamente excomungado e, desde então, Matilde combateu o imperador, muitas vezes vestindo armadura e de espada em punho para liderar pessoalmente seus exércitos e enviando à Roma, o tesouro de Canossa para financiar as operações militares do Papa.



Em 1081, a condessa sofre algumas derrotas e Henrique IV a depõe formalmente. Além disso, Gregório VII perde o controle de Roma e se refugia em Castel Sant'Angelo. Matilde continuou combatendo o imperador. Em 1084, o Papa Gregório VII foi exilado em Salerno. Matilde resistiu bravamente aos exércitos imperiais e em julho de 1084 surpreendentemente consegue superá-los na batalha de Sorbara. No ano de 1086, o Papa Gregório VII morre no exílio.

Para suceder Gregório VII, é eleito Vitor III. Logo após a sua coroação é expulso de Roma pelo antipapa Clemente III, nomeado pelo imperador. Matilde, então, avança para Roma a frente de seu exército, ocupa Castel Sant’Angelo e restabelece Vitor III. Logo depois, pressionado pelo imperador, o Papa abandona Roma. Seu pontificado tem duração de apenas dois anos. Seu sucessor será Urbano II que pede a Matilde que case-se com o jovem Guelfo V, duque da Baviera e da Caríntia, poderoso aliado do Papa. A diferença de idade entre os dois era enorme. A condessa tinha 43 anos e seu marido, dezessete. O casamento não foi consumado e os dois se separaram.



Em 1090, Henrique IV volta à Itália para atacar Matilde que já havia perdido seus territórios na Lorena. Conquista a capital Mântua e vários castelos. Alguns vassalos de Matilde se unem ao imperador, mas a Grã-condessa mantém-se fiel ao Papa e, apesar de todas as dificuldades e perda de apoio, até mesmo de seu marido, continua a combater Henrique IV. Graças a sua persistência e à rede de fortalezas nos Apeninos, em 1092, Matilde inflige, diante de Canossa, uma derrota ao exército imperial, enfraquecendo o poder de Henrique IV na Itália. Em 1095, o imperador alemão tenta uma última investida contra Matilde, atacando o castelo de Nogara. Porém, a chegada de Matilde liderando um exército o faz recuar. Dois anos depois, Henrique IV retira-se definitivamente da Itália. Desde então, Matilde reina soberanamente, e, através de bem-sucedidas operações militares, sucessivamente recupera as cidades conquistadas pelo imperador: Ferrara (1101), Parma (1104), Prato (1107), Mântua (1114). Além disso, Milão, Cremona, Lodi e Piacenza fogem do controle imperial e aliam-se à condessa.

O imperador Henrique IV morre em 1106. Seu filho, Henrique V, torna-se o novo imperador do Sacro Império Romano Germânico, mostrando outro comportamento diante de Matilde. No outono de 1110, o imperador entra na Itália para ser coroado imperador pelo Papa. Retornando ao Sacro Império, Henrique V permanece três dias no castelo de Bianello junto à condessa. Matilde presta-lhe homenagem e o imperador a nomeia vice-regente imperial da Ligúria.


Matilde morre de gota em 1115 e foi sepultada em San Benedetto Pó. Em 1633, por ordem do Papa Urbano VIII, seu corpo foi transferido para Castel Sant’Angelo, em Roma. Finalmente, em 1645, seus restos mortais foram depositados na Basílica de São Pedro. Seu túmulo, esculpido por Bernini, é chamado de Honra e Glória da Itália.



16 de ago de 2010

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 8

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Oitavo episódio dividido em três partes com legenda em português.





10 de ago de 2010

Baixada santista no Rio de Janeiro

Dilma parece ser realmente a herdeira da dinastia lulíngia. Até mesmo nas merdas que fala. Após dizer que "o meio ambiente é uma ameaça", Dilma soltou esta, em pleno Jornal Nacional. Confiram.



É, mais uma da Dilma. Mas acontece com qualquer um. Errinho nada comparado ao passado de terrorista, assaltante e - num passado mais recente - ao fato de ter mentido em seu currículo na Plataforma Lattes.