19 de mai de 2012

Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Marcos 16, 15-20

“Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.” (Mc. 16, 19)

Comemoramos a Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo. Quarenta dias após a Sua ressurreição, Jesus aparece pela última vez e instrui Seus apóstolos a não se afastarem de Jerusalém até que Ele envie sobre eles o Espírito Santo. Glorioso, Jesus Cristo volta para junto do Pai de onde tinha saído e, por direito e por conquista, está sentado à direita de Deus. As marcas da crucificação são provas de que Jesus leva a nossa humanidade para o céu. Estamos, em Cristo, juntos a Deus. Ele restaurou a amizade com Deus, perdida em Adão.

A missão dos apóstolos e, portanto, da Igreja é levar a salvação ao mundo inteiro. Após receber o Espírito Santo que guiará a Igreja por todos os séculos, seus discípulos deverão continuar a mesma missão de Jesus Cristo. A missão confiada à Igreja consiste em expulsar o demônio, ou seja, mais do que exorcismos, a pregação do evangelho, aonde chega, tem a força de retirar as pessoas do poder do diabo e o batismo ministrado em nome da Santíssima Trindade, faz-nos passar do poder de satanás para o Reinado de Deus.

A subida de Jesus aos céus não representa Sua ausência, nem que Ele abandonou Seus seguidores, pelo contrário, Jesus não está mais limitado no espaço e no tempo por Seu corpo mortal. Por Seu Espírito que derramará sobre a Igreja, se fará presente em todos aqueles que nEle crerem.e agirá por meio de Seus sacerdotes. Através de Seu Espírito, Jesus, cabeça da Igreja, a acompanha por toda a História, não permitindo que se desvie da sã doutrina. Cada um de nós que recebemos o batismo tornamo-nos outro cristo, por isso, devemos viver como Ele viveu e testemunharmos a nossa fé diante do mundo.

18 de mai de 2012

Mulheres da Idade Média - Adela de Blois (ou da Normandia)

                                                       

Adela da Normandia, também conhecida como Adela de Blois ou Adela da Inglaterra (Normandia, França, c. 1062 – Marcigny-sur-Loire, França, c. 1137) foi condessa de Blois. Sexta filha de Guilherme, o Conquistador e de Matilde de Flandres. Irmã predileta do rei inglês Henrique I, foi uma mulher culta. Considerada amável e letrada, criou em Blois toda uma atividade cultural. Também se dedicou à poesia e as letras. Era defensora dos poetas. A decoração de seu castelo era fastuosa. Sábia, artística e intelectual, ao seu redor esteve um círculo de poetas, sábios e historiadores, que a louvaram.

Em 1080, após longa negociação, Adela casou-se com Estevão II, Conde de Blois e Chartres, com quem teve treze filhos, dentre eles Estêvão, conde de Bolonha, que se tornou rei de Inglaterra em 1135. Por casamento, tornou-se Condessa de Blois, Chartres e Meaux. Grande administradora, desempenhou um papel importante na gestão das terras de seu marido.

Em 1096, seu marido, o Conde Estevão II parte para a primeira cruzada. Adela emprega sua fortuna pessoal na operação militar do marido. Estando o conde na Terra Santa, tornou-se regente dos condados do marido. Dois anos mais tarde, o Conde Estevão II deserta em Antioquia. Mesmo voltando para suas terras carregado de ricos despojos de guerra, Adela ficou furiosa e envergonhada com a deserção do marido, julgando que este não havia cumprido seu voto de cruzado e considerando-o covarde. Pressionou-o a voltar para o Levante o que ocorreu no ano de 1101. O Conde Estevão II morre no ano seguinte durante um cerco, na segunda batalha de Ramla, substituindo a vergonha da deserção pelo heroismo. Com a morte do marido, Adela seguiu administrando suas propriedades e educando seus filhos. Sua influência política se estendia pela Inglaterra e norte da França.

Em 1100, Henrique, com o apoio de sua irmã Adela, suplanta seu irmão mais velho, Roberto, e sobe ao trono da Inglaterra. A condessa Adela governou Blois e Chartres até 1107. Garantindo a segurança de suas posses, passou o poder para as mãos de seu filho, Teobaldo. Guilherme, o filho mais velho de Adela era originalmente o herdeiro dos domínios de seu pai, mas esta honra foi dada a seu irmão mais novo, Teobaldo, com Adela trabalhando ativamente com ele no governo dos estados.

Adela manteve-se em comunicação regular com o arcebispo de Canterbury exilado, Anselmo, e com o Papa Pascoal II. Ela foi patrona de outros líderes da igreja na França e na Inglaterra, empregando suas posses na construção e manutenção de igrejas e mosteiros. Mantendo ligações com o mosteiro de Cluny, Adela apoiou os princípios da reforma papal, mais tarde conhecida como reforma gregoriana, com tendência para o humanismo e a liberdade, que retirou as jurisdições monásticas e episcopais do domínio secular, onde bispos e abades eram escolhidos pelos senhores feudais, prática que ficou conhecida como investidura laica. Ela também sustentou poetas, incluindo o Abade Baudri de Bourgueil, mais tarde Bispo de Dol (com o apoio de Adela). que escreveu um poema que dedicado a sua patrona.

Em 1113, Adela e seu filho Teobaldo juntaram-se ao rei Henrique I da Inglaterra na luta contra as forças dos Capetos, Felipe I e seu filho Luís. Eles entraram em combate novamente em 1118, com Adela tendo um papel diplomático ativo.

Adela se retirou para um convento em 1130, na localidade de Marcigny-sur-Loire, em Marselha. Em 1135, o filho de Adela, Estevão, dirigiu-se rapidamente após a morte de seu tio, Henrique I, para tomar a coroa da Inglaterra. Henrique tinha designado sua filha, a imperatriz Matilda, como sua sucessora, e fez com que seus nobres declarassem lealdade a ela. Mas com a ação de Estevão, uma prolongada guerra civil começou na Inglaterra. Adela não era para ver o fim dessa batalha, nem a derrota final de seu filho. Ela morreu em 8 de março de 1137, aos 74 anos de idade. 



13 de mai de 2012

6º Domingo da Páscoa - Amai-vos uns aos outros como eu vos amo


A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 15, 9-17

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo. 15, 12)

O evangelho de hoje é continuidade do evangelho sobre a videira e os ramos que foi proclamado no domingo passado. Nós, como os ramos desta videira que é Jesus, só podemos permanecer nela perseverando no amor. Para permanecermos no amor de Deus, em Sua graça, devemos amá-lo com toda a nossa alma, com toda a nossa força. E como O amamos? Guardando Seus mandamentos. É na obediência a Deus, realizando a Sua vontade em todos os momentos da nossa vida que provamos nosso amor ao Senhor. Deus é amor. E a dinâmica deste amor se encontra na Santíssima Trindade entre o Pai e o Filho. A unidade das pessoas da Trindade se dá no amor. Portanto, ao sermos inseridos em Jesus Cristo, passamos a fazer parte deste amor, entramos em plena comunhão com Deus.

Esta vida em Deus, ou seja, no amor absoluto, por sua própria dinâmica, não pode ficar reduzido ao cumprimento dos mandamentos, mas este amor se estende para todos os homens e mulheres. Não um amor abstrato, que fique só na teoria, um amor que seja da boca pra fora. Ás vezes é fácil dizermos que amamos as crianças famintas da África, posto que estão a milhares de quilômetros de nós. Temos que amar àquelas pessoas do nosso convívio, primeiramente nossos familiares, nossos pais, filhos, vizinhos, amigos e inimigos também. Devemos amar àqueles que não vamos com a cara. E não basta suportá-los, aturar suas companhias, mas o jeito de amar que Jesus nos ordena a dar a vida por um deles se isso for necessário.

Nosso padrão de amor é Jesus Cristo. Ele nos dá esse novo mandamento do amor: amar uns aos outros como Ele nos amou. E nos amou dando a vida por nós na cruz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que fá a vida por seus amigos”. Jesus nos amou até o fim. Quando este amor exigiu todo o Seu sofrimento, Jesus se dispôs a suportá-lo. Por isso, este mandamento de Jesus não tem nada de romântico. Ao contrário, exige de nós algo que só podemos realizar com a ajuda da graça de Deus.Que Deus nos auxilie para que permaneçamos sempre em Seu amor sendo filhos obedientes como o Senhor Jesus, o Filho, foi obediente até à cruz. 

9 de mai de 2012

Dez mil visitas

Atingimos a marca de 10.000 visitas neste blog. Não é muitas levando em conta que já existe há três anos, mas quero agradecer a todos que o visitaram. Segundo os dados oficiais do blogger passaram por aqui pessoas dos mais diversos países: de todos os países das Américas e de meia Europa, pelo menos uma pessoa entrou no Vade Fodere Puctas!; chineses, sauditas, paquistaneses, indianos, indonésios, armênios, angolanos, moçambicanos, argelinos, líbios, taiwaneses, passaram pelo blog e são exemplo de como o que escrevemos atinge tantas partes do mundo. 

Ainda segundo os dados do Blogger, a maioria destas pessoas encontra o blog em buscas no Google. Geralmente - e não é de se surpreender - buscam algo relacionado a sexo e, devido ao nome do blog, acabam aterrizando aqui. Mas assuntos específicos procurados nos sites de busca também localizam este blog, principalmente os temas do evangelho e fatos históricos. 

O blog surgiu com a ideia de ser um ambiente onde eu, este humilde blogueiro, pudesse exprimir as minhas indignações diante das imoralidades de nossa sociedade. Diante das potências deste mundo, pelo menos poderia reservar um lugar público para me indignar. Por isso o nome: Vade Fodere Puctas!, uma expressão num latim pra lá de popular que significa: Vai Plantar Batatas! A proposta também abrangia artigos sobre História. Porém, por diversos motivos, o blog traz os comentários do evangelho como a maior parte de seu conteúdo. Não sei se a proposta original foi traída, posto que não há nada mais apropriado para denunciar o comportamento da sociedade contemporânea do que o evangelho de Jesus Cristo. 

Tenho sete seguidores. São poucos, mas agradeço a cada um deles que seguem mais de perto o que tenho para dizer. Estendo meus agradecimentos a todos os anônimos que prestigiam meus artigos e a todos aqueles que se ocuparam em comentá-los. 

Muito obrigado!

Rodrigo Castellani



6 de mai de 2012

5º Domingo da Páscoa - Jesus é a videira


A Boa Notícia de Jesus Cristo

João 15, 1-8

“Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em Mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” (Jo. 15, 5)

A imagem da videira aparece por todo o Antigo Testamento. é comparada com o povo de Israel que Deus plantou e cuida como propriedade Sua esperando que ela dê os bons frutos no momento oportuno. Porém, esta videira, apesar de ser tratada com tanto cuidado, acaba decepcionando o vinhateiro. O povo de Israel comete infidelidade, peca contra Deus. Jesus retoma esta imagem, mas a torna pessoal. Ele é a videira verdadeira. Nele, não somente os judeus, mas toda a humanidade pode ser enxertada. É Nele que, pela fé e pelo batismo, somos incorporados e formamos a Igreja. A seiva do amor alimenta esta videira. Quem ama permanece unido ao tronco, a Jesus, e seu amor se alastra para os outros membros.

Neste mundo relativista, é comum ouvirmos que o importante é ser bom, fazer coisas boas, ajudar o próximo independentemente da religião. Porém, nosso Senhor ensina que sem Ele nada podemos fazer, ou seja, sem estarmos unidos a Cristo não conquistamos mérito nenhum diante de Deus por mais que façamos boas obras. E os cristãos que são os ramos desta videira que é Cristo, precisam produzir frutos, perseverando na fé e na caridade, vivendo na graça de Deus. Mesmo sendo cristãos, se formos estéreis, vivendo no pecado e na falta de amor ao próximo, nos separamos de Jesus Cristo. Resumindo: aqueles que não são cristãos não podem se salvar pelas obras; e os cristãos, sem obras, não podem ser salvos.