22 de jul de 2012

Como ovelhas que não tem pastor

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 30-34

“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Mc. 6, 34)

Aquela multidão que perseguia os apóstolos e Jesus e que não os deixava nem descansar eram apenas uma amostra da grande multidão sedenta de Deus que é a humanidade. É para Deus que nossas vidas devem ser direcionadas. Infelizmente, nos nossos tempos atuais, a cada dia que passa a humanidade vira as costas para Deus. Regiões inteiras que antes eram cristãs – como a Europa – estão se laicizando rapidamente e este fenômeno espalha-se a todo o Ocidente, chegando até nós.

A sede de Deus não diminuiu; o que mudou foram as fontes aonde tentam se saciar: o consumismo, a vaidade, o poder, o dinheiro, enfim, numa vida amoral. Os pastores que arrebanham essas ovelhas sedentas, sejam eles líderes políticos, religiosos ou pessoas presentes na mídia, são aqueles que prometem felicidade imediata, conforto, uma vida só de prazeres e sem responsabilidade. Muito diferente da proposta do verdadeiro Pastor.

Que nos deixemos conduzir por Cristo. Que Seus ensinamentos que nos libertam verdadeiramente ecoem em nossos corações.

15 de jul de 2012

Jesus envia os apóstolos em missão


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 7-13

“Então chamou os Doze e começou a enviá-los dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.” (Mc. 6, 7)

No evangelho deste domingo, Jesus envia os apóstolos em missão, dando-lhes poder sobre os demônios. Os apóstolos partem em duplas. Jamais a missão de anunciar o evangelho é solitária. Será sempre comunitária. Será missão da comunidade de Jesus, ou seja, de Sua Igreja. O Senhor escolheu os apóstolos e estes escolherão e enviarão os bispos; e estes, por sua vez, ordenarão presbíteros e diáconos que os ajudarão na missão sagrada. Portanto, ninguém está autorizado a se autointitular “apóstolo” ou “bispo”. E que tristes tempos vivenciamos em que os falsos apóstolos e falsos bispos se proliferam, dividindo a Igreja de Cristo. A túnica sem costuras de Nosso Senhor, símbolo da unidade da Igreja, é rasgada sem dó nem piedade. Corajosos estes “cristãos” que agem com a ousadia que faltou aos carrascos de Jesus!

As duplas de apóstolos partem em missão com o poder de expulsar os demônios. Jesus veio ao mundo para livrar os homens da escravidão que satanás nos impõe através do pecado. E esta será a missão da Igreja quando Jesus voltar ao Pai. Na força do Espírito Santo, expulsará o demônio. Não tanto – mas também – em sessões de exorcismo, mas, sobretudo livrando a humanidade de costumes perniciosos, da idolatria, do temor. Assim, expulsando o mal, a Igreja livrou os romanos do adultério e do homossexualismo, do costume de jogar crianças indesejadas no lixo, das lutas de gladiadores, da pena de morte na cruz, da escravidão; foi assim que a Igreja livrou os povos bárbaros dos sacrifícios animais e até humanos que algumas tribos ainda praticavam, livrou-os do temor de falsos deuses vingativos e terríveis, dos atos de violência e da vingança privada dando-lhes o senso de direito e justiça. Foi assim que a Igreja libertou as Américas dos deuses que pediam sangue humano, o que resultou em milhares de mortos nos altares dos povos pré-colombianos, foi posto fim ao canibalismo. E a Igreja avança na África, livrando o continente da magia negra, do espiritismo, da depravação, da poligamia, do ódio étnico, do assassinato de albinos.

Deste modo, a Igreja continua a missão primeira daqueles doze homens enviados por Jesus após Sua rejeição em Nazaré. A missão de livrar a humanidade da escravidão do pecado, anunciando e promovendo a vida da graça em Cristo Jesus. Que sigamos a Cristo e sejamos fermento na massa, modificando cada local onde freqüentamos e levando a todos a alcançar a liberdade dos filhos de Deus. 

9 de jul de 2012

Parabéns, São Paulo!


Hoje, 09 de julho, comemora-se o início da Revolução Constitucionalista de 1932, quando os paulistas pegaram em armas para defender a democracia brasileira contra os desmandos de Getúlio Vargas. Traídos por mineiros, gaúchos e mato-grossenses, São Paulo ficou sozinho nesta batalha e acabou militarmente derrotado, mas o ideal democrático permaneceu vivo e dois anos mais tarde, uma Assembleia Constituinte outorgou uma Constituição à Nação. Vitória dos paulistas. 

Parabéns, São Paulo, que mesmo sendo a locomotiva do Brasil e diferentemente de sulistas e nordestinos, jamais teve espírito separatista e pegou em armas para apartar-se do restante de seus irmãos brasileiros. Como está no dístico de nosso brasão: "Pro Brasilia Fiant Eximia", Pelo Brasil faça-se o melhor.

8 de jul de 2012

Jesus é rejeitado em Nazaré


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 6, 1-6

“Mas Jesus disse-lhes: um profeta só é desprezado na sua pátria. Entre seus parentes e na sua própria casa.” (Mc. 6, 4)

A História Sagrada demonstra o quanto o povo de Deus tendia ao pecado e se recusava a ouvir os profetas enviados por Deus. Desde o Antigo Testamento vemos a tentativa em converter o povo, chamado muitas vezes de “um povo de cabeça dura”. Jesus é mais do que um profeta, é o Filho de Deus que veio anunciar a Boa Nova do Reino, primeiramente ao povo escolhido, o Seu povo, os judeus. Mas, desde o princípio de Sua vida pública, Jesus foi rejeitado pela maioria. Não quiseram reconhecer Nele o Messias tão esperado para resgatá-los do pecado e da morte.

Jesus não inicia Seu ministério em Nazaré, cidade na qual vivia. Após Seu batismo, na Judeia, Jesus vai morar em Cafarnaum, onde começa a reunir Seus primeiros discípulos. Algum tempo depois, Jesus sobe a Nazaré, talvez para visitar Sua mãe, e em um dia de sábado, entra na sinagoga e começa a ensinar. Anuncia o Reino de Deus para seus concidadãos. A população de Nazaré reunida na sinagoga fica impressionada com Suas palavras e Sua sabedoria, pois conhecem aquele homem desde quando nasceu. Seus pais, São José e Santa Maria, são conhecidos de todos. Até os trinta anos, Jesus trabalhou na carpintaria que herdou daquele que pensavam ser seu pai. Não conseguem ir além. Não podem ver em Jesus mais do que o filho de Maria, o carpinteiro de Nazaré. Não crêem que Ele é o enviado do Pai.

A rejeição dos nazarenos será apenas uma amostra da rejeição da maioria do povo judeu que culminará na crucificação de Jesus. “Veio para os seus, mas os seus o rejeitaram”, diz São João em seu evangelho. Mas a rejeição a Jesus se estenderá, infelizmente, por toda a história e não será obra apenas do povo judeu, mas também daqueles que ouvirão as palavras de Jesus e não acreditarão. A Igreja, o Cristo prolongado na História, será alvo de chacotas e humilhações. Não acreditarão no que ela prega e farão de um tudo para desacreditá-la. Muitos dos seus filhos, a exemplo de Sua cabeça, Jesus Cristo, serão mortos porque não suportarão ouvir a Palavra de Deus. Não nos admiremos se a Igreja é rejeitada, se a pregação do evangelho não surte efeito. Haverá aqueles que nos rejeitarão e não nos darão ouvidos e estas pessoas, muitas vezes, serão aquelas que amamos e até mesmo familiares nossos. Saibamos que, nós, servos, não somos maiores do que nosso Senhor, mas, confiantes em Deus, não deixemos de anunciar o Seu Reino, o Seu amor por todos nós.