31 de mai de 2014

A Bíblia confirma: Maria, Mãe de Deus

Hoje, dia 31 de maio, comemora-se a festa da visitação de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima, ao ser informada pelo arcanjo Gabriel que Isabel estava grávida, partiu para a Judeia pra ajudá-la. A leitura do evangelho da Missa de hoje (Lc. 1, 39-56), que conta este encontro, traz elementos importantes, como a analogia entre Maria e a Arca da Aliança, mas por ora quero me deter na base bíblica do dogma da maternidade divina de Maria.

De todos os dogmas relacionados à Nossa Senhora, talvez nenhum outro seja tão explícito na Bíblia quanto ao da maternidade divina. Maria, chegando na casa de Zacarias, ao cumprimentar Isabel, esta ficou cheia do Espírito Santo e exclamou: "Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" (Lc. 1, 42-43).

Detenhamo-nos na expressão: a mãe do meu Senhor. Meu Senhor era uma das formas que os judeus chamavam a Deus, posto que a Lei proibia que se pronunciasse o nome de Deus, Yahweh. Então, por todo o Antigo Testamento, o nome de Deus era substituído pela palavra hebraica Adonai, que significa Meu Senhor. Quando a Bíblia hebraica (Antigo Testamento) foi traduzida para o grego (na chamada Septuaginta), o nome de Deus foi traduzido como κύριος (Senhor, pronuncia-se kyrios).

Pois bem, Lucas escreveu o evangelho em grego e conta que, Isabel, cheia do Espirito Santo e, portanto, inspirada por Ele, chama à Virgem Maria de "a mãe do meu Senhor" (no evangelho em grego: μήτηρ τοῦ κυρίου μου), ou seja, a mãe de Deus, já que, para a mãe de João Batista, judia, chamar o filho que Maria traz no ventre de "meu Senhor" equivale a chamá-lo "Adonai" e que Lucas traduz para o grego como kyrios, termos usados para designar, na Bíblia hebraica e grega, respectivamente, o nome de Deus. Portanto, a maternidade divina de Maria é claramente encontrada na Bíblia, que não pode, de forma alguma, ser negligenciada. Talvez, por isso, os primeiros reformadores protestantes defenderam que Maria era e deveria ser considerada a Mãe de Deus.


20 de mai de 2014

Liberdade e verdade: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

Hoje em dia, liberdade é um dos conceitos da moda, seguido de perto ou emparelhado com o conceito de felicidade. Mas o que é liberdade? Defende-se que liberdade é fazer o que se quer. Mas é exatamente o contrário. Liberdade é fazer o que não se quer. Ninguém é livre para sentir fome ou sede. Somos livres, pois, quando renunciamos à comida ou à bebida. A liberdade está na renúncia. Considerar-se livre por ser arrastado pelos instintos mais primitivos seria como sentir-se livre por estar preso no solo pela força da gravidade ou por ser arrastado pela correnteza de um rio, quando, na verdade, livre é aquele que alça voo ou nada contra a corrente. 

Alguém poderia objetar: "Mas somos livres para fazer escolhas. Podemos escolher, por exemplo, entre comer ou não comer e nisso consiste a liberdade". Na verdade, esse seria o livre arbítrio, o poder de tomar livremente decisões, mas não é a liberdade. A liberdade ou a falta dela são consequências do livre arbítrio. Livremente, podemos ou não nos submetermos a algo que nos escravize, mas não podemos chamar tal escravidão de liberdade. Vejamos o exemplo de Adão e Eva: livremente escolheram desobedecer a Deus e comer do fruto proibido. Como consequência, perderam o estado de justiça e santidade. Perderam o paraíso. E não podemos dizer que se tornaram mais livres, muito pelo contrário. 

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", disse Jesus. E o que é a verdade? A verdade tem um rosto, é uma pessoa: Jesus Cristo. Somente Ele pode nos dar a verdadeira liberdade - a liberdade dos filhos de Deus -, nos tornar livres do homem velho, das tendências da carne que nos prendem à terra. Em Cristo, somos livres dos modismos, dos apelos comerciais, das pressões ideológicas. Somente em Cristo podemos sair de nós mesmos, nos libertar do poder do Mal e da morte, nos libertar dos pecados que nos afastam do que somos: imagem e semelhança de Deus. 


13 de mai de 2014

A herança de Jesus: Eucaristia e Nossa Senhora


















Os últimos atos e as últimas palavras de Jesus, antes de sua morte, constituem uma espécie de testamento. Os "bens" mais preciosos que Jesus nos deixou foram: a Eucaristia, o dom de Seu corpo e de Seu sangue dado como alimento na Última Ceia; e, no alto da cruz, naquele esforço enorme que o crucificado tinha que fazer para falar, nos entrega, na pessoa do discípulo amado, Sua Mãe Santíssima, para que nos acompanhe em nossa caminhada cristã. Portanto, a Eucaristia e Nossa Senhora são os dons mais preciosos que Jesus nos deixou. O cristão que rejeita esta "herança" deixada por Jesus continua cristão, mas certamente é um cristão mais pobre.