28 de abr de 2012

4º Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor

A Boa Notícia de Jesus Cristo


João 10, 11-18

“Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.” (Jo 10, 18)

Hoje é o domingo do bom Pastor. Jesus declara-se o bom pastor. Aqui o adjetivo bom vai além da referência à sua bondade. É bom porque é o pastor que sabe exercer seu ofício com competência. Nosso Senhor revela a diferença entre o bom pastor e o que é mercenário, que não é dono das ovelhas, mas as pastoreia em troca de pagamento. O mercenário não se importa com as ovelhas. Para ele, o importante é receber o salário no final do mês. Quando vem o lobo, ele simplesmente foge para se salvar e abandona as ovelhas. Além de não amar as ovelhas, também não honra seus compromissos com o dono das ovelhas que o paga exatamente para evitar que algum mal aconteça às suas ovelhas.

Aqui encontramos uma lição para cada um de nós: devemos, na nossa vida profissional, fazer nosso trabalho, seja ele qual for, com responsabilidade, competência e de acordo com aquilo que se espera ou se exige de nós para que o salário que recebemos seja fruto honesto do nosso trabalho. O empregado que “enrola” no trabalho, falta sem justificativa, faz seu serviço com displicência, rouba seu patrão, pois recebe um salário que não merece.

Voltando à comparação de Jesus, Ele dá a vida por suas ovelhas. Quando o lobo chegou, quando toda a força do mal se abateu sobre Ele, o Senhor Jesus enfrentou a todo o sofrimento, a todos os golpes, as dores insuportáveis da cruz em prol das ovelhas. Os sumos sacerdotes que passavam diante da cruz O incitavam a fugir daquele sofrimento para provar que era o Cristo. Estes sim, pastores do povo de Israel, eram os mercenários que pretendiam apenas explorar o povo. O rei de Israel, segundo antiga imagem, era considerado o pastor de Israel. Jesus é o rei dos judeus. A placa com o motivo de sua condenação diz categoricamente que Ele é rei. Mas o Pastor dos judeus reina da cruz. Ali é Seu trono, o que os chefes do povo não puderam entender.

Jesus amou de tal forma Seu rebanho que morreu por ele. Ele é o verdadeiro Sacerdote. Livremente entregou Sua vida em sacrifício. Sacerdote e sacrifício são Jesus Cristo. Porém, Jesus não foi derrotado na cruz. Pelo Seu amor levado às últimas conseqüências, resgatou Suas ovelhas feridas e dispersas pelo pecado e com Sua ressurreição, tomando Sua vida de volta, Jesus nos deu a vida em abundância, a verdadeira vida da graça que durará por toda a eternidade. Jesus é o rei dos judeus, mas não somente deles, mas de todos aqueles que pela fé e pelo batismo entram em Seu Reino eterno.

É o pastor que reconhece Suas ovelhas e estas O reconhecem que fazem parte de Seu aprisco, isto é, a Igreja. Deixemos os falsos pastores que agem no meio de nosso povo. Ultimamente, tem-se surgidos inúmeros pastores, inclusive os que dizem falarem em nome de único Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, mas espoliam as ovelhas e muitos tem dado ouvidos a eles, abandonando o rebanho do Senhor. Sigamos a Jesus Cristo, o bom pastor, que nos pastoreia através daquele que instituiu como pastor universal de seu rebanho (Jo. 21, 15-17), Pedro, cuja função continua até hoje em seus sucessores.


21 de abr de 2012

3º Domingo da Páscoa - Sereis minhas testemunhas

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Lucas 24, 35-48

“Vós sois as testemunhas de tudo isso.” (Lc 24, 48)

Jesus se encontra com seus onze apóstolos após a ressurreição. Está vivo verdadeiramente. Não é um espírito. É Seu corpo que ressuscitou, glorioso, transformado. A pequena amostra que Pedro, Tiago e João viram no monte Tabor agora aparece em definitivo. Os apóstolos hesitam e não é pra menos. É um fato totalmente novo, jamais ocorrido na História. É o mesmo Jesus que andava, falava e comia com eles, que viram ser preso, agredido e morrendo na cruz que está vivo naquela sala e fala com eles. Jesus toma um pedaço de peixe e come para comprovar que não é um espírito, pois Jesus ressuscitado não tem necessidade de alimentar-se, posto que seu Corpo não precisa de nutrientes para se manter vivo.

Como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé. Se o plano salvífico de Deus tivesse acabado na morte de Jesus Cristo na cruz teria certamente fracassado. Ressuscitando, Jesus nos dá a vida. Não esta vida natural que todos temos, mas a vida da graça dada pelo Espírito Santo, a vida eterna que havíamos perdido em Adão e que é reservada àqueles que creem Nele e vivem conforme seus mandamentos. Cristo ressuscitou verdadeiramente. Não é uma metáfora, nem uma lembrança que os apóstolos são incumbidos de anunciar, mas um fato real, histórico. Os apóstolos foram suas testemunhas. Viram o Senhor ressuscitado ainda que algumas dúvidas pairassem em seus corações. E saem pelo mundo para anunciar o Evangelho. É no testemunho dos apóstolos que crerão, assim como é no testemunho da Igreja que cremos. Crer em Jesus Cristo não é aderir a um sistema de valores e sim encontrar-se com Sua Pessoa. E neste encontro temos a vida eterna.



15 de abr de 2012

2º Domingo da Páscoa - São Tomé: ver para crer




A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 20, 19-31

“Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco.” (Jo. 20, 19)

Segundo o evangelho de São João, Jesus ressuscitado se apresenta aos discípulos no final daquele mesmo dia em que ressuscitou. O Senhor entra no recinto fechado. É um grande mistério. Jesus está vivo, ressuscitou na própria carne, é o mesmo corpo que foi crucificado, pois, para provar que é Ele mesmo, mostra-lhes as marcas dos pregos nas mãos e nos pés, mas não está mais sujeito à natureza. As paredes não são obstáculos para Ele. É um corpo glorioso. Foge de qualquer dominação do tempo e do espaço.

Ao por-Se no meio deles, Jesus lhes deseja a paz. A paz que Jesus lhes dá é diferente da paz do mundo, a Pax Romana da época, conquistada através da repressão e da dominação dos povos. A paz que Jesus nos dá vem da alegria da certeza que temos de Ele estar vivo e que o Senhor tem a História em suas mãos. Sabemos que Jesus está no meio de nós, não nos abandonou e cuida de cada um de nós, Se preocupa comigo e me conduz ainda que, na maioria das vezes, em meio ao sofrimento e as incertezas, não entenda ou não vislumbre o caminho, nem a meta. Saibamos que, caminhando na fé, Jesus nos conduz ao Pai.

São Tomé não está com os outros discípulos e não acredita quando seus companheiros lhes contam que o Senhor Jesus está vivo e apareceu a eles. Quer provas. Quer ver as marcas da crucificação. Quer tocar, experimentar. A incredulidade do apóstolo frente à ressurreição e frente a Deus acompanhará os homens de todos os tempos. Querem provas de Sua existência. Procurarão crer somente no que é palpável, alcançado através do experimento científico, da metodologia rigorosa que lhes tragam resultados definitivos e comprovações irrefutáveis. Eis o homem moderno diante de Deus. Oito dias depois, novamente no primeiro dia da semana, que mais tarde virá a ser nosso domingo, Jesus volta a encontrar-Se com seus discípulos, estando, desta vez, Tomé entre eles. Oferece-lhe as marcas da Paixão para que São Tomé as toque. Mas já não há esta necessidade para o apóstolo que faz sua profissão de fé: “Meu Senhor e Meu Deus!”.

Jesus lhe repreende a incredulidade. Bastaria o testemunho dos apóstolos. E realmente bastará. Não vimos o Senhor ressuscitado. Cremos sem ter visto. Cremos no testemunho dos apóstolos continuado através dos tempos em seus sucessores. É em Jesus Cristo que encontramos a verdadeira paz. É n’Ele, que venceu a morte, que está nossa vitória perante os percalços que a vida nos impõe. Tenhamos plena confiança em Deus. “E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (I Jo 5, 4b-5).



8 de abr de 2012

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

Como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé. Se o plano salvífico de Deus tivesse acabado na morte de Jesus Cristo na cruz teria certamente fracassado. Ressuscitando, Jesus nos dá a vida. Não esta vida natural que todos temos, mas a vida da graça dada pelo Espírito Santo, a vida eterna que havíamos perdido em Adão e que é reservada àqueles que creem Nele e vivem conforme seus mandamentos. Cristo ressuscitou verdadeiramente. Não é uma metáfora, nem uma lembrança que os apóstolos são incumbidos de anunciar, mas um fato real, histórico. Os apóstolos foram suas testemunhas. Viram o Senhor ressuscitado ainda que algumas dúvidas pairassem em seus corações. E saem pelo mundo para anunciar o Evangelho. É no testemunho dos apóstolos que crerão, assim como é no testemunho da Igreja que cremos. Crer em Jesus Cristo é encontrar-se com Sua Pessoa.


Feliz Páscoa a todos!


7 de abr de 2012

Politicamente correto

Durante um Congresso em Defesa das Minorias:

Senhor Presidente, e se eu zombar de pessoas com deficiência?

É discriminação.

E de mulheres?

É misoginia.

E de negros?

É racismo!

E de judeus?

É antissemitismo!!

E de gays?

É homofobia!!!

E de católicos?

É LIBERDADE DE EXPRESSÃO.



6 de abr de 2012

Quinta-feira Santa: Jesus no Getsêmani

Afresco na abside da Igreja do Getsêmani - Jerusalém

Nesta noite, Jesus sente todo o peso dos nossos pecados. Sua angústia é insuportável. Pela Sua mente perpassa todos os pecados da humanidade, de todos os tempos. Os nossos também. Cada pecado que cometemos, seja os mais leves, feriu o Senhor nesta noite. Está sozinho. Seus companheiros dormem, despreocupados. Agora tudo só depende Dele. Implora ao Pai para que a Sua vontade seja feita. As torturas, a dor, a crucificação O aterrorizam. Começa a suar sangue tanto é Seu pavor. Ele vacila. Valerá a pena? Novamente vêm ao Seu coração, os pecados dos homens e mulheres. Especialmente os pecados dos cristãos. Aqueles que creem n'Ele o crucificarão cada vez que pecam novamente.


Nesta noite, Jesus será traído por um amigo. Jesus vislumbra o futuro e percebe que será traído muitas vezes por sacerdotes tíbios, bispos infieis, cristãos relapsos. O diabo O tenta. Por que tanto sofrimento. Tudo será em vão. Jesus ora, os anjos lhe confortam. Prostrado no solo, o futuro se faz presente em Seu santíssimo coração. Vê São Paulo de Tarso caído no chão, milhares de cristãos enfrentando o Império Romano e não renunciando à fé, simples meninas como Cecília, Ágata, Inês, Bárbara, encarando olho no olho os poderosos e dizendo-lhes "não" ao autoritarismo, Santo Agostinho banhado em lágrimas, São Francisco de Assis e Santa Clara seguindo-O tão de perto, Seus encontros com mulheres fortes como Catarina de Sena e Tereza D'Ávila, João Maria Vianney, João Bosco, Pio de Pietrelcina, Josemaría Escrivá, padres piedosíssimos consumindo suas vidas por Ele.


O amor maternal de Tereza de Calcutá e a doçura de Terezinha do Menino Jesus lhe encantam. Contemplará o zelo de uma multidão de pastores como Leão Magno, Gregório VII, Carlos Borromeo, Francisco de Salles, Afonso Maria de Ligório, Pio IX, Pio XII, João Paulo II. Milhões de fieis confiando apenas em Ti diante de poderes totalitários e declaradamente anticristãos. Não O negarão. Jamais O trairão. Jesus levanta-Se. Chegou a hora. Seu sangue derramado não será em vão. O trigo caído no chão e morto produzirá abundantes frutos. Aproxima-se o traidor trazendo aqueles que O prenderão. Deixa-Se levar. Viu que Sua morte mudará o mundo. Vencerá as trevas. O amor de Deus se espalhará por toda a Terra até o fim dos tempos.



1 de abr de 2012

Domingo de Ramos e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Jesus Cristo entra em Jerusalém aclamado como rei. Ele não se ilude com tal manifestação, sabe o que acontecerá na Cidade Santa, como aquele mesmo povo que o saúda, preferirá Barrabás diante de Pilatos. Jesus é verdadeiramente rei. Diz isto para Pilatos. Mas é coroado de espinhos e recebe como trono a cruz. Foi para isto que ele veio; para ser obediente ao Pai até a morte, humilhando-Se, sendo flagelado e vilipendiado pelos soldados e pelo povo – aquele mesmo povo pelo qual Ele dava a vida – que passa diante da cruz. Vence a desobediência e a soberba de Adão.

Jesus morre por causa dos nossos pecados. Foi cada pecado meu e seu que O levou ao sofrimento, à humilhação, a Se sentir abandonado por Deus. E cada vez que pecamos, cada vez que rejeitamos Sua graça, é como se crucificássemos Jesus Cristo novamente.

Sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, para nos libertar da escravidão do pecado, que veio através da desobediência e orgulho de Adão, sendo obediente e humilde, levou Seu amor por nós até o fim, morrendo na cruz. Seu sacrifício traz agora, para os que crêem, são batizados e perseveram no amor, a salvação.

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas para retribuir o mesmo amor que Ele teve por nós, nos amando sobre todas as coisas, inclusive sobre si mesmo. Também devemos renunciar a nós mesmos, nossa vontade, para fazer a vontade do Pai, ainda que isto nos traga grandes sofrimentos. Depois de Jesus Cristo, não podemos mais duvidar do amor de Deus por nós.

Se duvidarmos, basta olharmos para o Crucifixo e saber que tudo isto foi por amor a você e a mim. E este mesmo sacrifício se torna presente em cada celebração da sagrada eucaristia, dom maior do Seu amor por nós. Olhemos para o Cristo crucificado. Que a contemplação de Sua imagem nos leve à conversão.