30 de jan de 2011

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 5, 1-12a

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“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt. 5, 3)

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Jesus aparece como o novo Moisés que sobe a montanha não para abolir a lei, mas leva-a à plenitude. Cada bem-aventurança é relacionada à vida de Jesus. Portanto, Ele é Aquele que nos pode dar a verdadeira felicidade. A verdadeira felicidade, diferente da qual o mundo imagina. A felicidade aqui não é prometida, mas uma realidade para aqueles que procuram viver cada virtude apresentada, na fé em Jesus Cristo salvador.

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Em meio à sociedade moderna, consumista, materialista, afirmar que é feliz aquele que é pobre soa como loucura. A propaganda e o mercado nos mostram a todo instante que só é feliz quem adquire todos estes produtos que nos são apresentados. Nem sempre precisamos deles. Precisamos ser felizes como as pessoas que aparecem em seus comerciais.

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Ser pobre em espírito exige humildade. Jesus, sendo Deus, Se humilhou tomando a nossa carne e morrendo na cruz. Portanto, devemos ter a cruz sempre diante dos olhos. Os humildes são todos os que colocam sua confiança e esperança em Deus e não nos bens terrestres – muito úteis, diga-se – que passam e não podem nos salvar. As bem-aventuranças não é a consolação para os fracassados na vida, como diria Nietzsche, que nos deixa estáticos perante o mundo, mas a regra de vida que devemos seguir para, vivendo na esperança da vida eterna, mudar o mundo por dentro a partir de nós.

23 de jan de 2011

"Façam penitência, pois o Reino dos Céus está próximo"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 4, 12-23

“Desde então, Jesus começou a pregar: ‘Façam penitência, pois o Reino dos Céus está próximo’.” (Mt. 4, 17)

Jesus começa sua pregação, assim como João Batista, anunciando a proximidade do Reino de Deus e, por isso, o apelo à conversão. Diferentemente de João, Seus milagres demonstram que o Reino de Deus – próprio Jesus – está próximo. Nosso Senhor, desde o princípio de Seu ministério, começa a formar Sua Igreja, chamando os primeiros discípulos que se tornarão apóstolos após aprenderem Dele. E eles deixam tudo para seguir Jesus, para se tornarem “pescadores de homens”, cuja rede sempre será este apelo à conversão para que saiamos das trevas do pecado e Jesus, Luz do mundo, reine em nossas vidas.

Esta é a missão da Igreja: ir mar adentro, entre todos os povos e nações, anunciando o Evangelho. Mas, a maioria de nós, simplesmente não encontra toda a força neste apelo: “O Reino de Deus está próximo”. As pessoas não conseguem ver a proximidade deste Reino. Diante disso, acabam deixando a conversão sempre pra depois. Não sejamos assim. Façamos como aqueles primeiros pescadores chamados por Jesus. Imediatamente deixaram tudo para segui-lo. Nós também, que somos chamados a seguir Jesus, devemos deixar tudo aquilo que é um obstáculo neste seguimento, seja este obstáculo um pecado ou não. Seja qual for nosso estado de vida ou vocação, com o auxílio do Espírito Santo, busquemos fazer a vontade de Deus para nossa santificação.


18 de jan de 2011

Roma cria primeiro ordinariato para antigos anglicanos

Abrange Inglaterra e País de Gales e seu superior é um antigo bispo dessa confissão

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A Santa Sé criou, no sábado passado, o primeiro ordinariato pessoal (uma espécie de diocese sem território definido) para antigos anglicanos da Inglaterra e do País de Gales que decidiram abraçar a plena comunhão com Roma.

O Ordinariato foi erigido pela Congregação vaticana para a Doutrina da Fé, no mesmo dia em que, na catedral de Westminster, um arcebispo católico da capital britânica, Dom Vincent Nichols, ordenara como sacerdotes católicos três antigos bispos anglicanos.

Eles são os reverendos Andrew Burnham (bispo anglicano de Ebbsfleet, 2000-2010), John Broadhurst (bispo anglicano de Fulham, 1996-2010) e Keith Newton (bispo de Richborough 2002-2010), este último nomeado ordinário (superior) do novo Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, que tem como padroeiro o beato John Henry Newman.

O Rev. Newton, de 58 anos, nascido em Liverpool, casado e com três filhos, foi recebido com sua esposa na comunhão com a Igreja Católica, na catedral de Westminster, no último dia 1º de janeiro.

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O Ordinariato é, sem dúvida, uma graça de Cristo que quer restaurar a unidade de Sua Igreja. É resultado do trabalho ecumênico desenvolvido pela Santa Sé. Mas não podemos esquecer que o Ordinariato foi criado para acolher os numerosos ministros e fiéis anglicanos descontentes com os caminhos liberais que a Comunhão Anglicana trilhou nos últimos anos, ordenando mulheres e homossexuais assumidos ao sacerdócio e ao episcopado e vendo uma parte dos pastores anglicanos favoráveis a práticas imorais, tais como o aborto, os métodos contraconceptivos e o divórcio. Roguemos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Walsingham e do beato John Henry Newman, que este primeiro Ordinariato na Inglaterra e País de Gales seja o início da união plena de todos os anglicanos com Roma.


17 de jan de 2011

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
João 1, 29-34
“No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’.” (Jo 1, 29)
João testemunha que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo Salvador da humanidade. Chama-o de cordeiro se referindo ao cordeiro que recebia simbolicamente sobre si os pecados do povo de Israel e era imolado para expiá-los, e, sobretudo, ao cordeiro pascal, anunciando assim, que Jesus carregará todos os nossos pecados e dará Sua vida, por amor, para nos libertar da morte e da escravidão do pecado.
De fato, no dia em que o cordeiro era imolado, na ceia pascal, o Cristo deu Sal vida em remissão da humanidade. Os hebreus no Egito deveriam marcar suas casas com o sangue do cordeiro o que salvaria a vida dos primogênitos. Nós, cristãos, pelo batismo somos marcados com o sangue de Cristo, a marca indelével dos escolhidos de Deus. Se a morte dos primogênitos do Egito, especialmente do Faraó, foi causa de liberdade para o povo hebreu, a morte do Primogênito libertou a todos nós.
Saibamos que o Cordeiro de Deus que foi imolado está de pé, ressuscitado. E este único e definitivo sacrifício pascal se estenderá, por todas as gerações, em cada celebração eucarística. Não é a ciência, a política ou ideologias que redimem a humanidade, mas Jesus Cristo. Não são os problemas financeiros, as doenças e os desastres que causam o sofrimento das pessoas, mas tudo isto é consequencia do pecado. Coloquemos toda a nossa esperança Naquele que pode nos salvar.


12 de jan de 2011

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 10

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Décimo episódio dividido em três partes com legenda em português.






9 de jan de 2011

Batismo do Senhor

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Mateus 3, 13-17
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“Mas Jesus lhe responde: ‘Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa.’ Então João cedeu.” (Mt. 3, 15)
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A missão de São João Batista era preparar o povo para receber o Salvador, Jesus Cristo. Seu batismo não era sacramento, mas o preparava através do arrependimento para que se voltasse para o Cristo, Aquele que nos justifica pela água e pelo Espírito Santo. É no batismo que recebe de João Batista que Jesus inicia Sua vida pública. Jesus não tinha pecado, portanto, não era necessário ser batizado, no batismo de arrependimento de João Batista.
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Mas, desde o início de Seu ministério, Jesus quer se colocar humildemente entre os pecadores, e, já em Seu batismo, começa a receber sobre Si todos os nossos pecados para nossa salvação, a qual será consumada no batismo de sangue no alto da cruz. No Seu batismo, o Pai e o Espírito Santo se manifestam para atestar que a salvação é obra de Deus. O céu, antes fechado pelo pecado de Adão, volta a abrir-se para o homem redimido.
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Em nosso batismo, nos tornamos templos de Deus, ungidos pelo Espírito, filhos do Pai. Façamos, então, a vontade de Deus, crendo no Seu Filho amado para mantermos a graça que recebemos no santo batismo.

2 de jan de 2011

Epifania do Senhor

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 2, 1-12

“Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém” (Mt 2, 1)

Hoje comemoramos a epifania do Senhor, isto é, a manifestação do Salvador para o mundo todo representado pelos três magos. A Tradição diz que eram reis; a Bíblia apenas afirma que eram magos, ou seja, estudiosos da natureza, observadores do céu. Assim como, seguindo a tradição das anunciações, os anjos apareceram aos pastores, que representavam os judeus, para anunciar o nascimento do Cristo Salvador, os magos, representantes dos gentios, pressentiram o fato através da observação da natureza, pois é assim que, aqueles que não conhecem o Deus verdadeiro podem reconhecer Sua existência. Não ficaram parados naquele astro. Se puseram a caminho, foram ao encontro Daquele que é a plenitude da revelação divina e sem O qual ninguém pode se salvar, seja judeu ou gentio. Jesus põe fim a divisão dos povos chamando todos a Sua Igreja.

Os judeus, confiando nas promessas contidas nas Sagradas Escrituras, sempre esperaram o Cristo Salvador. Os não-judeus, não tendo as Escrituras e o conhecimento do Deus único e verdadeiro, procuram na natureza os sinais de Sua vontade, e Ele sempre se revela a quem O procura sinceramente. Os magos, que buscavam nos astros as respostas divinas, encontraram a verdadeira Estrela, Jesus, que lhes conduziriam a salvação. Jesus Cristo é a Luz das nações, Salvador de toda a humanidade. Não precisamos fazer parte do povo judeu para sermos salvos, mas crermos Nele. Devemos ser como estes magos que encontraram e reconheceram o Deus encarnado e que após adorá-Lo, voltaram por outro caminho, ou seja, se converteram, não mais voltando ao ódio, inveja, ambição e orgulho que Herodes representava.

1 de jan de 2011

Mais um ano e um ano a menos

Começamos o ano de 2011 do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. O ano de 2010 ficou para trás. Temos agora, em nossas vidas, um ano a menos. Para a História o número de anos sempre avança. Um ano a menos. Pensemos em nossa vida mortal. Em meio a tantos festejos e demonstrações de alegria e esperança não perece ser um bom momento para isto. Ao contrário, soa como pessimismo. O calendário de nossas vidas também segue a ordem crescente, afinal, temos consciência que não somos imortais, mas desconhecemos o dia de nossa morte. Porém, cada hora, cada dia, cada ano em que vivemos é debitado do tempo que Deus nos deu.
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Motivo de tristeza e desesperança? De modo algum. Encaremos hoje como uma nova chance que o Senhor nos dá. Uma nova chance de nos aproximarmos Dele, de sermos bons, de sermos santos. Deus já deu à humanidade duas mil e dez chances para que esta conheça a Cristo Salvador do gênero humano. Duas mil e dez chances de os homens se arrependerem de seus pecados, crerem e formarem uma só família, um só rebanho sob o cajado de nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, 1º de janeiro, o Senhor Deus, rico em misericórdia e que deseja que todos se salvem, nos presenteia com a 2011ª chance. Assim, a cada um de nós, agradeçamos a Deus quando acordamos logo pela manhã por mais uma chance que Ele nos concede. E não a desperdicemos.
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Feliz Ano Novo a todos!