18 de out de 2012

O Brasil vai ser a Europa!


Hoje saiu os dados do IBGE que confirmam a tendência de envelhecimento e consequente diminuição da população do Brasil, do jovem Brasil, diga-se. Aí, foi cogitado quais serão as políticas públicas para essa grande massa de idosos: atendimento médico-hospitalar, casas de assistência, aposentadoria, já que haverá uma grande parcela da população aposentada, maior do que a parcela dos que estão em idade economicamente ativa. 

Ora, a solução vem da Europa! Eutanásia! Sim, os velhos europeus, quando internados em hospitais de países onde a eutanásia é permitida, simplesmente são eliminados, mas tudo muito humano, indolor, com uma injeçãozinha letal enquanto o velhinho dorme tranquilo. A Suíça, inclusive, já oferece pacotes de viagem (chamados turismo da morte) para cidadãos de países retrógrados e conservadores que querem se ver livres de seus pais, aqueles velhos inconvenientes que para nada mais servem. Aliás, era exatamente isso que Platão recomendava. Segue o exemplo europeu, Brasil!

4 de out de 2012

São Francisco de Assis


São Francisco de Assis

Hoje é dia de São Francisco de Assis. Do verdadeiro Francisco de Assis. Não do homem que foi cooptado por inúmeras ideologias que fez dele um hippie, um comunista, um ecologista, um revolucionário, um anticatólico (sic), um pacifista, um vegetariano, enfim, um imbecil.

O homem que influenciou o segundo milênio foi um apaixonado por Deus. Se configurou a Cristo em tudo: na pobreza, no amor, no sofrimento. Tornou-se pobre porque Deus se fez pobre ao encarnar-se em Jesus Cristo. Não foi um grande defensor da igualdade social, nem atacava a propriedade privada. Como homem alegre que era, riria se alguém se apresentasse diante dele com Che Guevara estampado na camiseta. A pobreza material refletia seu interior. Sua verdadeira pobreza estava na humildade, no rebaixamento diante do Deus Onipotente. Vivia a caridade em extremo. Esse era seu ato revolucionário.

Era um homem eucarístico. Vivia da Eucaristia como todo cristão deve viver. Vivia a Paixão de Cristo na Santa Missa. Lhe causaria tremendo horror se assistisse a determinadas Missas de hoje, principalmente algumas celebradas por um bispo que é seu confrade e que carrega a tira-colo um padre animador de auditório. Sofreu na carne todo o amor de Deus e todo o sofrimento de Cristo quando recebeu as marcas da crucificação. A penitência era contínua em sua vida. Seu cilício está exposto em Assis até os dias de hoje. Dormia no chão, comia pouco e, se não comia carne, era em sinal de penitência, pois a carne satisfazia a gula e era o alimento dos abastados. Jamais Francisco defendeu igualdade de direitos entre homens e animais. Não. Francisco amava o ser humano, o tratava como imagem e semelhança de Deus e mergulhava no mistério da encarnação do Verbo divino. Seria um escândalo para ele somente imaginar que alguma outra criatura pudesse ter a mesma dignidade e grandeza do homem. São Francisco via na natureza a obra divina, o reflexo da beleza e bondade de Deus, cuja administração prudente e amorosa cabia ao homem. São Francisco de Assis jamais preocupou-se com cães sarnentos, mas abraçou e beijou os leprosos.  

O Poverello de Assis era um homem medieval. Não era um homem a frente de seu tempo como querem que acreditemos. Combatia a heresia com vigor a ponto de seus confrades tomarem a frente da Santa Inquisição. Longe de Francisco considerar todas as religiões legítimas e boas. Não se tornou cavaleiro como queria seu pai, não se fez cruzado, mas combateu o Islã com as armas da fé. Seus primeiros irmãos enviados ao Marrocos foram todos assassinados; dirigiu-se ao sultão no Egito para tentar convertê-lo; e, junto aos cruzados, instalou sua Ordem nos lugares sagrados da Terra Santa para protegê-los da sanha muçulmana. Foi, sem dúvida, um homem de paz, mas não um pacifista, não um adepto do "paz e amor", não um John Lennon do século XIII. 

Foi um católico fiel. Não foi um espírito de luz, não foi um espiritualista suprarreligioso ou um rebelde com o qual a Igreja conseguiu entrar em acordo. Amava a Igreja católica, se submeteu ao Papa e à hierarquia eclesiástica por toda a sua vida. Como Jesus, amou tanto a Igreja que a purificou com seu exemplo e seus ensinamentos. Não tolerava a desobediência. Àqueles de sua Ordem que não rezavam o Ofício Divino - a oração oficial da Igreja - eram submetidos à prisão, como soldados indisciplinados. 

Foi assim que São Francisco de Assis tornou-se um dos santos - se não o mais - mais popular da Igreja e uma das figuras mais emblemáticas da História. Deixem de lado as imagens deformadas de São Francisco de Assis. Se alguém quer ser verdadeiro devoto de São Francisco, que imite suas virtudes da humildade, da caridade, do amor incondicional a Jesus Cristo e à Virgem Maria e faça como o Poverello de Assis que desprezou a vida terrena, tinha verdadeiro horror ao pecado e combatia as tentações atirando-se na neve ou sobre espinheiros. A meta, única meta, de Francisco era viver em Cristo, aqui e na eternidade. 

São Francisco de Assis, rogai por nós!

2 de out de 2012

A Gaystapo e seus argumentos falaciosos

Onde se encontra o texto: 


O texto que defende o "casamento" entre homossexuais segue em rosa e os meus argumentos, em preto:


Vamos explicar algo que parece obvio, mas os difamadores sempre utilizam isso para tentar impedir que casais formados por duas pessoas do mesmo sexo tenham direitos iguais. Sempre falam que homossexuais não podem ter direitos civis iguais aos heterossexuais por que - na cabeça dos homofóbicos - famílias homoafetivas não podem ter filhos biológicos.

Difamadores? Difamadores são pessoas que destroem a boa fama das pessoas. Os debates de ideias, a famosa e defendida "dialética" e aqueles que se propõe a defender seu ponto de vista não podem simplesmente serem taxados de "difamadores", ou agora a difamação tornou-se o simples contraditório? Direitos civis nem sempre são iguais para todos. E nem sempre é esse o ideal e se defende direitos iguais. Em Direito, há a doutrina do tratamento desigual aos desiguais. Ou seja, acidentalmente ninguém é igual. Uma dupla homossexual não é igual a um casal heterossexual. Isso sim me parece óbvio. Por exemplo, um homem não tem o direito de ser mãe, pois por mais que lute pela igualdade entre homens e mulheres, este é um direito que ele não possui exatamente por ser desigual à mulher. Querem exemplos da aplicação de tal tratamento? A Lei Maria da Penha, as cotas raciais e sociais, os Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente. O casamento civil, digamos assim, aquele que é protegido e validado pela lei é aplicado aos heterossexuais e isso desde o Direito romano, e olha que no Império Romano o que não faltava eram homossexuais. Querem lutar por direitos? Lutem por uma legislação própria, que atenda às necessidades e peculiaridades dos homossexuais. 

Bom, entre 10 a 15% da população é homossexual. Qualquer pessoa que souber contar, vai ver que ainda sobram 85% da população heterossexual para se reproduzir. Isso sem contar o fato que para reprodução só precisamos de um ser humano com útero e um outro ser humano que produza espermatozoides, mas em nenhum lugar desse planeta ser casado com alguém do sexo oposto é condição obrigatória para se reproduzir. 

Outra parte da questão, relacionada, mas não inerente ao casamento é a adoção. Ser contrário à adoção de filhos por pares homossexuais é homofobia? Sob a acusação de homofobia cabe-se tudo o que não agrada aos homossexuais. É por isso que eles tentam aprovar leis que impedem até mesmo a sagrada liberdade de consciência e perseguem implacavelmente seus opositores. Bom, descobri então, sem odiar nenhum homossexual, sem nunca ter agredido física ou verbalmente um homossexual, ser um homofóbico! É um fato: "famílias" não formadas por um homem e uma mulher não podem ter filhos naturais. Agora, este argumento fraquinho deve estar na cabeça dos homofóbicos mesmo (dos verdadeiros), pois não há argumento mais tolo. Fosse assim, por exemplo, casais estéreis e mulheres na menopausa também seriam proibidos de se casarem. Por que não proibi-los? Primeiramente, isso prova que a fecundidade não é condição para o casamento civil e demonstra que não é por isso que o casamento civil entre homossexuais não é permitido. Nada interdita o casamento entre heterossexuais não-reprodutivos porque suas relações não ferem a Lei Natural. "Segundamente", o casamento tem duas finalidades: a procriação e a complementaridade. Só se complementam seres diferentes. Isso é óbvio. Dois parafusos ou duas porcas não se complementam. Entendido? (do verbo entender mesmo, ok?)

O ser humano já foi na lua, já criou a internet, já achou curas para alguns canceres, e essas pessoas ainda utilizam argumentos de 300 anos atrás para impedir o casamento igualitário? Diga não a desigualdade, diga não a burrice!


"O ser humano já foi na lua, já criou a internet, já achou curas para alguns cânceres", já descobriu vacinas, já inventou o avião, já causou duas guerras mundiais que mataram 70 milhões de pessoas, já inventou armas nucleares, já tentou curar a loucura com lobotomia, eletrochoque e afogamento e ainda não descobriu as causas do homossexualismo. Ou seja, já fez um monte de coisa boa e ruim. O argumento historicista (tenho lá minhas dúvidas que o autor do texto tenha consciência que esteja utilizando-se do historicismo) servia bem ao Iluminismo, à sociedade moderna. No Pós-modernismo, época em que vivemos, não tem nenhum valor. Usasse, então, argumentos relativistas, apelando à moralidade individual. Aí sim, cairia bem. 

Perdoe-me em desapontá-los, mas os argumentos que defendem a família natural e são contrários a qualquer forma não natural de família não são de 300 anos atrás. São muito mais antigos. Eu diria que nunca existiram outros. Remontam ao Direito romano, como eu já citei, à Grécia antiga, à qualquer civilização. E é fácil entender os motivos. A lei natural está acima das leis civis, e até mesmo das consciência individuais. Ninguém precisa promulgá-las. É totalmente visível a todos, de todos os lugares e épocas. E não me venham com a tese da aceitação do homossexualismo na Grécia ou na Roma antigas. Ainda que houvesse certa tolerância (os romanos toleravam, mas execravam o homossexualismo - chamado vício grego - e houve época de punição severa a tal prática) estas civilizações jamais oficializaram uniões entre homossexuais, diferentemente de todo aparato jurídico que existia para amparar o casamento. Ainda que Nero, por exemplo, tenha celebrado seu casamento com outro homem, tal união nunca foi considerada legítima. 

Argumentos pró-famílias formadas por pares homossexuais são bastante recentes, tendo aí, para ser generoso, seu meio século de história. Seja na Roma ou na Grécia antigas, onde nasceu a democracia, o direito e a nossa civilização, jamais defendeu-se tal "direito", pois essa defesa não encontra respaldo na Lei Natural, tão cara aos antigos e simplesmente porque a família natural, repito, é formada por um pai, uma mãe e por filhos, sejam naturais ou adotados. Isto é evidente. Isso é óbvio. Não é possível neste caso dizer não à desigualdade: um par de homens ou de mulheres não são iguais a um casal heterossexual. Não dá para ser contra a desigualdade quando a própria natureza a imprime. A segunda parte do imperativo eu concordo, tínhamos que concordar com algo, não é mesmo? DIGA NÃO À BURRICE!