29 de ago de 2012

O filme de Didi e a demissão do motorista

Durante as eleições para presidente em 2010, houve maciça campanha contra a Dilma porque ela é favorável ao aborto. Foram divulgados pela internet e em e-mails diversos vídeos e entrevistas totalmente verídicos aonde aparecia a então candidata opinando favoravelmente sobre a questão. A divulgação foi feita sobretudo por católicos e evangélicos. Até aí tudo bem. Aí, começou a rolar e-mails e mensagens vindas de evangélicos dizendo que a Dilma teria dito, não se sabe onde, nem quando, nem para quem, que "Nem Deus impedia ela de ganhar as eleições". Era uma farsa. 

Vejo isto se repetindo nesse caso do Didi. Gerou-se uma polêmica o novo filme do Trapalhão, "O Segundo Filho de Deus", onde - pelo que me parece, pois não consegui saber ao certo do que se trata -, Didi continuaria a obra de Jesus Cristo. Iniciou-se uma campanha contra o Renato Aragão. Tudo bem, o cristianismo é achincalhado a cada segundo e temos todo o direito de nos indignar e protestar. Mas, como no caso da Dilma, também começou rolar algo nada comprovado: o caso da demissão do motorista. Precisa de campanha de desmoralização? Precisa lançar boatos? Precisa de mentiras? Convém isto a cristãos ou não cremos que só a verdade basta? 




28 de ago de 2012

Mudança no Blog

Depois de três anos mantendo o blog com o título de "Vade Fodere Puctas" que significa num latim nada clássico: "vá plantar batatas" e indicava de maneira irônica o que a sociedade irracional e a era do ilógico que vivemos deve ouvir a cada instante, resolvi modificar o título, abandonando de vez o título "latino". O blog agora se chama "Revolução da Cruz". A inspiração veio durante leituras do historiador francês Daniel-Rops e achei mais apropriado devido ao tempo em que vivemos, cheio de incertezas e desesperança, onde devemos saber que a força revolucionária da Cruz de Cristo ainda mantém todo o seu vigor e levanta-se, assim como em todos os tempos, como estandarte para guiar a humanidade mostrando todo o amor de Deus por nós, a vitória sobre a morte e dando-nos a certeza que o mal não tem a última palavra.

18 de ago de 2012

Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Lucas 1, 39-56

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc 1, 46-48)

No Evangelho de hoje, Nossa Senhora chega à casa de Santa Isabel para auxiliá-la durante a gravidez. Assim que Maria chega e saúda sua prima, São João Batista, como Davi que salta de alegria diante da Arca da Aliança, pula dentro do ventre de Isabel. Fica cheio do Espírito Santo ao ouvir a voz de Nossa Senhora, pois ela traz no ventre o Salvador. Santa Isabel exclama que Maria é bendita entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre. Deus olhou para todas as mulheres, de todas as raças, nações e de todos os tempos e escolheu uma judia nascida durante o governo do imperador Augusto. Foi por isso que Deus escolheu um povo, o hebreu, para que dele nascesse o Salvador da humanidade, pois era hebréia a mais humilde de sua serva.

No Apocalipse (cap. 12), João relata a visão de um grande sinal no céu. Vê uma mulher gloriosa que deu à luz a um Filho que deve reger todas as nações. Esta imagem é símbolo da Igreja, mas também vemos nele a Virgem Santíssima, a mãe de Jesus. Podemos ver claramente que São João faz alusão à assunção de Maria, pois no final do capítulo 11, o apóstolo, cuja mãe Jesus lhe confiou, tem uma visão da Arca da Aliança, no interior do Templo celeste. Uma antiga Tradição, certamente conhecida pelo apóstolo São João, afirmava que a Arca da Aliança, para não ser roubada e profanada pelos invasores babilônicos, foi elevada ao céu.

Hoje celebramos a assunção da Santíssima Virgem Maria. Nossa Senhora, terminada sua vida terrestre, foi ressuscitada e elevada de corpo e alma ao Céu por Seu Filho Jesus. A morte e a corrupção são conseqüências do pecado original. Primeira criatura redimida por Cristo, a Virgem Maria foi preservada de todo pecado, portanto não podia sofrer as conseqüências do pecado. Maria é as primícias da obra de salvação realizada por Jesus Cristo. Todas as promessas de Deus se cumpriram primeiramente em Maria. É a ela que devemos imitar. Sendo glorificada em corpo e alma, representa e inaugura o que será a Igreja quando Cristo voltar. Em Maria, antecipa-se a vitória da Igreja. Por isso, Nossa Senhora é sinal de esperança para todos os cristãos.  






15 de ago de 2012

URSS: Quando o sonho se revela um pesadelo


O ano de 2012 marca duas décadas do fim da União Soviética. Mais do que o final melancólico de um império, a derrocada da URSS veio comprovar a ineficácia do marxismo, doutrina filosófica que prometia a liberdade da classe trabalhadora, o fim das classes sociais e de toda a opressão conseguidas através de uma revolução socioeconômica que aprofundaria radicalmente a democracia. Porém, como foi visto, o socialismo funcionava maravilhosamente bem no campo das ideias, mas, quando posto em prática, causou as maiores desgraças humanitárias que a História já testemunhou. No século XIX, o filósofo alemão Karl Marx previa que a revolução do proletariado se daria em algum país altamente industrializado. Mais cedo ou mais tarde iria acontecer nos EUA, na Alemanha ou na Inglaterra. Para surpresa de todos – menos para Marx que já estava morto – a primeira revolução socialista bem sucedida deu-se no Império Russo, país que ainda vivia sob o regime monárquico e feudal. Era o ano de 1917. Enfim, Lênin, o grande líder da revolução bolchevique proclamava a liberdade dos trabalhadores russos, o fim da injustiça e a participação de todos nas decisões do Estado.

Após quatro anos de guerra civil, finalmente é fundada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, reunindo a Rússia com mais quinze países que já compunham o antigo império czarista. Depois da Segunda Grande Guerra, os países do Leste europeu vizinhos à URSS adotaram o socialismo, formando a chamada Cortina de Ferro. Foram criados os sovietes, pequenos grupos de trabalhadores que tomavam decisões autônomas em âmbito local ou opinavam sobre assuntos nacionais. Logo, o povo soviético percebeu que a tão sonhada liberdade com a promessa de trabalhar quando e como quisesse, sem patrões e exploração estava cada vez mais distante. Instalou-se no governo uma ditadura de partido único; as decisões políticas passaram a ser tomadas por um grupo restrito de burocratas do Partido Comunista; as leis tornaram-se rígidas como o chumbo. Perverteu-se a ideia original: as instituições do Estado que serviam para a promoção da libertação da classe trabalhadora, agora era usada para manter o regime a qualquer custo.

A manutenção do regime socialista tornou-se um fim em si mesmo. O Estado passa a perseguir àqueles a quem foi prometida a liberdade. Instaura-se um regime totalitário que coloca a população em estado de terror constante. O governo desconfia de tudo e de todos. Qualquer movimentação é vista como suspeita e uma provável rebelião. As leis são inúmeras e insuportáveis. É a perversão do Direito que existe exatamente para proteger os mais fracos e não para que seus dispositivos sejam usados para amedrontar ou ameaçar. A classe trabalhadora, até então protagonista da revolução, é vitimada. Se já não há mais patrões, os trabalhadores passam a ser verdadeiros escravos do Estado e a receberem ordens de meia dúzia de dirigentes do PC, que ditam o que, quanto e como devem ser produzidos os produtos agrícolas e industrializados. A liberdade desaparece sob um amontoado de regras e decretos que sufoca a classe trabalhadora. O país se torna uma prisão levando muitos a fugir. Os alimentos eram racionados e os salários congelados. Trabalha-se muito e ganha-se pouco. As pessoas não possuem plena liberdade em explorar todo seu potencial. Sufocadas, fogem para outros países levando consigo todo conhecimento adquirido. A URSS começa a perder seus talentos o que a torna ineficiente em vários setores.

O totalitarismo invariavelmente leva à clandestinidade. O povo pratica atos ilegais com maior freqüência (em meio ao excesso de leis, torna-se impossível cumpri-las). Para se ter ideia do que é considerado um ato ilegal na URSS, basta exemplificar que, tomar uma coca-cola é um ato ilegal. É um círculo vicioso: o aumento da rigidez, leva à clandestinidade, que leva a uma rigidez ainda maior. A população é posta sob total vigilância, pois é preciso proteger o regime contra qualquer ameaça. Todos desconfiam de todos. O vizinho ou o colega de trabalho pode ser um espião, principalmente porque a forma do regime favorece o aparecimento de pessoas que passam a se beneficiar do esquema e tirar vantagens do governo delatando pequenos focos de resistência ou de oposição ao regime que podia, assim, se antecipar a pretensos movimentos de greve ou de contestação, punindo-os exemplarmente. Mais tarde, nem mesmo esses grupos de puxa-sacos e dedos-duros escaparão à fúria do regime. E as punições são muitas e severas: campos de concentração (chamados gentilmente de campos de reeducação, onde os “reeducandos” recebiam treinamento de como servir melhor ao regime), trabalhos forçados, castigos físicos, psicológicos e morais, o exílio, a pena de morte.

A promessa de bem-estar social para os trabalhadores foi total e violentamente esquecida. As pessoas foram esquecidas. Relegadas ao segundo plano, ficaram à mercê de um regime que as usava para se auto-sustentar, onde trabalhavam para produzir para o Estado, combater pelo Estado e quando adoeciam ou se tornavam incapazes ou quando simplesmente o regime decidia, eram imediatamente substituídas ou eliminadas como peças de uma máquina, sem levar em consideração qualquer aspecto de suas vidas. O socialismo que era visto como a vitória do humanismo e da liberdade do homem provou-se ser o oposto, ou seja, um agente de escravização e desumanização.

Dessa forma, a sociedade socialista que deveria ser o ápice da evolução de toda a humanidade durou apenas 75 anos. Entrou em colapso quando o povo que vivia sob as bandeiras vermelhas cansaram da opressão e tenderam – como tendem todas as pessoas – ao direito natural à liberdade. Se os trabalhadores foram os protagonistas da implantação do socialismo, também o foram do seu fim. Manifestações na Tchecoslováquia e na Hungria agitaram o bloco socialista. Os trabalhadores do sindicado Solidariedade, na Polônia, organizaram corajosamente as primeiras greves. O Muro de Berlim é derrubado. Foi o início do fim. Quando o regime se viu seriamente contestado, algo tinha que mudar. E mudou. O líder do governo soviético Mikhail Gorbachev promoveu algumas reformas a fim de salvar o comunismo. Mas não havia mais o que fazer. Era o fim da URSS.

Como todos os fatos históricos, a experiência vivida na URSS e em todo o bloco socialista deixou-nos uma lição. As leis servem às pessoas para que haja ordem e liberdade e para permitir que as pessoas deem o melhor de si e não o contrário. Não apenas nos países socialistas ou em regimes totalitários, mas também em qualquer esfera de poder, na família, nas empresas que mantêm um sistema que prioriza a si próprio ou os resultados ou o lucro em detrimento da pessoa humana estão fadados ao fracasso.

12 de ago de 2012

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu


A Boa Notícia de Jesus Cristo

João 6, 41-51

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.” (Jo 6, 51)

Diante do discurso de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, o povo começa a criticá-Lo, por não compreender a profundidade do ensinamento sobre a Eucaristia. Para crer no grande mistério do Santíssimo Sacramento é preciso crer na encarnação do Verbo. Deus fez-se homem em Jesus Cristo, no seio da Virgem Maria. Os judeus não conseguiram acreditar no Deus encarnado. A toda menção de Sua origem divina, os judeus argumentam afirmando que conhecem Seus pais e parentes. E fica difícil entender como alguém se considera cristão, crê na encarnação, mas não crê na Eucaristia. Em Seus ensinamentos, Jesus deixa claro que este Pão que Ele nos dá é Seu corpo entregue em sacrifício. Portanto, a Santa Missa não é somente um banquete ou ceia, mas é o sacrifício de Cristo no calvário que se faz presente pelo Espírito Santo e pelas palavras do sacerdote. Participemos da Missa com profundo respeito e reverência. Que recebamos o Corpo e o Sangue do Senhor com adoração.

4 de ago de 2012

Eu sou o Pão da Vida


A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 6, 24-35

“Jesus replicou: ‘Eu sou o Pão da Vida: aquele que vem a mim não terá fome e aquele que crê em mim jamais terá sede.’” (Jo. 6, 35)

Após o milagre da multiplicação dos pães, Jesus volta para Cafarnaum. A multidão que tinha sido alimentada o persegue até lá, o que Jesus repreende acusando-os de segui-lo não por causa do maravilhoso milagre que tinham presenciado, mas porque tinham se saciado. O povo pensava que Jesus, novo Moisés, os alimentaria como seus antepassados tinham sido alimentados no deserto com o maná. Pesar daquele milagre que ocorreu no dia anterior, preferia Moisés que havia intercedido junto á Deus e Este enviou pão do céu, o maná, durante quarenta anos.

O povo acreditava que Jesus instauraria uma vida ociosa, dando-lhe alimentação. Mas Jesus falava-lhes de outro pão. Falhava-lhes de Si próprio, o verdadeiro Pão que o Pai dava ao Seu povo. Ele é o alimento imperecível que dá a vida eterna. O maná alimentava o corpo. Jesus alimenta a alma, dá vida à alma purificando-a do pecado e livrando-a da morte. É através da fé que nos alimentamos deste pão. “O justo viverá da fé”, diz o profeta. Jesus é o alimento que nos sacia plenamente.

Mais tarde, Jesus falará que o pão é Sua carne e Seu sangue é verdadeira bebida: É a Eucaristia, remédio de imortalidade. Diante de um mundo onde as pessoas estão famintas e sedentas de um sentido para a vida e se alimentando tão mal em doutrinas, ideologias e comportamentos que oferecem respostas insatisfatórias e prazeres momentâneos, Jesus nos oferece um verdadeiro banquete, o banquete eucarístico que nos completa, nos preenche com Sua Divina presença e nos une a Deus. 

3 de ago de 2012

A Revolução Feminista a serviço dos homens


O feminismo deve ter sido inventado por um homem. Não houve jamais um movimento de mulheres que tenha beneficiado tanto a nós indivíduos do sexo masculino. Primeiramente, a emancipação financeira da mulher foi-nos uma benção. Mulheres em casa davam gastos exorbitantes. Ficavam na segurança do lar, cuidando da casa e dos filhos, longe do estresse, da competição voraz e das doenças cardíacas, enquanto nós enfrentávamos o mundo lá fora cheio de perigos. A mulher trabalhando fora de casa nos aliviou imensamente. Sobra até um dinheirinho para a cerveja, o churrasco com os amigos, o futebol do fim-de-semana. 

Direitos iguais nos possibilitaram pequenos prazeres como continuarmos sentados no ônibus sem qualquer constrangimento enquanto senhoritas viajam em pé. Donas do próprio corpo, vemos mulher pelada até quando não queremos. E a liberação sexual então nem se fala! Para os homens, sexo era só casando ou pagando. As coisas ficaram imensamente mais fáceis, baratas e irresponsáveis. Não precisamos mais nos prender numa só mulher, elas se libertaram pelo divórcio. E não precisamos mais ter filhos enchendo o saco todos os dias depois do trabalho. Só precisamos encontrá-los aos finais de semana. 

E aquele castigo divino chamado gravidez que deixam as mulheres temporariamente incapacitadas e nada as diferem tanto dos homens, sendo a maior afronta à igualdade de gêneros? Para isso, o movimento feminista já tem o remédio: quando todos os outros métodos falham resta o aborto. Mas nesse caso as feministas pisaram na bola conosco, homens. Em todo o planeta, dois terços dos fetos abortados são do sexo feminino, fazendo a balança populacional pender para os homens. No mundo, há mais homens do que mulheres! Assim não dá!