7 de dez de 2009

Papai, quando eu crescer, quero ser puta!

Transformar o mundo num bordel definitivamente não foi uma boa idéia. Ainda que “não exista nada de novo debaixo do sol”, pois mesmo o que se pratica hoje em dia, começou no resgate da putaria da Antiguidade Greco-romana – o Renascimento (XIV-XVI) – e ganhou força na Era da Libertinagem em França dos séculos XVII e XVIII. Portanto, coisa nova não é. A novidade é a prática em grande escala.

Adultério, fornicação (ninguém mais sabe o que fornicação quer dizer. Pensam que é algo que se faz no forno. Até pode ser, mas não é), pornografia, homossexualismo e todas as outras formas das mais criativas de degradar o sexo acompanham a humanidade desde o princípio. E quando eu cito o princípio, não me refiro ao pecado de Adão que nada tem a ver com sexo como quer induzir aqueles que pretendem jogar na tradição judaico-cristã, a tal “culpa” do sexo, como se fosse algo sujo, coisa que a Igreja jamais ensinou, muito pelo contrário, para a Igreja, o sexo é sagrado. Tão sagrado que não deve ser profanado como acontece com tamanha naturalidade.

Bem, nessa linha do “liberou geral” advinda do materialismo (liberalismo, marxismo), Sigmund Freud auxiliou muito com a psicanálise. Para a psicanálise, tudo que move os homens e as mulheres é a libido, a força sexual. E a Igreja é o grande entrave de toda esta energia. Com seus tabus (os mandamentos divinos, diga-se), nos impede de sermos livres e nos inculca o sentimento de culpa diante do sexo. Nada nos impede de transar com quem bem entendermos: com qualquer homem ou mulher, com o pai, a mãe, irmãos e irmãs, filhos e filhas, crianças, pessoas do mesmo sexo. O que nos “bloqueia”, nos traumatiza, é a repressão moral. Legal, né? Na linha freudiana, seríamos como “os cachorros que comem a própria mãe, sua irmã, suas tias”, como diria o poeta Dinho dos Mamonas Assassinas.

Vamos avançar rapidamente em nossa linha do tempo para chegar aonde interessa. Ao decorrer do século XX, vieram os movimentos feministas, sapatãozistas, feminista-sapatãozistas, boiolistas, etc, etc. A coisa degringolou na década de 60 com a tal “revolução sexual” que nos deixou como herança belíssima e valiosa, a AIDS, além da mentalidade erotizada. Tudo orquestrado pelo marxismo cultural propagado pela Escola de Frankfurt, na sexualidade, mais precisamente através de Marcuse, que pretende minar a moral judaico-cristã do ocidente. De lá pra cá, tudo só piorou. As mulheres, em busca da tão sonhada “liberdade”, da igualdade com o que os homens tinham de pior, se tornaram cada vez mais objetos sexuais. Os homens foram os mais agraciados. A demanda de mulher aumentou tanto que não sei como ainda há prostitutas. E aí entramos no cerne da questão que intitula o artigo.

Hoje, podemos afirmar que há três tipos de prática da prostituição: a profissional, a amadora e como hobby. A profissional é aquela que conhecemos (não no sentido bíblico, ao menos no meu caso). Aquelas que estão nas ruas, nas zonas, nas “boates”, nos anúncios dos jornais, enfim, aquelas que os politicamente corretos chamam de garotas de programa, profissionais do sexo, ou seja, tudo puta. Não entraremos nos motivos que levam essas mulheres a se prostituir que podem atenuar sua culpa. Nem sempre é fácil diferenciar cada categoria. Muitas vezes elas se misturam.

O segundo grupo, o das amadoras, é mais complexo. Em nossa sociedade, apelos sexuais estão por toda a parte. Praticamente não há uma propaganda, desde chiclete, passando por desodorante até automóveis, que não tenha uma gostosona pra chamar a atenção. Ao ver estas propagandas de cerveja, por exemplo, não sei se sinto vontade de beber, de transar ou de colocar silicone. Pois bem, este apelo erótico-publicitário, geralmente ideia de um homem (o cafetão virtual), que faz com que modelos vendam a imagem do corpo, criando uma prostituição virtual, tem seus agravantes e torna-se explícita nas chamadas revistas masculinas. Há aquelas que ganham dinheiro posando nua. Aliás, tal comportamento é visto de maneira natural, amoral, tanto que virou até status e mais um canal de vaidade para atrizes e cantoras, algumas, inclusive, com talento. Tem menininhas que sonham em fotografar sem roupa e procuram incansavelmente realizá-lo. Umas creem ser esta a porta da fama e algumas até tem seus 15 minutos. Sabem o que dizem: é nu artístico. Deve ser mesmo, em especial pelas poses bastante artísticas (desde que o artista seja seu ginecologista, é óbvio) e as intenções dos que produzem o material, das modelos - porque não -, e dos “apreciadores de arte” que compram as revistas. É tudo pela arte! Estranho são os lugares onde a beleza plástica do corpo feminino é admirada. Longe de parecerem com galerias de arte, (ao menos, não conheço alguma que tenha privadas), ou expostas em celas de penitenciária ou atrás da porta do quarto de algum adolescente espinhento. Portanto, sabemos muito bem a intencionalidade de tais publicações que hipocritamente chama-se de artísticas.

Assim como os filmes pornôs que andam angariando pseudo-celebridades e artistas decadentes para suas produções. Estes posam e recebem um espaço na mídia como se tivessem realizando um trabalho verdadeiramente artístico. Algumas até se consideram conselheiras amorosas, salvadoras de casamento. Tentam justificar e encontrar algo de útil para a degradação pela qual se expõem. A pornografia é mais degradante do que a prostituição porque a imoralidade, toda aquela animalização do ser humano é exposta. Não contentes em pecar, carregam os outros para o inferno.

E quando o assunto é sexo, o modo como é tratado chega a dar nojo. Sexo sempre foi fonte de dinheiro. Por isso, há tanto apelo sexual nas músicas, em todos os estilos, mas especialmente naquela que está mais na moda e se traduz nas suas principais e atuais representantes do funk hortifrutigranjeiro. A teledramaturgia e o cinema também investem pesado no sexo e em atrizes que interpretam melhor da cintura pra baixo. Nenhuma cena de sexo tem importância para o enredo da trama. É pura apelação ou fruto das taras de autores e diretores. Na TV, sempre temos participações ou programas exclusivos que falam de sexo. Audiência televisiva também gera dinheiro e é claro que a maneira de se tratar o sexo nestes ambientes não é a mais pura. Geralmente, aparecem convidados e, melhor ainda, convidadas, cuja discussão orbita sobre a vida sexual destas pessoas. Pudor ninguém mais sabe o que é. Aliás, hoje em dia, pudor e discrição viraram sinônimos de hipocrisia. Ou seja, se você abre as pernas para todo mundo e não conta para uma plateia, você é hipócrita. Até o pecado exige pudor, se não fosse assim, não existiriam confessionários. Da internet, então, nem preciso falar. Encontra-se de tudo.

Vamos agora à última categoria que é efeito das outras duas: a putaria como hobby. Todo este ambiente propício e promíscuo faz com que exista esta nova casta, nada casta, no mundo da putaria. Na Idade Média, as prostitutas usavam roupas que as diferenciavam das demais mulheres. O objetivo era óbvio: não confundi-las. No decorrer da História, sempre houve esta diferenciação, mais ou menos explícita. Então, as putas desejavam vestir-se como uma dama honrada. Hoje, as coisas se inverteram: são as “honradas” que se vestem como putas. Vestem-se e se comportam como tal. Tratam-se e são tratadas como objetos sexuais sem nenhum problema. Aí, os relacionamentos, o “ficar”, ficou meio canino: basta chegar, cheirar, levar para um cantinho e catracar. E isso não é privilégio de menininhas adolescentes, não. A faixa etária das mulheres que se comportam assim vai de mamando a caducando. Inclusive mulheres casadas! O sacrilégio cometido dentro do relacionamento sexual de casais unidos pelo matrimônio não tem limites: pornografia, swing, relações livres e animalescas. E afirmam que é para não perder o marido! Salvar o casamento! Deve ter sido o bonitão do sem-vergonha que inventou essa, não? Geralmente, tal argumento vem acompanhado de outro, muito ouvido, e que quer virar regra comportamental para as mulheres: “Mulher tem que ser uma dama na vida e uma puta na cama”. Sinceramente, se eu tiver uma esposa, prefiro que seja uma dama em qualquer ambiente. Vai que ela se confunde...

E os maus exemplos advindos da mídia contaminam a todas. Espelham-se nas participantes de reality shows, em certas “dançarinas”, grandes exemplos de “moralidade”. E estes exemplos são encarados com total naturalidade e refletem no modo de se vestir ou de se comportar e isto já na infância. Não me admira a proliferação dos casos de abuso sexual de crianças ou a precocidade cada vez maior da vida sexual. Muitas acabam sendo prostitutas de ocasião, mais ou menos, como em Cuba, onde os pais orientam as filhas a vender, já que vão dar. Usam o sexo para tirar proveito, seja financeiro, seja para adquirir status (ainda que prostituição de ocasião não é um privilégio de nossos tempos). É a beleza a serviço do Mal. Quantas menininhas com homens muito mais velhos – e muito mais ricos – que não vemos por aí. E o desejo da fama, aliada à internet, faz com que muitas realizem auto-sessões de fotos sensuais ou filmes pornôs. Acho engraçado quando aparece uma que diz que não sabia que o namorado gravou a transa com o celular. O que ela achou que ele fazia com o celular na mão enquanto transavam? Jogava Guitar Hero?

Infelizmente vivemos um período de decadência moral em todos os aspectos. Este artigo pode parecer machista aos olhos dos “politicamente corretos”, mas os homens ganharão o deles em breve. Puseram na cabeça das mulheres que deveriam lutar para ser a mesma porcaria que sempre foram a maioria dos homens. Serviram e servem de massa de manobra de ideólogos. A verdade é que a mulher sempre foi arrimo moral da família. E é exatamente a família, célula da sociedade, que os inimigos de Cristo querem atingir. A mulher se degradou, se tornou, como nunca, objeto sexual, carne barata. E, muitas vezes, a educação "moderna" dos pais propicia isso. Namoros precoces, permissão que os filhos transem dentro de casa. Que voltemos ao pudor, ao respeito pelo próprio corpo e a lei divina.


Um comentário:

  1. Excelente Rodrigo. É isso mesmo, sem tirar nem por. Não é preciso ir muito longe para constatar esse fato, basta olhar a nossa volta. Essa "educação moderna" já vislumbramos até mesmo na nossa família e nós, que não concordamos, estamos na contramão, estamos "por fora".

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