22 de jan de 2014

O "péssimo bom gosto" do senhor Gregorio Duvivier

O famigerado "Especial de Natal" produzido pelo humorístico Porta dos Fundos indignou os cristãos. Foram milhares que se manifestaram contra as ofensas à religião da maioria dos brasileiros. Houve ameaça de boicote (lembrando os católicos irlandeses, inventores da tática do boicote, durante a luta pela independência) dos produtos da Itaipava, principal patrocinadora do programa, sendo enviado para a empresa um abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas. E os humoristas do Porta dos Fundos acusaram o golpe. Antonio Tabet deu declarações apaziguadoras. A Itaipava lançou nota tentando se distanciar do vídeo ofensivo. Mas quem mais sentiu o golpe foi Gregorio Duvivier. Não fosse assim, não teria gasto, em sua coluna na Folha (13/01/2014), 2341 caracteres para responder a menos de 140 usados por Dom Odilo Pedro Scherer para classificar o vídeo como de "péssimo mau gosto". 

Mas passemos ao teor da "carta aberta" ao cardeal de São Paulo. O senhor Duvivier não sabe exatamente o seu verdadeiro lugar. Considera-se, graças ao simples comentário de Dom Odilo - que, como todos os defensores da liberdade de expressão sabem, só usou a sua - na companhia de, nada mais nada menos, Galileu Galilei! Menos, senhor Duvivier, muito menos. Galileu foi um gênio. Foi o pai da ciência moderna. O senhor e seus companheiros estão longe da genialidade. Não figuram e me parece que jamais figurarão nem mesmo entre os gênios do humor brasileiro, tais como Oscarito, Grande Otelo, Mazzaropi, Chico Anísio, Ronald Golias, quanto mais ao seleto grupo de gênios da humanidade. Já sobre o filósofo de Nola, também citado no texto, basta dizer que foi um roteirista de Hollywood que nasceu no século errado.

O senhor Gregorio Duvivier comete um engano em datas. A tal "absolvição" de Galileu ocorreu em 1992. Mas, sem entrar na intricada história do processo de Galileu, vale lembrar que o Papa reconheceu os excessos. Há quem não os reconheça quando os comete e prefere continuar a ofender. Com efeito, reconhecer um erro demanda tempo. Às vezes muito tempo, até séculos, que talvez só a memória dos gênios, como Galileu, e a Igreja católica consigam sobreviver. Quanto ao senhor Duvivier, seus companheiros e o Porta dos Fundos podem não chegar às Olimpíadas do Rio de Janeiro. Sabem como é a momentaneidade da internet...

Mas o que me impressionou mesmo foi o "bom gosto" do senhor Duvivier! Gregorio curte fetos esquartejados e seres humanos tratados como lixo. Curte bolas batendo em bolas. Também considera de bom gosto abreviar a vida de idosos e de doentes terminais (afinal estes já não rendem "cascalhinhos"). Quer a morte de crianças anencéfalas, quando sabemos que muitas sobrevivem por muito tempo após o nascimento. Aliás, algumas chegam a fase adulta e até a fazer programas de humor... Não entendi porque o senhor Duvivier esqueceu de mencionar que a maconha figura entre seus gostos - pode ser que este bom gosto esteja afetando-lhe a memória... -, ou seja, o senhor Duvivier tem o bom gosto de alimentar a violência gerada pelo tráfico de drogas.

E, para terminar, o senhor Gregorio Duvivier demonstra não conhecer muito sobre a Igreja que tanto ataca. Não sabe nem mesmo que arquidiocese é uma jurisdição territorial eclesiástica e confunde o termo com o de "cúria". Ou o senhor Duvivier se regozija por existir alguém que tenha assistido ao vídeo em meia cidade de São Paulo? 

Reitero. Ninguém chuta cachorro morto. E os referidos humoristas do Porta dos Fundos sentiram o golpe. Parabéns aos católicos e demais cristãos que estão a fazer valer o direito de ter seus símbolos sagrados e sentimentos religiosos respeitados. 



17 de jan de 2014

Cotas raciais: verdadeiro apartheid

Eu não sou contra as cotas raciais (agora está em discussão a reserva de 20% das vagas nos concursos públicos federais). Não sou contra porque simplesmente elas não existem! Não existe cota racial, ou melhor, não existe cota nenhuma, para nenhum grupo social. Não há determinado número de vagas num concurso público ou num vestibular para pessoas negras. O que existe, na realidade, é um exame a parte. Há brancos concorrendo com brancos e negros concorrendo com negros. São duas disputas distintas. O(s) melhor(es) entre os negros ocupará(ão) a(s) vaga(s) que lhe cabe(m). Não é a vaga de um branco que ele tira. O que vemos na política de cotas é racismo puro e simples. Um verdadeiro apartheid. 

O que se esconde atrás de tudo isto? É fato que há altos índices de pobreza e de baixa educação se comparada a população negra com a branca e que os que recebem educação de qualidade têm mais chance de passar num concurso público ou num vestibular. Mas há brancos pobres que receberam a mesma educação que negros pobres. O que os difere senão a cor da pele? O que se esconde verdadeiramente por trás da defesa das cotas? Seria a velha concepção racista que acredita que a espécie humana se divide em classes raciais, onde no topo estão os brancos, seres humanos intelectualmente desenvolvidos e os negros ocupam a base e, portanto, necessitam da ajuda piedosa dos brancos, como se fossem eternas crianças, sem capacidade intelectual para equiparar-se aos brancos?



16 de jan de 2014

Se pedirmos a Jesus, Ele cura nossas lepras

"Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens, o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado." (Mc. 1, 40-42)

No tempo de Jesus, acreditava-se que a lepra era o sinal externo do pecado. O leproso era excluído da vida comunitária e religiosa. Não podia se aproximar de ninguém e quem o tocasse tornava-se impuro. Jesus inverte esta lógica. Tocando no impuro não se torna impuro, mas purifica-o. É assim conosco, pecadores. Deus fez-se homem em Jesus, em tudo igual a nós, exceto no pecado, para nos purificar. Toca nossa carne impura para nos purificar, santificar-nos. Quais são nossas "lepras" que precisam ser curadas? Nos aproximamos de Jesus através dos sacramentos da confissão e da eucaristia para que sejamos tocados e purificados? Somos como os fariseus que não queriam se "misturar com aquela gentalha", pensando fazer parte de uma casta de "puros" ou somos como Jesus que aproxima-se misericordiosamente dos pecadores para convertê-los?



15 de jan de 2014

Jesus cura a sogra de Pedro e ela começa a servi-los

"A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los." (Mc. 1, 30-31)

Jesus cura a sogra de Simão Pedro. Curada, ela se levanta e começa a servi-los. É um sábado e a Lei determinava que não se fizesse nenhum trabalho, mas a sogra de Pedro imediatamente põe-se a serviço de Jesus e dos discípulos, ou seja, da Igreja e torna-se, assim, como os sacerdotes no Templo que não violam o sábado com seu serviço a Deus. Jesus é Senhor do sábado. Ele é o verdadeiro sábado. É Nele que temos o descanso para nossas almas. Ficamos prostrados, de cama, como a sogra de Pedro ou nos abrimos a cura de Jesus, à sua graça, e colocamo-nos a serviço Dele? Deixaremos para amanhã para começar a servir a Deus?




14 de jan de 2014

Na sinagoga de Cafarnaum, Jesus expulsa o demônio

"Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”; Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”! Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu." (Mc. 1, 23-26)

Jesus veio para resgatar os homens do domínio do diabo. Muitas vezes assustamos com relatos de possessão demoníaca, mas não nos damos conta da sutileza do demônio que nos prende pelo pecado. Jesus veio para destruir as obras do Mal. Com seu sacrifício na cruz e sua ressurreição, mostrou que o mal não tem a última palavra e nos retirou do reino das trevas para nos colocar no Reino de seu Pai. Onde o Reino de Deus chega através da pregação do Evangelho, os demônios e suas obras são expulsos. Que vivamos na graça de Deus.




13 de jan de 2014

Convertei-vos e crede no Evangelho!

"Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 'O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!'"

Hoje, Jesus nos chama à conversão. Nos chama a acreditar no evangelho, ou seja, a acreditar Nele, Autor de nossa salvação. Converter-se é mudar de mentalidade, mudar de vida. É abandonar o pecado, a idolatria do eu-mesmo e viver a vida em Cristo. Na sociedade em que vivemos, onde a noção de pecado está amortecida, conseguimos distinguir a voz de Jesus que nos pede para mudarmos de vida? Conseguimos perceber que nossa vida precisa ser mudada para que vivamos de acordo com a vontade de Deus? Temos a presteza daqueles pescadores da Galileia que deixaram tudo para seguir Jesus quando ouviram o seu chamado ou ficamos enrolando, deixando nossa conversão sempre para amanhã, apegados em verdadeiros pecados de estimação?