5 de set de 2012

Revolução Industrial na Alemanha


O florescimento do comércio na Europa a partir do século XII propiciou o aparecimento de corporações comerciais que dominavam determinadas rotas de comércio e mercados de produtos manufaturados ou importados do Oriente. No norte do Sacro Império, que viria a ser a Alemanha, surgiu a Liga Hanseática, uma corporação que monopolizou o comércio no Mar do Norte. Seus postos comerciais estavam presentes em cerca de cem cidades que se estendiam da Holanda à Rússia. Possuía governo e leis próprios, navios e soldados que protegiam sua frota e seus postos comerciais e combatiam a pirataria na região. Porém, o sucesso da Liga Hanseática enriqueceu as cidades comerciais alemãs, mas não proporcionou à Alemanha as condições nem a acumulação de capital necessários para o desenvolvimento da indústria, posto que não havia um Estado alemão unificado, o que somente ocorrerá no século XIX. A Liga perdeu sua força com o advento das medidas mercantilistas dos Estados europeus com a imposição de inúmeras barreiras comerciais.

Otto Von Bismarck
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Em seguida,  França e Holanda passaram a desenvolver suas indústrias. A Revolução Industrial na Alemanha ocorreu tardiamente, já durante a chamada Segunda Revolução Industrial, a partir da unificação dos estados alemães, no ano de 1871, sob a liderança da Prússia. A base da industrialização foi posta com a unificação monetária, fiscal e das leis. Através de financiamento estatal, o chanceler Otto von Bismarck passou a incentivar a industrialização do país, sobretudo voltada para a confecção de tecidos de algodão e a  siderurgia, já que, com a ocupação da região do Ruhr, após a guerra franco-prussiana, a Alemanha passou a ter uma abundante fonte de minério de ferro e carvão. A indústria alemã teve rápido desenvolvimento e, nos anos 1880, o país já despontava como uma das grandes potências industriais do mundo a ponto de ameaçar a soberania inglesa na Europa. Para se ter um exemplo, basta dizer que, nesta década, o motor a combustão interna foi inventado na Alemanha, dando grande impulso ao desenvolvimento da indústria automobilística.

Neste mesmo período, acontece a Conferência de Berlim. Diante das tensões entre as potências industriais ocasionadas pelas disputas em torno de novos mercados consumidores e na aquisição de matéria-prima, os países desenvolvidos (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França, Holanda, Bélgica e Alemanha) se reúniram na capital alemã para dividirem entre si o território africano e determinar suas áreas de influência ao redor do mundo. A Alemanha ficou com os territórios da atual Namíbia, Tanzânia, Ruanda e Burundi. Posteriormente, a Alemanha possuiu colônias na Ásia e na Oceania. A indústria alemã continuou em pleno desenvolvimento, apresentando altos índices de crescimento, até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. 


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