3 de abr. de 2011

4º Domingo da Quaresma - O cego de nascença

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 9, 1-41


Jesus então disse: “Vim ao mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.” (Jo. 9, 39)


Neste 4º Domingo da Quaresma, o Evangelho de São João nos relata a cura do cego de nascença. Mais uma catequese batismal. No início da Igreja, o batismo também era chamado de iluminação. Aqueles que estão nas trevas do pecado são iluminados pelo Espírito Santo, tornando-se filhos da luz. Ao verem o cego, os discípulos perguntam a Jesus se a sua cegueira era castigo pelos pecados dele ou dos pais. Jesus afirma que os defeitos físicos não são castigos divinos. O pecado não nos cega fisicamente, mas espiritualmente. Ficamos às escuras, tateando sem saber o caminho. Assim, corremos o risco de nos perdermos tomando caminhos errados em nossas vidas e, muitas vezes, graças ao obscurecimento de nossa consciência, amortizada por uma cultura relativista e amoral, nem ao menos conseguimos perceber que estamos no erro. Mas no cego de nascença irá se manifestar a obra de Deus. Obra em dia de sábado, portanto, proibida. O legalismo judaico chega ao ponto de impedir até mesmo Deus de trabalhar.


Diante da maravilha de ser restaurada a visão de um homem que nasceu cego, os verdadeiros cegos, os fariseus, verão apenas que Aquele que o curou “desrespeitou” o repouso sabático. Jesus cuspiu no chão, fez lodo com a saliva e ungiu os olhos do cego. É um sinal visível que Jesus usa para transmitir Sua graça: prefigura os sacramentos da Igreja. Depois, sem ter dito uma única palavra anteriormente, Jesus manda o cego lavar-se na piscina de Siloé. Não sabemos a distância que o cego percorreu, nem se conhecia bem a direção. Mas ele, na fé, obedece. Também nós, em meio às incertezas que o mundo moderno nos oferece, devemos confiar nas palavras de Jesus e ainda que não enxerguemos para onde o caminho pode nos levar, não entendamos muitas vezes o porquê de tantos sofrimentos e contrariedades em nossa peregrinação terrestre, continuemos andando na fé, que é a certeza daquilo que não se vê. O cego lava-se na piscina de Siloé, que quer dizer “Enviado” e passa a ver. O Enviado do Pai é a fonte de luz que ilumina o mundo. É Nele que somos batizados e passamos à luz. Que tristeza, quantas pessoas ainda amam as trevas e rejeitam a Luz do mundo.


Diante do milagre, as pessoas se maravilham e chegam a duvidar que seja a mesma pessoa que era cega. Os fariseus o interrogam várias vezes, interrogam seus pais, não para confirmar a ação de Deus, mas para acusar Jesus. Não vemos o mesmo acontecendo hoje com Seu Corpo, a Igreja, que é o prolongamento de Cristo na História? Homens e mulheres sujos, piores que os fariseus, lançam no rosto da Igreja os pecados de seus filhos, dão exagerada ênfase aos escândalos de poucos membros do clero como se todos se comportassem da mesma maneira. Esquecem de todas as contribuições da Igreja para a formação da cultura ocidental, da caridade exercida no mundo, campo onde nada nem ninguém a supera, dos santos e santas e, principalmente, de ser sacramento de salvação para os homens.


O cego dá testemunho de Jesus diante de todos. Julga-O profeta. Não O conhece com profundidade, nem ainda tinha visto Seu rosto. Mas sabe que Deus age Nele. Sendo assim, os fariseus o excomungam. Não aceitaram ser ensinados por um homem nascido todo em pecado. Os fariseus criam que a cegueira era sinal dos pecados. Em seu orgulho obstinado, não perceberão que todos nós – perfeitos ou deficientes – nascemos com o pecado original e precisamos ser iluminados por Deus. No final do Evangelho, Jesus irá afirmar a alguns fariseus que O acompanhavam que cego é aquele que não quer ver, não quer reconhecer o Cristo e permanecem no pecado. Porém, ao cego de nascença que agora via perfeitamente faltava-lhe fazer a sua profissão de fé. Jesus o procura. Ele não conhece a fisionomia do Senhor, mas Jesus o conhece, assim como conhece a cada um de nós e não Se cansa de procurar-nos. E Ele lhe pergunta se crê no Filho do homem, no Messias prometido, no Salvador. O ex-cego ainda pensa que Aquele que o curou é um profeta e que está lhe anunciando o Cristo. Todavia, Jesus Se revela a ele: “TU O VÊS”, não somente com os olhos físicos, mas, sobretudo com os olhos da alma. E ele crê e O adora.


A maioria de nós foi batizada quando éramos bebê. Fomos iluminados na fonte do Espírito e passamos ao Reino de Luz. Mas quantos de nós não fizemos ainda a nossa profissão de fé, não crescemos na vida cristã, não nos prostramos aos pés de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta Quaresma, tempo forte de conversão, façamos um bom exame de consciência, revejamos nossas vidas diante de Deus, se ainda estamos nas trevas do pecado e se queremos continuar nela. Que Deus nos dê esta coragem de rompermos com nosso orgulho e deixemos Jesus Cristo iluminar a nossa alma.


30 de mar. de 2011

A Gaystapo se move...

Numa ditadura, a cassação dos direitos políticos daqueles que não concordam com o regime é o primeiro passo. O polêmico deputado Jair Bolsonaro caiu numa armadilha. Único deputado que combate a depravação moral que tomou conta do Congresso Nacional, especialmente nestes anos do governo socialista do PT, caiu numa armadilha preparada por todos os "moderninhos" de plantão. Em meio ao silêncio covarde, aos politicamente corretos e aos ativistas de todas as causas e aberrações possíveis, Bolsonaro levanta a voz contra os privilégios de "classes" (negros e gays, por exemplo) e à ditadura gay. Bolsonaro é criticado apenas por defender o que é natural. Estranha inversão de valores. No programa CQC, Preta Gil pergunta ao deputado como ele reagiria se sua filha casasse com um negro. O deputado dá uma resposta estranhíssima que não revela racismo, nem homofobia, nem relação com a pergunta, cujo conteúdo disse, mais tarde, ter entendido mal.


Não importa. Por que se faz uma pergunta dessas se o entrevistado não pode responder o que pensa? Teria que responder o que "todos" querem ouvir? Isto é liberdade de expressão? Caiu numa armadilha. Acordem para o autoritarismo crescente em nosso país comandado pelos partidos de esquerda que dominam o governo. O ataque veio de todos os lados. Principalmente do movimento gay do Congresso encabeçado pelo ex-BBB Jean Wyllys. O deputado não chegou nem perto dos votos que recebeu no reality show: apenas 13.018. Se não tivesse ido na rabeira do deputado Chico Alencar não estaria na Câmara. Jean se autodenominou representante dos gays e tem todo o direito disso em nossa querida democracia liberal. Jair Bolsonaro recebeu 120.646 votos. Por essa expressiva votação, muita gente deve se considerar representada na Cãmara por Bolsonaro, não é mesmo? Esse direito quer ser tirado de milhares de fluminenses. Que democracia é essa?




28 de mar. de 2011

Jesus e a samaritana

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 4, 5-42

"Respondeu-lhe Jesus ‘Se conhecesse o dom de Deus, e quem é que lhe diz: dá-me de beber, certamente lhe pediria, você mesma e ele lhe daria uma água viva’” (Jo 4,10)


A água é elemento constante no evangelho de São João, se tornando, assim, um itinerário seguro na catequese batismal, especialmente durante a Quaresma, onde os catecúmenos se preparam para receber o santo batismo na Noite Santa da Páscoa. O encontro de Jesus com a samaritana guarda em si um significado profundo e lições inesgotáveis. Jesus convida à conversão os samaritanos, um povo que não é judeu, pelo contrário, graças a sua apostasia da fé judaica e mistura com povos pagãos, são odiados por esses. A missão de Jesus é universal. Seu evangelho deve ser levado a todos os povos.

A samaritana também é uma adúltera. Possuiu cinco maridos e era amante ou concubina do sexto. A mulher procurava saciar sua sede de Deus nas pessoas, em relacionamentos sem futuro e pecaminosos. Isto não nos diz nada do mundo de hoje? Quantas pessoas buscam preencher seu vazio existencial no sexo, em prazeres desmedidos, nas drogas. Este vazio somente é preenchido pelo Espírito Santo, a água viva que Jesus nos dá. Somente Nele, princípio e fim de nossa existência podemos saciarmo-nos. Tudo passa, inclusive as pessoas. Só Deus permanece.

Grande parte da humanidade, a exemplo da samaritana, infelizmente, não conhece o dom de Deus, que é o próprio Jesus Cristo. Muitas vezes a humanidade fica – e nós também, infelizmente, que somos cristãos – a procura de cisternas secas, sem água ou com água suja e não bebemos na fonte pura que é Jesus Cristo. Esta água viva, que Jesus fala à samaritana e a nós, o Espírito Santo, através do batismo, na Igreja, nos confere a graça de Deus, a nossa união com a Trindade Santa, e nos santifica. Jesus é o Rochedo de onde brota esta água e que sacia nossa sede de justiça e santidade. E é no Espírito que nos tornamos adoradores do Pai em espírito e verdade.

Nós também podemos nos encontrar com Jesus inesperadamente – e quantos se converteram assim – no dia-a-dia. Surpreendentemente, Nosso Senhor revela-a que é o Cristo. Não Se revelou desta forma aos Seus discípulos e nem quando às autoridades do Templo Lhe indagaram se era o Messias. Jesus Se revela àqueles que mostram boa vontade e abre-se para a fé. Façamos como a samaritana: de discípula tornou-se missionária, indo anunciar aos seus que havia encontrado o Cristo Senhor. Que nessa Quaresma, nós que encontramo-nos com Jesus – ou ao encontrarmo-nos – levemos outras pessoas ao Seu encontro.



19 de mar. de 2011

2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
Mateus 17, 1-9
“E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos.” (Mt. 17, 9) Neste segundo domingo da Quaresma, lemos o relato da Transfiguração. Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto de uma montanha. As montanhas no Antigo Testamento são os lugares onde Deus se faz presente: Moisés e o Monte Sinai, Elias e o Monte Carmelo. Jesus se transfigurou na presença de Seus apóstolos. Revelou toda a Sua glória divina. 
A caminho para Jerusalém, o Cristo Senhor dá aos discípulos uma pequena amostra de Sua divindade para que fiquem fortalecidos na fé quando O virem pendendo na cruz e creiam na ressurreição profetizada na descida do monte. O fato deve permanecer em segredo, apenas aquele seleto grupo deveria saber o que se tinha passado na montanha. Pedro e João foram os primeiros apóstolos que chegaram ao sepulcro vazio. Certamente lembraram-se deste dia e das palavras de Jesus. No monte, aparecem Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas que anunciaram o Messias. O Espírito os envolve e o Pai afirma, assim como no batismo de Jesus, que Aquele era Seu Filho amado e deveriam ouvi-Lo. 
Esta é a mensagem de Deus para nós. Devemos ouvir Seu Filho que nos fala através da Sua Igreja. E como o mundo está surdo! Poucos são aqueles que dão ouvidos a nosso Senhor Jesus Cristo. Suas palavras são solenemente ignoradas, esquecidas ou destorcidas. A Boa Nova do Senhor não penetra nos corações, posto que as pessoas se sentem autossuficientes como se não necessitassem de Deus. Que nesta Quaresma, tempo de conversão, ouçamos as palavras de Jesus e mudemos de vida. 
Os apóstolos, diante de tão grandiosa cena, ficam entre o êxtase, ao ponto de Pedro querer permanecer na montanha, fazendo tendas para os personagens que ali estão, e o medo ao serem encobertos pela nuvem e ouvir a voz do Pai, o que faz com que Jesus prontamente os encoraje. Em nossa peregrinação terrestre, muitas vezes temos momentos de alegria em que nos deparamos com a presença de Deus, seja quando tivemos nosso encontro pessoal com o Cristo, seja em alguma graça que recebemos. Mas a glória não é para este mundo. Temos que passar pelo vale escuro da morte, pela cruz que consiste nas dificuldades cotidianas. Não há ressurreição sem cruz. Não há glória se não há luta. 
Mas, ao sentirmos desanimados e temerosos perante tantas dificuldades que a vida nos impõe, saibamos que Jesus se aproxima de nós, nos toca e nos diz: “Não tenham medo”. Diferentemente do dia da transfiguração, hoje sabemos que Jesus Cristo ressuscitou e está vivo entre nós. Esta é nossa fé. Portanto, na certeza da ressurreição, na vida que o Senhor, na cruz, conquistou para aqueles que crêem, voltemo-nos para a graça de Deus e caminhemos na santidade, rumo ao Céu, a Terra Prometida, em companhia de todos os patriarcas, profetas e santos, onde poderemos afirmar: “Senhor, é bom estarmos aqui”.


14 de mar. de 2011

1º Domingo da Quaresma - A tentação de Jesus

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


Mateus 4, 1-11

“Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo demônio.” (Mt. 4, 1)


O pecado entrou no mundo através de Adão que sucumbiu a tentação do diabo quando, cheios de orgulho, ele e sua mulher, Eva, quiseram ser como Deus. Eva foi primeiramente tentada por satanás e comeu o fruto e o deu a seu esposo trazendo a condenação a toda a humanidade. Mas Deus não abandonou o homem pecador.

No Seu plano de salvação, Seu Filho deveria se encarnar para salvar a humanidade e restabelecer a união de Deus com o homem. O Filho de Deus se encarnou no seio da Virgem Maria. Se lá no Éden o pecado entrou no mundo por Eva, a mulher concebida sem pecado, a nova Eva, Maria, trouxe-nos a Salvação. Se Eva deu o fruto da condenação para que o primeiro homem comesse e, desse modo, morresse, Maria dá-nos o bendito fruto de seu ventre, Jesus, cuja carne e sangue comemos para alcançarmos a vida eterna.

Assim, como por um homem nos veio a desgraça, por um homem, o novo Adão, Cristo Jesus, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado, nos veio a salvação. Neste primeiro domingo da Quaresma, a Igreja nos apresenta o relato das tentações de Jesus no deserto. No grande retiro espiritual de Jesus, por quarenta dias o Senhor jejuou e sofreu a tentação do demônio. Foi na carne que o homem padeceu. Foi preciso que na carne o homem vencesse a tentação do demônio.

Por isso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, venceu a tentação de satanás por três vezes (para os orientais, quando algo ocorre ou é dito por três vezes significa que é definitivo). Cristo venceu satanás. Na cruz, fomos resgatados pelo sangue de Jesus e libertos das amarras do demônio. Ao sermos batizados, Deus nos purifica do pecado original e então, como filhos de Deus, somos introduzidos na graça do Pai.

Porém, o batismo não nos livra das tentações. Somos tentados diariamente, mas contamos com a graça de Deus para vencê-las, assim como Jesus as venceu. E como conseguiu vencer? Através do sacrifício, do jejum e da oração. A vitória não é fácil. Que a cada tentação recorramos imediatamente às mesmas armas de Cristo para que tenhamos força para vencê-las. Tenhamos fé, não desistamos, Deus está conosco.


6 de mar. de 2011

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 7, 21-27

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“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt. 7, 21)

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Hoje, finalizando o Sermão da Montanha, o Senhor Jesus nos alerta sobre a hipocrisia tão criticada nos fariseus durante todo o seu ministério. O cristão não está livre de ser hipócrita. Pode aparentar justiça e santidade através de atos externos, mas por dentro está podre em pecados. Rezar é bom, receber os sacramentos, especialmente a Eucaristia, é essencial, ajudar ao próximo, tudo isto é excelente. Mas de nada adianta se não fizermos a vontade de Deus, não levarmos uma vida santa, reconhecermo-nos míseras criaturas diante do Pai celeste, conformando-nos a Sua vontade, resignando-nos quando preciso. Não é fácil, posto que nossa tendência ao orgulho e à nossa satisfação pessoal nos impede de pedir sinceramente para que seja feita a vontade de Deus e não a nossa.
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Outro aspecto sobre o qual devemos refletir diante do Evangelho deste domingo é o que vemos hoje: a difusão de igrejas com atitudes exatamente como Jesus precaveu (quem tem ouvidos para ouvir, ouça!): orações e louvores “fervorosos”, pregadores e cantores “ungidos”, músicas “inspiradas” e templos lotados, expulsão de demônios, curas, milagres, cadeiras de rodas erguidas durante o culto, muletas jogadas ao longe, ministros afirmando que Deus está presente na sua igreja e – principalmente, frise-se – em seu ministério, graças a todos estes “sinais”.
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Porém, a pregação e os milagres são obras santas quando acontece na Verdade, quando acontece na Casa construída sobre a rocha: a una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo, onde as tempestades, as enchentes e furacões não podem abalá-la! Se sinais – os verdadeiros, já que muitos embustes acontecem em certas igrejas que bem conhecemos pela TV – acontecem onde reina a mentira, as heresias, é para que conheçam a bondade de Deus e com o coração sincero procurem a plena verdade na Igreja Católica.
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Caso contrário, muitos podem correr em vão, enganados e enganando, pensando que estão fazendo a vontade de Deus e acabar ouvindo as palavras de Cristo no dia do Juízo: “Nunca vos reconheci [como meus verdadeiros ministros e fiéis]. Retirai-vos de Mim, operários maus!”.

2 de mar. de 2011

Harvard concorda com Bento XVI

Há quem pense que o Papa e alguns bispos, num determinado dia da semana, no fim da tarde, se reúnem em torno de uma mesa para decidirem com o que vão implicar, querendo acabar com a tão defendida e mal-entendida liberdade de nossa querida e liberal sociedade ocidental. As coisas são um pouco mais complexas e sérias do que um simples papo num happy hour vaticano, como divulga, por ignorância ou má-fé, a imprensa, influenciando protestos desrespeitosos e raivosos contra o Santo Padre, como aqueles que aconteceram após o Papa declarar que preservativos não eram a melhor solução para o combate à AIDS no continente africano.

As manifestações foram desde a distribuição de preservativos com a foto de Bento XVI na embalagem até o pedido para que o Papa fosse processado pelo Tribunal Internacional por crime contra a humanidade. Pois bem, as opiniões do Papa, além de toda a bagagem da moral cristã e do ensinamento da Igreja, "a especialista em humanidade", são embasadas em conclusões científicas que os "racionais", influenciados por todo tipo de ideologia e lobbies não querem ver.

No mês passado, um estudo realizado pela Universidade Harvard concluiu que a diminuição dos casos de AIDS no Zimbábue - assim como em outros países africanos, por exemplo, Uganda - aconteceu graças à fidelidade conjugal e um comportamento sexual responsável. Exatamente como afirmou o Papa Bento XVI. Aliás, à época da viagem à África (2009), Dr. Edward Green, diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da AIDS da Escola de Saúde Pública da mesma universidade, afirmou que o Papa estava certo. As palavras do Papa causaram estardalhaço na mídia. Sobre as publicações da Harvard, silêncio.

Mais sobre as declarações do Dr. Edward Green, clique aqui.


28 de fev. de 2011

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 6, 24-34

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“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.” (Mt. 6, 33)

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Confiar na Providência divina. Este é o resumo deste belíssimo trecho do Sermão da Montanha. Nesta sociedade materialista em que vivemos, onde a ganância fala mais alto, onde todos procuram acumular cada vez mais bens materiais, as palavras de Jesus passam despercebidas. Não confiamos que nosso Pai celeste conhece nossas necessidades e cuida de nós, desde que procuremos o Reino de Deus e sua justiça, ou seja, uma vida na santidade conforme a vontade de Deus, em primeiro lugar. O resto, o menos importante, tudo aquilo que é passageiro, ainda que necessário para uma vida digna, mas que terá um fim, será dado por acréscimo. Deus não abandona os seus filhos.

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Não devemos viver como os incrédulos que colocam sua confiança no dinheiro. E quantas pessoas são assim! Fazem do dinheiro o seu deus. Um deus que lhes dá poder ilimitado, lhes dá prazer, a possibilidade de comprarem tudo o que desejarem até mesmo pessoas. Nós, cristãos, temos o dever de dar testemunho do Evangelho. Trabalhando dignamente – enriquecendo dignamente, se assim Deus permitir –, mostramos ao mundo que é assim que a Providência de Deus acontece nas nossas vidas, e não só para nós, já que somos instrumentos da Providência para nossas famílias e para aquelas pessoas necessitadas que podemos e devemos ajudar.

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Jesus não prega a vagabundagem. Os pássaros do céu, que o Pai celeste alimenta, precisam procurar o alimento. Deus não o dá em seus bicos. Confiando na Providência, não nos preocupamos demasiadamente com o futuro. O ditado popular diz que “o futuro a Deus pertence” e é verdade. Não temos o poder de prevê-lo. A preocupação exagerada com o futuro causa grande parte das doenças psicológicas modernas. Nos preocupemos apenas (o que já é muito!) com o que é necessário para o dia de hoje. O hoje é o que temos. Tenhamos fé quando pedimos o necessário para nosso cotidiano na oração do Pai-nosso: “O pão nosso de cada dia nos daí hoje”.

20 de fev. de 2011

“Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Mateus 5, 38-48

“Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?” (Mt. 5, 46)

No trecho do Evangelho deste domingo continuamos o sermão da montanha. Jesus nos ensina a fugir de qualquer tipo de vingança. Não Se opõe a justiça, mas quer que fujamos do ódio que a injustiça pode nos causar. Ao sofrermos alguma injustiça, temos a tentação de nos revoltar e de querer dar o troco. É a famosa lei do “olho por olho, dente por dente”. Esta lei, presente no Código de Hamurabi, na Babilônia, já era um avanço na questão de como as vítimas de agressões poderiam reagir. Limitava um antigo costume de vingar-se sete vezes do agressor, muitas vezes estendendo a vingança aos seus parentes.
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Era uma violência sem fim. Mas a lei do Evangelho vai além. É a lei da misericórdia. Necessariamente não temos que ser ressarcido em tudo. Podemos e devemos perdoar, relevar. A lei de Cristo é a lei do amor. Por amor a Deus devemos amar a todas as pessoas, sem distinção, até mesmo nossos inimigos. É exatamente na demonstração deste amor incondicional que testemunhamos Deus que é Amor. Deus ama a todos mesmo sabendo que nem todos correspondem a este amor.
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Portanto, amar nossos inimigos, fazer o bem a quem nos odeia, é o distintivo do cristão diante do mundo. É um sacrifício imenso. Conta-se que, por volta do século VI, os monges irlandeses, massacrados pelos anglo-saxões, cogitaram não enviar missionários a Grã-Bretanha para que estes, sem conhecer a Cristo, fossem para o inferno. Mas os missionários chegaram à ilha e todos os anglo-saxões se converteram.
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Amar aqueles que nos amam ou nos tratam bem é fácil. Só amando nossos inimigos, ou ainda menos, amando aqueles que não vamos com a cara, que não temos afinidade, alcançamos mérito diante de Deus. Só assim é restaurada em nós a imagem e semelhança do Pai celeste. Não é fácil, todavia Jesus, na cruz, nos deixou o exemplo de como deve reagir um cristão, mesmo sendo injustiçado, perdoando seus agressores.


Oração a Santa Teresa D'Ávila

"Nada te perturbe
Nada te espante

Tudo passa,
Só Deus não muda.

A paciência
Tudo alcança

Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta."

(Santa Teresa D'Ávila)

Dai-nos, Senhor, a mesma confiança que Santa Teresa D'Ávila sempre depositou em Ti diante de tantas dificuldades e provações.

Quão é difícil para nós, míseros pecadores, limitados por nossas fraquezas, nosso orgulho, imediatismo e apego às alegrias passageiras, descansarmo-nos em Teu coração. Essa é a verdadeira paz que Cristo nos deseja.

Ao contemplarmos a vida da grande santa carmelita, doutora da Igreja, parece-nos que a ela tudo foi mais fácil devido as suas experiências místicas. Mas não. Santa Teresa também passou pela aridez espiritual.

Engana-se quem pensa que uma vida sem dificuldades é sinal de benção divina. É exatamente no deserto que nos aproximamos de Deus. E isto não é sinônimo de uma vida de tristezas, ao contrário, que Deus nos dê a alegria que Santa Teresa sempre sentiu e demonstrou.

Santa Teresa de Jesus, ajuda-nos a termos tudo neste mundo por nada. Que saibamos que tudo passa: as alegrias e as tristezas, os prazeres e as dores, quem nos ama e quem nos odeia. Só Deus basta! Amém!


16 de fev. de 2011

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 11

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Décimo primeiro episódio dividido em três partes com legenda em português.







12 de fev. de 2011

“Não julgueis que vim abolir a Lei ou Profetas"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 5, 17-37

“Não julgueis que vim abolir a Lei ou Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.” (Mt. 5, 17)

No Evangelho de hoje, Jesus afirma que não veio abolir a lei de Moisés, nem contrariar os ensinamentos dos profetas do Antigo Testamento. Jesus não é um judeu herege, um revolucionário, um liberal. Ao contrário, Jesus segue as tradições judaicas e a Lei de Moisés e Sua missão é restaurá-la em sua pureza e verdade, já que os fariseus e doutores da Lei a tinha falseado num rigorismo extremo ou inventado interpretações mirabolantes para poder contorná-la. Por isso que Jesus afirma que se nossa justiça não for maior que a dos fariseus não entraremos no Reino de Deus.

Neste belíssimo sermão da montanha, Jesus, o novo Moisés, e mais, o próprio Autor da Lei, leva à perfeição a Lei mosaica. Se aquele que mata alguém deve ser punido, aquele que odeia seu próximo também deve, posto que o ódio e a falta de amor é o que propiciam que façamos mal às pessoas. Portanto, devemos viver em paz com todos, perdoando-nos uns aos outros.
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Aos antigos foi dito que não praticassem o adultério e foi-lhes permitido o divórcio. Nosso Senhor nos recomenda que evitemos qualquer olhar de cobiça em direção a homens e mulheres. Que não nos deixemos levar pela imaginação ou fantasias sexuais. Todo pecado contra a castidade é gestado em nossa mente antes de pô-lo em prática. Recomendação ainda mais importante aos casados. O princípio de todo adultério é as conversas e os olhares inconvenientes. Que marido e mulher se mantenham fiéis ao compromisso matrimonial.

Por fim, Jesus nos ensina que devemos evitar a multiplicação dos juramentos, que nosso falar seja sempre verdadeiro para que não precisemos recorrer a Deus como nossa testemunha e ainda mais grave quando mentimos. Que sejamos sinceros em nossos atos e palavras.

Resumindo, não nos basta obedecer a cada preceito de modo legalista e mecânico. A Lei de Evangelho e a lei do Espírito, da liberdade dos filhos de Deus. Com o auxílio da graça divina podemos cumprir os mandamentos por amor Àquele que nos criou e deu a vida por nós.


6 de fev. de 2011

"Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Comentário do Rev. D. Josep FONT i Gallart (Tremp, Lleida, Espanha).

Hoje, o Evangelho nos faz uma grande chamada a sermos testemunhos de Cristo. E nos convida a sê-lo de duas maneiras, aparentemente, contraditórias: como o sal e como a luz.
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O sal não se vê, mas se nota; se sente no, paladar. Há muitas pessoas que “não se deixam ver”, porque são como “formiguinhas” que não param de trabalhar e de fazer o bem. Ao seu lado se pode sentir a paz, a serenidade, a alegria. Têm —como está de moda dizer hoje— “boas energias”.

A luz não se pode esconder. Há pessoas que “a vê de longe”: Teresa de Calcutá, o Papa, o Padre de um lugar. Ocupam postos importantes por sua liderança natural ou por seu ministério concreto. Estação “acima do candeeiro”. Como diz o Evangelho de hoje, «Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. Nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.» (cf. Mt 5,14.15).
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Todos estão chamados a ser sal e luz. Jesus mesmo foi “sal” durante trinta anos de vida oculta em Nazaré. Dizem que São Luis Gonzaga, enquanto brincava, ao perguntar-lhe que faria se soubesse que em poucos minutos morreria, respondeu: «Continuaria brincando». Continuaria fazendo a vida normal de cada dia, fazendo a vida agradável aos companheiros de jogo.

Às vezes estamos chamados a ser luz. E somos de una maneira clara quando professamos nossa fé em momentos difíceis. Os mártires são grandes iluminados. E hoje, de acordo com o ambiente, somente fato de ir à missa já é motivo de burlas. Ir á missa já é ser “luz”. E a luz sempre se vê; mesmo que seja muito pequena. Uma luzinha pode mudar uma noite.

Peçamos uns pelos outros ao Senhor para que saibamos ser sempre sal. E saibamos ser luz quando seja necessário ser. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (cf. Mt 5,12).

30 de jan. de 2011

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 5, 1-12a

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“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt. 5, 3)

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Jesus aparece como o novo Moisés que sobe a montanha não para abolir a lei, mas leva-a à plenitude. Cada bem-aventurança é relacionada à vida de Jesus. Portanto, Ele é Aquele que nos pode dar a verdadeira felicidade. A verdadeira felicidade, diferente da qual o mundo imagina. A felicidade aqui não é prometida, mas uma realidade para aqueles que procuram viver cada virtude apresentada, na fé em Jesus Cristo salvador.

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Em meio à sociedade moderna, consumista, materialista, afirmar que é feliz aquele que é pobre soa como loucura. A propaganda e o mercado nos mostram a todo instante que só é feliz quem adquire todos estes produtos que nos são apresentados. Nem sempre precisamos deles. Precisamos ser felizes como as pessoas que aparecem em seus comerciais.

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Ser pobre em espírito exige humildade. Jesus, sendo Deus, Se humilhou tomando a nossa carne e morrendo na cruz. Portanto, devemos ter a cruz sempre diante dos olhos. Os humildes são todos os que colocam sua confiança e esperança em Deus e não nos bens terrestres – muito úteis, diga-se – que passam e não podem nos salvar. As bem-aventuranças não é a consolação para os fracassados na vida, como diria Nietzsche, que nos deixa estáticos perante o mundo, mas a regra de vida que devemos seguir para, vivendo na esperança da vida eterna, mudar o mundo por dentro a partir de nós.

23 de jan. de 2011

"Façam penitência, pois o Reino dos Céus está próximo"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 4, 12-23

“Desde então, Jesus começou a pregar: ‘Façam penitência, pois o Reino dos Céus está próximo’.” (Mt. 4, 17)

Jesus começa sua pregação, assim como João Batista, anunciando a proximidade do Reino de Deus e, por isso, o apelo à conversão. Diferentemente de João, Seus milagres demonstram que o Reino de Deus – próprio Jesus – está próximo. Nosso Senhor, desde o princípio de Seu ministério, começa a formar Sua Igreja, chamando os primeiros discípulos que se tornarão apóstolos após aprenderem Dele. E eles deixam tudo para seguir Jesus, para se tornarem “pescadores de homens”, cuja rede sempre será este apelo à conversão para que saiamos das trevas do pecado e Jesus, Luz do mundo, reine em nossas vidas.

Esta é a missão da Igreja: ir mar adentro, entre todos os povos e nações, anunciando o Evangelho. Mas, a maioria de nós, simplesmente não encontra toda a força neste apelo: “O Reino de Deus está próximo”. As pessoas não conseguem ver a proximidade deste Reino. Diante disso, acabam deixando a conversão sempre pra depois. Não sejamos assim. Façamos como aqueles primeiros pescadores chamados por Jesus. Imediatamente deixaram tudo para segui-lo. Nós também, que somos chamados a seguir Jesus, devemos deixar tudo aquilo que é um obstáculo neste seguimento, seja este obstáculo um pecado ou não. Seja qual for nosso estado de vida ou vocação, com o auxílio do Espírito Santo, busquemos fazer a vontade de Deus para nossa santificação.


18 de jan. de 2011

Roma cria primeiro ordinariato para antigos anglicanos

Abrange Inglaterra e País de Gales e seu superior é um antigo bispo dessa confissão

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - A Santa Sé criou, no sábado passado, o primeiro ordinariato pessoal (uma espécie de diocese sem território definido) para antigos anglicanos da Inglaterra e do País de Gales que decidiram abraçar a plena comunhão com Roma.

O Ordinariato foi erigido pela Congregação vaticana para a Doutrina da Fé, no mesmo dia em que, na catedral de Westminster, um arcebispo católico da capital britânica, Dom Vincent Nichols, ordenara como sacerdotes católicos três antigos bispos anglicanos.

Eles são os reverendos Andrew Burnham (bispo anglicano de Ebbsfleet, 2000-2010), John Broadhurst (bispo anglicano de Fulham, 1996-2010) e Keith Newton (bispo de Richborough 2002-2010), este último nomeado ordinário (superior) do novo Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, que tem como padroeiro o beato John Henry Newman.

O Rev. Newton, de 58 anos, nascido em Liverpool, casado e com três filhos, foi recebido com sua esposa na comunhão com a Igreja Católica, na catedral de Westminster, no último dia 1º de janeiro.

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O Ordinariato é, sem dúvida, uma graça de Cristo que quer restaurar a unidade de Sua Igreja. É resultado do trabalho ecumênico desenvolvido pela Santa Sé. Mas não podemos esquecer que o Ordinariato foi criado para acolher os numerosos ministros e fiéis anglicanos descontentes com os caminhos liberais que a Comunhão Anglicana trilhou nos últimos anos, ordenando mulheres e homossexuais assumidos ao sacerdócio e ao episcopado e vendo uma parte dos pastores anglicanos favoráveis a práticas imorais, tais como o aborto, os métodos contraconceptivos e o divórcio. Roguemos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Walsingham e do beato John Henry Newman, que este primeiro Ordinariato na Inglaterra e País de Gales seja o início da união plena de todos os anglicanos com Roma.


17 de jan. de 2011

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
João 1, 29-34
“No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’.” (Jo 1, 29)
João testemunha que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo Salvador da humanidade. Chama-o de cordeiro se referindo ao cordeiro que recebia simbolicamente sobre si os pecados do povo de Israel e era imolado para expiá-los, e, sobretudo, ao cordeiro pascal, anunciando assim, que Jesus carregará todos os nossos pecados e dará Sua vida, por amor, para nos libertar da morte e da escravidão do pecado.
De fato, no dia em que o cordeiro era imolado, na ceia pascal, o Cristo deu Sal vida em remissão da humanidade. Os hebreus no Egito deveriam marcar suas casas com o sangue do cordeiro o que salvaria a vida dos primogênitos. Nós, cristãos, pelo batismo somos marcados com o sangue de Cristo, a marca indelével dos escolhidos de Deus. Se a morte dos primogênitos do Egito, especialmente do Faraó, foi causa de liberdade para o povo hebreu, a morte do Primogênito libertou a todos nós.
Saibamos que o Cordeiro de Deus que foi imolado está de pé, ressuscitado. E este único e definitivo sacrifício pascal se estenderá, por todas as gerações, em cada celebração eucarística. Não é a ciência, a política ou ideologias que redimem a humanidade, mas Jesus Cristo. Não são os problemas financeiros, as doenças e os desastres que causam o sofrimento das pessoas, mas tudo isto é consequencia do pecado. Coloquemos toda a nossa esperança Naquele que pode nos salvar.


12 de jan. de 2011

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 10

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Décimo episódio dividido em três partes com legenda em português.






9 de jan. de 2011

Batismo do Senhor

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Mateus 3, 13-17
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“Mas Jesus lhe responde: ‘Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa.’ Então João cedeu.” (Mt. 3, 15)
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A missão de São João Batista era preparar o povo para receber o Salvador, Jesus Cristo. Seu batismo não era sacramento, mas o preparava através do arrependimento para que se voltasse para o Cristo, Aquele que nos justifica pela água e pelo Espírito Santo. É no batismo que recebe de João Batista que Jesus inicia Sua vida pública. Jesus não tinha pecado, portanto, não era necessário ser batizado, no batismo de arrependimento de João Batista.
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Mas, desde o início de Seu ministério, Jesus quer se colocar humildemente entre os pecadores, e, já em Seu batismo, começa a receber sobre Si todos os nossos pecados para nossa salvação, a qual será consumada no batismo de sangue no alto da cruz. No Seu batismo, o Pai e o Espírito Santo se manifestam para atestar que a salvação é obra de Deus. O céu, antes fechado pelo pecado de Adão, volta a abrir-se para o homem redimido.
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Em nosso batismo, nos tornamos templos de Deus, ungidos pelo Espírito, filhos do Pai. Façamos, então, a vontade de Deus, crendo no Seu Filho amado para mantermos a graça que recebemos no santo batismo.

2 de jan. de 2011

Epifania do Senhor

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 2, 1-12

“Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente a Jerusalém” (Mt 2, 1)

Hoje comemoramos a epifania do Senhor, isto é, a manifestação do Salvador para o mundo todo representado pelos três magos. A Tradição diz que eram reis; a Bíblia apenas afirma que eram magos, ou seja, estudiosos da natureza, observadores do céu. Assim como, seguindo a tradição das anunciações, os anjos apareceram aos pastores, que representavam os judeus, para anunciar o nascimento do Cristo Salvador, os magos, representantes dos gentios, pressentiram o fato através da observação da natureza, pois é assim que, aqueles que não conhecem o Deus verdadeiro podem reconhecer Sua existência. Não ficaram parados naquele astro. Se puseram a caminho, foram ao encontro Daquele que é a plenitude da revelação divina e sem O qual ninguém pode se salvar, seja judeu ou gentio. Jesus põe fim a divisão dos povos chamando todos a Sua Igreja.

Os judeus, confiando nas promessas contidas nas Sagradas Escrituras, sempre esperaram o Cristo Salvador. Os não-judeus, não tendo as Escrituras e o conhecimento do Deus único e verdadeiro, procuram na natureza os sinais de Sua vontade, e Ele sempre se revela a quem O procura sinceramente. Os magos, que buscavam nos astros as respostas divinas, encontraram a verdadeira Estrela, Jesus, que lhes conduziriam a salvação. Jesus Cristo é a Luz das nações, Salvador de toda a humanidade. Não precisamos fazer parte do povo judeu para sermos salvos, mas crermos Nele. Devemos ser como estes magos que encontraram e reconheceram o Deus encarnado e que após adorá-Lo, voltaram por outro caminho, ou seja, se converteram, não mais voltando ao ódio, inveja, ambição e orgulho que Herodes representava.

1 de jan. de 2011

Mais um ano e um ano a menos

Começamos o ano de 2011 do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. O ano de 2010 ficou para trás. Temos agora, em nossas vidas, um ano a menos. Para a História o número de anos sempre avança. Um ano a menos. Pensemos em nossa vida mortal. Em meio a tantos festejos e demonstrações de alegria e esperança não perece ser um bom momento para isto. Ao contrário, soa como pessimismo. O calendário de nossas vidas também segue a ordem crescente, afinal, temos consciência que não somos imortais, mas desconhecemos o dia de nossa morte. Porém, cada hora, cada dia, cada ano em que vivemos é debitado do tempo que Deus nos deu.
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Motivo de tristeza e desesperança? De modo algum. Encaremos hoje como uma nova chance que o Senhor nos dá. Uma nova chance de nos aproximarmos Dele, de sermos bons, de sermos santos. Deus já deu à humanidade duas mil e dez chances para que esta conheça a Cristo Salvador do gênero humano. Duas mil e dez chances de os homens se arrependerem de seus pecados, crerem e formarem uma só família, um só rebanho sob o cajado de nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, 1º de janeiro, o Senhor Deus, rico em misericórdia e que deseja que todos se salvem, nos presenteia com a 2011ª chance. Assim, a cada um de nós, agradeçamos a Deus quando acordamos logo pela manhã por mais uma chance que Ele nos concede. E não a desperdicemos.
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Feliz Ano Novo a todos!

25 de dez. de 2010

Feliz Natal!




O Natal é mais do que a comemoração de um simples nascimento. Comemoramos a entrada de Deus na nossa História. O Filho, o Verbo divino, Deus de Deus, deixa a glória celeste, se despoja inteiramente e se encarna no seio da Virgem Maria. Quanta humildade! Quanto amor pela humanidade! Deus vem em nosso socorro.

Ao encarnar toma nos ombros a humanidade, a ovelha perdida. Sendo onipotente, fica totalmente dependente dos cuidados de Sua mãe; sendo onisciente, Sua única manifestação é o choro; sendo onipresente, está limitado pela natureza humana. Deus, não podendo dar mais, deu a Si mesmo e pede a nós que Lhe demos nosso coração, nossa vida, que retribuamos este amor, nesta verdadeira troca de presentes. Se esta troca não ocorrer, todas as outras serão inúteis e o Natal passará a ser somente mais uma festa. Voltemos o olhar a Jesus, nosso Deus e Salvador e abandonemos os pecados, o orgulho, a indiferença, o desamor.

Feliz Natal a todos.



21 de dez. de 2010

4º Domingo do Advento

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 1, 18-24

“Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa Deus está conosco.” (Mt. 1, 22s)

O sinal da Virgem profetizado em Isaías realiza-se em Maria. Desposada com São José, Maria Santíssima concebe pelo poder do Espírito Santo. Diante das dúvidas de seu esposo, o mesmo anjo que anunciou a Maria, em sonho ilumina o coração de José e lhe dá a grande e incomparável missão de ser o guardião do Filho de Deus e de Nossa Senhora. Quantas vezes nossa fé é abalada por tantas "descobertas" resultadas de "estudos" sobre a vida de Jesus, especialmente sobre a concepção virginal de Sua Mãe, que surgem "coincidentemente" na época do Advento. Que tenhamos a convicção de São José, o homem justo que acreditou nas palavras de Deus e abraçou em sua fé silenciosa os desígnios do Salvador.

O Natal é apresentado hoje como uma festa mágica, infantil, consumista para que o mundo esconda a grandiosidade do Deus que tanto amou a humanidade, que se encarnou para nos salvar. Precisamos meditar sobre este magnífico acontecimento onde o Eterno entra no tempo, o Todo que se faz parte. Deus podia salvar a humanidade com um simples ato de Sua vontade, mas foi na carne que o homem se perdeu e era preciso que na carne fosse salvo; foi pela mulher que o pecado entrou no mundo, foi preciso que pela mulher a salvação, do mesmo modo, entrasse no mundo. Que ao comemorarmos o Natal, tenhamos a certeza que Deus veio ao encontro da humanidade e não nos abandona jamais.

15 de dez. de 2010

A história da educação no Brasil


Introdução


Esta dissertação tem como objetivo descrever e comentar os aspectos históricos e filosóficos da educação no Brasil desde o período colonial até a primeira República. Demonstraremos a educação jesuítica que monopolizou a educação na colônia, a reforma pombalina, as reformas educacionais de Dom João VI em solo brasileiro, bem como as reformas na educação durante o primeiro e o segundo Império. Por fim, veremos o que foi feito em prol da educação na Primeira República.


Período Jesuítico (1549 – 1759)

A história da educação no Brasil desde seu início no século XVI é marcada pelo descaso das autoridades públicas frente à democratização de um sistema de ensino de qualidade. Em 1549, meio século após o descobrimento do Brasil pelos portugueses desembarcaram na colônia os primeiros padres da Companhia de Jesus que se destacavam na Europa no âmbito educacional. Os jesuítas têm por fundador Santo Inácio de Loyola, que, no contexto da Contrarreforma católica, criou a Companhia de Jesus, cujos objetivos eram combater o avanço protestante através da pregação missionária e a educação. Em solo brasileiro, os jesuítas fundaram escolas de instrução elementar e colégios para atender às necessidades educacionais dos filhos dos colonos e transpor a didática europeia aos índios. Além disso, as escolas jesuíticas também eram centros de evangelização dos povos indígenas, visando levá-los ao cristianismo e à civilização. A educação brasileira colonial ficou majoritariamente ao encargo dos padres jesuítas durante 210 anos, financiados pelo poder público e pelas rendas obtidas nas propriedades da Companhia. Havia outras instituições de ensino de menor expressão mantidas pelas ordens religiosas, como a dos franciscanos, mas nenhum tipo de educação pública gerida pelo Estado. A educação jesuítica era baseada no Ratio Studiorum, que reunia a didática da Companhia de Jesus, baseada na Escolástica medieval. A educação jesuítica no Brasil teve fim quando o Marquês de Pombal determinou a expulsão dos jesuítas de todas as colônias de Portugal.


Período Pombalino (1760 – 1808)

Durante o reinado de Dom José I, ascende ao cargo de primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. Imbuído em retirar Portugal de sua decadência e consolidar o Estado, o Marquês implementou diversas reformas. Entre suas decisões, em 1759, expulsou os jesuítas de Portugal e de todas as colônias alegando que estes serviam aos interesses da Ordem e não aos do Estado português. Com a expulsão, os colégios jesuíticos fecharam as portas e a educação no Brasil estagnou-se, já que não havia um plano imediato para substituí-las. Para substituir as escolas jesuíticas, Pombal criou as aulas régias de latim, grego e retórica e criou a Diretoria de Estudos. As aulas régias foram um fracasso, posto que eram autônomas, isoladas e cada aula não se relacionava com as outras. Os professores ficavam meses sem receber pagamento. A educação brasileira ainda encontrava alguma organização e qualidade junto às instituições religiosas, como os seminários. Assim, a educação no Brasil ficou totalmente estagnada até o início do século XIX.


Período Joanino (1808 – 1822)

Com a chegada da corte portuguesa, em 1808, houve profundas transformações no Brasil, inclusive no âmbito educacional. Necessitando de urgente formação de quadros técnicos e burocráticos para atender à Corte, o príncipe regente Dom João VI criou academias de engenharia e medicina. O ensino foi divido entre primário, secundário e superior, sendo o último priorizado. O ensino primário visava ensinar a população a ler e escrever, mas foi totalmente desmotivada, havendo escolas apenas nos grandes centros urbanos e destinadas a uma parcela pequena da população. Sem dúvida, são visíveis os avanços na educação brasileira durante o Período Joanino, todavia a grande maioria da população continuava analfabeta e sem acesso à educação básica.


Primeiro Imperial (1822 – 1889)

Em 1822, Dom Pedro I proclama a independência do Brasil e torna-se o primeiro imperador. Dois anos depois, outorga, sob influência liberal, a primeira Constituição do Brasil, onde propunha ensino primário para todos e a criação de escolas em todas as cidades, vilas e lugares populosos. Por falta de professores qualificados e escolas, implantou-se o método Lancaster: um aluno instruído ensinava uma turma composta por outros dez colegas. O método, que perdurou por quinze anos, foi um fracasso. Apesar de várias propostas sobre a educação terem sido enviadas para a Assembleia, nenhum foi concretizado, mostrando o descaso que impera na educação brasileira. Durante o período da Regência, a educação foi descentralizada, ficando sob a rsponsabilidade das províncias. Em 1835, é criada a primeira escola normal do país, em Niterói, o futuro Colégio Pedro II. Foram criadas escolas técnicas para suprir a carência de profissionais qualificados. O sistema de ensino continuou, durante todo o Período Imperial, reservado priomordialmente à elite.


República Velha (1889 – 1930)
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O marechal Deodoro da Fonseca instaura a República em 15 de novembro de 1889 e a elite cafeeira juntamente com o exercito assume o poder político no Brasil. A elite brasileira trazia ideais liberais e positivistas. O analfabetismo atingia 80% da população. Um dos mais renomados políticos brasileiros, Rui Barbosa, concluiu que o atraso no desenvolvimento do país era fruto da má qualidade do ensino. A partir de 1890, suprimiu o ensino religioso e tornou o ensino obrigatório e gratuito. O ensino tornou-se um dever do Estado. Outras propostas vieram durante a República Velha, como a Reforma Epitácio Pessoa (1901), dando ênfase para o ensino superior; a Reforma Rivadávia Corrêa (1911) que retirou do Estado o monopólio sobre a educação, dando autonomia administrativa e didática às instituições de ensino; a Reforma Carlos Maximiliano (1915), que devolveu ao Estado as responsabilidades com o ensino público e priorizou o ensino superior de caráter elitista; e por fim, a Reforma Luís Vaz/Rocha Vaz (1925), onde Estados e União se uniram para a promoção do ensino primário que visava qualificar a mão-de-obra. Extinguiu a autonomia administrativa e didática. Este período, e, especial a década de 1920, ficou conhecido como “Otimismo Pedagógico”, pois, numa sociedade que se industrializava e precisava de qualificação profissional, foi necessário democratizar e expandir o ensino público e gratuito. Estas mudanças estão relacionadas com os ideais da Escola Nova. Podemos destacar três nomes importantes na educação brasileira que contribuíram para a difusão da Escola Nova no país: Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando Azevedo. Porém, o sistema de ensino brasileiro, durante o período da República Velha, continuou tendo caráter elitista e não contribuía efetivamente para a superação das desigualdades sociais.


Conclusão

Concluímos que desde os primórdios da formação do Estado e da nação brasileiros houve preocupações sinceras com a educação, ainda que, na maioria das vezes, sem o empenho necessário para solucionar seus problemas. Na colônia, os jesuítas serviam da educação para fins religiosos, para a propagação da fé católica e europeização dos indígenas. O Marquês de Pombal, que estagnou a educação brasileira, voltou o ensino aos interesses do Estado português. Com a chegada da família real no Brasil, sua independência e período imperial, foi concretizado o caráter elitista da educação no país. Por fim, na República Velha houve esforços na democratização do ensino diante da necessidade crescente de mão-de-obra qualificada para atender à industrialização do país, porém, de modo geral, a educação continuou voltada às elites, sobretudo o ensino superior, e esteve longe de ser democrática


Referências bibliográficas:

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república – aspectos históricos e filosóficos: unidade 1 – Educação jesuítica na colônia. Batatais, set. 2009.

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república – aspectos históricos e filosóficos: unidade 2 – Educação joanina e princípios da educação no Império. Batatais, set. 2009.

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república: aspectos históricos e filosóficos: unidade 3 – Educação na República Velha. Batatais, set. 2009.


Referências da internet:
História da Educação. Disponível em: <http://heloisa_c.sites.uol.com.br/hieduc1.htm>. Acesso em: 14 nov. 2010.

STIGAR, Robson, SHUNCK, Neivor. Refletindo sobre a história da educação no Brasil. Disponível em: <http://www.opet.com.br/comum/paginas/arquivos/artigos/Refletindo%20sobre%20a%20historia%20da%20educacao%20no%20Brasil%20OPET.pdf> . Acesso em: 12 nov. 2010.

11 de dez. de 2010

3º Domingo do Advento

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 11, 2-11

“Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?” (Mt. 11, 3)

No Evangelho deste terceiro domingo do Advento, fica claro que João Batista não duvida que Jesus é o Cristo, mas envia seus discípulos para que estes creiam. São João Batista é o último dos profetas, o elo entre o Antigo e o Novo Testamento, aquele que deveria preceder o Messias, preparando-Lhe o caminho. Portanto, Jesus responde aos discípulos de João de acordo com as profecias sobre os sinais messiânicos que O acompanham: os milagres dão testemunho do Cristo.
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Jesus tece um elogio ao seu parente e precursor: elogia sua vida austera, afirma que João é um profeta, o maior homem que já existiu, mas em seguida acrescenta: “porém, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. Interessante observação. João ainda vive sobre o regime da Lei. Ainda que tenha visto o Cristo, preparado Sua vinda, faz parte do Antigo Testamento. Assim, o povo da Nova Aliança, por menor que seja um de nós, cristãos, é maior que qualquer patriarca, rei ou profeta que “desejaram ver e ouvir o que nós vimos e ouvimos – ou seja, Jesus Cristo e Seu Evangelho – e não puderam”. Atentemos para esta graça nos dada por Deus que muitas vezes nos passa despercebidas e a desperdiçamos com tanta facilidade. Vivemos no tempo da graça, no Reino de Deus instaurado com o nascimento de Nosso Senhor.
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“Felizes aqueles para quem eu não for ocasião de queda”. Quantas pessoas vivem como se Deus não existisse ou não se preocupasse conosco, comemoram este natal secularizado, que pouco menciona o maior acontecimento da História: o nascimento do Salvador dos homens, a entrada do Deus imortal e eterno no tempo e no espaço que vem resgatar cada um de nós das garras do Maligno. Que Jesus Cristo nos seja motivo de salvação, jamais de perdição.

6 de dez. de 2010

2º Domingo do Advento

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 3, 1-12

“Naqueles dias, João Batista apareceu pregando no deserto da Judéia. Dizia ele: Façam penitência porque está próximo o Reino dos céus.” (Mt. 3, 1-2)

O Advento é tempo de conversão e penitência. Enquanto nos preparamos para comemorar o nascimento de Jesus, a Igreja nos recorda que o Senhor voltará em toda a Sua glória para reunir a humanidade e julgar a cada um conforme suas obras. Hoje, o apelo de São João Batista ressoa em nossos ouvidos dizendo para nos converter, voltarmos para Deus. Tal como o Precursor do Senhor, escutamos a voz da Igreja que denuncia os pecados e hipocrisias dos homens e mulheres de nosso tempo em plena aridez espiritual pela qual passa o mundo. Aproveitemos este tempo da graça para aplainar os caminhos do Senhor em nossas vidas, abandonar tudo aquilo que nos afasta da graça de Deus.


São João Batista afirma aos fariseus e saduceus que não basta serem filhos de Abraão para alcançar a salvação assim como criam os antigos judeus. Este alerta também é válido aos cristãos. Não temos certeza da salvação e sim esperança nela e trabalhemos com a graça divina para alcançá-la. Não há pessoas predestinadas ao inferno e outras ao céu. Não basta apenas praticarmos os mandamentos de Deus e da Igreja de forma legalista para sermos salvos. Ser cristão não é seguir um manual de instruções mecanicamente, mas o encontro real com Jesus Cristo, que está no meio de nós desde Sua encarnação, e que dá sentido e valor a toda a nossa existência e que a coloca a serviço de Deus e dos irmãos. Que apresentemos, neste Advento, verdadeiros frutos de conversão. Neste Natal, reencontremos-nos novamente com Cristo Jesus.

29 de nov. de 2010

1º Domingo do Advento

Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus: cap. 24, 37-44.

“Por isso, estejam também preparados porque o Filho do homem virá numa hora em que menos pensarem.” (Mt. 24, 44)

Tenhamos a certeza que a cada dia fica mais próximo o nosso encontro definitivo com Jesus, seja por Sua volta gloriosa, seja por nossa morte. Devemos, portanto, nos converter e vivermos na graça de Deus para não sermos pegos de surpresa. Quantas vezes não ficamos sabendo ou conhecemos pessoas que morreram repentinamente? Definitivamente, não sabemos o momento que nos apresentaremos diante de Deus. Santa Teresinha, cada vez que ouvia o sino badalar, agradecia a Deus por uma hora a menos.
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Nestes tempos de progresso e certo conforto que a vida moderna nos trouxe - até para os mais pobres - pensamos cada vez menos em Deus. Deus foi dispensado. Parece que construímos nós mesmos o Paraíso e que esquecemos que a nossa verdadeira vida não é essa, mas aquela que está escondida em Cristo, infinitamente melhor do que esta vida efêmera que levamos. Mas não nos enganemos. Nosso encontro com o Eterno Juiz está marcado, mas Seu veredicto depende de nós: se fizermos a vontade de Deus, amando-O sobre tudo e amando o próximo, seremos julgados pelo amor. Se amamos, nada tememos. Se vivermos uma vida dissoluta, no pecado, longe de Deus e de Seus mandamentos, seremos condenados por nossos próprios atos.
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A hora é essa. Não deixemos para amanhã a nossa conversão. Olhemos, por exemplo, para a imagem pedagógica de Santo Expedito: diante da decisão de converter-se, levanta a cruz com os dizeres: HOJE (em latim, hodie) e esmaga com o pé o tentador representado no corvo que o aconselha deixar a conversão para AMANHÃ (em latim, cras). Amanhã pode ser tarde. Que arrependamo-nos hoje mesmo, voltemos para a Igreja, procuremos um padre para nos confessar e seremos perdoados por Deus. Daí em diante, tenhamos uma vida nova que será confirmada no maravilhoso encontro com nosso Senhor.