22 de fev. de 2013

Yoani Sánchez no Brasil



Vergonhoso os protestos contra Yoani Sánchez. Fanáticos da esquerda brasileira, militantes do PT, que não conseguem enxergar a realidade defendem a ditadura de Cuba como se o país fosse um paraíso. Usam o mesmo argumento dos irmãos Castro considerando Yoani uma traidora da revolução assassina que executou 120.000 pessoas. 

Defendem um governo que mantém centenas de prisioneiros cujo crime é pensar. E ainda alguém acredita que militantes de esquerda, entre eles, Dilma e aqueles que governam o Brasil, lutavam por democracia durante o regime militar. E, mais grave ainda, uma embaixada (a de Cuba, evidente) se metendo em assuntos internos do Brasil. Onde está nossa soberania? 

Por que a "presidenta" Dilma não receberá a blogueira, já que se declara tão democrata e defensora dos direitos humanos? A democracia brasileira corre grande risco com o PT no governo. 

Parabenizemos o governador de São Paulo Geraldo Alckmin que recebeu a ativista cubana e a tratou como deve ser tratada.

Chegada de Yoani Sánchez à Câmara gera tumulto e bate-boca: http://folha.com/no1233690 

Planalto afirma que dossiê contra cubana foi destruído: http://folha.com/no1233522


(Foto: Reuters)
Foto: Chegada de Yoani Sánchez à Câmara gera tumulto e bate-boca. http://folha.com/no1233690 Planalto afirma que dossiê contra cubana foi destruído. http://folha.com/no1233522 
(Foto: Reuters)







19 de fev. de 2013

O Primado de Pedro foi instituído por Jesus


Agora que a figura do Papa está em voga, entre tantas questões, levanta-se se o Primado de Pedro, do qual o Papa é herdeiro, tem algum fundamento bíblico. De largada, já digo que sim. O Primado de Pedro foi instituído por Jesus. Há claras evidências no Novo Testamento e na Tradição. Por ora, basta o que nos diz os evangelhos. Vejamos: 

A mudança de nome

Para começar, é significativo que Jesus tenha mudado o nome de Simão para Pedro em seu primeiro encontro. Conta-nos o evangelista São João: André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinha ouvido João e que o tinha seguido. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: “Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo).” Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: “Tu és Simão, filho de João, serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).” (Jo. 1, 40-42)

Logo em seu primeiro encontro, Jesus fixa o olhar nele e lhe dá outro nome que significará sua nova missão revelada por Mateus na instituição do primado em Cesareia de Filipe (Mt. 16, 18). Significativo, também, que São João, ainda que escrevendo seu evangelho em grego, utiliza a palavra aramaica Cefas, dando em seguida seu significado em grego, Pedra, da mesma forma que, no versículo anterior, para se referir a Jesus, usou a palavra hebraica Messias e logo em seguida sua tradução, Cristo. 

São João não deixa dúvida. Para aqueles que objetam que, do grego, Petros significa “pedrinha” e não “rocha”, João deixa claro que Jesus se dirige a Simão em aramaico e não em grego e o chama de Kepha, a rocha. Aliás, é pela forma aramaica que São Paulo preferirá se referir a Pedro (Cf. 1 Cor. 1,12; 3,22; 9,5; 15,5 – Gal. 1,18; 2,9; 2,11.14). Este assunto será tratado detalhadamente mais adiante. 

A mudança de nome na história bíblica não é um fato sem importância. Após a aliança de Deus com Abrão, este tem seu nome modificado para Abraão porque ele seria o pai de uma multidão de povos e a partir dele, a história da salvação tinha início (Gênesis 17, 4)

O mesmo acontece com Jacó. Deus muda seu nome para Israel, porque ele será o pai do Povo Eleito. (Gênesis 35, 10-12)

Sendo assim, é clara a intenção de Jesus: o pai dos povos que crerão no Deus único tem seu nome mudado; o pai do Povo de Deus tem seu nome mudado; e o “pai” – o líder – do novo Povo de Deus, a Igreja, também tem seu nome mudado. Aliás, fazendo um paralelo entre os textos, percebemos que a fórmula utilizada na mudança dos nomes de Abraão e Israel é bastante semelhante com a que Jesus usou:

Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de povos. (Gênesis 17, 4-5)

Teu nome, disse-lhe Ele, é Jacó. Tu não chamarás mais assim, mas Israel. (Gênesis 35, 10) 
Tu és Simão, filho de João, serás chamado Cefas. (João 1, 42)

Outro importante personagem do Antigo Testamento também tem seu nome modificado: José. Essa mudança de nome será tratada mais adiante. 

A instituição do Primado

O cerne da instituição do Primado se encontra em Mateus 16, 13-19:

São Pedro
Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Vamos analisar este trecho. Jesus está com os apóstolos em Cesareia de Filipe, local em que se acreditava nascer o rio Jordão. Este local possui grandes e maciças rochas. Diante das palavras de Jesus, o local tornava-se bastante sugestivo. 

Jesus diz que Pedro é a pedra sobre a qual edificará a Sua Igreja e os poderes do inferno não poderão vencê-la. É uma batalha entre dois reinos, ou melhor, duas cidades: a cidade de Deus e a cidade de Satanás. Muitas vezes, quando se menciona uma rocha na Bíblia, refere-se a uma fortaleza ou uma cidade fortificada (geralmente construída sobre um rochedo): é a Igreja. Do outro lado, temos o inferno, também designado como uma fortaleza, já que o termo “portas” refere-se a uma cidade fortificada. 

Quem é a pedra: Jesus ou Pedro?

Tomo emprestado alguns trechos de um bom texto (acesso em: http://www.bibliacatolica.com.br/blog/biblia/quem-e-a-pedra-jesus-ou-pedro/#.USBa5B03s1E) que responde brilhantemente esta questão.

Objeção 1: A “Pedra” citada por Jesus em Mt 16,18 jamais poderia referir-se a Pedro, mas sim ao próprio Jesus, uma vez que as Sagradas Escrituras em muitas passagens identifica Jesus como a “rocha”, a “pedra angular”.

Resposta: Antes de apresentar o diálogo, a Barca de Jesus observa que embora na maioria das passagens bíblicas “pedra” ou “rocha” realmente se refira a Jesus, existem exceções. O próprio Jesus que disse ser a “Luz do Mundo” (Jo 8,12) disse aos apóstolos que também eles deveriam ser “Luz do Mundo” (Mt 5,13). Além da passagem de Mt 16,18 onde a “pedra” referida não se trata de Jesus, como veremos claramente no diálogo abaixo, temos também, por exemplo, Is 51,1-2 (a “pedra” é Abraão) e 1Pd 2, 4-5 (“pedras vivas” é Jesus e também são os cristãos). O fato de Jesus aplicar a Pedro uma figura que a Bíblia exaustivamente aplica a Jesus, bem mostra a intenção de Jesus em fazer de Pedro um representante de Cristo na terra.

Objeção 2: Em grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma rocha grande e maciça. A palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma pedra pequena, uma pedrinha.

Resposta: Na verdade, todo este discurso é falso. Como sabem os conhecedores de grego (mesmo os não católicos), as palavras petros e petra eram sinônimas no grego do primeiro século. Elas significaram “pequena pedra” e “grande rocha” em uma velha poesia grega, séculos antes da vinda de Cristo, mas esta distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de São Mateus foi traduzido para o grego. A diferença de significados existe, apenas, no grego ático, mas o NT foi escrito em grego Koiné – um dialeto totalmente diferente. E, no grego koiné, tanto petros quanto petra significam “rocha”. Se Jesus quisesse chamar Simão de “pedrinha”, usaria o termo lithos. (para a admissão deste fato por um estudioso protestante, veja D. Carson, The expositors Bible Commentary [Grand Rapids: Zondervan, 1984], Frank E. Gaebelein, ed., 8: 368).

Objeção 3: Vocês, católicos, por desconhecerem o grego, pensam que Jesus comparava Pedro à rocha. Na verdade, é justamente o contrário. Ele os contrastava. De um lado, a rocha sobre a qual a Igreja seria construída: o próprio Jesus (“e sobre esta PETRA edificarei a Minha Igreja”). De outro, esta mera pedrinha (“Simão tu és PETROS”). Jesus queria dizer que ele mesmo seria o fundamento da Igreja, e que Simão não estava sequer remotamente qualificado para isto.

Resposta: A maioria dos livros do NT foi escrita em grego, pois não visavam apenas os cristãos da Palestina, mas de outros lugares como Roma, Alexandria e Antioquia, onde o aramaico não era falado.

Sabemos que Jesus falava aramaico devido a algumas de suas palavras que nos foram preservadas pelos Evangelhos. Veja Mt 27,46, onde ele diz na cruz, “Eli, Eli, Lama Sabachtani”. Isto não é grego, mas aramaico, e significa, “meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” [Mas, segundo o evangelho de São João, Jesus chamou Simão de Cefas (transliteração do aramaico Kepha]. 

E o que significa Kepha? Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em Mt 16,18 foi “tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja.” Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à rocha; não os estava contrastando. 

Até aqui, o referido texto. 

Portanto, não há contradição entre Pedro e Jesus no que se refere à “pedra”. Jesus une Pedro a Si, assim como a Igreja e Cristo são uma só realidade, sendo este a Cabeça e aquela o Corpo. Esta associação entre Pedro e Jesus também se evidencia no episódio do pagamento do imposto do Templo (Mt. 17, 23-26), ocorrido apenas seis dias após a instituição do primado:

Logo que chegaram a Cafarnaum, aqueles que cobravam o imposto da didracma aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: Teu mestre não paga a didracma? Paga sim, respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo: Que te parece, Simão? Os reis da terra, de quem recebem os tributos ou os impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros? Pedro respondeu: Dos estrangeiros. Jesus replicou: Os filhos, então, estão isentos. Mas não convém escandalizá-los. Vai ao mar, lança o anzol, e ao primeiro peixe que pegares abrirás a boca e encontrarás um estatere. Toma-o e dá-o por mim e por ti.

O primado segundo São João

São João conservou-nos sua versão do primado. Talvez seja até mais categórico do que São Mateus em colocar Pedro como o chefe da Igreja de Cristo. A cena transcorre às margens do mar da Galileia. Jesus ressuscitado aparece e faz uma refeição com seus apóstolos. Vamos ao texto:

Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus após Sua ressurreição vem confirmar Pedro na liderança de Sua Igreja, do Seu rebanho. Ele, o Bom Pastor, confia Suas ovelhas a Pedro, que deverá pastoreá-las após Sua partida para o Pai. O texto é claríssimo. E mais, além da interpretação tradicional que vê na tríplice profissão de amor exigida por Jesus como reparação das três negações de Pedro, para os povos semitas, declarar algo por três vezes significa ratificá-lo sem nenhuma possibilidade de dissolução. 

São Lucas também nos traz uma informação importante. O evangelista insere na Santa Ceia a discussão surgida entre os apóstolos sobre qual deles seria o maior (Lucas 24, 24-30). Jesus ensina-lhes que, assim como Ele, o primeiro dentre eles deve ser aquele que serve a todos. Em seguida, conforme Lucas, Jesus se dirige a Pedro: 

Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos. (Lc. 22,31-32)

Jesus sabe que Pedro será tentado pelo orgulho que o fará negá-Lo por três vezes. Mas, Jesus, pessoalmente, rogou por ele, para que não caísse na desgraça causada pelo remorso como aconteceu com Judas, mas que se arrependa verdadeiramente, o que acontecerá na casa de Caifás. E Pedro, fortificado na fé, deve confirmar seus irmãos nesta mesma fé. A nenhum outro apóstolo foi dada esta incumbência. Apenas a Pedro. 

O poder das chaves do Reino dos Céus

Lembremos que Mateus escreve seu evangelho para os cristãos oriundos do judaísmo. Seu evangelho é repleto de citações diretas e referências indiretas do AT. Portanto, uma das chaves de interpretação desta passagem deve ser procurada no AT. 

Na linha do judaísmo, Mateus é o evangelista do Reino. O Messias viria restaurar o Reino de Deus, que, na mentalidade judaica, seria o Reino de Israel, o antigo Reino Davídico, um reino terreno e delimitado. Jesus anuncia algo maior do que isso. O Reino de Deus, o Seu Reino não é esse pequeno Reino de Davi. Pois bem, Jesus funda um Reino, cujo germe e imagem é a Igreja. Ele é o Rei, mas faz de Pedro seu vigário, o “primeiro-ministro” deste Reino, isto é, de Sua Igreja. 

Dito isso, vamos ver alguns paralelos no Antigo Testamento que nos farão entender como era a investidura de um “alto funcionário” de um reino. Primeiramente, Isaías 22, 15-22. Aqui, Isaías profetiza o fim do governo de Sobna, prefeito do palácio (v. 15). O prefeito do palácio, em Israel e Judá, tinha o cargo equivalente de primeiro-ministro. Isaías prossegue, revelando o sucessor de Sobna, e é neste ponto que encontramos apoio para as palavras de Jesus no evangelho de Mateus:

Naquele dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias. Revesti-lo-ei com a tua túnica, cingi-lo-ei com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá.

Essa passagem nos remete ao Apocalipse 3, 7:

Ao anjo da igreja de Filadélfia, escreve: Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi – que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir.

Fica claro o que significa o poder das chaves. O prefeito do palácio tem em suas mãos a administração da casa de Davi. Não está acima do rei, que em todo o caso é o que tem “as chaves”, mas o rei o investe do poder de cuidar de seus interesses. O mesmo ocorre com Jesus. Ele, “o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi – que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir”, dá as chaves de Seu Reino a Pedro, fazendo dele Seu “primeiro-ministro”, o prefeito de Sua casa: Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Portanto, Jesus e Pedro aparecem aqui novamente associados. Possuem a mesma chave, pois tudo o que for ligado ou desligado na terra, acontecerá igualmente no céu. O governo da Igreja é único. Há uma cabeça invisível do Corpo Místico, que é a Igreja, Seu Pastor supremo: Jesus Cristo; e uma cabeça visível, sinal visível da unidade e do governo da Igreja, Pedro e, por conseguinte seus sucessores. 

Outro paralelo significativo encontra-se em Gênesis 41, 38-45, que nos dá amostras da investidura de um “primeiro-ministro”. Após José ter decifrado o sonho do faraó, o soberano do Egito disse:

Poderíamos, disse-lhes ele, encontrar um homem que tenha, tanto como este, o espírito de Deus?” E disse em seguida a José: “Pois que Deus te revelou tudo isto, não haverá ninguém tão prudente e tão sábio como tu. Tu mesmo serás posto à frente de toda a minha casa, e todo o meu povo obedecerá à tua palavra: só o trono me fará maior do que tu.” “Vês, disse-lhe ainda, eis que te ponho à testa de todo o Egito.” E o faraó, tirando o anel de sua mão, pôs na mão de José; e o fez revestir-se de vestes de linho fino e meteu-lhe ao pescoço um colar de ouro. E, fazendo-o montar no segundo dos seus carros, mandou que se clamasse diante dele: “Ajoelhai-vos!” É assim que ele foi posto à frente de todo o Egito, e o faraó disse-lhe: “Sou eu o faraó: sem tua permissão não se moverá a mão nem o pé em toda a terra do Egito.” O faraó chamou a José Tsafenat-Paneac, e deu-lhe por mulher Asenet, filha de Putifar, sacerdote de On.

Comecemos pelo fim. Aqui, como ocorreu com Abraão e Israel, José é chamado por um novo nome. Não é Deus quem muda seu nome, é o Faraó, que, em todo caso, se considera um deus. Nabucodonosor também usa deste expediente depois de reduzir Judá a um reino vassalo: 

Em lugar de Joaquin, o rei de Babilônia, constituiu rei seu tio Matatias, cujo nome mudou para Sedecias. (II Reis 24, 17) 

O reino de Judá passou a ser um reino vassalo, portanto Sedecias governa em nome do rei da Babilônia, por isso tem seu nome modificado. O mesmo ocorre com Pedro que governará o “Reino de Deus” em nome de Jesus.  

Agora, vejamos os paralelos entre os textos da investidura de José e o primado de Pedro: 

Primeiro ponto em comum: a revelação vem de Deus: 

E disse em seguida a José: Pois que Deus te revelou tudo isto, não haverá ninguém tão prudente e tão sábio como tu. (Gênesis 41, 39)

Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. (Mateus 16, 17)

Segundo ponto: esta revelação leva a uma conseqüência. Ambos são investidos da primazia: José, primaz do reino do Egito; Pedro, do Reino de Deus:

Tu mesmo serás posto à frente de toda a minha casa, e todo o meu povo obedecerá à tua palavra: só o trono me fará maior do que tu.” “Vês, disse-lhe ainda, eis que te ponho à testa de todo o Egito.” E o faraó, tirando o anel de sua mão, pôs na mão de José; [...] (Gênesis 41, 40-42)

Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. (Mateus 16, 19)

Diferentemente dos reinos de Judá e Israel, o poder transferido pelo Faraó não é simbolizado pela chave, mas pelo anel (Gênesis 41, 42). Porém, o sentido é o mesmo. 

Voltemos a nos lembrarmos que Mateus escreve seu evangelho em aramaico (todos os outros evangelhos foram escritos em grego) para cristãos oriundos do judaísmo. Por isso, para seus leitores e ouvintes a posição de Pedro como líder da Igreja era inquestionável diante de tantas provas e paralelos retirados das Escrituras e também do cotidiano do povo judaico. 

Conclusão 

Jesus funda a Sua Igreja sobre Pedro e os apóstolos. Pedro recebe de Jesus o poder das chaves para que governe a Sua Igreja na terra. Esse poder é exercido no zelo pela doutrina, na definição dos dogmas e no perdão dos pecados. E é óbvio que a instituição não poderia morrer com São Pedro, já que Jesus mesmo prometeu que estaria com a Igreja até o fim dos tempos e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. 

Assistido pelo Espírito Santo, São Pedro e seus sucessores possuem o carisma da infalibilidade. Jesus estende o poder de ligar e desligar ao colégio apostólico (Mateus 18, 18), sucedido pelo Colégio dos Bispos em comunhão com o Bispo de Roma, ou seja, o Papa. Os bispos também possuem este carisma e o exerce principalmente reunidos em concílios e sínodos. 

O carisma da infalibilidade do Papa e da Igreja é deduzido pela lógica dos textos. Como tudo o que Pedro e os apóstolos ligar na terra será ligado ou desligado nos céus, é impossível que haja algum erro quando o Papa ou os bispos reunidos em comunhão com ele tratar de matéria de fé e moral, pois é inimaginável que nos céus ocorra algo errado. Portanto, o Espírito Santo sempre acompanha os sucessores de Pedro e dos apóstolos para que ensinem conforme a verdade de Jesus.  

Bônus: outras referências a Pedro no NT

Vale lembrar que as referências a Pedro no Novo Testamento chegam a 171 vezes. É o segundo personagem mais citado. O primeiro é Jesus. 

Significativo também é a listagem dos apóstolos que os evangelistas nos fornecem. Pedro vem nomeado sempre em primeiro (Mateus faz referência explícita a isso) e Judas Iscariotes, o traidor, aparece sempre em último. Somente coincidência? Pedro seria o primeiro do quê? O primeiro discípulo a ser chamado não pode ser, posto que foi André quem o apresentou a Jesus. 

Mateus 10, 2-4: Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.

Marcos 3, 16-19: Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou.

Lucas 6, 13-16: Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos: Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador; Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor.

Apesar de haver muitas mais referências em todo o Novo Testamento e na Sagrada Tradição as quais poderíamos nos basear, essas são referências dos evangelhos que atestam o primado de Pedro.





11 de fev. de 2013

A renúncia do Papa Bento XVI



O Papa é o Vigário de Cristo. E isso não significa que ser a Cabeça visível da Igreja e representar nosso Senhor Jesus Cristo na terra tragam glória e poder. Longe disso. O "doce Cristo na terra", como o Chefe supremo da Igreja, também sofre por ela, dá a vida por ela. Justa ou injustamente, sobre o Papa recai todas as culpas dos filhos da Igreja, todas as acusações, todas as injúrias, todas as injustiças. 

Para carregar esta pesada cruz são necessárias forças física, mental e espiritual. Bento XVI têm as duas últimas, certamente, mas faltou-lhe a primeira. Obrigado, Papa Bento XVI por esses oito anos de pontificado que tanto bem fez a Igreja.

5 de fev. de 2013

Silas Malafaia de Frente com Gabi


Não assisti à entrevista do pastor Silas Malafaia no De Frente com Gabi e, sinceramente, não estou afim de gastar meus preciosos créditos da internet para ver no Youtube, mas gostaria de comentar o que andou pipocando no Facebook sobre a entrevista e que parece injusto pelo que julgo do pastor Silas Malafaia. 

Pode-se discordar de Silas Malafaia, em suas teorias e em seus métodos, mas não é justo colocá-lo no mesmo balaio com certos pastores brasileiros. Malafaia está longe de ser um pilantra ou um espertalhão aproveitador da fé. Sua formação e inteligência já seriam suficientes para perceber que não se trata da mesma raça.

Sua pregação difere muito da simplória e herética teologia da prosperidade das igrejas neopetencostais. Assembleiano, ele é um pentecostal, certamente, mas sua raiz é o pentecostelismo à moda europeia, muito diferente do norte-americano que influenciou as igrejolas que brotam por aí e que traz mais a marca da cultura dos EUA do que a do evangelho de Cristo. 

Um alerta aos católicos. A intenção da entrevista é evidente e é exatamente a mesma quando se entrevista um padre ou bispo da Igreja: acusar, tentar desmoralizar. Não é uma entrevista. É um apedrejamento, posto que seus posicionamentos desagradam a ponto de elevar ao limite do ódio aos “modernosos” de plantão da estirpe de Marília Gabriela. Portanto, cuidado com as críticas sem fundamento ou por simples picuinha ou má-vontade. Nossos inimigos são bem outros e estão longe de serem outros cristãos. Precisamos nos unir ao redor dos pontos em comum ao invés de dar munição para os que atacam nossa fé.





23 de jan. de 2013

O gênio da Bíblia maravilhosa ou o Deus da lâmpada sagrada?


Heresia é uma palavra que caiu fora de moda. Num mundo governado pela ditadura do relativismo, proclamar verdades eternas, para muitos, cheira à anacronismo ou loucura. Mas pior que o "relativismo laico" é o relativismo religioso. O que vemos hoje nestas igrejas neopentecostais que se proliferam como o joio é heresia pura (heresia da heresia, diga-se). Em um sincretismo aberrante, mistura-se cristianismo com esoterismo e ocultismo. Pode parecer palavras exageradas, mas quem dera não fossem verdadeiras. Antes de fazer estrago entre os católicos, estas igrejas prejudicam suas próprias raízes - se é que é justo afirmar que elas as tenham - no protestantismo histórico e tradicional. 

Onde podemos encontrar este esoterismo, este New Age cristão? Encontra-se na tentativa de domínio de Deus, de domesticar a divindade. Pastores (título que já não basta: hoje são bispos, apóstolos!) agem como ocultistas, ou seja, aqueles que pretendem dominar poderes sobrenaturais em favor próprio ou de outros. Hora marcada para curas e milagres, patuás, amuletos, peças de roupa, toalhinhas, suor de sovaco, tudo transmite algum poder e nada sai de graça. Qualquer semelhança com o esoterismo não pode ser mera coincidência. Sem dizer que o vocabulário de tais igrejas estão carregados de influências das religiões afro-brasileiras: "tá amarrado", "descarrego", "encosto", etc. 

Sem dúvida alguma, Deus pode fazer milagres. Mas faz quando quer e se quiser. É livre e Todo-Poderoso. Não é um gênio da lâmpada que é obrigado a realizar desejos no momento em que seu amo pedir. Age livremente e só Ele conhece o que é melhor para cada um de nós. E nem sempre bens materiais como riqueza ou saúde são o melhor. Limitar a pregação do Evangelho ao maravilhoso, ao extraordinário, ao mágico pode ser um modo rápido e eficaz de encher igrejas com pessoas ávidas para receber algum benefício, mas não é a maneira mais justa e honesta, pois sacrifica a verdade de Jesus Cristo. Não tem como não se lembrar de Simão o Mago, que ao ver que quando os apóstolos impunham as mãos sobre os fiéis, estes ficavam cheios do Espírito Santo, ofereceu dinheiro a São Pedro com o intuito de também ter aquele poder, isto é, dominar a divindade. Que saibamos discernir o que vem do Deus verdadeiro.



21 de jan. de 2013

Há 220 anos, Luis XVI era executado

É uma tristeza o quanto as pessoas não se importam com a pesquisa historiográfica. Basta conferir os comentários desta grande descoberta publicada em vários sites para verificar aonde chega a ignorância e o descaso com a História. 

Mas qual é a importância em se comprovar que o sangue encontrado num lenço guardado dentro de um cofre por 220 anos é o sangue do rei Luis XVI decapitado pelos revolucionários franceses? É um grande indício que o "cidadão Luis Capeto" não era um tirano odiado pelo povo como querem que acreditemos. 

Pessoas do povo não embebedam seus lenços no sangue de criminosos, mas de mártires. Foi como um mártir que o povo francês católico mais humilde viu seu rei ser executado por uma aliança de burgueses, maçons e protestantes. Nisso consiste a importância da descoberta relatada na notícia. Como nossa sociedade é fruto da Revolução Francesa, é preciso justificá-la apresentando Luis XVI como o tirano odiado pelo povo. 

16 de jan. de 2013

Trotula de Salerno


Trotula de Salerno (também conhecida como Trotula de Ruggiero) foi uma médica do século XI que trabalhou na Schola Medica Salernitana, a Escola de Salerno, e é considerada a primeira ginecologista do mundo. É desconhecido a data e o local de seu nascimento (provavelmente, nasceu em Salerno). Era da família dos Ruggiero e casou-se, segundo alguns historiadores, com um dos fundadores da Escola de Salerno, chamado Giovanni Plateario, tendo dois filhos, Giovanni e Matteo, que seguiram a carreira médica dos pais. Foi autora do mais célebre tratado de Obstetrícia e Ginecologia da Idade Média: De Pasionibus mulierum curandorum ante, in, post partum. Dividido em sessenta capítulos, Trotula disserta sobre as diversas técnicas cirúrgicas, preconiza realizar uma eficaz proteção perineal, aconselhando praticar as oportunas suturas no caso de produzir-se lacerações do períneo no transcurso do parto. Não esquece ainda aos lactantes dando normas a respeito do cuidado com o bebê em seus primeiros meses de vida. Outras das obras de Trotula são: Pratica secundum Trocta e De Aegritudium curatione ou De Ornatu mulierum. Neste último título, Trotula recomenda às mulheres de sua época cuidar da higiene diária, praticar regularmente exercícios físicos, massagens com óleo e uma dieta equilibrada e saudável. E completa estas recomendações com simples e curiosas receitas de cosméticos femininos:

Um creme para eliminar as rugas, a fórmula de um batom em que utiliza mel, suco de beterraba, abóbora e água de rosas. Para conservar a dentição saudável e branca recomenda limpá- los com uma infusão quente de casca de noz. Seus trabalhos serviu como base do tratamento da saúde da mulher por 400 anos, sendo conhecido por toda a Europa.

A Escola de Salerno foi a única durante os séculos X a XIII aberta às mulheres, como estudantes e professoras. Como resultado da variada influência cultural na cidade, os médicos de Salerno, tanto mulheres como homens, foram os melhores no Mediterrâneo ocidental. Muitos documentos revelam que a independência das mulheres da escola de Salerno foram parte vital do avanço científico do período. Durante a alta Idade Média, a medicina, entre as mulheres, era praticada exclusivamente pelas monjas, que, deste modo, evitava a entrada de homens no claustro. Porém, a prática da obstetrícia e os cuidados aos bebês em seus primeiros meses era confiadas às mulheres leigas.

Naqueles casos em que a mulher exerce a medicina, o realiza pela circunstância de ser esposa ou filha de médicos sendo que aprende-se a medicina com eles. A Escola de Salerno será a primeira que vai oferecer às mulheres com vocação à medicina o livre acesso a formação médica e sua titularização, sem limitar seu campo de acão às enfermidades da mulher e o cuidado dos lactantes, mas ampliá-la ao exercício da medicina geral. Com esta abertura, logo surgirão em Salerno cinco mulheres destacadas na arte da cura: Trotula, Salernitana, Constança e Calenda, a judia Rebeca Guarna e Abella, uma muçulmana. Salvo no caso de Trotula, poucas informações nos chegaram do resto destas mulheres pioneiras. De Rebeca Guarda sabemos que escreveu um tratado sobre a urina e a febre e de Abella, a muçulmana, unicamente o título de seu livro De artrabile et de natura  seminis humani.

De todas as médicas de Salerno, Trotula é a mais bem conhecida. A despeito de sua fama, os detalhes de sua vida – idade ou ano em que nasceu, quando ingressou na escola ou completou seus  estudos – são escassos, mas sabemos que ela foi a autora de importantes trabalhos médicos. Seu principal interesse e área de estudo foi a saúde da mulher. Muitas mulheres não eram tratadas porque se envergonhavam ou consideravam impróprio serem examinadas por médicos homens, especialmente em casos ginecológicos.

Diferentemente da maioria de outros trabalhos do período, Trotula nunca prescreveu encantamentos ou a astrologia como tratamento para as doenças. Em vez disso, dava conselhos práticos - de fato, muitos de seus tratamentos preconizados ainda estão em uso hoje! No De Pasionibus mulierum, ela mostra teoricamente as causas bem como os tratamentos para várias questões da saúde da mulher, incluindo infertilidade e problemas com a menstruação e com o parto. 

Em seu livro, a menstruação é vista como saudável e importante, e escreve sobre diferentes modos para regular o seu ciclo. Em seu De Ornatu mulierum, aborda não só receitas de maquiagens e dicas de aplicação, mas aconselha sobre o cuidado com a pele, com a saúde dos dentes e a higiene, tratamento da acne e contra a queda de cabelo.

Afirmou que tanto os homens quanto as mulheres podem ser responsáveis pela infertilidade – uma radical posição para a época – e também defendeu que as mulheres tinham o direito de não sofrer durante o parto. Para este fim, ela experimentou opiácios e soporíferos, além de um incontável número de ervas. Aconselhou uma recuperação longa e tranquila para obter êxito na cura das doenças e após o parto e teve sucesso  em processos de  cesariana. Em geral, desenvolveu a medicina preventiva como chave para promover a boa saúde para as mulheres.

Como professora da Escola de Salerno, Trotula ensinou seus alunos a manter uma interação lenta com seus pacientes. Ela acreditava que era preciso fazer muitas perguntas, não somente sobre os sintomas que os pacientes estavam sentindo, mas também sobre o seu estilo de vida e problemas em geral. Assim, afirmava, o médico estaria mais atento sobre o paciente, tendo uma melhor compreensão do seu estado físico e podendo tratar o problema com mais rapidez e eficácia.

Pelas informações escassas sobre sua biografia, assim como ocorre com sua data de nascimento, é desconhecida a data de sua morte. 

5 de jan. de 2013

Cotas Raciais: as primeiras leis segregacionistas do Brasil


A lei de cotas raciais para as universidades entrou em vigor já neste ano. "Nunca antes na história deste país" houve leis raciais. Para se ter uma ideia de como a coisa é grave, a Constituição do Império promulgada em 1824, em pleno auge da escravidão, afirmava que todos os cidadãos brasileiros eram iguais. É claro que há dois estatutos diferentes: o do escravo e o do cidadão livre, mas não são estabelecidos pela cor da pele, nem pela etnia. Um negro livre é igual, perante a lei, ao branco livre.

O governo do PT está tendo a honra de ser o primeiro a introduzir leis raciais e segregacionistas no país. Ainda que estejamos longe do mito da "democracia racial", nunca houve nada parecido no Brasil com a lei dos "iguais, mas segregados" ou da "gota de sangue" norte-americanos. Jamais tivemos algo parecido com o Apartheid sul-africano. Graças, em grande parte, a nossa cultura católica, diga-se de passagem. 

Com as bençãos do STF e a apatia costumeira do povo e tendo os movimentos negros subservientes ao PT declarado que esta é uma "discriminação positiva" (sic) o racismo foi introduzido legalmente no Brasil. Hoje, há dois vestibulares: um para negros e outro para brancos sem levar em consideração a formação de ninguém, somente a cor da pele ou a origem étnica. 

Leis assim sempre aparecem como coisas boas. O Apartheid teve início com os calvinistas africâneres que diziam que com a segregação estavam protegendo a cultura dos nativos. Como bom partido de esquerda que o PT é - Marx foi um racista de carteirinha. Além de antissemita mesmo sendo judeu, louvou os EUA, um país, dizia, de um povo evoluído, quando este anexou parte do México, "daqueles mexicanos atrasados e preguiçosos", ao seus territórios - não duvido que boa parte da intenção dos ideólogos petistas seja puramente racista, acreditando que os negros não possuem a mesma capacidade intelectual dos brancos e, por isso, devem ser "ajudados" e concorrerem somente entre si. O que consola é que a lei de cotas é provisória.


30 de dez. de 2012

A esperança do Ano Novo


É interessante observar como a esperança das pessoas se renovam com a proximidade de um novo ano. Parece que, ao dar meia-noite do último/primeiro dia, tudo se transformará como que por mágica. Os problemas, as dificuldades, as tristezas ficarão no ano velho. Essa esperança é fragilíssima - os menos românticos diriam alienante - pois não perdura até o fim da primeira semana do ano quando a realidade nos prendem ao chão novamente. 

Não é a mudança de ano que acaba com velhos problemas ou trazem novos. Não há anos fastos ou nefastos. Deus, Senhor da história, tudo conduz com Sua sabedoria e por caminhos e propósitos que só a Ele competem. Podemos e devemos pedir a Deus que nenhum mal nos atinja e, se vivermos na Sua graça, de fato, o pior de todos os males, o mal moral, o pecado, não nos atingirá. Porém, todos os males decorrentes da fraqueza humana, mais cedo ou mais tarde, infelizmente batem à nossa porta. 

Portanto, mais do que desejar e implorar inutilmente uma redoma de vidro que nos isole dos males, peçamos a Deus para que sejamos firmes na fé para enfrentar qualquer contrariedade que possa aparecer e para que não percamos a esperança - esta sim, verdadeira - de que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. 

24 de dez. de 2012

PT X STF


Fato interessante. O PT acusa o STF de desrespeitar a Constituição Federal na condenação dos mensaleiros. Que o STF - paradoxalmente - vem tomando medidas inconstitucionais durante estes dez anos de governo do PT é evidente. 

Foi assim na aprovação da manipulação de células-tronco embrionárias, na aprovação do aborto de fetos anencéfalos, na decisão em manter como terras contínuas a reserva indígena Raposa-Terra do Sol, na equiparação da união estável para uniões homossexuais, na aprovação dos cotas raciais. Houve até um ministro - pasmem! - que cogitou declarar um artigo da Constituição - o ensino religioso em escolas públicas - inconstitucional! 

Que o STF composto com ministros nomeados pelo presidente Lula passou do limite em suas atribuições e promoveu ativismo judicial não há dúvida, mas todos aplaudiam quando as decisões coincidiam com os interesses do governo do PT. O STF tornou-se o caminho mais fácil do PT aprovar suas aberrações sem ter que desgastar-se com a opinião pública pressionando os deputados e senadores no Congresso. Agora a criatura voltou-se contra o criador. Por isso a choradeira.

12 de dez. de 2012

Zumbi dos Palmares: a pessoa por detrás do mito


O Dia da Consciência Negra foi instituído no dia em que se comemora a morte de Zumbi, líder do quilombo dos Palmares. Penso que este dia deveria se referir diretamente a ele, como no dia de Tiradentes. Mas deram a esse dia esse nome estranhíssimo. 

É interessante observar como se constrói um mito. As nações passam por isso e grupos específicos também. Ocorre comumente na elaboração da "História Oficial". Assim aconteceu com o já citado Tiradentes e acontece com Zumbi dos Palmares. Sem dúvida, foi um grande líder negro, governou Palmares, o maior quilombo do Brasil e resistiu bravamente em sua defesa. Mas foi um heroi? Um defensor da liberdade e da igualdade em tempos de escravidão? Definitivamente não. 

Por exemplo, Zumbi tinha escravos. Isso não o diminui. A escravidão era um estatuto do período e mais comum no continente africano do que em qualquer outra parte do mundo. Zumbi não se diferenciava em nada se comparado a qualquer outro chefe na África, cuja riqueza pessoal - onde as terras eram comunais e o dinheiro, inexistente - era determinada pela posse de vacas, escravos e mulheres. Exatamente nessa ordem. Zumbi nunca realizou um só ato contra a escravidão. Os africanos não compunham uma unidade étnica para lutar por liberdade. Um membro de uma nação ou tribo diferente era tão estranho e considerado inimigo tanto quanto os brancos. O que uniam os negros no Brasil era a escravidão, não a liberdade.

Zumbi não liderou nem mesmo uma só ação heroica para libertar escravos nas senzalas. Os quilombolas de Palmares atacavam senzalas e tribos indígenas para raptar mulheres, escassas no quilombo. Os governados por Zumbi não viviam num mundo idílico e democrático. Nem poderiam, condicionados pela cultura e pela época. A hierarquia de Palmares era rígida, tendo no topo da pirâmide a família de Zumbi. Isso nada tem de espantoso, apenas reproduzia a organização tribal africana. 

Zumbi também não mostrou muita sagacidade no governo do quilombo. Seu tio, Ganga Zumba estava próximo de fechar um acordo com a Coroa portuguesa que prometia a emancipação do quilombo, ainda que submetido como qualquer cidade, ao governo português. Mas o líder foi misteriosamente envenenado, Zumbi assumiu o governo e rompeu qualquer negociação, o que levou a uma guerra que acabou com sua morte e com o quilombo. Assim nascem os mitos, servindo às causas político-ideológicas e deformando a História.

25 de nov. de 2012

Reino de Deus ou República Democrática de Deus?


Hoje, fechamos o Ano Litúrgico com a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Jesus veio implantar Seu Reino entre nós, cujo germe está presente na Igreja e se consumará no fim dos tempos. Todo aquele que crê em Jesus Cristo e é batizado fica sob Seu domínio de amor. Mas vejo que muitos cristãos estão esquecendo que fazem parte de um Reino, especialmente os evangélicos que seguem a linha da teologia da prosperidade, esses evangélicos televisivos, para exemplificar de quem se trata. 

O distanciamento histórico com a forma monárquica faz com que estas "igrejas" não consigam ter uma imagem clara do que seja um reino e como funciona seu governo. Essas "igrejas" não existiam quando a monarquia era a forma de governo de quase a totalidade dos países. Não existiam no Império do Brasil. E como era um reino na época de Jesus? Basicamente, um reino é governado por um monarca. Ele tem todo o poder. Ele concentra todos os poderes do Estado: legisla, julga e executa. Ele é superior aos seus súditos. É claro que a comparação está longe de ser perfeita, mas os reinos da terra podem nos dar uma imagem do Reino de Deus. 

Mas o que transparece nas doutrinas destas novas "igrejas"? Não se trata do Reino de Deus, mas de uma República. Por quê? Para eles, Deus não fez uma aliança com seu povo, mas fez um contrato com Seu povo (um contrato social, diriam os filósofos políticos). As Sagradas Escrituras são a constituição. Lá consta os direitos e deveres dos fiéis, mas também os deveres e direitos de Deus. Deus, como Presidente, está submetido a esta constituição (Deus não age fora da Bíblia). Termos como "tomar posse" e "determinar" são comuns para se alcançar uma graça, ou melhor, um direito constituído. Determinadas graças e milagres dependem do número de fiéis ou de pastores. Se houver o maior número possível, mais fácil será alcançá-los. É o mecanismo do referendo ou do plebiscito. A maioria decide se a graça deve ou não ser concedida. Tudo muito democrático. 

Na Bíblia há a cura de alguém? Então Ele vai ter que me curar! Há prosperidade econômica de certos personagens? Tenho o mesmo direito! A relação entre o humano e Deus passa-se a ser liberal: a Bíblia é um contrato assinado por Deus e pelo fiel, em igualdade de condições. Se uma das partes não respeitar uma das cláusulas pode sofrer as consequências. Ao fiel, cabe obedecer as leis desta República para não ser punido. Deve pagar seus tributos e impostos rigorosamente (dízimos, ofertas, campanhas das mais estranhas). Assim poderá usufruir das benesses do "Estado" e exigir seus direitos: se está na Bíblia, Deus vai ter que fazer! Em meio a orações em alta voz ou acompanhadas de um choramingo insuportável, praticamente esfrega-se o Livro Sagrado na cara de Deus para que Ele se lembre do que está no "contrato". Deus não é livre e Todo-poderoso. Se descumprir seu plano de governo, suas "promessas", corre o risco de sofrer um impeachment. 

É claro que as coisas não acontecem assim, às claras, e talvez nem seja consciente, mas a escola teológica (se é que podemos chamar assim) que estes pastores seguem, demonstram desconsiderar a Onipotência divina, Sua livre vontade e agir perante o mundo e seus filhos. Não é a vontade de Deus que conta, mas suas "promessas" deduzidas na Bíblia. Talvez estas "igrejas", fundadas sobre a teologia da prosperidade, cujas origens são norte-americanas, trazem em seu DNA o republicanismo e a democracia, marcas dos EUA. Mas os cristãos são súditos de um Reino. Deus é o Senhor e Rei, Aquele que tem todo o poder e liberdade para agir quando e como quiser. Não tem obrigação de curar a todos, nem de dar riquezas a todos. Não está submetido a nada nem a ninguém. Ninguém tem direitos diante d'Ele, pois tudo é graça. Somos filhos diante do Pai sem condições de nada exigir. Só Ele nos conhece em profundidade e sabe o que é melhor para nós. É Sua vontade que deve ser feita e não a minha, por mais nobre e boa que pareça ser. 

Viva Cristo Rei!

20 de nov. de 2012

Petição contra a Usina de Belo Monte


Esses dias vejo rodando pelo Facebook uma petição contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. Já assinei várias destas petições sobre outros assuntos. É uma boa forma de se manifestar, mas o efeito prático é nenhum. 

Sobre o assunto não tenho opinião formada, pois o assunto não é tão simples, a começar pelos que são contra a usina: obscuras ONG's estrangeiras apoiadas por artistas hollywoodianos que defendem a internacionalização da Amazônia; antropólogos que se esforçam para que ribeirinhos e índios vivam como tal, nem que eles não queiram; artistas e intelectuais que moram em Ipanema ou no Leblon e só conhecem a "natureza" pelas janelas de suas coberturas; o holandês Greenpeace que defende a preservação de 61% dos nossos biomas, mas não se ocupa dos 0,8% do que sobrou de florestas em seu país de origem.

A construção da Usina de Belo Monte se arrasta por duas décadas. Depois de tantos esforços, sua construção foi autorizada pelos órgãos ambientais com a obrigação de reduzir ao máximo os impactos ambientais e sociais. É impossível construí-la sem causar algum impacto. Aliás, é impossível qualquer atividade humana sem que estes impactos ocorram. 

Tudo deve ser levado em conta, principalmente os diretamente afetados e infinitamente mais importantes do que árvores e animaizinhos: as tribos indígenas e comunidades locais que dependem da extração e da pesca e das únicas rotas de transporte, os rios. A vida destas pessoas pode ser seriamente comprometida, levando-os à miséria extrema.

É fato que o Brasil escolheu o desenvolvimento industrial e para continuá-lo, necessitará de energia elétrica. É fato que as bacias hidrográficas brasileiras estão saturadas e não há outra região para se construir hidrelétricas senão a Bacia Amazônica; é fato que não há outra alternativa de geração de energia que seja limpa e rentável: as usinas eólicas dependem de ventos fortes e constantes e a energia elétrica que produzem é cara tanto quanto a das usinas fotovoltaicas. Restariam as usinas termelétricas (nos últimos anos o governo do PT investiu pesado na construção destas) altamente poluidoras e as usinas nucleares, que produzem energia elétrica barata, mas trazem todos os riscos que conhecemos. 

Portanto, é preciso pensar duas vezes antes de assinar a tal petição, ainda que, repito, na prática não surtirá absolutamente nenhum efeito. Além de todos os argumentos pró e contra que nos levem ou deixem de assinar, também temos que pensar na nossa hipocrisia. O desenvolvimento econômico do Brasil está baseado no consumo. E o governo incentiva dia-a-dia o aumento do consumo. E o pior: CONSUMIMOS! E o que mais consumimos são aparelhos eletroeletrônicos, bugigangas tecnológicas, temos trocentos celulares, IPad, IPod, tablets, PC's, notebooks, TV's, etc, etc. O acesso a toda essa tralha nunca foi tão fácil no Brasil. Com isso, a demanda por energia elétrica aumentou, tanto nas fábricas como nas nossas casas. 

Como manter nosso nível de consumo, nosso "conforto" sem que haja o aumento de produção de eletricidade? Os culpados são as empreiteiras e o governo? Ou somos tão alienados a ponto de não fazer ideia de como a eletricidade chega em nossas tomadas? Antes de assinar comodamente uma petição que não levará a nada talvez por desencargo de consciência, sugiro atitudes mais sérias: utilizem apenas o necessário, não saiam comprando aparelhos eletroeletrônicos quando não precisam deles, gastem menos energia elétrica. A doença é mais grave do que se imagina. E trata-se doenças graves com remédios amargos e muitas vezes dolorosos e não com qualquer aspirina.

O verdadeiro significado das cores da bandeira do Brasil



O tradicional significado das cores da bandeira do Brasil não corresponde exatamente ao sentido original. O verde não significa nossas matas; o amarelo, as riquezas; o azul, nosso céu. A bandeira nacional, com o losango amarelo sobre retângulo verde surgiu com a independência do Brasil. As cores da bandeira do Império do Brasil tinham outros significados: o verde era a cor real da casa de Bragança, a cor da família do imperador Dom Pedro I; o amarelo, por sua vez, era a cor da casa de Habsburgo, a família de Dona Leopoldina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil. Portanto, as cores predominantes da bandeira do Brasil foram resultado da junção das cores heráldicas das duas famílias unidas por casamento. Uma tradição bastante antiga entre os nobres. A diferença entre as duas bandeiras está na figura em seu centro. A bandeira imperial traz as armas do Império. Com o advento da República, as armas foram substituídas pelo mapa do céu da noite de 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro. A primeira bandeira republicana era bastante semelhante à bandeira norte-americana (lembrando que o primeiro nome oficial do Brasil republicano foi “Estados Unidos do Brasil”) e foi recusada pelos militares ao alegarem que sob a antiga bandeira nacional, com suas tradicionais cores e formas, o exército havia lutado pela pátria. Com a República, o significado original das cores da bandeira perdeu o sentido e houve um processo de ressignificação das cores – extraoficial, já que não há nada na legislação sobre o significado das cores –, recebendo o significado que conhecemos hoje.

Bandeira do Império do Brasil


18 de out. de 2012

O Brasil vai ser a Europa!


Hoje saiu os dados do IBGE que confirmam a tendência de envelhecimento e consequente diminuição da população do Brasil, do jovem Brasil, diga-se. Aí, foi cogitado quais serão as políticas públicas para essa grande massa de idosos: atendimento médico-hospitalar, casas de assistência, aposentadoria, já que haverá uma grande parcela da população aposentada, maior do que a parcela dos que estão em idade economicamente ativa. 

Ora, a solução vem da Europa! Eutanásia! Sim, os velhos europeus, quando internados em hospitais de países onde a eutanásia é permitida, simplesmente são eliminados, mas tudo muito humano, indolor, com uma injeçãozinha letal enquanto o velhinho dorme tranquilo. A Suíça, inclusive, já oferece pacotes de viagem (chamados turismo da morte) para cidadãos de países retrógrados e conservadores que querem se ver livres de seus pais, aqueles velhos inconvenientes que para nada mais servem. Aliás, era exatamente isso que Platão recomendava. Segue o exemplo europeu, Brasil!

4 de out. de 2012

São Francisco de Assis


São Francisco de Assis

Hoje é dia de São Francisco de Assis. Do verdadeiro Francisco de Assis. Não do homem que foi cooptado por inúmeras ideologias que fez dele um hippie, um comunista, um ecologista, um revolucionário, um anticatólico (sic), um pacifista, um vegetariano, enfim, um imbecil.

O homem que influenciou o segundo milênio foi um apaixonado por Deus. Se configurou a Cristo em tudo: na pobreza, no amor, no sofrimento. Tornou-se pobre porque Deus se fez pobre ao encarnar-se em Jesus Cristo. Não foi um grande defensor da igualdade social, nem atacava a propriedade privada. Como homem alegre que era, riria se alguém se apresentasse diante dele com Che Guevara estampado na camiseta. A pobreza material refletia seu interior. Sua verdadeira pobreza estava na humildade, no rebaixamento diante do Deus Onipotente. Vivia a caridade em extremo. Esse era seu ato revolucionário.

Era um homem eucarístico. Vivia da Eucaristia como todo cristão deve viver. Vivia a Paixão de Cristo na Santa Missa. Lhe causaria tremendo horror se assistisse a determinadas Missas de hoje, principalmente algumas celebradas por um bispo que é seu confrade e que carrega a tira-colo um padre animador de auditório. Sofreu na carne todo o amor de Deus e todo o sofrimento de Cristo quando recebeu as marcas da crucificação. A penitência era contínua em sua vida. Seu cilício está exposto em Assis até os dias de hoje. Dormia no chão, comia pouco e, se não comia carne, era em sinal de penitência, pois a carne satisfazia a gula e era o alimento dos abastados. Jamais Francisco defendeu igualdade de direitos entre homens e animais. Não. Francisco amava o ser humano, o tratava como imagem e semelhança de Deus e mergulhava no mistério da encarnação do Verbo divino. Seria um escândalo para ele somente imaginar que alguma outra criatura pudesse ter a mesma dignidade e grandeza do homem. São Francisco via na natureza a obra divina, o reflexo da beleza e bondade de Deus, cuja administração prudente e amorosa cabia ao homem. São Francisco de Assis jamais preocupou-se com cães sarnentos, mas abraçou e beijou os leprosos.  

O Poverello de Assis era um homem medieval. Não era um homem a frente de seu tempo como querem que acreditemos. Combatia a heresia com vigor a ponto de seus confrades tomarem a frente da Santa Inquisição. Longe de Francisco considerar todas as religiões legítimas e boas. Não se tornou cavaleiro como queria seu pai, não se fez cruzado, mas combateu o Islã com as armas da fé. Seus primeiros irmãos enviados ao Marrocos foram todos assassinados; dirigiu-se ao sultão no Egito para tentar convertê-lo; e, junto aos cruzados, instalou sua Ordem nos lugares sagrados da Terra Santa para protegê-los da sanha muçulmana. Foi, sem dúvida, um homem de paz, mas não um pacifista, não um adepto do "paz e amor", não um John Lennon do século XIII. 

Foi um católico fiel. Não foi um espírito de luz, não foi um espiritualista suprarreligioso ou um rebelde com o qual a Igreja conseguiu entrar em acordo. Amava a Igreja católica, se submeteu ao Papa e à hierarquia eclesiástica por toda a sua vida. Como Jesus, amou tanto a Igreja que a purificou com seu exemplo e seus ensinamentos. Não tolerava a desobediência. Àqueles de sua Ordem que não rezavam o Ofício Divino - a oração oficial da Igreja - eram submetidos à prisão, como soldados indisciplinados. 

Foi assim que São Francisco de Assis tornou-se um dos santos - se não o mais - mais popular da Igreja e uma das figuras mais emblemáticas da História. Deixem de lado as imagens deformadas de São Francisco de Assis. Se alguém quer ser verdadeiro devoto de São Francisco, que imite suas virtudes da humildade, da caridade, do amor incondicional a Jesus Cristo e à Virgem Maria e faça como o Poverello de Assis que desprezou a vida terrena, tinha verdadeiro horror ao pecado e combatia as tentações atirando-se na neve ou sobre espinheiros. A meta, única meta, de Francisco era viver em Cristo, aqui e na eternidade. 

São Francisco de Assis, rogai por nós!

2 de out. de 2012

A Gaystapo e seus argumentos falaciosos

Onde se encontra o texto: 


O texto que defende o "casamento" entre homossexuais segue em rosa e os meus argumentos, em preto:


Vamos explicar algo que parece obvio, mas os difamadores sempre utilizam isso para tentar impedir que casais formados por duas pessoas do mesmo sexo tenham direitos iguais. Sempre falam que homossexuais não podem ter direitos civis iguais aos heterossexuais por que - na cabeça dos homofóbicos - famílias homoafetivas não podem ter filhos biológicos.

Difamadores? Difamadores são pessoas que destroem a boa fama das pessoas. Os debates de ideias, a famosa e defendida "dialética" e aqueles que se propõe a defender seu ponto de vista não podem simplesmente serem taxados de "difamadores", ou agora a difamação tornou-se o simples contraditório? Direitos civis nem sempre são iguais para todos. E nem sempre é esse o ideal e se defende direitos iguais. Em Direito, há a doutrina do tratamento desigual aos desiguais. Ou seja, acidentalmente ninguém é igual. Uma dupla homossexual não é igual a um casal heterossexual. Isso sim me parece óbvio. Por exemplo, um homem não tem o direito de ser mãe, pois por mais que lute pela igualdade entre homens e mulheres, este é um direito que ele não possui exatamente por ser desigual à mulher. Querem exemplos da aplicação de tal tratamento? A Lei Maria da Penha, as cotas raciais e sociais, os Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente. O casamento civil, digamos assim, aquele que é protegido e validado pela lei é aplicado aos heterossexuais e isso desde o Direito romano, e olha que no Império Romano o que não faltava eram homossexuais. Querem lutar por direitos? Lutem por uma legislação própria, que atenda às necessidades e peculiaridades dos homossexuais. 

Bom, entre 10 a 15% da população é homossexual. Qualquer pessoa que souber contar, vai ver que ainda sobram 85% da população heterossexual para se reproduzir. Isso sem contar o fato que para reprodução só precisamos de um ser humano com útero e um outro ser humano que produza espermatozoides, mas em nenhum lugar desse planeta ser casado com alguém do sexo oposto é condição obrigatória para se reproduzir. 

Outra parte da questão, relacionada, mas não inerente ao casamento é a adoção. Ser contrário à adoção de filhos por pares homossexuais é homofobia? Sob a acusação de homofobia cabe-se tudo o que não agrada aos homossexuais. É por isso que eles tentam aprovar leis que impedem até mesmo a sagrada liberdade de consciência e perseguem implacavelmente seus opositores. Bom, descobri então, sem odiar nenhum homossexual, sem nunca ter agredido física ou verbalmente um homossexual, ser um homofóbico! É um fato: "famílias" não formadas por um homem e uma mulher não podem ter filhos naturais. Agora, este argumento fraquinho deve estar na cabeça dos homofóbicos mesmo (dos verdadeiros), pois não há argumento mais tolo. Fosse assim, por exemplo, casais estéreis e mulheres na menopausa também seriam proibidos de se casarem. Por que não proibi-los? Primeiramente, isso prova que a fecundidade não é condição para o casamento civil e demonstra que não é por isso que o casamento civil entre homossexuais não é permitido. Nada interdita o casamento entre heterossexuais não-reprodutivos porque suas relações não ferem a Lei Natural. "Segundamente", o casamento tem duas finalidades: a procriação e a complementaridade. Só se complementam seres diferentes. Isso é óbvio. Dois parafusos ou duas porcas não se complementam. Entendido? (do verbo entender mesmo, ok?)

O ser humano já foi na lua, já criou a internet, já achou curas para alguns canceres, e essas pessoas ainda utilizam argumentos de 300 anos atrás para impedir o casamento igualitário? Diga não a desigualdade, diga não a burrice!


"O ser humano já foi na lua, já criou a internet, já achou curas para alguns cânceres", já descobriu vacinas, já inventou o avião, já causou duas guerras mundiais que mataram 70 milhões de pessoas, já inventou armas nucleares, já tentou curar a loucura com lobotomia, eletrochoque e afogamento e ainda não descobriu as causas do homossexualismo. Ou seja, já fez um monte de coisa boa e ruim. O argumento historicista (tenho lá minhas dúvidas que o autor do texto tenha consciência que esteja utilizando-se do historicismo) servia bem ao Iluminismo, à sociedade moderna. No Pós-modernismo, época em que vivemos, não tem nenhum valor. Usasse, então, argumentos relativistas, apelando à moralidade individual. Aí sim, cairia bem. 

Perdoe-me em desapontá-los, mas os argumentos que defendem a família natural e são contrários a qualquer forma não natural de família não são de 300 anos atrás. São muito mais antigos. Eu diria que nunca existiram outros. Remontam ao Direito romano, como eu já citei, à Grécia antiga, à qualquer civilização. E é fácil entender os motivos. A lei natural está acima das leis civis, e até mesmo das consciência individuais. Ninguém precisa promulgá-las. É totalmente visível a todos, de todos os lugares e épocas. E não me venham com a tese da aceitação do homossexualismo na Grécia ou na Roma antigas. Ainda que houvesse certa tolerância (os romanos toleravam, mas execravam o homossexualismo - chamado vício grego - e houve época de punição severa a tal prática) estas civilizações jamais oficializaram uniões entre homossexuais, diferentemente de todo aparato jurídico que existia para amparar o casamento. Ainda que Nero, por exemplo, tenha celebrado seu casamento com outro homem, tal união nunca foi considerada legítima. 

Argumentos pró-famílias formadas por pares homossexuais são bastante recentes, tendo aí, para ser generoso, seu meio século de história. Seja na Roma ou na Grécia antigas, onde nasceu a democracia, o direito e a nossa civilização, jamais defendeu-se tal "direito", pois essa defesa não encontra respaldo na Lei Natural, tão cara aos antigos e simplesmente porque a família natural, repito, é formada por um pai, uma mãe e por filhos, sejam naturais ou adotados. Isto é evidente. Isso é óbvio. Não é possível neste caso dizer não à desigualdade: um par de homens ou de mulheres não são iguais a um casal heterossexual. Não dá para ser contra a desigualdade quando a própria natureza a imprime. A segunda parte do imperativo eu concordo, tínhamos que concordar com algo, não é mesmo? DIGA NÃO À BURRICE!