7 de ago. de 2011

Jesus anda sobre as águas

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 14, 22-33

“Mas Jesus logo lhes disse: ‘Tranqüilizai-vos, sou eu, não tenhais medo! ’” (Mt 14, 27)

Andando sobre as águas, Jesus mostra que é verdadeiro Deus demonstrando que as leis da natureza não O dominam. Jesus está em oração no alto do monte. Está na presença do Pai, está junto do Pai e vê a aflição de seus amigos. Desse modo, vai socorrer os apóstolos que corriam o risco de naufragar, pois o vento era-lhes contrário e as ondas lançavam a pequena barca de um lado para outro. Ao avistarem o vulto do Senhor em meio à tempestade, o medo toma conta deles, porque pensam ser um fantasma. Não crêem ser possível um homem andar sobre a água! Eles só se tranqüilizam ao ouvirem Sua voz. Mesmo assim, Pedro quer comprovar se é realmente Jesus e, diante do desafio de ir ao seu encontro, sai da barca e caminha em sua direção.

A coragem e a fé de Pedro são admiráveis até o momento que se apavora ao perceber a situação em que se encontra: sobre a água revolta, sem apoio para os pés, em meio à ventania. É uma situação insólita. Pedro esquece-se de Jesus e o medo toma conta de seu coração. Perde a confiança e diante da realidade evidente, afunda. Na noite em que Jesus foi preso, Pedro fraquejará na fé novamente. Horas antes disse que morreria com Cristo e naquela mesma noite negará o Senhor por três vezes. No mar da Galileia, Jesus tomou Pedro pela mão e o reconduziu à barca; com o olhar misericordioso de Jesus ao sair da casa de Caifás e a tríplice profissão de amor (Jo. 21, 15-19) de Pedro, o Senhor o reconduzirá ao timão da barca, ao pastoreio universal de Seu rebanho, à cabeça da Igreja.

No mundo de hoje, não são poucas as pessoas que vivem no medo, na insegurança. O elevado número de pessoas com depressão, chamada de o mal do século, comprovam isto. Os motivos para isto são muitos e, olhando a nossa volta, não conseguimos ver nenhuma solução. Há também pessoas que vivem uma vida materialmente confortável, mas não põem sua confiança em Deus. Estas pessoas vêem Jesus como um fantasma, um vulto histórico que nada pode fazer para ajudá-los ou que nem mesmo necessitam de Sua ajuda.

Porém, o Senhor Jesus está sobre o monte, está junto do Pai, à Sua direita e nos vê do alto dos céus e vem em nosso auxílio. Em meio às trevas, às dificuldades do mundo, invoquemos o Senhor para que nos socorra e não deixe-nos afundar. Mantenhamos os olhos fixos em Jesus e, mesmo que em algum momento de nossas vidas, desviando o olhar Dele, acabamos afundando – no pecado, no desespero – roguemos como Pedro: “Senhor, me salva!” e Cristo estendendo a Sua mão nos socorrerá.



31 de jul. de 2011

A primeira multiplicação dos pães

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 14, 13-21

“Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos.” (Mt. 14, 20)

O trecho do Evangelho de hoje contrasta com a passagem anterior que narra o banquete natalício de Herodes, onde os prazeres do mundo são desfrutados, e este banquete é o tribunal onde João Batista é condenado. Mas o banquete servido por Jesus não atende aos prazeres oferecidos pelo mundo. Foi assim que o Senhor afastou o tentador quando este lhe desafiou a transformar pedras em pão: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”; e esta “Palavra se fez carne” e é o “pão descido dos céus”.

A essência deste milagre não está na partilha do alimento com quem tem fome, mas na doação de Si próprio que Cristo realiza na cruz e que se perpetua na Eucaristia. É nela que Cristo se multiplica sobre os altares do mundo todo, transubstanciando o pão em Sua carne e alimentando Seu povo, durante nossa peregrinação terrestre, através de Seus sacerdotes que são os sucessores dos apóstolos, os quais receberam o mandato de “dar eles mesmos de comer” aos discípulos de Jesus.

É após participarmos da Eucaristia, sacramento da caridade, onde comungamos o corpo de Cristo, do qual nós somos membros, que devemos ir ao encontro dos necessitados, nos doando uns aos outros, a exemplo de Cristo. É alimentados com o Pão da Vida que nos abre o coração para acabar com a fome – e não só de alimento – que assola o mundo. Que sejamos assíduos no Banquete do Cordeiro, na Santa Missa, onde o Cristo nos alimenta.



27 de jul. de 2011

Golpe Militar de 1964 e o Perigo Comunista




O golpe (ou revolução, contrarrevolução, contra-golpe. O termo não importa tanto) de 1964 não é consenso entre os historiadores, talvez porque os atores deste processo histórico ainda estão vivos, as paixões ideológicas à flor da pele e, após a redemocratização, somente um lado - a esquerda - consegue (ou pode) dar sua versão. Defender o golpe de 1964 e criticar a esquerda armada é politicamente incorreto. Se havia um perigo comunista que ameaçava efetivamente o país é difícil saber. Se não existia, levaram os militares a acreditar que existia. Um dos sinais detectado foi a condecoração de Che Guevara por Jânio Quadros no ano de 1961. O que sabemos é que revoluções comunistas, após o sucesso na Rússia, em 1917, foram tentadas em diversos países, fracassando em muitos, como no próprio Brasil, em 1935 e saindo-se vitoriosa em outros, como na China (1949) e em Cuba (1959). O sonho da revolução jamais morreu, ao contrário, reacendeu depois da Revolução liderada por Fidel. O PCB era financiado por Moscou. Aliou-se a João Goulart, o que levava Luis Carlos Prestes, o mesmo que liderou a tentativa de golpe em 1935 e secretário-geral do PCB a afirmar: "Já temos o poder, basta-nos apenas tomar o governo" [1].

Jango propôs as Reformas de Base que tinham viés socialista, principalmente nas propostas de reforma rural e urbana, onde terras e imóveis seriam confiscados e pagos com títulos da dívida pública, o que necessitaria de mudanças constitucionais. João Goulart enviou ao Congresso, em 1963, uma proposta de emenda constitucional com este propósito, mas a emenda foi rejeitada, provocando fortes reações nos grupos de esquerda. O presidente estava cada vez mais isolado politicamente e resolveu usar a estratégia de falar diretamente às massas, apoiado pelas organizações de esquerda. Foi assim que aconteceu o primeiro comício na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, onde Jango discursou para 150.000 trabalhadores [2]. As Reformas de Base foram vistas como um programa vago, podendo ser habilmente dirigida à implantação do socialismo no Brasil por via constitucional. As tentativas de mudar a Constituição de 1946, levaram os militares a agir, já que esta previa que as Forças Armadas deveriam garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem (BRASIL, Constituição Federal, art. 177, 1946). [3]

[...] a imagem de João Goulart como um presidente frágil, indeciso e que procurava tenuemente equilibrar-se entre uma esquerda e uma direita radicais, entra em contradição frontal com depoimentos que atestam sua intenção, desde o primeiro dia após sua posse, de manobrar o Congresso para não só derrubar o parlamentarismo (com a antecipação do plebiscito, inicialmente marcado para coincidir com o fim de seu mandato), mas para ampliar sensivelmente o poder presidencial (Cf. COUTO, 1999, p. 32). Essa impressão, amplamente documentada tanto por seus opositores quanto até por seus aliados mais próximos, vem reforçada por denúncias que teria procurado apoio militar para depor a democracia em pelo menos duas ocasiões: em 1960, para afastar Juscelino da presidência e suspender as eleições que davam amplo favoritismo a Jânio Quadros, segundo denúncia de Armando Falcão (Cf. SILVA, 1978, p. 297); e em 1962, quando pressionava o Congresso a antecipar o plebiscito para restaurar o presidencialismo, como denunciou Chermont de Britto (Cf. COUTO, 1999, p. 52). [4]

Outro fator que assustou os militares e levou-os ao golpe foi a revolta dos marinheiros em 25 de março de 1964. Os marinheiros realizavam uma reunião da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, que era considerada ilegal. Na reunião, estavam presentes sindicalistas e Leonel Brizola, cunhado de João Goulart. O ministro da Marinha emitiu uma ordem de prisão contra os organizadores do evento que contava com dois mil marinheiros e fuzileiros navais. O pelotão com seu comandante designado para fazer a prisão aderiu à resistência. O presidente desautorizou o ministro da Marinha, proibindo as prisões e anistiou os revoltosos. [5] Deste modo, o presidente desrespeitou a hierarquia militar. O episódio demonstrou que parte das Forças Armadas poderia dar apoio militar a um possível golpe comunista.

Grupos da esquerda revolucionária, como o MRT e a ORM-POLOP foram fundados antes do golpe, em 1962 e 1961, respectivamente e a Frente de Mobilização Popular, liderada por Brizola, unificou todas as esquerdas: Comando Geral dos Trabalhadores, Ligas Camponesas, UNE, Ação Popular, a esquerda do Partido Socialista Brasileiro, a esquerda mais radical do PCB, os movimentos de sargentos e marinheiros. Brizola ainda organizou os Grupos de Onze, que propunha a luta armada ainda em 1963, e possuía uma cartilha com indicações como:

No terceiro capítulo, sobre a ação preliminar, os companheiros são instados a tentar conseguir o quanto antes armamentos para o "Momento Supremo". E a lista contempla desde espingardas a pistolas e metralhadoras. Com um lembrete: "Não esquecer os preciosos coquetéis Molotov e outros tipos de bombas incendiárias, até mesmo estopa e panos embebidos em óleo ou gasolina." A instrução reconhece a escassez de armas no movimento, mas conta com aliados militares (segundo o documento, "que possuímos em toda as Forças Armadas") e garante ter o apoio da população rural. "Os camponeses virão destruindo e queimando as plantações, engenhos, celeiros e armazéns." [6]

Em centros urbanos, a tática adotada será assumidamente a de guerra suja, com a utilização de escudos civis, principalmente mulheres e crianças. "Nas cidades, os companheiros [...] incitarão a opinião pública com gritos e frases patrióticas, procurando levantar a bandeira das mais sentidas reivindicações populares, devendo, para a vitória desta tática, atrair o maior número de mulheres e crianças para a frente da massa popular." Agitação é a palavra de ordem, com direito a depredação de estabelecimentos comerciais, saques e incêndios de edifícios públicos e de empresas particulares. Também estão incluídos ataques a centrais telefônicas, emissoras de rádio e TV. O objetivo? "Com as autoridades policiais e militares totalmente desorientadas, estaremos, nesse momento, a um passo da tomada efetiva do Poder-Nação." [7]

Continua Leonel Brizola: "No caso de derrota do nosso movimento, o que é improvável, mas não impossível [...] e esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição." [8]

Portanto, o argumento que os grupos de esquerda foram forçados à luta armada após 1964 não é verdadeiro. Eles já existiam e passaram a combater o regime porque não mais vislumbraram a possibilidade de atingir o poder através da via democrática, ou seja, do presidente João Goulart. Não é possível que de uma hora para outra este grupos que defendiam a implantação de um regime ditatorial de esquerda no país passaram a lutar pela democracia. Podemos ver que o risco de um golpe comunista existia e a sociedade pressentia, tanto que é claramente perceptível que o golpe civil-militar foi feito ás pressas, já que não possuía liderança e plano ideológico definidos.



24 de jul. de 2011

O tesouro e a pérola

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 13, 44-52

“O Reino de Deus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que tem e a compra.” (Mt. 13, 45-46)

O Reino de Deus é o próprio Jesus Cristo. Na história da Igreja, muitos O encontraram por acaso como aquele que encontrou um tesouro no campo. Outros O encontraram depois de muito procurar como no exemplo do negociante de pérolas. Cristo é a Verdade, o único tesouro e a pérola de grande valor que muitas pessoas passam a vida toda procurando em várias religiões ou em ideologias políticas e filosóficas, sem encontrá-la.

Esta sede de Deus é natural em todo ser humano. Nós sentimos nostalgia de Deus e é nosso dever moral procurar a verdade que já se revelou no Filho de Deus. De fato, todas as religiões possuem sementes do Verbo, são “pérolas” de menor valor. A bondade, o amor, o fazer o bem e evitar o mal levam-nos e nos permitem a procura da Verdade que é Jesus Cristo. Outros se dizem cristãos, mas fazem de Jesus apenas mais uma de suas “pérolas”, numa mistura de religiões, crendo falsamente que todas sejam boas e tenham o mesmo valor.

Mas o Cristo é anunciado em toda esquina, em canais da TV. Como saber se a mensagem é verdadeira? É por isso que Jesus deixou-nos a Igreja fundada sobre os apóstolos e continuada em seus sucessores, os bispos. É na Igreja católica que a plena verdade de Cristo está presente. Ao encontrarmo-nos com Cristo, devemos nos converter e a conversão exige renúncias: “vender tudo o que tem”, se desvencilhar dos pecados e das práticas incompatíveis com o Evangelho. Só Ele basta. Ele é o Salvador que nos dá a Vida.



17 de jul. de 2011

Parábola do joio e o trigo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 13, 24-43

“No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo em meu celeiro.” (Mt. 13, 30)

Os filhos do Reino são aqueles que vivem na graça de Deus, enquanto os filhos do demônio são os que vivem no pecado. E o primeiro pecado é não adorar o Deus único e verdadeiro e reconhecer Jesus como o Cristo Salvador. Muitas vezes questionamos o silêncio de Deus diante da maldade no mundo. Queríamos que Deus agisse e esta aparente inércia é motivo de descrença de muitos. Na conhecida parábola do joio e do trigo, vemos que Deus é o Senhor da História e acompanha cada um de nós. Não confundamos a Sua longanimidade com indiferença.

Deus quer que todos sejam salvos. Se fizermos um sincero exame de consciência perceberemos que, em muitas vezes durante nossas vidas, oscilamos entre sermos joio e sermos trigo. Quando Jesus vier como Justo Juiz, dará a cada um conforme Suas obras.

O Reino de Deus também é comparado ao fermento posto na massa. Entre todos os ingredientes das receitas, o fermento é a menor quantidade, mas sem ele a massa não cresce. Nós, os cristãos, devemos ser o fermento da massa. Somos poucos diante da população, mas devemos fazer a diferença, testemunhando Cristo através da caridade e da santidade de vida.

10 de jul. de 2011

Parábola do Semeador

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 13, 1-23

“Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça.” (Mt. 13, 8-9)

Jesus é o semeador, Aquele que nos traz a revelação plena de Deus, e, através de seus pregadores, por toda a História, continua a espalhar Sua palavra. Muitas pessoas já ouviram ou até mesmo leram o Evangelho, mas não deixaram que esta palavra, que é o próprio Cristo, Verbo de Deus, surtisse algum efeito nelas. Muitas não dão a devida atenção a ela, ou não crêem ou crêem no que lhes são convenientes. Ainda que a moção à conversão já seja graça de Deus, preparar este terreno para recebê-la precisa de nossa colaboração. E, após recebê-la, não estamos livres de deixá-la infrutífera dentro de nós. Não basta apenas ouvirmos, lermos ou crermos nela. Devemos nos converter e praticarmos as boas obras, conforme o dom dado a cada um, que esta conversão exige.

4 de jul. de 2011

Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo

A Boa Notícia de Jesus Cristo
Mateus 16, 13-19
“E Eu te declaro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” (Mt. 16, 18)

Jesus pergunta a seus discípulos quem o povo pensava que era Ele. Simão, primeiro entre os apóstolos, declara inspirado pelo Pai, que Ele é o Cristo. Jesus, por sua vez, declara que Simão é a pedra sobre a qual edificará a Sua Igreja. Deste modo, Jesus une Pedro a Si, constituindo-o cabeça visível de Sua Igreja, pastor de Seu rebanho para assegurar a unidade da Igreja, não simbolicamente, mas com os poderes necessários para isto, representados pelas chaves do Reino. É com a fé de Pedro que toda a Igreja deve concordar. Pedro é mais que um nome, é uma missão que continua ao longo de toda a História, em seus sucessores, o Papa, bispos de Roma, cidade a qual Pedro foi crucificado de cabeça para baixo – martirizado juntamente com São Paulo, decapitado – por amor a Cristo. Devemos, portanto, mantermo-nos em comunhão plena com o Papa para que haja uma só fé e uma só Igreja.

Hoje, se a mesma pergunta de Jesus fosse dirigida a nós, a gama de respostas seria maior: uns dizem que Jesus foi um profeta; outros, um rabino; um homem bom; um revolucionário; um espírito elevado; alguns até dizem que foi um extraterrestre ou o fruto da imaginação e criatividade de homens da Palestina. Mesmo entre os cristãos, várias heresias distorceram a imagem de Cristo. Pedro, representando toda a Igreja, declara a fé onde a Igreja é estabelecida. Mesmo que precisemos de um encontro pessoal com Jesus Cristo, a fé não é uma impressão pessoal que temos do Senhor e sim o assentimento à fé da Igreja. Hoje, graças ao Espírito da Verdade que desceu em Pentecostes e nunca mais. Ele é o Messias anunciado no Antigo Testamento. O deixou a Igreja, conhecemos mais profundamente a pessoa de Jesus Salvador do gênero humano. O Deus encarnado. Para nós, quem é Jesus?



1 de jul. de 2011

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus


Entre os anos de 1673 e 1675, Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu diversas vezes à religiosa francesa Santa Margarida Maria Alacoque. Nestas aparições, onde Seu coração estava à mostra significando toda Sua misericóridia e o amor com que amou o mundo, num período onde a heresia jansenista apresentava Deus e a condição do homem pecador tão terrível e desesperadora, Jesus fez doze promessas:

1ª - Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida;

2ª - Eu farei reinar a paz em suas famílias;

3ª - Eu os consolarei em todas as suas aflições;

4ª - Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte;

5ª - Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas;

6ª - Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia;

7ª - As almas tíbias se tornarão fervorosas;

8ª - As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição;

9ª - Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada;

10ª - Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos;

11ª - As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados;

12ª - No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.


19 de jun. de 2011

Solenidade da Santíssima Trindade

A Boa Notícia de Jesus Cristo


"Com efeito, de tal forma Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo. 3, 16)


Ninguém pode duvidar do amor de Deus para conosco. Ainda quando éramos pecadores, Deus nos deu o Seu Filho gerado desde toda a eternidade para que possamos ser salvos por Sua morte e ressurreição. Deus nos amou primeiro e, para que sejamos salvos de nossos pecados, exige que aceitemos este convite ao amor, crendo em Jesus Cristo, Seu Filho, como nosso Senhor e Salvador. Jesus nos diz que aqueles que não creem Nele, não podem se salvar. Não é uma falha em Sua misericórdia. Deus respeita a liberdade humana e nada pode diante daqueles que livremente rejeitam a salvação. Infelizmente a cada dia vemos aumentar a rejeição a Cristo e à Sua Igreja numa crescente cristianofobia que, inclusive, já ceifou vidas de cristãos em pleno século XXI. A humanidade mergulha a cada dia nas trevas e a chama de luz.


A fé cristã tem como fundamento o mistério da Santíssima Trindade, Um só Deus em três Pessoas que não dividem entre si a divindade, mas cada uma delas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – é Deus por inteiro. É Deus a primeira comunidade, a família original que vive desde toda a eternidade no amor. E, mesmo não precisando de nosso amor, mas nos amando gratuitamente, quis que participássemos deste amor, criando-nos. E, mesmo quando voltamos às costas para Seu amor, o Pai envia Seu Filho amado, que Se encarna no seio da Virgem Maria e não poupa nem a Si mesmo para nos resgatar e nos dar Seu Espírito Santo para que continue conosco eternamente. Apesar de todo o nosso pecado, a Trindade Santa não nos abandona e, por Jesus Cristo, nós, míseras criaturas, nos unimos a Ela. E não somente após nossa morte, mas desde já, pela fé e pelo batismo, nos tornamos morada do Deus Uno e Trino.

17 de jun. de 2011

Luan Santana e a propaganda gay

É mais do que evidente que vivemos uma enxurrada de propaganda ideológica "gayzista". Há personagens gays a dar com pau – desculpem o trocadilho – nas novelas da Globo e do SBT. O tema está em alta. Será que, sem saber, Luan Santana é parte desta propaganda? A música "Amar não é pecado" já é sucesso e sua letra é, no mínimo, estranha. O teor da letra não se refere à mulher, aliás, não é possível definir a qual gênero é dirigido.


Desconheço a intenção dos compositores (segundo sites de letras de música: Fred, Gustavo, Marco Aurélio, Márcia Araújo). O mais óbvio é que, ao não se referir a homens ou à mulheres, a música romântica possa ser gravada por um cantor ou uma cantora, já que possivelmente a composição não era exclusiva para o Luan Santana. Vamos à letra:


Eu não sei, de onde vem, essa força que me leva pra você
Eu só sei que faz bem, mas confesso que no fundo eu duvidei
Tive medo, e em segredo, guardei o sentimento e me sufoquei
Mas agora, é a hora, eu vou gritar pra todo mundo de uma vez


Eu tô apaixonado
Eu tô contando tudo e não tô nem ligando pro que vão dizer
Amar não é pecado
E se eu tiver errado que se dane o mundo, eu só quero você


A letra basicamente é isso. O resto da música é só repeteco. Convenhamos, a letra remete-nos ao homossexualismo. Vejamos: a primeira parte fala do amor como uma força estranha, anormal e incompreensível que o leva a duvidar do que está sentindo. Por quê? Nada mais natural do que o amor entre um homem e uma mulher.


Aí, por causa deste sentimento novo que o assusta mantém segredo, esconde o que sente. Estaria o eu-lírico (não o Luan, entendam, por favor) no "armário" até, não aguentando mais, resolve se revelar? São somente perguntas. No refrão, a biba não se preocupa com mais nada. É aqui, no refrão, que os velhos chavões gays aparecem: não liga para o pessoal preconceituoso e quer viver a vida como bem entende pouco importando se está errado – e está –, o que importa é a satisfação própria. Soa-nos familiar e “moderno”.


A parte do refrão que dá título à canção é, diríamos, o slogan gay: Amar não é pecado. Ou seja, o amor entre pessoas do mesmo sexo é igual ao amor entre pessoas de sexos distintos. Não, não são iguais, pois no amor (pode-se dizer, conjugal) está incluso a complementaridade e a abertura à geração da vida. Dois aspectos impossíveis entre pares homossexuais. Fica a reflexão sobre a música. Será que o coitado do Luan Santana está sendo canal da famigerada propaganda gay?


11 de jun. de 2011

Solenidade de Pentecostes

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
O Espírito Santo é o dom de Deus, conquistado pela morte e ressurreição de Cristo. Jesus nos enviou da parte do Pai o Espírito para nos santificar, para realizar em nós a redenção. Pelo Espírito nos tornamos filhos de Deus e nos unimos aos irmãos, num mesmo corpo, a Igreja, onde Cristo é a cabeça.

Já no domingo da ressurreição, Jesus Cristo, aparecendo aos apóstolos dá a eles o Espírito Santo soprando sobre eles. Este sopro alude ao sopro de Deus na criação de Adão, dando-lhe a vida. Jesus restitui nossa vida da alma na graça de Deus, derramando sobre nós o Seu Espírito. O Espírito Santo vem em Pentecostes e assim nasce a Igreja. Se em Babel, a humanidade orgulhosa que tentava chegar ao céu por forças próprias é dividida pelas diferentes línguas, na Igreja, nesta construção divina, pessoas de todas as raças, nações, povos e línguas serão reunidas numa só família.

É na força do Espírito Santo, nosso Defensor, que a Igreja prega o evangelho da salvação a toda a humanidade e, pelo poder do mesmo Espírito que foi dado aos apóstolos em Pentecostes e permanece na Igreja eternamente, aplica a remissão dos pecados conquistada por Cristo a todos que, pela fé e pelo batismo, ingressam Nela. Abramos nosso coração para que o Espírito Santo que recebemos no batismo realize sua obra, nos dê força, Seus dons e carismas para seguirmos a Cristo, dando a nossa vida por Ele.


5 de jun. de 2011

Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo
Mateus 28, 16-20
“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28, 20b)
Comemoramos a Ascensão do Senhor. Após cumprir Sua missão salvífica, Jesus Cristo volta a Sua glória junto ao Pai de onde tinha saído e está sentado à direita de Deus. Deus veio ao socorro da humanidade Se encarnando. O pastor veio resgatar a ovelha perdida e agora tomando-a nos ombros a carrega consigo. Pela Sua humanidade, Jesus Cristo abre-nos o céu fechado por Adão. E da direita de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo voltará com seus anjos para julgar a todos e por fim à história.
Ele voltará glorioso, não Se reencarnará e nascerá novamente. Para continuar Sua missão, Jesus deixa Sua Igreja, que, na força do Espírito Santo, prega o Evangelho a toda a terra e ministra os sacramentos da salvação instituídos por Ele. E, através de Seu Espírito, Jesus, cabeça da Igreja, a acompanha por toda a História, não permitindo que se desvie da sã doutrina.
No poder do Espírito Santo, Sua missão é anunciar o Evangelho e livrar do pecado, pelo batismo, a todos os homens que crerem. A Igreja torna-se o Cristo prolongado na História. Além de estar presente por Seu Espírito, Cristo se faz presente na Igreja, todos os dias, ou melhor, todo o momento, na Eucaristia, em cada celebração do Santo Sacrifício e em cada sacrário de nossas igrejas. Não tenhamos medo. Cristo vive e está conosco até o fim dos tempos quando Ele voltar em toda a Sua glória.



1 de jun. de 2011

A vitória do Nazismo

O Estado trava uma eterna batalha com o indivíduo. Nos regimes totalitários do período entreguerras, as ideologias do Estado foram impostas pela força, pela coação ou convencimento aos seus cidadãos, como aconteceu na Alemanha nazista, na Itália, fascista e na URSS comunista. Os regimes totalitários do século XX causaram tragédias inimagináveis e que chocaram a humanidade. As teorias nazistas e suas práticas nos campos de concentração levaram o mundo todo, após a Segunda Guerra Mundial, a unir forças para que estas não se repetissem. Criou-se a ONU, foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tribunais e forças militares internacionais foram organizados para combater e punir crimes contra a humanidade. Porém, a liberdade individual corre risco mesmo em Estados democráticos. Após a derrota do nazifascismo e a queda do império soviético, a democracia pareceu sair vitoriosa. Sem dúvida, a democracia é a melhor forma de governo, mas podemos cair na tentação da democracia absolutista, onde a maioria sempre tem razão, pode decidir sobre tudo sem ser pautada por parâmetros morais ou éticos, ao contrário, pode até mesmo elaborá-los de acordo com suas conveniências. Além dessa ditadura da maioria, a democracia pode ser degenerada pelas minorias bem organizadas, usando de subterfúgios do Estado democrático de direito, de pretensos direitos humanos e da ideologia da vitimização e do politicamente correto conseguindo impor suas vontades.


Ao que tudo indica, os atos imorais dos regimes totalitários reaparecem pouco a pouco no século XXI. É claro que possuem nova roupagem – a do politicamente correto – para convencer os incautos, mas a sua essência desumana continua intacta. As teorias da eugenia não nasceram com o Partido Nacional-Socialista Alemão e não morreram com ele. Com o surgimento do darwinismo social acreditou-se que havia seres humanos melhor adaptados ao meio e aqueles que deveriam desaparecer. Não havia lugar para os indivíduos mais fracos cuja natureza se incumbiria de eliminar. Todavia, por que esperar a seleção natural agir se é possível colaborar com ela? Assim, com embasamento científico, a sanha evolucionista do nazismo pretendeu eliminar os deficientes físicos e mentais, as raças inferiores e degenerados de todos os tipos. Vivemos algo semelhante. São cada vez mais comuns, nos países ocidentais, as legislações que promovem o aborto de embriões e fetos com deficiências físicas e degenerativas. Portadores de Síndrome de Down estão desaparecendo na Europa e nos Estados Unidos, cujas leis pró-aborto facilitam que sejam eliminados antes de nascer. Nas fertilizações in vitro os embriões saudáveis são escolhidos e os demais descartados. Já é possível escolher a cor dos olhos, a estatura e o sexo dos indivíduos. Desse modo, volta-se às práticas nazistas na produção do homem perfeito, do super-homem, agora menos chocantes já que são realizadas no microcosmo uterino ou nos laboratórios.


Mas as práticas eugênicas também apresentam-se de maneira mais visível nos casos de eutanásia. A saúde, o vigor físico e a juventude são vistos como bens absolutos e o ápice da felicidade em nossa sociedade hedonista e materialista. Não há lugar para os deficientes, os portadores de doenças incuráveis e os idosos. Não atendem ao tecnicismo que classifica as pessoas entre úteis e inúteis para a sociedade. Nada mais consomem ou produzem. São pesos mortos nas costas de todo o restante da população. Sendo assim, países europeus, como Suíça, Bélgica e Holanda possuem leis que legalizam a prática da eutanásia. Casos pontuais são autorizados pela justiça em diversos países. Os nazistas invadiam hospitais e fuzilavam sumariamente os pacientes. As técnicas politicamente corretas são mais sutis. Levam as próprias pessoas incapacitadas a desejarem a morte.


Em busca desse conceito de felicidade e, consciente ou inconscientemente, do medo de cair à margem da sociedade e poder ser eliminado, o homem moderno preocupa-se exageradamente com o corpo. Há um verdadeiro culto ao corpo. Os regimes totalitários, especialmente de cunho racial como o nazismo, sempre tiveram por modelo os corpos torneados, robustos e jovens como deveriam ser os indivíduos da raça ariana. As academias de ginástica proliferaram neste período. Hoje não é diferente. Há forte apelo da propaganda – não mais a governamental –, onde o ideal de juventude é sinônimo de felicidade e corpos magros e bem definidos estabelecem o padrão de beleza. Vale tudo para alcançar o nirvana dos corpos sarados: as cirurgias plásticas se popularizaram assustadoramente, supervalorizam-se os exercícios físicos e pessoas colocam a saúde em risco com o uso de esteróides anabolizantes, inibidores de apetite e dietas insanas. Portanto, as teorias eugênicas que embasaram os planos políticos e sociais dos regimes totalitários, sobretudo o nacional-socialista, infelizmente não desapareceram com a derrota de Adolf Hitler. Continuam permeando as políticas de saúde dos países democráticos, apresentadas como “direitos humanos”, progresso científico e até mesmo caridade, o que convence grande parte da população relativista e moralmente amortecida do Ocidente. Somente a brutalidade na implantação de tais ideias desapareceu. Sua brutalidade intrínseca, não.



22 de mai. de 2011

5º Domingo da Páscoa - Eu sou o caminho, a verdade e a vida

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 14, 1-12


“Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.’” (Jo 14, 6)


Desde o pecado de Adão nós estávamos privados da graça de Deus, separados d’Ele, e, por nossos méritos, não poderíamos chegar até Ele. Por isso, Jesus Cristo, que é Deus com o Pai e o Espírito Santo, veio ao nosso encontro e por Sua humanidade nos abriu o caminho até o Pai. Ele é a Verdade que nos liberta das falsas doutrinas e dos pecados e nos conduz à vida eterna. Portanto, é Jesus que nos revela Deus verdadeiramente. Alguém que crê em Deus, mas rejeita Jesus como o Cristo Salvador terá sempre um conhecimento parcial sobre Ele e, sem esta fé, e, consequentemente, sem o batismo, não poderá receber a justificação que nos foi merecida pelo sacrifício de Cristo e sermos incorporados à Sua Igreja, como pedras vivas neste Templo santo.


15 de mai. de 2011

4º Domingo da Páscoa - O Bom Pastor


A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 10, 1-10


“Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre e as ovelhas ouvem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.” (Jo 10, 2-3)


Jesus é o bom e o verdadeiro pastor, Aquele que cuida de suas ovelhas que somos nós. Ele conhece cada um de nós e nos ama pessoalmente. É por Ele que entramos no Seu novo aprisco, a Igreja, que reúne todos os povos que ouvem e crendo no Cristo Salvador o seguem. Ele deu a vida por nós e cuida de Seu rebanho, pelo Seu Espírito, através dos pastores que constituiu na Terra. Primeiro, Pedro e os apóstolos, depois o Papa e os bispos, seus sucessores legítimos. É por eles que nós, Suas ovelhas, somos curados das feridas do pecado e nos alimenta com a Sua Carne e o Seu Sangue para que tenhamos vida plena. É este alimento divino que prefigurava em Seu nascimento, quando foi deitado na manjedoura, onde as ovelhas se alimentam.


Jesus Cristo é o bom pastor. No Antigo Testamento, o rei de Israel era considerado o pastor que guiava e protegia o povo. Jesus é o rei dos judeus, mas não somente deles, mas de todos aqueles que pela fé e pelo batismo entram em Seu Reino eterno. Deixemos os falsos pastores que agem no meio de nosso povo. Aqueles que pregam heresias, que enganam o povo de Deus, que leva-o ao mal, à mentira e fazem de tudo para conseguir roubar as ovelhas de Cristo. Sigamos a Jesus Cristo, o bom pastor.


13 de mai. de 2011

O Brasil captura Bin Laden

Como seria a operação para capturar Osama Bin Laden se fosse realizada por forças brasileiras?

1. Como os advogados dele não estavam presentes na hora da prisão para garantir seus direitos, a ação seria ilegal;

2. Todas as escutas seriam consideradas ilegais por não terem autorização de um juiz;

3. Os militares seriam acusados de abuso de poder;

4. Em três dias teria um Habeas Corpus decretado por irregularidade nas investigações;

5. Por ser réu primário, não possuir outra condenação, ter nível superior e endereço fixo, responderia ao processo em liberdade;

6. Por possuir livre direito de ir e vir seria liberado para visitas à Meca;

7. Pelo direito de ampla defesa alocaria milhares de testemunhas a seu favor;

8. O processo levaria uma década estando ele em liberdade provisória;

9. Condenado a pena máxima de 30 anos, cumpriria 1/6 como manda a lei;

10. Durante o cumprimento da pena de cerca de cinco anos, poderia receber visitas das suas cinco esposas e teria induto para sair nos feriados, inclusive para comemorar o Natal e a Páscoa;

11. Depois de alguns meses preso, um Juiz decretaria que a prisão dele é ilegal por não constar o crime de "Terrorismo" no nosso Código Penal;

12. Para não manchar a imagem do Brasil junto ao mundo, ele sofreria a terrível punição de doar 10 cestas básicas para as Obras Assistenciais de Irmã Dulce.

13. Por último, teria suas cinco esposas empregadas no Ministério da Pesca e seria nomeado assessor especial de algum ministro, provavelmente o da Defesa.

8 de mai. de 2011

3º Domingo da Páscoa - Os discípulos de Emaús

A Boa Notícia de Jesus Cristo


Lucas 24, 13-35


Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia.” Entrou então com eles. (Lc. 24, 29)


Estes dois discípulos haviam posto suas esperanças no Messias político que iria restaurar o Reino de Israel em sua glória davídica e que, agora, era derrotado na cruz. Esta tristeza e falta de esperança fizeram com que não reconhecessem Cristo, que, mesmo ressuscitado, escondia Sua glória.


Ao chegaram, quiseram que Ele ficasse porque as explicações das Escrituras lhes confortavam. Reconhecem o Cristo quando este parte o pão. E voltam imediatamente, à noite, a Jerusalém. O caminho de Emaús segue o itinerário da Santa Missa. Devemos crer na presença de Cristo que está entre nós, através de Sua palavra e, sobretudo, na Eucaristia, onde, como a caminho de Emaús, Sua glória, apesar de real, está velada.


Não podemos, após este encontro pessoal com o Senhor ressuscitado, continuarmos na mesma vida, no medo e na desesperança, pois Cristo é a luz do mundo e não mais andamos nas trevas. Os discípulos de Emaús voltaram para os apóstolos, para a Igreja. Ao encontrarmos com Jesus Cristo, não fiquemos estáticos, mas imediatamente voltemos para a Igreja. Não podemos ser verdadeiros cristãos se formos “freelancers”, individualistas, achando que o encontro pessoal com o Senhor nos dispensa da Igreja fundada sobre os apóstolos. Sem a Eucaristia, não podemos afirmar que conhecemos o Cristo vivo. Ele não passará de uma lembrança lida nas Escrituras.



1 de mai. de 2011

2º Domingo da Páscoa - Profissão de fé de São Tomé

A Boa Notícia de Jesus Cristo


João 20, 19-31


“Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto.” (Jo 20, 29)


Ao anoitecer do domingo da Ressurreição, Jesus aparece aos apóstolos reunidos às portas fechadas. Entra demonstrando que, apesar de ser o Mestre, Aquele que foi crucificado, Seu corpo não era mais o mesmo corpo mortal, não estava mais preso às limitações do espaço. Os apóstolos e demais discípulos estavam com medo e por isso permaneciam escondidos e com as portas bem trancadas. Mas na primeira aparição do Ressuscitado a todos, Jesus mostra-lhes que devem continuar Sua missão. Como o Pai O enviou, Ele também os envia e dá-lhes o Espírito Santo para que possam levar ao mundo o que Ele conquistou na cruz: o perdão dos pecados. Estender a Divina Misericórdia até os confins da terra é a missão da Igreja.


Porém, um dos apóstolos não está presente: Tomé. Quando o encontram, seus companheiros alegremente contam que viram o Senhor. Todavia, ele não crê. Quer provas. Mais do que nunca, o mundo exige de nós, cristãos, as provas de nossa fé. Não crêem em nada que não possa ser medido ou experimentado. A fé em Jesus Cristo vivo entre nós não depende de vê-lo ou apalpá-lo, mas de um encontro pessoal com Ele. No domingo seguinte, Tomé está reunido com seus irmãos e o Senhor Se faz presente entre eles. Dirige-se a Tomé e mostra-lhe as marcas da crucificação. Sim, Tomé. O Jesus que viu pregado na cruz é o mesmo que está a sua frente, vivo, glorioso. Tomé crê e faz a profissão de fé na verdadeira humanidade e verdadeira divindade do Filho de Deus: “Meu Senhor e Meu Deus.”


Nós não vimos o Ressuscitado, mas, pela fé no testemunho da Igreja, devemos crer. Se não crermos que Jesus ressuscitou, nossa fé é vazia. A fé no Senhor Ressuscitado e no perdão dos pecados que a Igreja, sacramento de salvação, leva a todos os povos é a verdadeira paz que o Senhor nos dá. Não como a paz do mundo, mas, entre os mais variados sofrimentos de nossas vidas, lançamos o olhar sobre nosso Salvador e é em Sua misericórdia que depositamos nossa esperança. Aprendamos esta verdadeira paz, em meio as tribulações de nossas vidas, com o Papa João Paulo II, beatificado no dia de hoje, em Roma. Ele soube tomar a sua cruz a cada dia e oferecer cada sofrimento a Deus, unindo-se à cruz do Senhor para cooperar com a salvação da humanidade.


29 de abr. de 2011

O casamento do Príncipe William e Kate Middleton



Hoje, como é mais do que sabido, casaram-se na Inglaterra o príncipe William e Kate Middleton, evento que atraiu um público de um milhão de pessoas nas ruas de Londres e cerca de dois bilhões de telespectadores ao redor do mundo. Por que um casamento atrai tanta atenção? Além da beleza presente em toda a tradição monárquica, principalmente de uma monarquia que já governou um terço do planeta, casamentos reais são - com o perdão do trocadilho - contos de fadas reais ainda mais quando estão envolvidos um príncipe e uma plebeia. A possibilidade de o casamento entre William e Kate dar certo é a mesma de qualquer casamento de simples plebeus como nós. As dificuldades e alegrias do matrimônio são exatamente iguais a de todos nós. Mas os contos de fadas terminam exatamente no casamento, no "e foram felizes para sempre". O casamento de Diana e Charles despertou tanto interesse quanto este e sabemos que esteve longe de cumprir o epílogo dos contos. O casamento representa o ápice do amor entre um homem e uma mulher e neste mundo que julga-se moderno, onde os relacionamentos são efêmeros, ainda temos a esperança do amor verdadeiro e para toda a vida.

Casamentos na nobreza sempre despertaram o interesse da população, porque selavam acordos políticos ou histórias de amor. A aura da nobreza faz com que espelhemo-nos naquele casal como símbolo do amor perfeito e esperamos o mesmo para nós. É isso, a esperança alimenta o amor. O amor é como a guerra: ou você enche-se de glórias ou acaba morto. Mas esta morte só perdura se há desesperança. Aqueles que acreditam no amor são otimistas. Hoje, assistindo às belas imagens da cerimônia na Abadia de Westminster e nas ruas da capital inglesa, tivemos um verdadeiro banquete de esperança. Nos empanturramos dela. Bonitos ou não, ricos ou pobres, todos esperamos encontrar nossa princesa ou príncipe. Hoje, foi por isso que tanta gente parou em frente a tevê para ver um casamento. Só os chatos, os materialistas e os republicanos torceram o nariz. Esqueçam os gastos. Aqueles que pagaram a conta não demonstravam descontentamento nas ruas londrinas. Tal celebração não tem preço. E, tenho certeza, fez um bem a muitas pessoas. Rezemos para que Deus abençoe o príncipe William e Kate e que sejam realmente felizes.


24 de abr. de 2011

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

A Páscoa dos judeus faz memória da passagem do anjo sobre o Egito que causou a morte dos primogênitos das famílias cujas casas não estavam marcadas com o sangue do cordeiro e após este acontecimento o povo hebreu foi libertado da escravidão passando pelo mar Vermelho. Nós comemoramos a Páscoa, a morte do Cordeiro que nos assinala com Seu sangue, através do batismo, e Sua ressurreição, vitoria sobre a morte e libertação da escravidão do pecado.


A ressurreição de Jesus não é um símbolo, mas um fato histórico, o maior de toda a História. Cristo vence a morte, nos liberta dela, e agora, sepultados com Cristo, na Sua morte, pelo batismo, vivemos desde agora, pelo Espírito Santo que habita em nós, a vida eterna com Ele. Esta é a verdadeira Páscoa. A passagem da morte para a vida, da escravidão do pecado – pior que a do Egito – para a graça de Deus. Devemos abandonar uma vida de pecado, nos unindo cada vez mais, por amor, a Jesus Cristo, fazendo Sua vontade, para, no final dos tempos, também nós, ressuscitarmos em nossos corpos gloriosos, para vivermos em novos céus e nova terra, quando Deus for tudo em todos. O túmulo está vazio. A Vida vence a morte. Isto não quer dizer que teremos uma vida sem sofrimentos, mas que, nas tribulações, sabemos em quem pomos nossa esperança.


A morte não tem mais a ultima palavra. Cristo vence a morte, restitui a vida eterna perdida por Adão. Que nesta Páscoa, façamos um exame de consciência e deixemos a escravidão do pecado. Muitas vezes arrastamos pecados, ainda que leves, durante anos. Que nesta Páscoa façamos uma verdadeira passagem, passando do pecado para a vida na graça de Deus. Que sejamos penetrados pela luz do Cristo ressuscitado para que sejamos realmente pessoas melhores.


20 de abr. de 2011

Humilde súplica ao Senhor da Igreja

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju
Jesus!
Não permitas que tua Igreja desvie o olhar de ti!
Não permitas que, em teu nome, nos descuidemos de te amar, de preocuparmo-nos contigo, de te proclamar, amorosa e convictamente, como o único Deus verdadeiro, o único caminho, o Bem supremo e definitivo de toda a humanidade!
São tantas as desculpas para nos distrairmos de ti:
À esquerda, as preocupações pelas causas sociais.
Então, os olhos de muitos brilham quando fazem intermináveis e irreais análises de conjuntura, quando falam de questões como a fome, a pobreza, a ecologia, a falta de políticas públicas sérias, os vários sistemas econômicos... O discurso ideológico – e alienado, porque fora da realidade e dentro de uma gaiola ideológica que torna bobas as pessoas que, ainda assim, se pensam espertas e cheias de senso crítico – o discurso ideológico ocupa a vida desses que, pensam fazer isto por ti, mas de ti pouco se lembram...
Tudo é instrumentalizado e sacrificado por esses teus discípulos iludidos no altar maldito e estéril da ideologia; tudo é manipulado em prol da doutrinação ideológica, como os intelectuais orgânicos do marxista ateu Antônio Gramsci: a liturgia é desfigurada, o dogma é manipulado, a santidade é esquecida, as virtudes cristãs são deixadas em segundo plano... Assim, por ti – e não é por ti! – se esquecem de ti! Tem-se, então, Senhor meu, uma Igreja sem graça, masculina, do fazer, da luta, do combate, dos slogans tolos e cansativos, da patrulha ideológica! Uma Igreja que não atrai, não encanta e que se mostra cada vez mais estéril!
Esta pseudo-igreja dos que de ti se afastam pela esquerda já não te considera mais como o único Salvador: colocam-te abaixo e em função de um mentiroso diálogo interreligioso: consideram todas as religiões iguais e tu, Salvador nosso, tornas-te somente mais uma ilusão que só serve enquanto inspira lutas de ilusória e chata e mentirosa libertação...
Não, definitivamente, esta não é a Igreja que tu sonhaste, Senhor! É uma deturpação pobre da tua Pessoa, do teu Evangelho e do que tu pensaste... Tudo no molho do marxismo requentado e de um sociologismo tolo, que só agrada e convence aos incultos ou aos que disso se aproveitam, usando a Igreja para obter benefícios políticos ou econômicos... Em suma: uma Igreja que finge ser a tua, mas para ti não olha e contigo não se encanta... Basta ver o desleixo com o que é teu e o entusiasmo com o que é deste mundo...
À direita, a situação não é muito melhor: outras desculpas, também falsas, mas com o mesmo efeito: desviam o olhar de ti, que és o Essencial. Confundem evangelizar com fazer show, falar na linguagem de hoje com ser vulgar e secularizado. Transformam o sacerdócio em meio para se promover artisticamente, usam o teu Evangelho para aparecerem, deixando-te na penumbra. Pensam que juntar gente seja sinal de evangelização, esquecendo-se esses que não é a quantidade de pessoas que marca a verdadeira evangelização, mas a intensidade com que se anuncia a ti, Salvador nosso bendito, e a fidelidade à tua verdade!
À direita, quantos astros, ó Cristo, que se esquecem que somente tu és o Sol que não tem ocaso! Quantos ministros teus bonitinhos, simpaticozinhos, com coreografias e piruetas... Tu e o Reino que vieste anunciar tornam-se, então, somente um sentimento, um adocicado xarope de um Evangelho falsificado que cabe em qualquer programa de televisão e que pode ser proclamado numa passarela de samba, numa pista de dança ou até mesmo numa festinha pouco honesta. Tu entraste na casa de Zaqueu e o converteste; esses entram e saem em tudo quando é mundano e nada convertem: só amortecem as consciência e abençoam o que tu reprovas
Esvaziaram tua mensagem, tornaram apenas um fantasma a tua Pessoa, amoleceram e imbecilizaram tua Palavra santa! Para esses, a missa é show, a pregação é conferência afetada e sem conteúdo sólido, a liturgia é colocada a serviço da emotividade, do intimismo e do individualismo. No fundo, tu, o Jesus real, o Jesus da Igreja, o Jesus que nos foi transmitido por gerações de cristãos, é falseado e desaparece na penumbra desse cristianismo barato e invertebrado...
E há também aqueles, à direita, à esquerda e ao centro, que se esquecem de ti e para ti não mais olham, muito empenhados no ativismo da prática pastoral, nos mil planos de evangelização, pensando que a "pastoralite" é prova de amor a ti e de construção do Reino que trouxeste.
Há ainda os que se perdem numa visão burocrática e fria de Igreja, pensando que cuidar de ti, ó Salvador, é ser administrador de uma instituição, de obras ou de projetos pastorais...
Há os que confundem Tradição com tradicionalismo e pastoreio com jogos de poder; há, finalmente, os que pensam que zelo pela liturgia e pelo sagrado confunde-se com uma preocupação excessiva e gosto discutível por rendas e brocados, sem nenhuma expressão de piedade, sem profundidade espiritual, sem preocupação com a tua glória, sem máscula sobriedade... Aí, a beleza da santa liturgia já não é por ti, mas para o brilho das lantejoulas e a beleza sóbria e digna dos paramentos é confundida com o gosto do exótico, do chamativo, do extravagante... Tudo tão alheio ao verdadeiro espírito litúrgico e à sã tradição da Igreja, que sempre nos levam a ti somente...
Jesus! Jesus, Senhor nosso!
Ser cristão é te amar, é te escutar, é olhar-te nos olhos, é encantar-se contigo!
Tua Igreja é a comunidade dos que te amam, dos que já não saberiam viver sem ti! Por ti largam-se a si mesmos, por teu amor rezam e fazem penitência, procurando tua santa vontade, crescem humildemente na virtude e na caridade... Tua Igreja celebra com zelo e respeito profundo a santa Liturgia, jamais instrumentaliza a tua Palavra ou falsifica a reta doutrina católica...
Tua Igreja – nossa Mãe católica – é a assembleia dos que proclamam que somente tu és Senhor, somente tu és Salvador, somente tu és a Verdade. Os da tua Igreja respeitam a todos, respeitam a todas as religiões, mas sabem, sem medo nem complexos, que somente no cristianismo encontra-se a verdade que o próprio Deus-Pai, por ti, nos revelou nas Escrituras e na Tradição apostólica e, por ti, nos deu como graça e vida dos sacramentos.
Teus discípulos, filhos da Mãe católica têm certeza plena que somente aquela Igreja unida a Pedro é a tua Igreja, a única e una Igreja que fundaste e à qual prometeste que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre ela...
Senhor, que tua Igreja seja feminina:
Esposa tua, Mãe nossa,
acolhedora da Palavra,
virgem pela fé guardada fielmente,
fecunda pela abertura serena e profunda ao Espírito que nos gera para ti,
terna pela beleza de sua liturgia celebrada com decoro e piedade,
compassiva pelas pobrezas, penas e debilidades humanas,
cuidadosa pela capacidade de ser atenta aos detalhes, coisa de quem ama,
apaixonada pela esperança coloca em ti, Esposo, de modo inabalável...
Senhor, cuida e orienta a tua Igreja, nossa Mãe católica!
Não nos deixes desviar do reto caminho nas estradas tão tortuosas da história humana, peregrinação no tempo rumo à eternidade.
Senhor fiel e bom, faze que o teu Espírito impila tua Igreja a dizer-te, cada dia, em cada ação, em cada respiro: “Vem!”
E tu, Esposo fidelíssimo, fá-la ouvir a cada momento tua resposta certa e consoladora: “Eis que venho em breve!”
Amém!


17 de abr. de 2011

Domingo de Ramos

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Jesus Cristo entra em Jerusalém aclamado como rei. Ele não se ilude com tal manifestação, sabe o que acontecerá na Cidade Santa, como aquele mesmo povo que o saúda, preferirá Barrabás diante de Pilatos. Jesus é verdadeiramente rei. Diz isto para Pilatos. Mas é coroado de espinhos e recebe como trono a cruz. Foi para isto que ele veio; para ser obediente ao Pai até a morte, humilhando-Se, sendo flagelado e vilipendiado pelos soldados e pelo povo – aquele mesmo povo pelo qual Ele dava a vida – que passa diante da cruz. Vence a desobediência e a soberba de Adão.


Jesus morre por causa dos nossos pecados. Foi cada pecado meu e seu que O levou ao sofrimento, à humilhação, a Se sentir abandonado por Deus. Seu sacrifício traz agora, para os que crêem, são batizados e perseveram na graça de Deus, a salvação. E cada vez que pecamos, cada vez que rejeitamos Sua graça, é como se crucificássemos Jesus Cristo novamente. Olhemos para o Cristo crucificado e que a contemplação de Sua imagem nos leve à conversão. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas para retribuir o mesmo amor que Ele teve por nós, nos amando sobre todas as coisas, inclusive sobre si mesmo. Também devemos renunciar a nós mesmos, nossa vontade, para fazer a vontade do Pai, ainda que isto nos traga grandes sofrimentos.


Depois de Jesus Cristo, não podemos mais duvidar do amor de Deus por nós. Se duvidarmos, basta olhar para o Crucifixo e saber que toda a Paixão e morte de Jesus Cristo foi por amor a você e a mim. E este mesmo sacrifício se torna presente em cada celebração da sagrada Eucaristia, dom maior do Seu amor por nós.

10 de abr. de 2011

Quinto Domingo da Quaresma - A ressurreição de Lázaro

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 11, 1-45


Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (Jo. 11, 25)


No Evangelho deste quinto domingo da Quaresma, ouvimos novamente o conhecido relato da ressurreição de Lázaro. Maria, Marta e Lázaro eram os amigos de Jesus que moravam em Betânia. Lázaro ficou doente, mas Jesus afirma que aquela doença não o levaria a morte, porém, seu amigo morreu. O que isto quer dizer? Jesus se enganou? Não. A doença física não leva a morte definitiva, a morte espiritual, ao inferno. Enganam-se quem pensa as doenças são frutos diretos de influências demoníacas e que os doentes necessitam de exorcismos espetaculosos para ficarem sãos.


As doenças são conseqüência de nossa fragilidade natural. Se doenças são obras do diabo, um dia ele acaba vencendo, pois, em algum momento, morremos vítima de alguma enfermidade. A doença que satanás implantou no coração do homem foi o pecado. Esta doença sim pode nos levar à morte espiritual, nos separar do amor de Deus e nos lançar no inferno. Não tenhamos medo das doenças, nem dos males físicos que podem nos ocorrer, ainda que eles nos tragam sofrimentos terríveis. O mal moral – o pecado – é o pior mal que pode existir. Não podemos evitar a morte física, cedo ou tarde ela chega para todos. E mesmo assim tememos morrer e evitamo-la a qualquer custo. Mas não nos esforçamos com tanto vigor para evitar o pecado que pode nos levar à morte eterna, mesmo quando sabemos que viveremos eternamente se formos santos.


A ressurreição de Lázaro é um prelúdio da ressurreição de Jesus Cristo e Seu poder sobre a morte. Lázaro foi ressuscitado em seu corpo físico e voltou a morrer posteriormente. Mas Cristo Jesus ressuscitou em Seu corpo glorioso, imortal. Nós que morremos com Cristo no batismo e que temos o Espírito de Deus, ressuscitaremos com Ele. Aqueles que viverem em Cristo ressurgiram, no Dia do Juízo, com corpos gloriosos como o Dele. Neste dia, Jesus vencerá definitivamente a morte. A exemplo de Marta, creiamos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus que salva a humanidade, que em Sua morte e ressurreição, libertou-nos das amarras do pecado e da morte. E não nos esqueçamos do remédio de imortalidade que nosso Senhor nos deixou, a Eucaristia, pois aquele que come sua carne e bebe seu sangue viverá eternamente.

3 de abr. de 2011

4º Domingo da Quaresma - O cego de nascença

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 9, 1-41


Jesus então disse: “Vim ao mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.” (Jo. 9, 39)


Neste 4º Domingo da Quaresma, o Evangelho de São João nos relata a cura do cego de nascença. Mais uma catequese batismal. No início da Igreja, o batismo também era chamado de iluminação. Aqueles que estão nas trevas do pecado são iluminados pelo Espírito Santo, tornando-se filhos da luz. Ao verem o cego, os discípulos perguntam a Jesus se a sua cegueira era castigo pelos pecados dele ou dos pais. Jesus afirma que os defeitos físicos não são castigos divinos. O pecado não nos cega fisicamente, mas espiritualmente. Ficamos às escuras, tateando sem saber o caminho. Assim, corremos o risco de nos perdermos tomando caminhos errados em nossas vidas e, muitas vezes, graças ao obscurecimento de nossa consciência, amortizada por uma cultura relativista e amoral, nem ao menos conseguimos perceber que estamos no erro. Mas no cego de nascença irá se manifestar a obra de Deus. Obra em dia de sábado, portanto, proibida. O legalismo judaico chega ao ponto de impedir até mesmo Deus de trabalhar.


Diante da maravilha de ser restaurada a visão de um homem que nasceu cego, os verdadeiros cegos, os fariseus, verão apenas que Aquele que o curou “desrespeitou” o repouso sabático. Jesus cuspiu no chão, fez lodo com a saliva e ungiu os olhos do cego. É um sinal visível que Jesus usa para transmitir Sua graça: prefigura os sacramentos da Igreja. Depois, sem ter dito uma única palavra anteriormente, Jesus manda o cego lavar-se na piscina de Siloé. Não sabemos a distância que o cego percorreu, nem se conhecia bem a direção. Mas ele, na fé, obedece. Também nós, em meio às incertezas que o mundo moderno nos oferece, devemos confiar nas palavras de Jesus e ainda que não enxerguemos para onde o caminho pode nos levar, não entendamos muitas vezes o porquê de tantos sofrimentos e contrariedades em nossa peregrinação terrestre, continuemos andando na fé, que é a certeza daquilo que não se vê. O cego lava-se na piscina de Siloé, que quer dizer “Enviado” e passa a ver. O Enviado do Pai é a fonte de luz que ilumina o mundo. É Nele que somos batizados e passamos à luz. Que tristeza, quantas pessoas ainda amam as trevas e rejeitam a Luz do mundo.


Diante do milagre, as pessoas se maravilham e chegam a duvidar que seja a mesma pessoa que era cega. Os fariseus o interrogam várias vezes, interrogam seus pais, não para confirmar a ação de Deus, mas para acusar Jesus. Não vemos o mesmo acontecendo hoje com Seu Corpo, a Igreja, que é o prolongamento de Cristo na História? Homens e mulheres sujos, piores que os fariseus, lançam no rosto da Igreja os pecados de seus filhos, dão exagerada ênfase aos escândalos de poucos membros do clero como se todos se comportassem da mesma maneira. Esquecem de todas as contribuições da Igreja para a formação da cultura ocidental, da caridade exercida no mundo, campo onde nada nem ninguém a supera, dos santos e santas e, principalmente, de ser sacramento de salvação para os homens.


O cego dá testemunho de Jesus diante de todos. Julga-O profeta. Não O conhece com profundidade, nem ainda tinha visto Seu rosto. Mas sabe que Deus age Nele. Sendo assim, os fariseus o excomungam. Não aceitaram ser ensinados por um homem nascido todo em pecado. Os fariseus criam que a cegueira era sinal dos pecados. Em seu orgulho obstinado, não perceberão que todos nós – perfeitos ou deficientes – nascemos com o pecado original e precisamos ser iluminados por Deus. No final do Evangelho, Jesus irá afirmar a alguns fariseus que O acompanhavam que cego é aquele que não quer ver, não quer reconhecer o Cristo e permanecem no pecado. Porém, ao cego de nascença que agora via perfeitamente faltava-lhe fazer a sua profissão de fé. Jesus o procura. Ele não conhece a fisionomia do Senhor, mas Jesus o conhece, assim como conhece a cada um de nós e não Se cansa de procurar-nos. E Ele lhe pergunta se crê no Filho do homem, no Messias prometido, no Salvador. O ex-cego ainda pensa que Aquele que o curou é um profeta e que está lhe anunciando o Cristo. Todavia, Jesus Se revela a ele: “TU O VÊS”, não somente com os olhos físicos, mas, sobretudo com os olhos da alma. E ele crê e O adora.


A maioria de nós foi batizada quando éramos bebê. Fomos iluminados na fonte do Espírito e passamos ao Reino de Luz. Mas quantos de nós não fizemos ainda a nossa profissão de fé, não crescemos na vida cristã, não nos prostramos aos pés de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta Quaresma, tempo forte de conversão, façamos um bom exame de consciência, revejamos nossas vidas diante de Deus, se ainda estamos nas trevas do pecado e se queremos continuar nela. Que Deus nos dê esta coragem de rompermos com nosso orgulho e deixemos Jesus Cristo iluminar a nossa alma.


30 de mar. de 2011

A Gaystapo se move...

Numa ditadura, a cassação dos direitos políticos daqueles que não concordam com o regime é o primeiro passo. O polêmico deputado Jair Bolsonaro caiu numa armadilha. Único deputado que combate a depravação moral que tomou conta do Congresso Nacional, especialmente nestes anos do governo socialista do PT, caiu numa armadilha preparada por todos os "moderninhos" de plantão. Em meio ao silêncio covarde, aos politicamente corretos e aos ativistas de todas as causas e aberrações possíveis, Bolsonaro levanta a voz contra os privilégios de "classes" (negros e gays, por exemplo) e à ditadura gay. Bolsonaro é criticado apenas por defender o que é natural. Estranha inversão de valores. No programa CQC, Preta Gil pergunta ao deputado como ele reagiria se sua filha casasse com um negro. O deputado dá uma resposta estranhíssima que não revela racismo, nem homofobia, nem relação com a pergunta, cujo conteúdo disse, mais tarde, ter entendido mal.


Não importa. Por que se faz uma pergunta dessas se o entrevistado não pode responder o que pensa? Teria que responder o que "todos" querem ouvir? Isto é liberdade de expressão? Caiu numa armadilha. Acordem para o autoritarismo crescente em nosso país comandado pelos partidos de esquerda que dominam o governo. O ataque veio de todos os lados. Principalmente do movimento gay do Congresso encabeçado pelo ex-BBB Jean Wyllys. O deputado não chegou nem perto dos votos que recebeu no reality show: apenas 13.018. Se não tivesse ido na rabeira do deputado Chico Alencar não estaria na Câmara. Jean se autodenominou representante dos gays e tem todo o direito disso em nossa querida democracia liberal. Jair Bolsonaro recebeu 120.646 votos. Por essa expressiva votação, muita gente deve se considerar representada na Cãmara por Bolsonaro, não é mesmo? Esse direito quer ser tirado de milhares de fluminenses. Que democracia é essa?




28 de mar. de 2011

Jesus e a samaritana

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 4, 5-42

"Respondeu-lhe Jesus ‘Se conhecesse o dom de Deus, e quem é que lhe diz: dá-me de beber, certamente lhe pediria, você mesma e ele lhe daria uma água viva’” (Jo 4,10)


A água é elemento constante no evangelho de São João, se tornando, assim, um itinerário seguro na catequese batismal, especialmente durante a Quaresma, onde os catecúmenos se preparam para receber o santo batismo na Noite Santa da Páscoa. O encontro de Jesus com a samaritana guarda em si um significado profundo e lições inesgotáveis. Jesus convida à conversão os samaritanos, um povo que não é judeu, pelo contrário, graças a sua apostasia da fé judaica e mistura com povos pagãos, são odiados por esses. A missão de Jesus é universal. Seu evangelho deve ser levado a todos os povos.

A samaritana também é uma adúltera. Possuiu cinco maridos e era amante ou concubina do sexto. A mulher procurava saciar sua sede de Deus nas pessoas, em relacionamentos sem futuro e pecaminosos. Isto não nos diz nada do mundo de hoje? Quantas pessoas buscam preencher seu vazio existencial no sexo, em prazeres desmedidos, nas drogas. Este vazio somente é preenchido pelo Espírito Santo, a água viva que Jesus nos dá. Somente Nele, princípio e fim de nossa existência podemos saciarmo-nos. Tudo passa, inclusive as pessoas. Só Deus permanece.

Grande parte da humanidade, a exemplo da samaritana, infelizmente, não conhece o dom de Deus, que é o próprio Jesus Cristo. Muitas vezes a humanidade fica – e nós também, infelizmente, que somos cristãos – a procura de cisternas secas, sem água ou com água suja e não bebemos na fonte pura que é Jesus Cristo. Esta água viva, que Jesus fala à samaritana e a nós, o Espírito Santo, através do batismo, na Igreja, nos confere a graça de Deus, a nossa união com a Trindade Santa, e nos santifica. Jesus é o Rochedo de onde brota esta água e que sacia nossa sede de justiça e santidade. E é no Espírito que nos tornamos adoradores do Pai em espírito e verdade.

Nós também podemos nos encontrar com Jesus inesperadamente – e quantos se converteram assim – no dia-a-dia. Surpreendentemente, Nosso Senhor revela-a que é o Cristo. Não Se revelou desta forma aos Seus discípulos e nem quando às autoridades do Templo Lhe indagaram se era o Messias. Jesus Se revela àqueles que mostram boa vontade e abre-se para a fé. Façamos como a samaritana: de discípula tornou-se missionária, indo anunciar aos seus que havia encontrado o Cristo Senhor. Que nessa Quaresma, nós que encontramo-nos com Jesus – ou ao encontrarmo-nos – levemos outras pessoas ao Seu encontro.



19 de mar. de 2011

2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
Mateus 17, 1-9
“E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos.” (Mt. 17, 9) Neste segundo domingo da Quaresma, lemos o relato da Transfiguração. Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto de uma montanha. As montanhas no Antigo Testamento são os lugares onde Deus se faz presente: Moisés e o Monte Sinai, Elias e o Monte Carmelo. Jesus se transfigurou na presença de Seus apóstolos. Revelou toda a Sua glória divina. 
A caminho para Jerusalém, o Cristo Senhor dá aos discípulos uma pequena amostra de Sua divindade para que fiquem fortalecidos na fé quando O virem pendendo na cruz e creiam na ressurreição profetizada na descida do monte. O fato deve permanecer em segredo, apenas aquele seleto grupo deveria saber o que se tinha passado na montanha. Pedro e João foram os primeiros apóstolos que chegaram ao sepulcro vazio. Certamente lembraram-se deste dia e das palavras de Jesus. No monte, aparecem Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas que anunciaram o Messias. O Espírito os envolve e o Pai afirma, assim como no batismo de Jesus, que Aquele era Seu Filho amado e deveriam ouvi-Lo. 
Esta é a mensagem de Deus para nós. Devemos ouvir Seu Filho que nos fala através da Sua Igreja. E como o mundo está surdo! Poucos são aqueles que dão ouvidos a nosso Senhor Jesus Cristo. Suas palavras são solenemente ignoradas, esquecidas ou destorcidas. A Boa Nova do Senhor não penetra nos corações, posto que as pessoas se sentem autossuficientes como se não necessitassem de Deus. Que nesta Quaresma, tempo de conversão, ouçamos as palavras de Jesus e mudemos de vida. 
Os apóstolos, diante de tão grandiosa cena, ficam entre o êxtase, ao ponto de Pedro querer permanecer na montanha, fazendo tendas para os personagens que ali estão, e o medo ao serem encobertos pela nuvem e ouvir a voz do Pai, o que faz com que Jesus prontamente os encoraje. Em nossa peregrinação terrestre, muitas vezes temos momentos de alegria em que nos deparamos com a presença de Deus, seja quando tivemos nosso encontro pessoal com o Cristo, seja em alguma graça que recebemos. Mas a glória não é para este mundo. Temos que passar pelo vale escuro da morte, pela cruz que consiste nas dificuldades cotidianas. Não há ressurreição sem cruz. Não há glória se não há luta. 
Mas, ao sentirmos desanimados e temerosos perante tantas dificuldades que a vida nos impõe, saibamos que Jesus se aproxima de nós, nos toca e nos diz: “Não tenham medo”. Diferentemente do dia da transfiguração, hoje sabemos que Jesus Cristo ressuscitou e está vivo entre nós. Esta é nossa fé. Portanto, na certeza da ressurreição, na vida que o Senhor, na cruz, conquistou para aqueles que crêem, voltemo-nos para a graça de Deus e caminhemos na santidade, rumo ao Céu, a Terra Prometida, em companhia de todos os patriarcas, profetas e santos, onde poderemos afirmar: “Senhor, é bom estarmos aqui”.