13 de jan de 2012

Jean Wyllys avisa: O Papa que se cuide!

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL – RJ) ficou indignado após o Papa Bento XVI declarar o que todo o mundo está cansado de saber: as práticas homossexuais são pecados e não se deve promovê-las com a legalização das uniões homoafetivas. Grande novidade! Mas o deputado, pela internet, atacou gravemente o Papa: “O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo. Espero que os estados laicos do Ocidente não cedam à pressão desse genocida em potencial”.

Se as declarações do Papa não foram nenhuma novidade, as acusações do deputado também não é. Aliás, são as mesmas acusações de sempre. Interessante é notar que os Papas se sucedem e as acusações continuam as mesmas: fascista não era Pio XI? Não era Pio XII, o nazista? Após a acusação do nobre deputado, pergunto eu: ele incomoda Bento XVI? De maneira alguma. A diferença entre os dois, mal comparando, está como do diabo para Deus. Acusado pela própria consciência, Jean Wyllys ataca o Papa. O Sumo Pontífice nem toma conhecimento de quem seja ele. Seu discurso foi corajosamente dirigido ao corpo diplomático do Vaticano. O deputado fala para meia dúzia de “fãs” em um ataque de chilique na internet. Como comparar o professor doutor Joseph Ratzinger, um dos maiores intelectuais e teólogo do século XX, poliglota, autor de dezenas de livros e centenas de artigos, com Jean Wyllys? Vejamos: Jean Wyllys era tido como um intelectual que participou do Big Brother Brasil – se bem que, comparado aos outros participantes, até um chimpanzé bem adestrado passa por intelectual.

Como professor (sem trocadilhos, ok), esperava-se mais de Jean Wyllys. Sua capacidade de argumentação é essa? Só isso para um intelectual? Está certo que Jean Wyllys é graduado em jornalismo, ou seja, segundo o STF, exerce uma profissão, cujo exercício não requer nem mesmo um diploma. Mas, continuemos. Como já foi dito, Jean Wyllys participo do BBB. Que professor fica três meses trancafiado numa casa? E seus alunos, como ficam nisso tudo? Parece que suas aulas não eram tão prescindíveis assim e, após vencer o programa, foi trabalhar com Ana Maria Braga. Mas também fracassou lá. Não me admira. O Louro José me parece mais inteligente. Assim, como ex-BBB, tentou a vida na política (este artigo parece coisa da Desciclopédia, mas não é).

Candidatou-se a deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro. Crendo na sua “grande” popularidade demonstrada nos milhões de votos na final do BBB, Jean Wyllys achou que ia ser moleza. Talvez se esqueceu que o mesmo público que lhe deu um milhão de reais no reality show, deu R$ 1,5 milhão para o “homofóbico” Marcelo Dourado. Resultado: recebeu pífios 13.018 votos. Não recebu os votos de protesto ou de zombaria como recebeu o Tiririca, não foi votado por ser uma pseudo-celebridade. Foi solenemente ignorado. O referido deputado não tem representatividade. Não representa ninguém. Graças à expressiva votação de seu colega de partido, Chico Alencar, foi eleito pelo quociente eleitoral e não pelo povo. Assim, Jean Wyllys quer mostrar serviço. E uma maneira encontrada foi descarregar seu preconceito contra os religiosos. Já sugeriu censurar pastores e padres. Sugeriu cassar a concessão de canais que veiculam programas religiosos que mencionem o homossexualismo. O que incomoda Jean Wyllys não são os pastores, o Papa, a Bíblia, mas sua própria condição.

Entre as falácias do paseudo-intelectual, tenho que concordar com algumas verdades. Realmente o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais são ameaças para a humanidade. Mas também são o comunismo, cujo deputado é adepto, o homossexualismo, a destruição da família, o aborto e todas as formas de atentados contra a vida. A outra acusação soa até como piada: “genocida em potencial”. O que seria isso? Genocidas têm algo em especial? Creio que não. Em potencial podemos ser qualquer coisa, boas ou más. Ou não? Se procurarmos motivações para genocidas podemos analisar alguns casos específicos: há muitos historiadores que afirmam que Alexandre Magno era gay e suas campanhas pela Ásia massacraram um milhão de pessoas; o general romano Júlio Cesar mantinha relações homossexuais e exterminou a população gaulesa; o imperador Adriano, homossexual público, esmagou os judeus e extinguiu a Judeia; alguns estudos sérios apontam o homossexualismo de Adolf Hitler! Pois bem, seria o homossexualismo um desencadeador das práticas genocidas em potência dentro de todos os seres humanos? Pouco provável, não?

Vamos ao paradoxo do ex-BBB, ex-Mais Você, Vossa Excelência, o deputado federal Jean Wyllys: começa pelo nome de seu partido PSOL, Partido Socialismo e Liberdade. Convenhamos que somente numa sigla de partido os dois conceitos podem aparecer juntos. Exemplos temos aos montes e nem precisamos citar a falecida URSS: aí está Cuba, China, Coreia do Norte que não nos deixam mentir. Jean Wyllys é filiado a um partido comunista. Talvez ele se esqueça que o homossexualismo era visto pelos marxistas como a maior prova da degeneração que se encontrava a sociedade capitalista. O homossexualismo era crime previsto na constituição da URSS; em Cuba, homossexuais eram enviados para campos de trabalho forçado, mortos ou exilados. O deputado não sabe destas ações de seus correligionários? Caríssimo deputado, agradeça a Deus – caso creia Nele – por viver em um dos “países laicos do Ocidente”, no mundo livre criado pelo cristianismo, onde transar com qualquer um nem ilegal é. Que bom vivermos em plena democracia onde cada pessoa pode expressar suas ideias e opiniões. O que é certo é que Jean Wyllys passará pela Câmara como mais um deputado exótico, como o índio Juruna e o palhaço Tiririca.

Para terminar, afirmo que as acusações contra a Igreja taxando-a de homofóbica é infundada. Se a Igreja (o Papa, os bispos, os padres e demais fieis) odiasse àqueles que praticam atos homossexuais, não se preocuparia com suas almas, ao contrário, deixando-os em seus pecados, veria, com prazer, todos condenados eternamente ao inferno. A Igreja oferece outro caminho àqueles que sofrem (é exatamente esta a palavra) no homossexualismo. As pessoas homossexuais são livres, podem escolher a vida que querem viver sem patrulhamento ideológico, sem pressão de pretensos grupos que querem defendê-las. Não precisam se “assumir”, manchar suas almas. Há outro caminho: Jesus Cristo, onde todos podem viver na graça e no Espírito de Deus.



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