4 de set de 2011

A correção fraterna

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 18, 15-20

“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvires terás ganho teu irmão.” (Mt. 18, 16)

No mundo que vivemos impera a ditadura do relativismo. Não há mais o certo e o errado. Cada um é seu próprio legislador, faz sua própria moral. Todos estão certos, não há verdade absoluta. E se não há verdade absoluta que importância tem a Igreja, o Cristo, Deus? E graças a este conceito que contaminou nossa sociedade, vivemos um terrível período de decadência moral e seus efeitos já podem ser sentidos e não são bons. Nós como cristãos somos luz do mundo e sal da terra e, por isso, devemos denunciar o pecado. Amar o próximo não é deixá-lo fazer o que bem entende. Isto é indiferença. O maior ato de caridade que há é apresentar a ele a sã doutrina, mostrar ao próximo que ele está no caminho errado e ensiná-lo o verdadeiro.

Se conhecemos a Verdade apresentada por Cristo e não a comunicamos àqueles que estão no erro, pecamos por omissão. Nosso dever é lançar as sementes sem exagerado respeito humano, sem se preocupar em sermos “politicamente corretos”. Muitas vezes ouvimos o argumento, até mesmo entre nós, católicos, que afirma o “não julgará” quando se trata em corrigir fraternalmente as pessoas. Neste trecho do Evangelho, Jesus mostra claramente que as coisas não são bem assim. Ordena que corrijamos nossos irmãos – e deixemo-nos corrigir – sem orgulho ou para humilhá-las, mas com amor, pois a intenção é que se convertam.

A correção deve acontecer na privacidade, sem causar escândalos que podem mais prejudicar do que ajudar o irmão. Deve contar com pessoas preparadas e que nada aconteça sem a autoridade da Igreja que sabe discernir o certo e o errado. É neste ponto que também devemos entender a correção: a Igreja, sustentáculo da verdade, tem a sã doutrina e é guardiã dos ensinamentos puros de Cristo. Lembremos que fora dela não existe salvação, portanto, as religiões não são todas boas, nem as heresias estão abolidas. Há uma verdade e esta se encontra na Igreja fundada por Cristo, Una, Santa, Católica e Apostólica, a qual o próprio Senhor deu o poder de ligar e desligar na terra.



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