16 de ago. de 2009

A História do Santo Cálice, o verdadeiro Santo Graal




Tanto pelos dados arqueológicos como pelo testemunho da Tradição e os documentos que se possuem, é perfeitamente plausível que esta bela taça estava nas mãos do Senhor, quando na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, e levantando os olhos para o céu, para Ti, Deus, seu Pai Onipotente, dando-lhe graças o abençoou, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo:


“Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós”. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.” (Oração Eucarística I, Canon Romano. Cf. Matheus 26, 26-29; Marcos 14, 22-25; Lucas 22, 15-20 e I Coríntios 11, 23-25)


A primeira impressão


O Santo Cálice de Valência, ao mesmo tempo, desperta sentimentos de admiração e ceticismo. O visitante se sente primeiramente cativado pela beleza do Graal, a sua perfeita forma e estranha os detalhes de ouro, pérolas e pedras preciosas; também o observador tem a mente cheia de lendas, filmes e até mesmo está prevenido pelos romances e literatura pseudo-científicas de temas "graálicos”.


Mas também com ceticismo:


Como pode este cálice de aparência medieval ser a taça da Última Ceia? Por que em Valência? Não será um dos muitos alegados Graais? Porque não é tão famoso como o santo Sudário de Turim ou a túnica de Tréveris? E assim como muitas outras perguntas que nós ouvimos todos os dias na Catedral.



A aparência não nos deve enganar


Na realidade, a relíquia é a parte superior, que é uma taça de ágata finamente polida, mostrando estrias de cores quentes, quando a refrata a luz, é uma preciosa "taça Alexandrina" que os arqueólogos consideram de origem oriental, datada entre os anos 100 e 50 antes de Cristo. Esta é a conclusão do estudo realizado pelo Professor D. Antonio Beltran, publicado em 1960 ("O Santo Cálice da Catedral de Valência"), nunca refutado, e que constitui a base do crescente respeito e conhecimento do Santo Cálice.


Muito mais posteriores são as alças e os pés de ouro, finamente gravado, que fecha a taça ou “naveta" de alabastro, de arte islâmica, diferente da taça; todas, assim como as jóias que adornam a base são medievais. As dimensões são modestas: 17 cm de altura, 9 cm de largura da taça e 14,5 x 9,7 cm da base elíptica.


Veneza e outros lugares conservam cálices de pedras semipreciosas de origem bizantina e na Espanha há exemplares semelhantes dos séculos XI e XII, mas se tratam de alfaias litúrgicas, engastadas em ouro e prata e tendo o interior revestido com metal. Contudo, ao compor o cálice de Valência, os ourives destacaram a taça, sem ornamentos, com grandes asas para transportá-la sem tocar o precioso e delicado vaso de pedra translúcida.




A Tradição dos primeiros séculos


A Tradição nos diz que é a mesma taça usada pelo Senhor na Última Ceia para a instituição da Eucaristia, que logo foi levada à Roma por São Pedro e os Papas a conservaram, até São Sisto II, onde, através do diácono São Lourenço, oriundo da Espanha, foi enviada a sua terra natal de Huesca, no século III, para livrá-la da perseguição do Imperador Valeriano. Recomenda esta permanência do Santo Cálice em Roma, a frase do Cânon Romano mencionada anteriormente: "Tomo este cálice glorioso”, praeclarum hoc calicem; admirável expressão que não encontramos em outras anáforas antigas, e não podemos esquecer que a oração eucarística romana é a versão latina de outra oração em língua grega, pois esta foi a oração própria da Igreja de Roma até o Papa São Damaso, no século V.



A história do Santo Cálice na Espanha


Durante a invasão muçulmana, a partir do ano 713, foi ocultado na região dos Pirineus, passando por Yebra, Siresa, Santa Maria de Sasabe (hoje, San Adrián) Bailio e, finalmente, no mosteiro de San Juan de la Peña ( Huesca), aonde refere-se a ele, um documento do ano 1071 que menciona um precioso cálice de pedra.


A relíquia foi entregue em 1399 ao Rei de Aragão, Martín, o Humano, que o manteve no palácio real da Alfajería de Zaragoza e, em seguida, até a sua morte, no Real de Barcelona, em 1410, mencionando o Santo Cálice no inventário de seus bens (Manuscrito 136, de Martín, o Humano. Arquivos da Coroa de Aragão. Barcelona, que descreve a história do cálice sagrado) Em 1424, o segundo sucessor de Don Martín, o rei Alfonso V, o Magnânimo, levou o relicário real ao Palácio de Valência, e durante a estada do Rei, em Nápoles, foi entregue com as demais relíquias régias para a Catedral de Valência, no ano 1437 (Volume 3532, fol.36 v. Do Arquivo da Catedral).


Inscrição árabe em caracteres cúficos.

Transcreve-se: li-izahirati ou lilzáhira: "para o que reluz"


O Santo Cálice em Valência


Foi conservado e venerado por séculos entre as relíquias da Catedral e até o século XVIII foi utilizado para conter a matéria consagrada no "monumento" da Quinta-feira Santa. Durante a Guerra da Independência entre 1809 e 1813, foi levado por Alicante e Ibiza para Palma de Maiorca, escapando da rapacidade dos invasores napoleônicos. Em 1916, foi finalmente instalado na antiga Sala Capitular, habilitada como Capela do Santo Cálice. Precisamente esta exposição pública permanente da relíquia sagrada que tornou possível a divulgação de seu conhecimento, que foi muito reduzido enquanto permaneceu reservado no relicário da Catedral.


Durante a Guerra Civil (1936-1939) permaneceu oculto no povoado de Carlet. O beato João XXIII concedeu indulgência plenária no dia de sua festa anual, o Papa João Paulo II celebrou a Eucaristia com o Santo Cálice durante sua visita à Valência em 8 de novembro de 1982 e o mesmo aconteceu com Sua Santidade Bento XVI que celebrou a Eucaristia durante o V Encontro Mundial das Famílias, em 8 de julho de 2006.


É autêntico?


Já dissemos que a crítica negativa afirma que desde os tempos de Jesus era uma antiguidade valiosa e há um costume judaico que nos dá um dado positivo importante; Com efeito, cada família judia conserva com carinho a “taça de benção” para as ceias pascal e sabáticas. Os Evangelhos nos dizem que Jesus celebrou o rito pascal numa sala decorada, mobiliada com divãs (Mt.14,15). Seria estranho que a família que O acolheu não pusesse diante do Senhor a preciosa taça familiar para que pronunciasse as bênçãos rituais, a última das quais se tornou na primeira consagração eucarística do vinho no Sangue do Redentor? Temos visto cenas demasiadamente “pobres” da Última Ceia, com os discípulos sentados no chão e Jesus tomando em Suas mãos uma humilde taça de barro... mas não foi assim.


Assim, pois, os apóstolos e os primeiros cristãos puderam identificar a taça da primeira Eucaristia e conservá-lo apesar de sua fragilidade. Como pôde ter sido conservado intacto durante os primeiros e malogrados mil anos senão porque o protegia a memória de um mistério sacratíssimo?


As Lendas do Graal


O tema da busca do Graal, objeto maravilhoso e fonte de vida, é fundamental na literatura franco-germânica, e sua origem está, sobretudo, nas obras de Chretien de Troyes, que deixou inacabada, em 1190, sua obra Perceval ou O Conto do Graal. Aqui não se explica qual é a natureza desta jóia, e foi Wolfram Von Eschenbach quem lhe deu forma de cálice em seu poema “Perceval, o Galês”. Acredita-se que concebeu seu Parsifal em princípios do século XIII, em Wartburg, mítico castelo, berço de poetas e trovadores, e que o finalizou em 1215. Ali, neste castelo, onde estes mestres cantores cantavam o amor e cujas três regras principais, Deus, seu senhor e a mulher amada, constituíam a fonte de suas inspirações, compôs Wolfram sua obra magna. Pois ele foi o príncipe dos trovadores, a máxima figura junto a Walter Von der Volgelweide e Heinrich Tannhäuser.


Recentes investigadores, como Michael Hesemann (“Die Entdeckung dês Heiligen Grals. Das Ende einer Suche”, Ed. Pattloch, 2003), situam a origem das lendas na Espanha e sobre a base do cálice de ágata de San Juan de La Peña e não podemos esquecer que foram a fonte de inspiração para as grandes obras poético-musicais de Richard Wagner: "Tannhäuser", "Parsifal" e "Lohengrin".


Um tema da atualidade


Se a literatura graálica medieval encontrou na busca do sagrado cálice, um símbolo de purificação e de renúncia para chegar à perfeição pessoal e à salvação, vemos nestes últimos anos, a aparição de romances fingidamente históricos e a toda uma literatura esotérica que faz do Graal um objeto obscuro ou uma tradição ocultada através dos séculos que conservaria a autêntica história do Cristianismo ou a verdadeira história de Jesus de Nazaré. Parece que o que não conseguiu a crítica liberal e o materialismo antirreligioso, pretende-se agora lograr com esta pseudo-divulgação para destruir a limpa fé da Igreja em Jesus Cristo, o Senhor. Deste modo, a suspeita e a falsidade buscam ofuscar o que foi e deveria seguir sendo um ícone da cultura cristã.


Por isso, o cálice, com sua autenticidade arqueológica e sua tradição com elementos maravilhosos, nos remete à época de Jesus e nos recorda a instituição da Eucaristia como momentos históricos que transcendem o tempo e chegam até nós como mistério de salvação. Assim, o vivemos quando a sagrada relíquia é trasladada de sua preciosa capela, a antiga sala capitular (século XIV), até o altar-mor na celebração da Santa Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa e na festa solene na última quinta-feira do mês de outubro.


Esta é a mensagem que se deseja proclamar desde a Catedral de Valência, com o apoio de beneméritas associações como a Real Irmandade e a Confraria do Santo Cálice que, junto com o Cabido Metropolitano, mantêm o culto e a difusão da devoção do Santo Cálice, que se expressa em peregrinações de paróquias e entidades religiosas e cívicas, todas as semanas, na celebração da “quinta-feira do Santo Cálice”.


Texto original no site da Catedral de Valência: http://www.catedraldevalencia.es/el-santo-caliz_historia.php



Tradução: Rodrigo Castellani


31 de jul. de 2009

Os aliados de Lula

Depois de o presidente Lula ter vendido a alma para o diabo, fazendo alianças políticas para poder governar, alianças inimagináveis para o PT há um tempo atrás, como o apoio do ex-presidente e senador Fernando Collor (quem se lembra da posição do PT e do Lula na campanha presidencial de 1989 e do impeachment?) e do senador Renan Calheiros, o que lhes valeu até elogios presidenciais, além do apoio mútuo entre o Lula e José Sarney. Mas não é somente na política interna que Lula tem apoios e apóia pessoas, digamos, de caráter contestável. Recentemente, a ONG internacional Human Rights Watch divulgou uma nota afirmando que o Brasil está usando seu voto no Conselho de Direitos Humanos da ONU “para proteger países com um espantoso registro de violações.

“Nós queríamos que o Brasil usasse a sua influência regional para mostrar um exemplo mais positivo para a promoção e proteção dos direitos humanos. E, para fazer isso, o Brasil tem que acabar com essa ideia de que a situação de direitos humanos é uma questão interna porque não é”, disse o diretor da Human Rights Watch, Iaian Levine


Vamos, então, conhecer àqueles que o governo Lula apóia:




Hugo Chávez, Venezuela: difunde e financia com seus petrodólares, em toda a América Latina, a tal “revolução bolivariana” para implantar o “Socialismo do século XXI”. Plano elaborado no Foro de São Paulo, que reúne membros da esquerda, desde políticos moderados á ditadores e terroristas. Chávez restringe cada vez mais a liberdade de expressão e imprensa na Venezuela; desrespeita outros poderes da República; persegue a oposição; expropria a seu bel-prazer propriedade privada; mudou a lei eleitoral em seu país para que possa ser eleito indefinidamente. Quer ingressar no Mercosul e, apesar de não cumprir requisitos mínimos exigidos sobre democracia e economia para tal ingresso, tem o apoio do Lula.



Evo Morales, Bolívia: outro membro do Foro de São Paulo. Fruto do marketing político que fez do cocaleiro, um indígena nato, seguidor de suas tradições (coisa que está longe de ser), rapidamente tomou a decisão de estatizar (palavra bonitinha para roubo) propriedades privadas, inclusive da Petrobrás, pagando indenização irrisória sem que Lula tomasse as devidas providências. Lula preferiu ficar ao lado de Morales e não do povo brasileiro que foi roubado. À exemplo de Chávez, também promoveu uma reforma constitucional, aumentando seus poderes e para poder se reeleger quantas vezes quiser. Persegue a oposição, fomenta atentados e dividiu o país quase e gerando uma guerra civil.






Fidel Castro, Cuba: grande ícone e fomentador do Foro de São Paulo. O apoio e a admiração de Lula ao ditador cubano são conhecidos de todos. Fidel liderou a revolução cubana em 1959 e durante seu regime ditatorial, foram mortas 300 mil pessoas, enviou tropas para lutar na África, reprimiu a oposição e o povo que se tornou prisioneiro da ilha. Os desrespeitos aos direitos humanos continuam no governo de seu irmão, Raul. Não há nenhuma perspectiva de democracia a curto e médio prazo e mesmo assim Lula defende o fim do embargo (?) a Cuba e a sua reabilitação na OEA.




Omar Al Bashir, Sudão: o governo Lula usa seu voto na ONU para defender o presidente sudanês. Por várias vezes, o Brasil, ou melhor, o governo Lula se absteve em aprovar ações mais contundentes contra o genocídio que acontece no Sudão, especialmente na região de Darfur, onde foram mortas mais de 300 mil pessoas e milhões de refugiados em seis anos de guerra. Omar Al Bashir foi condenado à prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia. O Sudão fornece armas para grupos terroristas, especialmente palestinos. Bashir não esconde sua satisfação com o apoio de Brasília.






Mahmoud Ahmadinejah, Irã: o controvertido presidente iraniano conta com o apoio de Hugo Chávez. Nega o holocausto dos judeus na segunda Guerra, governa um país teocrático com sérias restrições à liberdade individual, desrespeito aos direitos humanos e foi reeleito numa eleição com grandes indícios de fraude. Financia grupos terroristas e está se armando e é clara a intenção de produzir armas nucleares. Lula apóia o programa nuclear do Irã apesar das inúmeras recomendações e restrições dos observadores da ONU e da comunidade internacional.




Kim Jong-il, Coreia do Norte: em meio às pressões internacionais e ações – como embargos financeiros – contra a Coréia do Norte, que, sob comando do ditador Kim Jong-il, realiza testes nucleares e balísticos contrariando resoluções proibitivas da ONU, ameaçando começar uma guerra na região. Além disso, a Coreia do Norte é famosa pelos seus campos de concentração e pela fome que atinge metade da população. Mesmo assim, Lula pretende abrir uma embaixada naquele país que não recebe turistas, tem uma relação comercial insignificante com o Brasil. Por que abrir uma embaixada em Pyongyang senão por aproximação ideológica? Afinal, o governo Lula já se absteve de condenar os campos de trabalho forçado norte-coreanos.

Além de todos estes líderes, o governo Lula também mantém relações com grupos terroristas – como os Hamas – e narcoterroristas, como as FARC’s, tradicional aliada desde o Foro de São Paulo. Com a fachada do asilo político, mantém Olivério Medina – membro das FARC’s – como embaixador do grupo guerrilheiro. As relações entre o governo, o PT e as FARC’s ficaram comprovadas nos registros encontrados no computador do líder Raúl Reyes. Tudo leva a crer que as FARC’s tenham doado dinheiro – do tráfico de drogas, diga-se – para a campanha presidencial de Lula.

O governo Lula apóia a China, famosa pelos desrespeitos aos direitos humanos, censura, perseguição política e religiosa, cerceamento das liberdades individuais. O governo Lula quer desesperadamente conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU, ou melhor, quer produzir mais uma ação de efeito para enganar o povo, se mostrando como o maior e melhor governo que o Brasil já teve, querendo dar a entender que elevou o país no cenário mundial. Por causa disso, se põe ao lado de qualquer país que possa apoiá-lo. Neste sentido, Lula se alinha com países islâmicos e árabes, como o Paquistão e Arábia Saudita, conhecidos pelos seus históricos de crimes contra os direitos humanos. Vota alinhado com eles, inclusive, protegendo o já citado Al-Bashir, que tem livre acesso nos países-membro da Liga Árabe. Lula até preferiu apoiar o egípcio Farouk Hosny em vez do brasileiro Márcio Barbosa para ocupar o cargo de diretor-geral da UNESCO. O governo Lula também se omitiu na ONU diante dos massacres ocorridos no Sri Lanka entre o governo e militantes dos Tigres Tâmil.

O Brasil sempre teve a boa fama de ser um país pacífico e que resolve seus conflitos diplomaticamente. Porém, ser pacífico não significa ser omisso, principalmente quando os direitos básicos do ser humano está sendo violado. Corremos o sério risco de passarmos de um país pacífico para um país passivo. E todos sabem em que lugar os passivos tomam.



26 de jul. de 2009

A Multiplicação dos pães (João 6, 1-15)


"Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.” (Jo. 6, 15)

Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães, alimentando, com apenas cinco pães e dois peixes, uma multidão de mais de cinco mil pessoas que O seguia e ouvia Seus ensinamentos. Estas pessoas não tinham aonde comer e nem comprar o alimento. Jesus, contando com a generosidade de um menino que lhe doou os pães e os peixes, pôde alimentá-las e ainda sobraram doze cestos cheios. Diante deste maravilhoso milagre, a multidão queria coroá-lo rei, o que Ele rejeita imediatamente. Aquelas pessoas não haviam compreendido o significado profundo de tal milagre. Não era o fato de tê-los alimentado que contava. Jesus, no dia seguinte, faz Seu discurso sobre o Pão da Vida, a eucaristia. Ele mesmo daria Sua carne e Seu sangue como alimento, o verdadeiro alimento que não mantém a vida do corpo, mas dá a vida eterna. É Seu corpo, único pão, que se multiplica nos altares de Sua Igreja e alimenta Seu povo. A sobra de doze cestos cheios significa exatamente isto: seus doze apóstolos foram encarregados de distribuir os pães e em seus doze cestos sobraram aquele pão que era destinado a alimentar outras pessoas que não estavam ali. Estas pessoas somos nós que recebemos o Pão das mãos dos sucessores dos apóstolos, os bispos e seus colaboradores, os padres.

A incompreensão do povo que presenciou este milagre continua quando quer coroar Jesus como rei. De fato, Jesus é rei, mas Seu Reino não é deste mundo e queriam que fosse seu rei somente porque se saciaram. O Reino de Deus é mais do que bem-estar. Aliás, Jesus nunca prometeu isto para quem quer segui-Lo. Hoje, vemos muitos líderes que surgem em duas áreas, atraindo o povo prometendo exatamente isto. Uma das áreas é na religião. Proliferam-se igrejas e pastores prometendo bem-estar, vida confortável. Há casos, como nas áreas mais pobres ou como aconteceu na Guatemala após a passagem de um furacão, que estes pastores e missionários evangélicos, mostram e oferecem alimento aos necessitados para que se convertam à suas igrejas. Isto contraria a caridade que deve ser desinteressada. A caridade pode atrair as pessoas que reconhecem em quem a pratica, a bondade de Deus. Boas obras – se é que tais atitudes podem ser consideradas boas – jamais podem ser moeda de troca. Jesus nunca coagiu ninguém a se converter, nem antes nem depois de um milagre.


Outra área que tais líderes aparecem, é na política. O populismo que avança, principalmente nos países da América Latina, é uma prova disto. Aqueles governos que prometem ou dão dinheiro em forma de bolsa aquilo, bolsa isso, de maneira puramente assistencialista, são os mais populares. São estes presidentes que são aclamados “reis”. E usam esta popularidade para manipular o povo, chantageá-lo – caso saiam do governo, a mamata acaba – para se perpetuarem no poder. E, por detrás destes governos, há ações imorais e anticristãs.


Devemos combater a fome no mundo e, sem dúvida, a Igreja é a principal instituição que a faz. Deus nos deu alimento suficiente para alimentar satisfatoriamente toda a população do planeta. As técnicas agrícolas inovadoras que aumentaram e baratearam a produção de alimentos contrariaram todas as previsões catastróficas que apontavam para uma carestia em níveis nunca vistos. O que nos falta é distribuir este alimento, não desperdiçá-lo e os mais ricos colaborarem com tecnologia e planos de desenvolvimento agrícola nas áreas mais pobres do planeta. Ou seja, o que nos falta é conversão, é deixarmo-nos guiar pela caridade de Cristo aumentada em nós pela eucaristia. E lembremos sempre que "não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus". E que Palavra é essa senão Aquela que se fez carne por nós?



10 de jul. de 2009

As origens da igreja anglicana - Parte II


São Thomas Becket
Dando continuidade a refutação sobre a origem do anglicanismo informada pelo reverendo Aldo e por nosso leitor Alex. A partir do século X, a Grã-Bretanha, juntamente com o continente europeu, sofre uma segunda invasão bárbara: a dos vikings que a devastaram. Muitos cristãos são martirizados e basta uma breve consulta sobre a sucessão dos arcebispos da Cantuária neste período para se confirmar isto. Somente com a cristianização dos povos escandinavos que o terror cessa. Os vikings tomam a Grã-Bretanha e em 1017, Canuto I (que viria a ser imperador escandinavo) é coroado rei de toda a Inglaterra. Em peregrinação à Roma (1027) colocou seu reino sob a obediência direta do Papa. Porém, não se pode afirmar que a Igreja na Inglaterra tenha sido obrigada a se submeter à Roma. Ao contrário. A Igreja na Inglaterra sempre teve que lutar pela sua liberdade frente à ingerência real. O arcebispo da Cantuária, São Thomas Becket, que lutava pela liberdade da Igreja motivado pela reforma gregoriana que visava por fim às investiduras laicas, foi martirizado no ano de 1170 pelo rei Henrique II. A liberdade da Igreja na Inglaterra só foi garantida na Carta Magna (1215).


O fundador da igreja Anglicana (chamada também de Episcopal) foi o rei inglês Henrique VIII. Este recebeu do Papa Leão X o título de "Defensor da Fé" pela sua obra "Afirmação dos Sete Sacramentos" em resposta a obra de Lutero chamada "O Cativeiro Babilônico". Todavia, em resposta à recusa da anulação de seu casamento feita pelo Papa (posteriormente Henrique VIII casou-se e descasou-se sete vezes), o Rei instigou, em fevereiro de 1531, a assembléia do clero a proclamá-lo "Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra" o que na prática rompia a relação e a subordinação eclesiástica com a Santa Sé. Em 1532, o rei elevou à categoria de arcebispo de Cantuária (cargo mais alto da hierarquia anglicana) Thomas Cranmer que, numa viagem a Alemanha, tinha entrado em contato com o luteranismo.



A partir daí, a Igreja Anglicana afastou-se em muitos aspectos da doutrina católica, sendo muito influenciada por idéias calvinistas e luteranas. Consequentemente, muitos mosteiros foram fechados, relíquias e imagens foram destruídas. Apesar de guardar alguns aspectos da doutrina católica como os sete sacramentos e a hierarquia episcopal, nega a comunhão dos santos e a veneração à Virgem Maria. Não obstante, a hierarquia episcopal anglicana não é reconhecida pelo Vaticano, uma vez que foi reconstituída por Elisabeth I no ano de 1559, após ter sido praticamente extinta pelo rei anterior, quando nomeou um capelão dela a categoria de arcebispo de Cantuária, segundo um ritual novo chamado "Ordinal", confeccionado no reinado de Eduardo VI. (Bettencourt)

Henrique VIII
Henrique VIII desapropriou a Igreja e os católicos e os perseguiu condenando-os à morte. Inclusive seu chanceler, São Thomas More foi condenado à decapitação. As ordenações na igreja anglicana são inválidas e, portanto, se à época de Henrique VIII constituía um cisma, hoje a situação é mais grave:


“Por isto, e aderindo estritamente, neste caso, aos decretos dos pontífices, nossos predecessores, e confirmando-os mais completamente, e, como o foi, renovando-os por nossa autoridade, de nossa própria iniciativa e de conhecimento próprio, pronunciamos e declaramos que as ordenações conduzidas de acordo com o rito Anglicano foram, e são, absolutamente nulas e totalmente inválidas.” (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Cureae, 36 Apud. BRODBECK)


“O defeito de forma, no Ordinale eduardino, foi uma das razões mais fortes que determinou a decisão de Leão XIII contra a validez das ordenações anglicanas; defeito de forma que, como em seguida se vê, reflete um defeito de intenção. A razão que levou Leão XIII a não reconhecer como válidas – por defeito de forma – as ordenações anglicanas é substancialmente a mesma pela qual o Cardeal Legado Polo, enviado à Inglaterra nos tempos de Maria Tudor, não reconheceu como válidas as ordenações anglicanas realizadas de 1550 a 1553, sob Eduardo VI. Só quem tivesse sido ordenado antes de 1550, isto é, antes da composição do Ordinale eduardino, é que foi reconhecido como verdadeiro Bispo e como verdadeiro sacerdote tanto pelo Legado Polo como pela Rainha Maria. Quem tivesse sido ordenado segundo o Ordinale eduardino e manifestasse o desejo de ainda se dedicar à vida sacerdotal, era re-ordenado ‘de novo et absolute’. Os casos registrados são muitos, tanto antes como depois de 1704, ano em que essa disciplina foi declarada obrigatória pela Igreja Católica.” (REGINA, Prof. Giuseppe. O Anglicanismo. Panorama histórico e síntese doutrinária, São Paulo: Paulinas, 1960, p. 191, Ibidem)


Referências:

BETTENCOURT, Dom Estêvão. Apostolado Veritatis Splendor: O PROTESTANTISMO E SUA GENEALOGIA - PARTE II. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/801. Desde 02/07/2003.

BRODBECK, Rafael Vitola. Apostolado Veritatis Splendor: A SUCESSÃO APOSTÓLICA NA IGREJA ANGLICANA. A QUESTÃO DAS ORDENAÇÕES ANGLICANAS SEGUNDO LEÃO XIII. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4411. Desde 17/08/2007.


2 de jul. de 2009

Michael Jackson e o sofrimento na sociedade contemporânea


Uma overdose de analgésicos foi a primeira e mais forte hipótese levantada sobre a morte do cantor Michael Jackson. Sabia-se que Jackson fazia uso de medicamentos que tinham efeitos semelhantes à morfina e, provavelmente, fosse viciado nestes remédios. Michael Jackson teve uma infância marcada por sessões de espancamentos e humilhações praticadas por seu pai. O menor erro nos ensaios dos Jackson’s Five era motivo para as surras. Seu pai o humilhava quanto a sua aparência na adolescência, sobretudo destacando seu nariz e suas espinhas. Tanto era o medo que o pequeno Michael sentia do pai que chegava a vomitar. Tudo isto causou marcas e traumas profundos no cantor que, apesar do sucesso e dinheiro, teve uma vida marcada pelos sofrimentos, inclusive causados pelas acusações – pelo que parece – injustas de abuso de crianças. Michael se refugiou nos remédios. Analgésicos, tranqüilizantes, antidepressivos, levam a uma sensação de bem-estar. Funcionam como escape do mundo, das dores, das dificuldades, assim como todas as drogas. Isto leva-nos a refletir sobre o momento que o mundo moderno atravessa. Há um medo da dor. Um medo do sofrimento e da morte. Mais do que um medo, que é natural e benéfico ao ser humano, uma fobia, um pavor do sofrimento.

Desde que se iniciou uma descristianização do Ocidente, nossa sociedade não encontra mais sentido no sofrimento. Há uma tentativa de aboli-lo a qualquer custo. É justo que nos esforcemos para aliviar o sofrimento das pessoas, seja este físico ou psíquico. A Igreja, a exemplo de Seu Mestre, sempre se esforçou para isto. Porém, o sofrimento, assim como a morte, é decorrência do pecado e mostra nossas limitações. Todo esforço para aliviar o sofrimento será sempre paliativo.

Nossa sociedade entrou numa busca desenfreada do prazer, do hedonismo que desemboca invariavelmente no egoísmo, no desamor para consigo e com o próximo. E quando não se consegue atingir esta felicidade, impossível de alcançá-la nesta vida terrena, fora de Deus, o ser humano busca refúgio nas drogas, na violência, e até no extremo do suicídio. O sofrimento, como já foi dito, existiu e existirá. Jesus Cristo deu novo sentido ao sofrimento. Diante do sofrimento que antevia no Getsêmani, Jesus sentiu uma suprema angústia que O fez suar sangue (Cf. Lc. 22, 39-44). Porém, não recuou diante do horror da cruz. Quando foram crucificá-Lo, rejeitou o vinho misturado com mirra que Lhe ofereciam (Cf. Mc. 15, 23) e que tinha o efeito de sedativo (deixo claro que não é imoral aliviar o sofrimento de moribundos, pessoas em estado terminal ou que sofram de dores terríveis). Jesus tinha o poder de descer da cruz e seus adversários desafiaram-No a fazer isto (Cf. Mc. 15, 32), porém Ele sabia que do Seu sofrimento e morte, Deus – que jamais quer o sofrimento para seus filhos – tiraria um bem maior, a salvação do gênero humano.


Nossa sociedade rejeita Deus, Suas leis, Sua Igreja. Num ambiente cada vez mais relativista e secularizado, cada pessoa faz sua própria moral e, ainda que não se declarem ateias, vivem como se Deus não existissem ou acabam criando seu próprio deus; a palavra de ordem é aproveitar a vida com todos os gozos que ela possa oferecer. Se não há vida eterna, por que se sacrificar? Qual valor em renunciar a nossos impulsos e paixões? Diante deste quadro, aparecem as conseqüências terríveis ao sermos atingidos, mais cedo ou mais tarde, pelo sofrimento. Não sabemos mais lidar com ele. A Igreja sempre ensinou que podemos unir nossos sofrimentos ao sofrimento de Cristo para a salvação do mundo. Ou seja, não sofremos em vão. Completamos em nós o que falta na paixão de Cristo (Cf. Cl. 1, 24). Deus está no comando de nossas vidas. Se sofremos por conseqüência dos nossos atos ou dos atos de outros, Deus tirará daí um bem. Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8, 28). Através do sofrimento, Ele poda-nos para que demos mais frutos (Cf. Jo. 15, 1-8). Lembremos sempre que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Rm. 8, 18). Paciência e resignação não fazem mal a ninguém.




25 de jun. de 2009

Idade das Trevas - A Mulher na Idade Média

O total desrespeito e opressão às mulheres é uma das lendas sobre a Idade Média. Nada mais falso. Além de a mulher ter tido uma liberdade verdadeira, comparada somente com nossa época, foi na Idade Média que o modo de os homens tratarem às mulheres ganhou mais delicadeza. Basta dizer que é dessa época que surgiu o termo cavalheiro, cujas regras englobam o trato com as mulheres. 

Mas, vemos artigos e livros, pretensamente históricos, principalmente escritos por historiadoras feministas (aliás, mais feministas que historiadoras), como Maria do Amparo Tavares Maleval, por exemplo, cheios de jargões feministas, que pinçam entre os escritos medievais, textos (fora de contexto muitas vezes) para provar uma misoginia medieval, uma perseguição às mulheres. E, como não pode faltar, tudo patrocinado pela Igreja, é óbvio. É na Idade Média que surge o amor cortês, cujo centro é a mulher. Vejamos uma dessas canções do século XII:

Nem por trabalho nem por pena
Nem por dor que tenha 
Nem por ira dolorosa
Nem por mal que sofra
Jamais abandonarei

A minha dama um só dia.

Senhora, de todas a única
Bela e boa, justamente louvada.
Belo prazer, a quem não ouso dar nome.

Senhora, de quem não ouso dizer o nome,
Na qual todas as virtudes se confundem
De cortesia tendes fama
E de valor admirada.

Obra de Deus, digna, louvada
Mais do que qualquer pessoa
De todos os bens e virtudes dotada
Quer de espírito como de caráter.

(PERNOUD, Régine. Luz sobre a Idade Média. Publicações Europa-América. Lisboa, 1997, p. 117)

Agora, vejamos uma canção dedicada às mulheres no século XX/XXI:

Olha a cachorra!!
Deixa a cachorra passar (Ela quer rebolar!)
Deixa a cachorra passar (Chama ela pra cá!)
Deixa a cachorra passar (Ela quer provocar!)

Mexe o bumbum, mexe o bumbum mexe e vem pra cá
Ela anda rebolando
Ela só quer te provocar

Não é tchutchuca e nem gatinha, é uma cachorra
Em todo o canto da cidade ela tá sempre por aí
É só olhar na cara dela ela só falta latir
É meia-noite é meio-dia ela nunca quer saber
Mexe o bumbum a toda a hora e me faz enlouquecer

Eu to mordido eu to bolado mesmo sendo o Tigrão
Vem latir no meu colinho que eu já vou te dar pressão
...
Deixa a cachorra passar (Ela quer rebolar!)
Deixa a cachorra passar (Chama ela pra cá!)
Deixa a cachorra passar (Ela quer provocar!)
Mexe o bumbum, mexe o bumbum, e vem pra cá!

Academia, malhação, ta posando um avião
Marquinha de biquini que dispara o coração
Não adinta disfarçar, todo mundo quer pegar
Senta aí,fica ligado que o tigrão vai te ensinar
Vou prender numa coleira, dar pressão a noite inteira

A cachorra quer brincar, vou chamar ela pra cá
Tá com o rabo balançando, tá querendo provocar
Pra lá, pra cá

Deixa a cachorra passar (ela quer rebolar) 
Deixa a cachorra passar (chama ela pra cá)
Deixa a cachorra passar (ela quer provocar)
Então maxe o bumbum, mexe o bumbum, e vem pra cá

(Bonde do Tigrão)

Esta é só uma das várias músicas que denigrem a mulher. E não apenas no funk carioca. Há músicas sertanejas, pagodes, músicas de axé, ou seja, dos mais variados estilos e ritmos, que coisificam a mulher. E não é um fenômeno somente brasileiro. Assim é tratada a mulher no Ocidente. Se os historiadores forem “seletivos” na coleta de material para as pesquisas sobre nossa época, qual será a conclusão sobre a condição das mulheres e o tratamento dado a elas?



18 de jun. de 2009

As origens da igreja anglicana - Parte I

São José de Arimateia
Aproveitando o comentário do Alex e a entrevista do reverendo Aldo, desmitificarei algumas afirmações sobre o anglicanismo. De fato, provavelmente o cristianismo esteja presente nas ilhas britânicas desde os primeiros séculos de nossa era, levado pelos soldados romanos. Não sabemos se as lendas surgidas nas novelas arturianas sobre José de Arimateia ter pregado o evangelho nas ilhas britânicas tenha algum fundamento. Diz a lenda que ele fundou a primeira igreja em solo britânico, em Glastonbury Tor, aonde mais tarde surgiu uma abadia que foi fechada por Henrique VIII no ano de 1539.
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Após a queda do Império Romano no Ocidente (lembrando que a primeira província romana que os romanos perderam foi a Britânia), os anglos, saxões e jutos invadiram e devastaram a ilha, quase acabando com os cristãos que estavam ali. São Columbano e os missionários irlandeses foram quem começaram a re-evangelizar a Grã-Bretanha dividida agora em vários pequenos reinos bárbaros.
Ruínas do mosteiro de Glastonbury
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Em 596, Santo Agostinho da Cantuária e mais quarenta monges beneditinos são enviados pelo Papa São Gregório Magno para evangelizar a Angland. Graças à princesa Berta, filha do rei de Paris, cristã e esposa do rei Etelberto de Kent, Santo Agostinho teve êxito em sua missão. Funda a diocese de Cantuária e é nomeado arcebispo primaz da Inglaterra. Mais tarde, erige outras duas dioceses: Londres e Rochester. Alguns anglicanos, entre eles o reverendo Aldo, objetam que já havia cristãos na Grã-Bretanha “antes da Igreja Romana chegar” – o fato de existir cristãos em determinada região não caracteriza uma igreja independente. Jamais houve igrejas independentes (ao menos que fossem heréticas) como querem fazer crer os protestantes – e que estes foram obrigados a se submeter ao Papa.
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Como apenas quarenta monges, sem qualquer apoio militar, conseguiriam submeter uma população de cristãos, ainda que estes fossem a minoria, já que a imensa população de Grã-Bretanha do século VI era pagã? Por que não há sequer uma prova histórica mostrando que estes cristãos locais rejeitaram a missão de Santo Agostinho delegada pelo Papa?
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Santo Agostinho da Cantuária
Reverendo Aldo usa a velha tática de citar o imperador Constantino como pretenso fundador da Igreja Romana e que teria obrigado a todos os cristãos a obedecê-la. Primeiramente, Constantino não fundou igreja nenhuma. Queria ver algum documento histórico com o mínimo indício desta falácia protestante sem embasamento histórico nenhum. A Igreja católica foi fundada por Jesus Cristo sobre São Pedro e os apóstolos e continua em seus legítimos sucessores.
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“Segundamente”, Constantino não obrigou ninguém a ser cristão, muito menos católico. Quis colaborar com a ortodoxia da Igreja, se esforçando para colocar fim à heresia ariana (os anglicanos são arianos?) e, posteriormente, seus sucessores foram arianos, perseguindo, inclusive os católicos.
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O reverendo Aldo apela para a Inquisição. Se tivermos como base a época da missão de Santo Agostinho, faltava, no mínimo, “apenas” seis séculos para os tribunais da Santa Inquisição serem criados e praticamente não existiram na Inglaterra. Portanto, o anglicanismo não tem outra origem, senão em 1531, com o cisma de Henrique VIII. Por hoje é só. Não percam os próximos capítulos sobre o anglicanismo.
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Referências:
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José de Arimateia. Disponível em: <http://www.opusdei.org.br/art.php?p=16244>;. Acesso em 16 de junho de 2009.
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AQUINO, Felipe. Uma História que não é contada. 1ª Edição. Editora Cléofas. Lorena, 2008.



17 de jun. de 2009

Bomba na Parada Gay: atentado ou armação?

Não gosto muito das teorias da conspiração, mas, não sei se é por ter muito tempo ocioso ou efeito daquelas bobagens que a gente pensa antes de dormir, comecei a desconfiar da veracidade do atentado a bomba contra um grupo de homossexuais após a Parada Gay realizada no último domingo em São Paulo. É muita coincidência para ser só coincidência. Vamos aos fatos: Parada Gay é realizada a 13 ânus, ops, anos e não foram registrados atentados. Justamente neste ano, quando o governo Lula decide oficializar, junto com nove ministros de Estado, o “estatuto homossexual”, uma pretensa arma contra a homofobia (que já é crime), cuja intenção real é aprovar leis contra o Direito natural e moral e implantar a censura no Brasil, ao menos sobre o assunto homossexualidade, acontece este “incidente”.

Estranho, não? Parece muito um atentado forjado para dar razão e apressar a tal “lei de combate à homofobia” (a lei da mordaça gay) que tramita no nosso estimado e prestativo Congresso Nacional. Casos de estatísticas forjadas, como as usadas na aprovação do aborto nos EUA é coisa comum. Atentados a bomba também.


Não seria o primeiro caso na História: em 30 de abril de 1981, um atentado mal sucedido, durante as comemorações do Dia do Trabalho, no Riocentro, matou um sargento e feriu um capitão do Exército. Teria sido uma tentativa de setores mais radicais do regime militar de forjar um atentado cuja culpa recairia sobre os grupos de esquerda (o que não seria difícil de acreditar, já que era uma constante da esquerda) e fazer parecer necessária uma nova onda de repressão e paralisar a lenta abertura política que estava em andamento no governo do general Figueiredo.


Outro caso ocorreu no ano de 2000. José Eduardo Bernardes da Silva, funcionário da Anistia Internacional em São Paulo, forjou dois atentados a bomba contra si próprio e enviou algumas cartas ameaçadoras a políticos, grupos homossexuais e de combate ao racismo (leia mais aqui). Visava “criar” skinheads para alavancar a Anistia e ter status de “perseguido político” para conseguir refúgio na Espanha.


Pode ser um atentado realmente. Afinal, há preconceito e atos de violência verdadeiros contra homossexuais. Posso estar errado e se ficar comprovada a autoria do atentado, postarei aqui. Mas que é estranho, é.



14 de jun. de 2009

A Proibição da Bíblia pela Igreja Católica - uma fraude protestante

Durante um debate numa comunidade do Orkut, apareceu uma acusação comum feita pelos protestantes: que a Igreja proibiu a leitura da Bíblia. Pensando eu que se tratava novamente de acusações levianas e más interpretações de decisões conciliares e papais que sempre protegeram a pureza das Sagradas Escrituras e sua correta interpretação, não dei muita atenção ao fato. Foi aí que, para minha surpresa, o protestante em questão apresentou um documento, trazendo inclusive a fonte, que provaria a tal proibição. O texto apresentado é este:

(...) Convocou três bispos, dos mais sábios, e lhes confiou a missão de estudarem com cuidado o problema e apresentarem as sugestões cabíveis. Ao final dos estudos, aqueles bispos apresentaram ao papa (Júlio III) um documento intitulado: "Direções Concernentes Aos Métodos Adequados A Fortificar A Igreja De Roma".

Tal documento está arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, p. 641 a 650.

O trecho final desse ofício é o seguinte: “Finalmente (de todos os conselhos que bem nos pareceu dar a Vossa Santidade, deixamos para o fim o mais necessário), nisto Vossa Santidade deve pôr toda a atenção e cuidado de permitir o menos que seja possível a leitura do Evangelho, especialmente na língua vulgar, em todos os países sob vossa jurisdição. O pouco dele que se costuma ler na Missa, deve ser o suficiente; mais do que isso não devia ser permitido a ninguém. Enquanto os homens estiverem satisfeitos com esse pouco, os interesses de Vossa Santidade prosperarão, mas quando eles desejarem mais, tais interesses declinarão. Em suma, aquele livro (a Bíblia) mais do que qualquer outro tem levantado contra nós esses torvelinhos e tempestades, dos quais meramente escapamos de ser totalmente destruídos. De fato, se alguém o examinar cuidadosamente, logo descobrirá o desacordo, e verá que a nossa doutrina é muitas vezes diferente da doutrina dele, e em outras até contrária a ele; o que se o povo souber, não deixará de clamar contra nós, e seremos objetos de escárnio e ódio geral. Portanto, é necessário tirar esse livro das vistas do povo, mas com grande cuidado, para não provocar tumultos."

Bolonie, 20 Octobis 1553

Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta, Gerardus Busdragus. 


Pesquisando na internet, encontrei vários sites protestantes – inclusive, um deles informa que há 22 sites em português com este mesmo texto – que o apresentam como um troféu.

Vamos pela análise lógica do documento. Como pode três bispos “dos mais sábios”, aos quais foi recomendado um estudo e propostas contra o protestantismo, apresentarem uma carta ao Papa dando razão à heresia protestante sem serem, ao menos, repreendidos pelo Santo Padre? Muita incoerência! Além disso, o Papa deixaria um documento desta relevância à mercê dos inimigos da Igreja para poderem acusá-la?

Vamos nos focar agora no documento: o documento existe, está na Biblioteca Nacional da França. Para não restar dúvidas, deixo minhas opiniões de lado e transcrevo apenas o que a Biblioteca responde por e-mail (em inglês, a tradução é minha) a quem procura informações sobre o documento:

O texto que você procura é uma sátira do papado publicada em 1553 sob o título “Consilium quorundam episcoporum Bononiae congregatorum quod de ratione stabiliendae Romanae Ecclesiae Iulio PM datum est”.

Foi escrito por Pietro Paolo Vergerio (1498-1565), que foi bispo de Modrusch e depois de Capo d'Istria, antes de passar à Reforma em 1549. Coloca em cena, três bispos que aconselham ao Papa Júlio III sobre a forma de restabelecer a autoridade papal. Entre outras coisas, eles sugerem a introdução de novas cerimônias faustuosas e a destruição das Bíblias em língua vernácula.

Três diferentes edições foram microfilmadas e você pode pedir uma cópia das mesmas através do Departamento de Reprodução da Bibliothèque Nationale de France. Veja todos os pormenores em nosso site: <http://www.bnf.fr>. Pelo menu suspenso, selecione: La Bibliothèque> Services au public> Commander une reproduction de documents.

Aqui estão as referências completas sobre o texto:
O texto em latim foi publicado por E. Brown em 1690: GRATIUS, Ortuin de Graes, dit. – Fasciculus rerum expedentarum et fugiendarum… Opera et studi Edwardi Brown,…- Londoni: 1690. Assinado: “Vincentius de Durantibus, episc. Thermularum Brixiensis; Egidius Falceta, episc. Caprulanus; Gerhardus Busdragus, episc. Thessalonicensis.” Código ("cote" em francês): [B 341 2, código anterior: [B 103 8

Este texto é largamente atribuído à P.P. Vergerio e pode ser encontrado no primeiro volume das suas obras completas publicado em 1563. A edição Gratius inclui o texto "Consilium quorundam episcoporum Bononiae congregatorum..." por Pietro Paolo Vergerio. Em microfichas (10 páginas correspondentes às páginas 641-650). Microfilme código: m. 5528

A tradução francesa, publicada em 1564: Vergerio, Pietro Paolo. – Le Conseil des trois évêsques sur la détermination du Concile général de Trente, envoyé au Pape Paul troisième et trouvé en son palais après sa mort… (Assinado: Robert Vuacop, Thomas Stella, Theodore Marcel.) Código: [B 5445 4 Microfilme código: m. 5527 (em particular os dois lados da folha C2).

Algumas passagens alteradas a partir da tradução francesa: "Consultation de trois évêques sur les moyens de soutenir l’Eglise romaine présentés au pape Jules III" em 1553, publicado em 1884 por Paul Besson. Código: [8° H parte 329 Microfilme código: m. 5526 (em especial, p. 9-10).
Atenciosamente,

Pour le SINDBAD
Françoise Simeray
Départment Philosophie, histoire, sciences de l’homme
Bibliothèque Nationale de France

A última página do documento disponível na Biblioteca Nacional da França exclui qualquer dúvida definitivamente:

“Embora apenas parcialmente consagrado à leitura da Bíblia, o texto de Vergerio tem sido utilizado frequentemente nas controvérsias entre protestantes e católicos sobre este assunto, mesmo após a crítica feita por numerosos teólogos (consultar a tese de teologia protestante de A. Ch. Siegfried – A Vida e a obra de P. P. Vergerio, Strasbourg, 1857 – in-8°, p. 39).
Estes estudos revelam que P. P. Vergerio é verdadeiramente o autor de Consilium quorundam episcoporum..., cujo texto figura em suas obras completas publicadas em 1563.
Este texto é parte de seus numerosos opúsculos publicados anonimamente durante sua violenta polêmica com o papado. É impossível admitir que “Consilium quorundam episcoporum...” emane de qualquer autoridade da Igreja Católica.” (A tradução é minha)

O texto apresentado nos sites protestantes é apenas uma parte da obra de Pietro Paolo Vergerio usado para confundir os católicos.
 Pietro Paolo Vergerio (1498 - 1565) 
                                               

Como se vê, o texto comprovadamente é uma fraude, assim como muitas outras que surgiram no período da Revolta protestante, onde se afirmam calúnias que até hoje se divulga. Os Testemunhas de Jeová andaram por muito tempo com este texto nas mãos, confundindo os católicos de todas as partes do mundo, publicando-os em suas revistas e artigos. Agora, este texto é difundido pela internet sem a menor preocupação com a Verdade, senão com a verdade religiosa, ao menos com a verdade histórica. Pecam descaradamente contra o oitavo mandamento, levantando falsos testemunhos atrás de falsos testemunhos. Quem é o pai da mentira, cujos mentirosos são filhos? O texto em questão existe e é verdadeiro, mas é verdadeiro por ser uma tentativa de forjar uma decisão papal sobre a leitura da bíblia. O texto é verdadeiro. A interpretação é falsa.

Este documento está disponível ao público no site da Biblioteca Nacional da França. Pra visualizá-lo na versão francesa, clique aqui.

Uma observação final: fiz esta pesquisa em meados de 2008 e a enviei por e-mail a alguns sites protestantes que continham o referido texto. Apenas o site da CACP retirou o artigo – ao menos não o encontrei mais, nem no link que tinha, nem buscando no site. Bom, se cada vez que alguém enviar um texto rebatendo todas as mentiras que este site traz sobre o catolicismo e honestamente, como foi nesse caso, os artigos foram retirados, o site acaba.

Referências:

A Proibição da Bíblia e os Três Bispos. Disponível em: <http://caiafarsa.wordpress.com/a-proibicao-da-biblia-e-os-tres-bispos/>. Acesso em: 18 de maio de 2008.

LEBLANC, Michel. Canular fondamentaliste: Un document décourageant la lecture de la bible à l’époque du Pape Jules III?. Disponível em: <http://v.i.v.free.fr/pvkto/canular-julesIII.html>. Acesso em 24 de maio de 2008.

Roma e la bibbia – Documento Storico al tempo della Riforma. Disponível em: <http://www.infotdgeova.it/roma.htm>. Acesso em 20 de maio de 2008.



11 de jun. de 2009

O proselitismo do reverendo Aldo Quintão

O Programa do Jô, do último dia 10 de junho, exibiu uma entrevista com o reverendo Aldo Quintão, deão da catedral anglicana de São Paulo. Não sei se é porque o programa Fala Que Eu Te Escuto, da rede Record, tem dado mais audiência que o talk-show do Jô, o programa resolveu levar lá este simulacro de padre – e de humorista – para falar mal, criticar e debochar da Igreja Católica, de sua hierarquia e doutrina, de Nossa Senhora.

Todo deboche do referido reverendo vinha antecedido por aquela falsa humildade típica, fazendo cara de coitado que foi oprimido pela Igreja, especialmente quando um bispo o proibiu de celebrar casamentos em templos católicos (não citou o nome do bispo, nem onde fazia casamento): “Amo meus irmãos católicos”, “Respeito muito a Igreja Romana”. Não entendo como se respeita e debocha ao mesmo tempo. O que me deixou pasmo foi saber que o “padrinho” de ordenação dele foi o padre Zezinho.

O reverendo Aldo se utilizou da entrevista para fazer um proselitismo agressivo, usando a velha tática protestante de atacar a Igreja. Distorceu – ou desconhece – fatos históricos, tais como o surgimento da igreja anglicana e a sua fundação por Henrique VIII. Foi evidente a vergonha de pertencer a uma igreja fundada por um assassino, ladrão e adúltero. Se eu não tiver preguiça, detalharei mais sobre isto em outras postagens. Disse ser “um servidor de Cristo e não um empresário” (para diferenciar a igreja anglicana das neopentecostais), porém, num ato falho, disse que “é difícil concorrer com as igrejas católicas”. Ou seja, concorrência quem faz é empresa, não é mesmo?

Aldo foi ao programa porque ficou conhecido como o religioso que mais faz casamentos no Brasil e deixou claro que, na igreja dele, pode-se casar quantas vezes quiser. A intenção é clara: conquistar adeptos para a igreja anglicana que estava falindo em São Paulo. E como já sabemos a tal igreja é um balaio de gato, onde bispos assumidamente gays andam com seus maridos pelas ruas sem qualquer constrangimento. E esta doutrina relativista é a arma utilizada pelo reverendo para conquistar público. Temas como aborto, métodos contraceptivos, pesquisa com células-tronco embrionárias, homossexualidade, divórcio, todos apoiados ou adocicados pela doutrina (se é que existe uma) anglicana, usando a velha cantilena de amor ao próximo, que Jesus não julga ninguém, ou seja, que ninguém precisa se converter, que a fé se faz ao gosto do freguês. Parece que já está dando resultado. Ele mesmo, em determinado momento, citou que a comunidade anglicana da catedral saltou de trinta para mil pessoas.

Ao fim, ridiculamente, disse que todos os que são contrários aos posicionamentos da Igreja Católica, principalmente morais, é um anglicano. Aposto que o próximo programa que ele aparecerá será o Superpop... Enquanto isso, por que será que a maioria dos 81.775 cristãos que, no ano passado, aderiram à Igreja Católica nos EUA, eram anglicanos? Por que será que a Traditional Anglican Communion, com 400 mil fiéis, espera ansiosamente que a Santa Sé aceite seu ingresso na plena comunhão com a Igreja Católica?


3 de jun. de 2009

O Ocidente abandona suas tradições

O Ocidente abandona a cada dia suas tradições, resolveu esquecê-las, ou pior, tem vergonha de seu passado, de suas raízes. Como exemplo podemos citar a Constituição da União Européia que não faz nenhuma referência às raízes cristãs do Velho Continente. As mesmas raízes que fizeram da Europa o que ela é. Consideram a Igreja um empecilho que precisa ser superado em prol da união das nações, união esta que não é nem sombra da Cristandade medieval.

No ocidente, o presente é sempre visto como melhor que o passado. Vive-se uma ânsia de superá-lo. Talvez seja por isso que o Ocidente seja a parte do planeta onde as transformações acontecem com maior rapidez, de uma década para outra, e também, por isso, seja a região que mais desvaloriza os idosos. Estamos subindo uma escada cujos degraus anteriores desaparecem.

Nos transformamos nos maiores importadores de tradições da História. E se no rótulo destas tradições vier a inscrição "milenar", melhor ainda. O que aconteceu com nossas tradições milenares? As nossas são piores que a dos outros? A cada dia surge uma dessas religiões com inspiração oriental ou modinhas como a yoga, meditações, mantras. Não se suporta uma missa em latim, mas repetir um monte de bobagens em sânscrito, sem entender uma palavra sequer é ser cool. Foi e continua sendo do Ocidente os maiores avanços na medicina, porém eleva-se louvores à acupunturas, à medicina ayurvedica, destacando seus sete milênios e esquece-se que indianos e chineses sempre morreram como moscas e se a saúde na naquela região do planeta melhorou um pouco, foi graças a influência da medicina ocidental. Está acontecendo uma orientalização do Ocidente. Quando o fenômeno oposto ameaçou as tradições do Oriente, a resposta não demorou a vir e, muitas vezes, veio de forma violenta, como no Irã ou no Afeganistão. Não vejo a mínima reação no Ocidente. Pelo contrário.

A Europa secularizada, ou melhor, laicista, corre o risco de se tornar muçulmana dentro de algumas décadas graças ao grande número de imigrantes e pelas taxas de natalidade entre os islâmicos serem maiores. E se a Turquia se tornar membro da União Européia, a coisa desanda de vez. Tornar-se-á a porta de entrada dos muçulmanos na Europa. Por aí vemos o total desprezo pelas tradições cristãs da Europa. O que a Turquia tem em comum com nossa cultura ocidental? Nada. O que não conseguiram pela força, os seguidores de Maomé conseguirão por esta manobra bem orquestrada – ou alguém duvida que tudo é pura coincidência? Os muçulmanos sempre olharam com olhos de cobiça para a Europa com seu clima ameno e terras férteis, mas sempre foram escorraçados pelos cristãos e obrigados a viverem comendo areia.

As mesquitas na Europa se espalham a cada dia e são financiadas pelos grandes países islâmicos (Arábia Saudita, Argélia, Marrocos) e o proselitismo, especialmente nos subúrbios das grandes cidades, não apenas na Europa, mas até mesmo no Brasil, começa a dar resultado. Hoje vemos uma nova invasão bárbara e os que hoje aplaudem e gabam-se de construir uma sociedade “pós-cristã”, perceberão que eram felizes e não sabiam.



15 de mai. de 2009

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus.” (Mt. 5, 8)

A pureza de coração consiste em fazer o bem às pessoas, ajudá-las, por amor, por solidariedade, sem segundas intenções. Jesus foi puro de coração porque não fez nada, nem um milagre em favor de alguém, pensando em recompensa. Nem mesmo coagia a pessoa a se converter. Curou o servo do centurião romano e o filho do oficial de Herodes, mas não procurou estas influências políticas para defendê-Lo diante de Pilatos.
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O outro sentido de pureza na Bíblia é sexual. A pureza aqui não é uma bobagem para virgenzinhas recatadas e solteirões recalcados como o mundo quer nos passar. Mas é toda a ordenação sexual do homem e da mulher, que deixam de ser escravos de seus sentidos como os animais. É a ordenação do relacionamento conjugal sem aquela idéia perversa de que entre quatro paredes vale tudo. É a castidade dos solteiros, para aqueles que aliviam a consciência com as desculpas do mundo: “pecado é matar e roubar. Eu não estou fazendo mal a ninguém”, enquanto se perdem em prazeres egoístas e até antinaturais.
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Os puros de coração verão Deus, porque Ele é puro e nada de impuro entrará diante da visão beatífica de Deus. Mas, desde já, se mantivermos a pureza de coração pela graça de Deus, podemos vê-Lo, não apenas “ver” no sentido de enxergar, mas como aqueles gregos que subiram a Jerusalém para adorar e pediram aos apóstolos para verem Jesus, ou seja, conhecê-Lo intimamente.


Tabu, só o ovo de tartaruga



Depois da participação do nosso ministro do meio ambiente Carlos Minc na Marcha da Maconha, que ocorreu no ultimo dia 9 em todo o Brasil, mas teve seu ponto forte no Rio de Janeiro (por que será?), você pode perguntar: o que o ministro do meio ambiente faz numa passeata de tamanha relevância? Faz todo sentido! Maconha, erva, planta, meio ambiente. Entendeu? Pois é, pouco importa se os usuários, vistam eles coletes cafonas ou não, patrocinem a violência. Não pode vencê-los, junte-se a eles. Transformemos por decreto os traficantes em comerciantes bem-sucedidos. Acabemos com o crime, legalizando-o. É muito mais simples e barato que combatê-lo. Mas o ministro certamente cometeu uma gafe; os maconheiros, graças a fumaça da erva, colaboram para o aquecimento global. Pegou mal, hein ministro?

As justificativas dos liberais, da esquerdalhada que polui o governo, é sempre a mesma quando se trata da defesa de assuntos imorais como este. “Chega de hipocrisia!” (admirável, o PT combate a hipocrisia!) “Chega de tabu!”. No Brasil, é tabu só o ovo de tartaruga. Isso mesmo, se um pobre caiçara desavisadamente pisa num ovo de tartaruga-marinha será preso. Comer então é inimaginável, crime inafiançável e que ninguém toque neste assunto. É tabu. Mas o baseado tem que liberar.

Ou seja, seremos eternamente privados de nos deliciarmos com uma saborosa omelete de ovos de tartaruga enquanto os maconheiros poderão viajar em seus tarugos da erva danada com apoio governamental? Definitivamente, não é justo!

Além disso, as tartarugas-marinhas são mães desnaturadas, que largam seus ovos e nem ao menos os chocam. Sou muito mais a galinha!




11 de mai. de 2009

A Marca da Besta: assistam e se surpreendam com esta revelação

Uma revelação importante. Finalmente torna-se conhecida a marca da Besta. Que estejamos alertas!

Infeliz Dia das Mães

Ontem se comemorou o Dia das Mães. Exatamente nesta semana que acontece tal comemoração, foi veiculado pelo Jornal da Globo, o caso de Munira Khalil El Ourra e Adriana Tito Maciel, um par de lésbicas que está lutando na justiça para poder registrar os filhos gêmeos que nasceram de Adriana, com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Em março, a Revista Época já tinha feito uma reportagem com as duas, assim que entraram na justiça paulista com o pedido. A coisa é mais complicada do que se parece (se é que pode ser mais complicada).

Como o mal não se sacia, vamos à linha de imoralidades contida no caso: primeiramente, a relação homossexual que é uma depravação grave e antinatural; depois, resolvem ter filho, pouco importando com o desenvolvimento psicológico e social desta inocente criança, no caso, crianças; aí, como se não bastasse, querem simular uma geração natural de filhos, como faria um casal. A idéia de adoção por pares de homossexuais é coisa do passado, não sejam retrógrados por pensarem que esta é a solução mais simples. A coisa é inovar! Então, vão a uma clínica de fertilização artificial, pegam o esperma de um indivíduo desconhecido, que se comporta pior que um animal (pensem: o que leva um homem a doar sêmen? Eu não consigo entender...), retiram o óvulo de Munira, fertiliza-os e implanta-os no útero de Adriana. Que lindo!

E tudo isto se desenvolve na reportagem num tom melodramático, mostrando uma corrida contra o tempo e contra a infertilidade. Seria trágico se se tratasse de uma família, de uma mulher que acaba de se casar e não poderá ser mãe biológica. O caso está correndo na justiça de São Paulo. Hoje, o juiz da 6ª Vara da Família do Fórum de Santo Amaro negou a liminar, adiando o julgamento definitivo. Ainda existem juízes justos, porém não temos certeza se a decisão será mantida no julgamento final. É pouco provável, todos querem ser moderninhos e o lobby é imenso. Pessoas que vivem no pecado, na imoralidade, sempre existiram e sempre existirão, até mesmo dentro da Igreja. Pensar que isto é felicidade e querer condenar suas almas por toda a eternidade ao inferno é um decisão pessoal, ainda que todo pecado pessoal tenha consequência a todos, porém, querer legitimar tais atos, lutar por um direito que não existe, é demais. Não existe direito quando este contraria a lei natural. Legal mesmo é na Espanha socialista de Zapatero, não é mesmo?

A reportagem da Época, em certo momento, cita: “Como qualquer família normal”. Não é possível chamar isto de família, quanto menos de normal. O Estado não tem o direito de definir o que é família. A família é divina e antecede ao Estado. A família é formada por pai e mãe, casados legitimamente diante de Deus, e filhos (ou ao menos, se infértil, o casal deve estar aberto à fecundidade). O que passa disso é aberração.

Sem o temor a Deus, assim caminha a humanidade nesta Idade das trevas na qual vivemos, numa egolatria que rumará à desgraça. Que Nossa Senhora, a Mãe de Deus e da Igreja, interceda por todas as mães, as famílias e por nós.