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6 de nov. de 2011

Solenidade de Todos os Santos

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 5, 1-12

Neste domingo, comemoramos o dia de todos os santos aqueles que foram fiéis a Jesus Cristo. Lemos no evangelho de hoje as bem-aventuranças, a “receita” de santidade que Jesus nos deu. Olhemos para os santos que a Igreja nos apresenta como modelos e obras-primas de Deus para que possamos imitá-los em nossa vida cristã. Neste dia, não honramos apenas os santos canonizados, mas todos aqueles anônimos que estão nos céus. O mundo de hoje não quer ouvir falar em santidade, que demanda sacrifício, renúncia de si próprio, entrega total a Providência Divina. Uma vida mais confortável, o imediatismo, o prazer desenfreado, fez com que o céu se tornasse desinteressante. A humanidade quer o céu aqui e agora. Abramos os nossos corações corajosamente a Jesus Cristo. Desejemos somente Ele, nosso Sumo Bem. Abandonemos o pecado e olhemos para os santos de Deus. “Se eles puderam, por que não podemos também?”

Fazemos nestes dias memória de todos aqueles que morreram na graça de Deus, tanto os que estão em Sua glória, os santos, quanto os que, ainda que salvos, estão em estado de purificação, pagando as penas temporais que não puderam ou não tiveram a oportunidade de pagar na terra. Comemoramos todos os santos, que foram fiéis a Cristo e que, no céu, não cessam de orar por nós. De nossa parte, ofereçamos a Deus nossas orações por nossos irmãos que padecem no purgatório, para que sejam purificados e adentrem a presença de Deus. Fazemos parte do mesmo Corpo místico de Cristo, estamos em comunhão, no amor que não acaba com a morte. A morte não tem a última palavra para os que crêem em Cristo. Nosso fim último é a ressurreição.



30 de jan. de 2011

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 5, 1-12a

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“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt. 5, 3)

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Jesus aparece como o novo Moisés que sobe a montanha não para abolir a lei, mas leva-a à plenitude. Cada bem-aventurança é relacionada à vida de Jesus. Portanto, Ele é Aquele que nos pode dar a verdadeira felicidade. A verdadeira felicidade, diferente da qual o mundo imagina. A felicidade aqui não é prometida, mas uma realidade para aqueles que procuram viver cada virtude apresentada, na fé em Jesus Cristo salvador.

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Em meio à sociedade moderna, consumista, materialista, afirmar que é feliz aquele que é pobre soa como loucura. A propaganda e o mercado nos mostram a todo instante que só é feliz quem adquire todos estes produtos que nos são apresentados. Nem sempre precisamos deles. Precisamos ser felizes como as pessoas que aparecem em seus comerciais.

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Ser pobre em espírito exige humildade. Jesus, sendo Deus, Se humilhou tomando a nossa carne e morrendo na cruz. Portanto, devemos ter a cruz sempre diante dos olhos. Os humildes são todos os que colocam sua confiança e esperança em Deus e não nos bens terrestres – muito úteis, diga-se – que passam e não podem nos salvar. As bem-aventuranças não é a consolação para os fracassados na vida, como diria Nietzsche, que nos deixa estáticos perante o mundo, mas a regra de vida que devemos seguir para, vivendo na esperança da vida eterna, mudar o mundo por dentro a partir de nós.

15 de mai. de 2009

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus.” (Mt. 5, 8)

A pureza de coração consiste em fazer o bem às pessoas, ajudá-las, por amor, por solidariedade, sem segundas intenções. Jesus foi puro de coração porque não fez nada, nem um milagre em favor de alguém, pensando em recompensa. Nem mesmo coagia a pessoa a se converter. Curou o servo do centurião romano e o filho do oficial de Herodes, mas não procurou estas influências políticas para defendê-Lo diante de Pilatos.
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O outro sentido de pureza na Bíblia é sexual. A pureza aqui não é uma bobagem para virgenzinhas recatadas e solteirões recalcados como o mundo quer nos passar. Mas é toda a ordenação sexual do homem e da mulher, que deixam de ser escravos de seus sentidos como os animais. É a ordenação do relacionamento conjugal sem aquela idéia perversa de que entre quatro paredes vale tudo. É a castidade dos solteiros, para aqueles que aliviam a consciência com as desculpas do mundo: “pecado é matar e roubar. Eu não estou fazendo mal a ninguém”, enquanto se perdem em prazeres egoístas e até antinaturais.
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Os puros de coração verão Deus, porque Ele é puro e nada de impuro entrará diante da visão beatífica de Deus. Mas, desde já, se mantivermos a pureza de coração pela graça de Deus, podemos vê-Lo, não apenas “ver” no sentido de enxergar, mas como aqueles gregos que subiram a Jerusalém para adorar e pediram aos apóstolos para verem Jesus, ou seja, conhecê-Lo intimamente.