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24 de fev. de 2014

O Sermão da Montanha para os dias de hoje

"Se a justiça de vocês não for maior do que a dos fariseus, não entrarão no Reino dos Céus". Eu confesso, tenho muitos pecados. Não me orgulho de nenhum deles. Não tento justificar nenhum deles. Minha consciência os acusa e eu os acuso diante de Deus. Tenho vários pecados e poderia cometer todos se não fosse a graça de Deus. Mas um pecado eu não tenho. Não sou hipócrita. A hipocrisia é o pior dos pecados porque impede o pecador de se reconhecer como tal. “Ah, sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de podridão.” Maldita pose! Pobre daquele que vive de aparência. Não foi por acaso que Jesus condenou com todas as forças a hipocrisia dos fariseus. Os mesmos fariseus que convidavam Jesus para jantar, não porque sua companhia lhes era agradável, mas para o pegarem em algum erro. Aqueles mesmos fariseus que convidavam Jesus para uma festa, pelas costas, tramaram sua morte. Os fariseus hipócritas não ficaram no passado. Eles rondam por aí, muitos estão ao nosso lado e alguns têm, inclusive, traços consanguíneos. 

O fariseu moderno é aquele católico light, adepto do catolicismo água com açúcar, na verdade, adepto de uma superstição envernizada de catolicismo, que prefere baldadas de água benta ao compromisso sério com o Senhor na Eucaristia com Quem tem que se configurar e se transformar; sua relação com Deus fica entre promessas e ex-votos. É o adepto do catolicismo de excursão. É aquele que levanta-se na hora da comunhão e comunga a sua própria condenação. É aquele “católico” que confunde fé com crendice, que monta um oratório como uma prateleira de farmácia: “opa, esta santa é boa pra vista; este, para o estômago; esta, para dor de cabeça; este, para picada de cobra”. É aquele católico que não encarna a verdade do Evangelho, inventa para si um deus pessoal, um deuzinho falso, para que lhe sirva à sua própria causa, protegê-lo contra forças demoníacas que nem ele sabe quais são (mas que muitas vezes as serve com suas atitudes). Em suma, é um pagão. Não há conversão. Não há busca pela santidade. Não há mudança de vida, pelo contrário, piora dia a dia feito um cadáver em decomposição. “Nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas aqueles que fazem a vontade de meu Pai”. Estas são palavras de Jesus. Eu ouso acrescentar que muito menos aqueles que dizem “Senhora, Senhora” em tantos santuários marianos lá adentrarão, mesmo que externamente demonstre piedade, mesmo que banhado em lágrimas, coisa que um crocodilo poderia fazer perfeitamente caso pudesse entrar numa igreja. O hipócrita, com a mesma língua, louva a Deus e mata as pessoas com a fofoca.

O fariseu está longe do ensinamento de Jesus. Oferecer a outra face, então, é inimaginável para ele. Ele só conhece o olho por olho, dente por dente. Não lhe passa pela cabeça perdoar ou pedir perdão. O fariseu é macho. Ele mantém o peito estufado e a cabeça erguida. Ele tem que agredir para demonstrar que é homem, mas na verdade, é aí que demonstra a baixeza do animal. Só conhece o argumento dos punhos cerrados. Tudo resolve com violência como as bestas irracionais, de maneira desmedida e sem ponderar as consequências. E a idade não lhe incute postura diferente a ponto de suas atitudes causarem tremenda decepção. Mas, como já percebemos, o hipócrita justifica seus atos de violência. Ele diz que a usou porque sua família ou ele foram desonrados. Balela. Só para ilustrar, penso na época dos duelos. Um homem que sofreu uma desonra desafia seu oponente para se baterem de igual para igual. Ninguém é agredido por um grupo e com força desmedida. Não há atraiçoamento, ninguém é pego por trás ou atingido no chão. Mas ele continua a se justificar e tem a triste mania de se fazer de vítima. Ele encarna o cavaleiro-salvador-de-donzelas-agredidas ou aquele que quer lavar com sangue a honra da mãe. Nada mais falso. Nada mais ridículo. O fariseu não tem nem mesmo esta noção de justiça natural, de ombridade ou honradez. 

Todavia é aí que a máscara cai. O fariseu hipócrita mostra as garras e a alma no momento da raiva. É aí que toda a verdade aflora. É aí que a podridão do sepulcro caiado vem à tona e sabemos exatamente aonde pisamos. O fariseu hipócrita acha que sempre tem razão. Ele justifica o injustificável. Não se arrepende e, portanto, vive na desgraça. É por isso que Jesus disse aos fariseus de sua época – e diz agora aos da atualidade – que os pecadores públicos e as prostitutas entrariam no céu e eles, não. Porque estes pecadores públicos não vivem de aparência. Todos conhecem seus pecados e eles se arrependem e se convertem. Aqueles que justificam seus atos e não reconhecem seus erros não se salvam jamais e, mesmo queimando no fogo eterno do inferno, continuam protestando contra a injustiça que padecem, pois se acham no direito de terem feito o que fizeram. Quem tem ouvidos, ouça.



24 de dez. de 2012

PT X STF


Fato interessante. O PT acusa o STF de desrespeitar a Constituição Federal na condenação dos mensaleiros. Que o STF - paradoxalmente - vem tomando medidas inconstitucionais durante estes dez anos de governo do PT é evidente. 

Foi assim na aprovação da manipulação de células-tronco embrionárias, na aprovação do aborto de fetos anencéfalos, na decisão em manter como terras contínuas a reserva indígena Raposa-Terra do Sol, na equiparação da união estável para uniões homossexuais, na aprovação dos cotas raciais. Houve até um ministro - pasmem! - que cogitou declarar um artigo da Constituição - o ensino religioso em escolas públicas - inconstitucional! 

Que o STF composto com ministros nomeados pelo presidente Lula passou do limite em suas atribuições e promoveu ativismo judicial não há dúvida, mas todos aplaudiam quando as decisões coincidiam com os interesses do governo do PT. O STF tornou-se o caminho mais fácil do PT aprovar suas aberrações sem ter que desgastar-se com a opinião pública pressionando os deputados e senadores no Congresso. Agora a criatura voltou-se contra o criador. Por isso a choradeira.

11 de mai. de 2009

Infeliz Dia das Mães

Ontem se comemorou o Dia das Mães. Exatamente nesta semana que acontece tal comemoração, foi veiculado pelo Jornal da Globo, o caso de Munira Khalil El Ourra e Adriana Tito Maciel, um par de lésbicas que está lutando na justiça para poder registrar os filhos gêmeos que nasceram de Adriana, com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Em março, a Revista Época já tinha feito uma reportagem com as duas, assim que entraram na justiça paulista com o pedido. A coisa é mais complicada do que se parece (se é que pode ser mais complicada).

Como o mal não se sacia, vamos à linha de imoralidades contida no caso: primeiramente, a relação homossexual que é uma depravação grave e antinatural; depois, resolvem ter filho, pouco importando com o desenvolvimento psicológico e social desta inocente criança, no caso, crianças; aí, como se não bastasse, querem simular uma geração natural de filhos, como faria um casal. A idéia de adoção por pares de homossexuais é coisa do passado, não sejam retrógrados por pensarem que esta é a solução mais simples. A coisa é inovar! Então, vão a uma clínica de fertilização artificial, pegam o esperma de um indivíduo desconhecido, que se comporta pior que um animal (pensem: o que leva um homem a doar sêmen? Eu não consigo entender...), retiram o óvulo de Munira, fertiliza-os e implanta-os no útero de Adriana. Que lindo!

E tudo isto se desenvolve na reportagem num tom melodramático, mostrando uma corrida contra o tempo e contra a infertilidade. Seria trágico se se tratasse de uma família, de uma mulher que acaba de se casar e não poderá ser mãe biológica. O caso está correndo na justiça de São Paulo. Hoje, o juiz da 6ª Vara da Família do Fórum de Santo Amaro negou a liminar, adiando o julgamento definitivo. Ainda existem juízes justos, porém não temos certeza se a decisão será mantida no julgamento final. É pouco provável, todos querem ser moderninhos e o lobby é imenso. Pessoas que vivem no pecado, na imoralidade, sempre existiram e sempre existirão, até mesmo dentro da Igreja. Pensar que isto é felicidade e querer condenar suas almas por toda a eternidade ao inferno é um decisão pessoal, ainda que todo pecado pessoal tenha consequência a todos, porém, querer legitimar tais atos, lutar por um direito que não existe, é demais. Não existe direito quando este contraria a lei natural. Legal mesmo é na Espanha socialista de Zapatero, não é mesmo?

A reportagem da Época, em certo momento, cita: “Como qualquer família normal”. Não é possível chamar isto de família, quanto menos de normal. O Estado não tem o direito de definir o que é família. A família é divina e antecede ao Estado. A família é formada por pai e mãe, casados legitimamente diante de Deus, e filhos (ou ao menos, se infértil, o casal deve estar aberto à fecundidade). O que passa disso é aberração.

Sem o temor a Deus, assim caminha a humanidade nesta Idade das trevas na qual vivemos, numa egolatria que rumará à desgraça. Que Nossa Senhora, a Mãe de Deus e da Igreja, interceda por todas as mães, as famílias e por nós.