29 de jan. de 2010
Quem será ele?
As coincidências (ou não) são tantas que fica difícil adivinhar de quem estamos falando:
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Imaginem um país onde a população se dizia humilhada e espoliada pelas grandes potências. Crises econômicas devastavam a vida financeira da população. Havia altos índices de desemprego, a inflação os ameaçavam. As Forças Armadas estava sucateada.
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Aí, surge um líder carismático. Ele surge das camadas mais pobres da sociedade. Fala como o povo e seus discursos arrebatam a multidão. É eleito democraticamente. Ele levanta o moral do povo, investe imensamente em propaganda, tanto governamental, quanto voltada para reanimar o orgulho da população. Gera milhões de empregos, emparelha o Estado com seus companheiros, une-se a grandes empresários, aos sindicatos, às organizações estudantis. Estes não mais protestam, agora fazem parte do governo. Ele luta contra o imperialismo e o liberalismo. A polícia do Estado está a seu serviço. Grupos de milicianos estão discretamente espalhados pela sociedade civil, na cidade e no campo, e agem motivados por ele.
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Este líder tem a admiração dos governantes estrangeiros. Fecham-se acordos com ele. É elogiado por aqueles que visitam seu país e por instituições internacionais. A oposição praticamente não existe. O judiciário está a seu serviço e quando raramente decide algo contra o governo, ele passa por cima das decisões. Cria mecanismos de controle da imprensa e da liberdade de expressão, o cinema também é seu aliado. As escolas públicas viram centro de doutrinação. O universal direito à vida e à religião são ameaçados, mas ninguém se preocupa com isto, desde que suas situações econômicas estejam em ordem, afinal, ele retirou milhões de pessoas da pobreza. O povo o adora.
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Ele põe a culpa das crises e dos males do povo em determinados grupos de pessoas com características peculiares.No campo das ciências, investe em pesquisas que descartam vidas inúteis em prol da saúde de seu povo. Dos assuntos referentes aos mais indefesos, fracos e deficientes da sociedade, ele retira todo o aspecto moral e afirma que decisões sobre eles é questão de saúde pública. Incentiva a indústria naval, compra e produz aviões e navios de guerra, submarinos, tanques. A indústria automobilística e ferroviária são impulsionadas. Fecha acordo com a Santa Sé a fim de conquistar os católicos e parte do clero o apoia. Consegue apoio em algumas igrejas protestantes e em outras religiões não-cristãs. Faz alianças com seus vizinhos e com povos distantes, baseadas na proximidade ideológica. Os ajuda. Sua meta é unir seu continente. Este líder foi eleito o Homem do Ano. Foi cogitado para receber o Prêmio Nobel da Paz.
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Por fim, para coroar seu governo e fazer seu povo encher-se de orgulho, traz para seu país eventos grandiosos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
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Ah, e ele odiava os sociais-democratas e os liberais. Agora ficou fácil descobrir.
23 de jan. de 2010
ORAÇÃO PELA BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II
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Ó Trindade Santa, Nós vos agradecemos por ter dado à Igreja o papa João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna convosco. Segundo a vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.
ORAÇÃO PELA BEATIFICAÇÃO DO PAPA PIO XII
Ó Jesus, Pontífice eterno, que os dignastes elevar a vosso servidor fiel, Pio XII, à suprema dignidade de Vigário vosso na terra, e lhe concedestes a graça de ser um intrépido defensor da fé, um valoroso propulsor da justiça e da paz, um zeloso glorificador de vossa Santíssima Mãe e um exemplo luminoso de caridade e de todas as virtudes, dignai-vos, em virtude de seus méritos, conceder-nos as graças que pedimos, a fim de que, confiados em sua eficaz intercessão diante de Vós, possamos vê-lo um dia elevado à glória dos altares. Amém.
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16 de jan. de 2010
O Plano da Intolerância
O decreto do presidente Lula, intitulado "Plano Nacional de Direitos Humanos", nome politicamente correto para enganar a sociedade e implantar um regime totalitário e socialista, traz entre seus artigos, além da insegurança jurídica para a propriedade privada e a censura da imprensa, um ataque frontal contra a lei natural e a Igreja, querendo aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, equiparar tal aberração à família, a legalização do aborto e a retirada de símbolos religiosos (leia-se, católicos) das repartições públicas. A CNBB lançou nota criticando e condenando tais pontos do decreto. E ainda tem católico que defende e vota no PT.
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Posto aqui este belíssimo artigo de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
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O Plano da Intolerância
Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.
Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.
Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.
Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros.
Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”
Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.
Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.
A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.
Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.
Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?
O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.
Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.
Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.
Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.
Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.
Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.
Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros.
Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”
Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.
Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.
A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.
Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.
Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?
O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.
Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.
Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.
Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.
A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.
Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!
+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro
11 de jan. de 2010
A Autoridade Papal fica de pé
Padre Elílio de Faria Matos Júnior
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O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é "o doce Cristo na Terra". A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho.
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Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: "Nihil Deo praeponere" - nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser "pós-moderna"... Cultura que rejeita cultivar a verdade... Cultura que há tanto deixou de ser cultura...
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"Nada antepor a Deus". Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus... Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo" (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).
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"Nada antepor a Deus". Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus... Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo" (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).
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Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não existissem; como se o desprezo a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz.
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Está apoiado na esperança que não decepciona. Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu - e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: "Vi um Cordeiro de pé, como que imolado" (Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18). "Non praevalebunt" - as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!
24 de dez. de 2009
Músicas do Vaticano com o Papa Bento XVI
Belíssimas canções para serem ouvidas neste Natal.
Para escutar no link abaixo:
1) Espere o link abaixo abrir.
2) Automaticamente o som irá começar.
3) Você controla as músicas ao lado direito (um quadrado azul...).
4) Todas as músicas possuem uma maravilhosa mensagem de S.S. o Papa BENTO XVI.
5) Na música Regina Caeli o Santo Padre fala em português.
Ouça: Alma Mater
Agradeço a todos que prestigiaram meu blog este ano e tiveram paciência - ou não - para ler, assistir (algumas bobagens, diga-se) e comentar o que postei. Desejo a todos um feliz e santo Natal. Que o Cristo, Luz do mundo, resplandeça em nossas vidas.
Agradeço a todos que prestigiaram meu blog este ano e tiveram paciência - ou não - para ler, assistir (algumas bobagens, diga-se) e comentar o que postei. Desejo a todos um feliz e santo Natal. Que o Cristo, Luz do mundo, resplandeça em nossas vidas.
21 de dez. de 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 5
Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Quinto episódio dividido em três partes com legenda em português.
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11 de dez. de 2009
Aquecimento global: Verdade ou Mentira?
Posto aqui alguns trechos da entrevista feita pelo jornalista Carlos Madeiro (UOL Ciência e Saúde) com o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion, representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.
..
UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?..
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
..UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
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Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
.Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
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Molion: Depende de como se mede.
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UOL: Mede-se errado hoje?
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Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
.Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
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Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
.Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
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Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
.Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
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Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. (...)
.Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. (...)
UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
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Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.
.Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.
UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
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Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
.Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
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Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
.Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
UOL: Mas o mar não está avançando?
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Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
.Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
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Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
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A entrevista completa se encontra em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm
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Leiam também: http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/202663.html
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Sugiro que pesquisem sobre a Petição de Heidelberg, a Petição do Oregon Institute e a Declaração de Leipzig.
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7 de dez. de 2009
Papai, quando eu crescer, quero ser puta!
Transformar o mundo num bordel definitivamente não foi uma boa idéia. Ainda que “não exista nada de novo debaixo do sol”, pois mesmo o que se pratica hoje em dia, começou no resgate da putaria da Antiguidade Greco-romana – o Renascimento (XIV-XVI) – e ganhou força na Era da Libertinagem em França dos séculos XVII e XVIII. Portanto, coisa nova não é. A novidade é a prática em grande escala.
Adultério, fornicação (ninguém mais sabe o que fornicação quer dizer. Pensam que é algo que se faz no forno. Até pode ser, mas não é), pornografia, homossexualismo e todas as outras formas das mais criativas de degradar o sexo acompanham a humanidade desde o princípio. E quando eu cito o princípio, não me refiro ao pecado de Adão que nada tem a ver com sexo como quer induzir aqueles que pretendem jogar na tradição judaico-cristã, a tal “culpa” do sexo, como se fosse algo sujo, coisa que a Igreja jamais ensinou, muito pelo contrário, para a Igreja, o sexo é sagrado. Tão sagrado que não deve ser profanado como acontece com tamanha naturalidade.
Bem, nessa linha do “liberou geral” advinda do materialismo (liberalismo, marxismo), Sigmund Freud auxiliou muito com a psicanálise. Para a psicanálise, tudo que move os homens e as mulheres é a libido, a força sexual. E a Igreja é o grande entrave de toda esta energia. Com seus tabus (os mandamentos divinos, diga-se), nos impede de sermos livres e nos inculca o sentimento de culpa diante do sexo. Nada nos impede de transar com quem bem entendermos: com qualquer homem ou mulher, com o pai, a mãe, irmãos e irmãs, filhos e filhas, crianças, pessoas do mesmo sexo. O que nos “bloqueia”, nos traumatiza, é a repressão moral. Legal, né? Na linha freudiana, seríamos como “os cachorros que comem a própria mãe, sua irmã, suas tias”, como diria o poeta Dinho dos Mamonas Assassinas.
Vamos avançar rapidamente em nossa linha do tempo para chegar aonde interessa. Ao decorrer do século XX, vieram os movimentos feministas, sapatãozistas, feminista-sapatãozistas, boiolistas, etc, etc. A coisa degringolou na década de 60 com a tal “revolução sexual” que nos deixou como herança belíssima e valiosa, a AIDS, além da mentalidade erotizada. Tudo orquestrado pelo marxismo cultural propagado pela Escola de Frankfurt, na sexualidade, mais precisamente através de Marcuse, que pretende minar a moral judaico-cristã do ocidente. De lá pra cá, tudo só piorou. As mulheres, em busca da tão sonhada “liberdade”, da igualdade com o que os homens tinham de pior, se tornaram cada vez mais objetos sexuais. Os homens foram os mais agraciados. A demanda de mulher aumentou tanto que não sei como ainda há prostitutas. E aí entramos no cerne da questão que intitula o artigo.
Hoje, podemos afirmar que há três tipos de prática da prostituição: a profissional, a amadora e como hobby. A profissional é aquela que conhecemos (não no sentido bíblico, ao menos no meu caso). Aquelas que estão nas ruas, nas zonas, nas “boates”, nos anúncios dos jornais, enfim, aquelas que os politicamente corretos chamam de garotas de programa, profissionais do sexo, ou seja, tudo puta. Não entraremos nos motivos que levam essas mulheres a se prostituir que podem atenuar sua culpa. Nem sempre é fácil diferenciar cada categoria. Muitas vezes elas se misturam.
O segundo grupo, o das amadoras, é mais complexo. Em nossa sociedade, apelos sexuais estão por toda a parte. Praticamente não há uma propaganda, desde chiclete, passando por desodorante até automóveis, que não tenha uma gostosona pra chamar a atenção. Ao ver estas propagandas de cerveja, por exemplo, não sei se sinto vontade de beber, de transar ou de colocar silicone. Pois bem, este apelo erótico-publicitário, geralmente ideia de um homem (o cafetão virtual), que faz com que modelos vendam a imagem do corpo, criando uma prostituição virtual, tem seus agravantes e torna-se explícita nas chamadas revistas masculinas. Há aquelas que ganham dinheiro posando nua. Aliás, tal comportamento é visto de maneira natural, amoral, tanto que virou até status e mais um canal de vaidade para atrizes e cantoras, algumas, inclusive, com talento. Tem menininhas que sonham em fotografar sem roupa e procuram incansavelmente realizá-lo. Umas creem ser esta a porta da fama e algumas até tem seus 15 minutos. Sabem o que dizem: é nu artístico. Deve ser mesmo, em especial pelas poses bastante artísticas (desde que o artista seja seu ginecologista, é óbvio) e as intenções dos que produzem o material, das modelos - porque não -, e dos “apreciadores de arte” que compram as revistas. É tudo pela arte! Estranho são os lugares onde a beleza plástica do corpo feminino é admirada. Longe de parecerem com galerias de arte, (ao menos, não conheço alguma que tenha privadas), ou expostas em celas de penitenciária ou atrás da porta do quarto de algum adolescente espinhento. Portanto, sabemos muito bem a intencionalidade de tais publicações que hipocritamente chama-se de artísticas.
Assim como os filmes pornôs que andam angariando pseudo-celebridades e artistas decadentes para suas produções. Estes posam e recebem um espaço na mídia como se tivessem realizando um trabalho verdadeiramente artístico. Algumas até se consideram conselheiras amorosas, salvadoras de casamento. Tentam justificar e encontrar algo de útil para a degradação pela qual se expõem. A pornografia é mais degradante do que a prostituição porque a imoralidade, toda aquela animalização do ser humano é exposta. Não contentes em pecar, carregam os outros para o inferno.
E quando o assunto é sexo, o modo como é tratado chega a dar nojo. Sexo sempre foi fonte de dinheiro. Por isso, há tanto apelo sexual nas músicas, em todos os estilos, mas especialmente naquela que está mais na moda e se traduz nas suas principais e atuais representantes do funk hortifrutigranjeiro. A teledramaturgia e o cinema também investem pesado no sexo e em atrizes que interpretam melhor da cintura pra baixo. Nenhuma cena de sexo tem importância para o enredo da trama. É pura apelação ou fruto das taras de autores e diretores. Na TV, sempre temos participações ou programas exclusivos que falam de sexo. Audiência televisiva também gera dinheiro e é claro que a maneira de se tratar o sexo nestes ambientes não é a mais pura. Geralmente, aparecem convidados e, melhor ainda, convidadas, cuja discussão orbita sobre a vida sexual destas pessoas. Pudor ninguém mais sabe o que é. Aliás, hoje em dia, pudor e discrição viraram sinônimos de hipocrisia. Ou seja, se você abre as pernas para todo mundo e não conta para uma plateia, você é hipócrita. Até o pecado exige pudor, se não fosse assim, não existiriam confessionários. Da internet, então, nem preciso falar. Encontra-se de tudo.
Vamos agora à última categoria que é efeito das outras duas: a putaria como hobby. Todo este ambiente propício e promíscuo faz com que exista esta nova casta, nada casta, no mundo da putaria. Na Idade Média, as prostitutas usavam roupas que as diferenciavam das demais mulheres. O objetivo era óbvio: não confundi-las. No decorrer da História, sempre houve esta diferenciação, mais ou menos explícita. Então, as putas desejavam vestir-se como uma dama honrada. Hoje, as coisas se inverteram: são as “honradas” que se vestem como putas. Vestem-se e se comportam como tal. Tratam-se e são tratadas como objetos sexuais sem nenhum problema. Aí, os relacionamentos, o “ficar”, ficou meio canino: basta chegar, cheirar, levar para um cantinho e catracar. E isso não é privilégio de menininhas adolescentes, não. A faixa etária das mulheres que se comportam assim vai de mamando a caducando. Inclusive mulheres casadas! O sacrilégio cometido dentro do relacionamento sexual de casais unidos pelo matrimônio não tem limites: pornografia, swing, relações livres e animalescas. E afirmam que é para não perder o marido! Salvar o casamento! Deve ter sido o bonitão do sem-vergonha que inventou essa, não? Geralmente, tal argumento vem acompanhado de outro, muito ouvido, e que quer virar regra comportamental para as mulheres: “Mulher tem que ser uma dama na vida e uma puta na cama”. Sinceramente, se eu tiver uma esposa, prefiro que seja uma dama em qualquer ambiente. Vai que ela se confunde...
E os maus exemplos advindos da mídia contaminam a todas. Espelham-se nas participantes de reality shows, em certas “dançarinas”, grandes exemplos de “moralidade”. E estes exemplos são encarados com total naturalidade e refletem no modo de se vestir ou de se comportar e isto já na infância. Não me admira a proliferação dos casos de abuso sexual de crianças ou a precocidade cada vez maior da vida sexual. Muitas acabam sendo prostitutas de ocasião, mais ou menos, como em Cuba, onde os pais orientam as filhas a vender, já que vão dar. Usam o sexo para tirar proveito, seja financeiro, seja para adquirir status (ainda que prostituição de ocasião não é um privilégio de nossos tempos). É a beleza a serviço do Mal. Quantas menininhas com homens muito mais velhos – e muito mais ricos – que não vemos por aí. E o desejo da fama, aliada à internet, faz com que muitas realizem auto-sessões de fotos sensuais ou filmes pornôs. Acho engraçado quando aparece uma que diz que não sabia que o namorado gravou a transa com o celular. O que ela achou que ele fazia com o celular na mão enquanto transavam? Jogava Guitar Hero?
Infelizmente vivemos um período de decadência moral em todos os aspectos. Este artigo pode parecer machista aos olhos dos “politicamente corretos”, mas os homens ganharão o deles em breve. Puseram na cabeça das mulheres que deveriam lutar para ser a mesma porcaria que sempre foram a maioria dos homens. Serviram e servem de massa de manobra de ideólogos. A verdade é que a mulher sempre foi arrimo moral da família. E é exatamente a família, célula da sociedade, que os inimigos de Cristo querem atingir. A mulher se degradou, se tornou, como nunca, objeto sexual, carne barata. E, muitas vezes, a educação "moderna" dos pais propicia isso. Namoros precoces, permissão que os filhos transem dentro de casa. Que voltemos ao pudor, ao respeito pelo próprio corpo e a lei divina.
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19 de nov. de 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 4
Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Quarto episódio dividido em três partes com legenda em português.
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"O Caso Galileu"
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"O Caso Galileu"
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15 de nov. de 2009
Lula explica o problema do clima
"Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas como o mundo gira e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído, a responsabilidade é de todos".
Não acredita? Veja!
Não acredita? Veja!
Quer dizer que se eu ficar pairando num balão, daqui a pouco Roma ou Paris ou Tóquio passa por baixo de mim? E que, a cada 12 horas, respiramos o ar poluído da China ou sentimos o cheiro do peido de algum japonês?
Se o Obama ganhou o Nobel da Paz, depois dessa teoria, o Lula leva o de Física.
10 de nov. de 2009
Caso Geyse Arruda
Notícia Urgente!
Segundo informações cujas fontes não devemos revelar, os alunos se revoltaram ao descobrirem, graças ao comprimento do vestido, que Geyse não era loira de verdade.
6 de nov. de 2009
Trote do Lula
Notícia publicada no Portal Imprensa:
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Uma pessoa ainda não identificada se passou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deu entrevistas para emissoras de rádio no exterior.
Uma pessoa ainda não identificada se passou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deu entrevistas para emissoras de rádio no exterior.
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Segundo o Blog do Boleiro, de Luciano Borges, na última segunda-feira (2), emissoras que mantêm programas em língua portuguesa, como a SBS, da Austrália, e um canal estatal no Timor Leste, receberam um email de um suposto assessor de Lula, chamado Caio Martins, oferecendo uma entrevista individual com o presidente.
Segundo o Blog do Boleiro, de Luciano Borges, na última segunda-feira (2), emissoras que mantêm programas em língua portuguesa, como a SBS, da Austrália, e um canal estatal no Timor Leste, receberam um email de um suposto assessor de Lula, chamado Caio Martins, oferecendo uma entrevista individual com o presidente.
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Entenda porque o trote foi tão bem sucedido
Entenda porque o trote foi tão bem sucedido
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Vejamos outros trechos da reportagem:
Vejamos outros trechos da reportagem:
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“De acordo com o e-mail - que continha vários erros de pontuação e grafia (...)”
“De acordo com o e-mail - que continha vários erros de pontuação e grafia (...)”
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“Beatriz falou por 23 minutos com um homem com a voz idêntica à de Lula e com um jeito de falar parecido, informou o Blog do Boleiro. O homem falou sobre as Olimpíadas e, perguntado sobre outros temas, o falso Lula não soube responder direito.”
“Beatriz falou por 23 minutos com um homem com a voz idêntica à de Lula e com um jeito de falar parecido, informou o Blog do Boleiro. O homem falou sobre as Olimpíadas e, perguntado sobre outros temas, o falso Lula não soube responder direito.”
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Quem não acreditaria?
Quem não acreditaria?
31 de out. de 2009
Três

A cantora Britney Spears divulgou nesta sexta-feira o clipe de sua mais nova música, intitulada "3" (se tiver mau gosto, clique aqui). A música já está em primeiro lugar nos EUA e trata-se de uma suruba. Apesar de a música levar o nome do número “3”, Britney continua cantando como se estivesse fazendo o número “2”. Em minha opinião, ela cantava bem enquanto era virgem, ou seja, até 8 ou 9 anos.
30 de out. de 2009
Cabeças Vazias...

Basta os senadores não estarem pensando em empregar seus parentes e amigos, em ganhar uma grana por fora e em como esconder suas falcatruas para fazerem cagada. Cabeça desocupada dá nisso.
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Comissão do Senado aprova ingresso da Venezuela no Mercosul (ou seja, amplia-se a área de atuação da ALBA – Aliança Bolivariana para as Américas – para a implantação do socialismo bolivariano do ditador Hugo Chávez).
Comissão do Senado aprova ingresso da Venezuela no Mercosul (ou seja, amplia-se a área de atuação da ALBA – Aliança Bolivariana para as Américas – para a implantação do socialismo bolivariano do ditador Hugo Chávez).
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Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos (nosso parlamento legisla como se vivêssemos na Dinamarca. Haja vaga nas escolas para toda essa criançada! Mais um passo do Estado para restringir os pais no legítimo direito de educar seus filhos).
Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos (nosso parlamento legisla como se vivêssemos na Dinamarca. Haja vaga nas escolas para toda essa criançada! Mais um passo do Estado para restringir os pais no legítimo direito de educar seus filhos).
22 de out. de 2009
Hino Pontifício
Ó Roma eterna dos mártires, dos santos! Ó Roma eterna acolhe nossos cantos!
Glória no alto ao Deus de Majestade, Paz sobre a Terra, Justiça e Caridade.
A Ti corremos, Angélico Pastor, Em Ti nós vemos o Doce Redentor.
A voz de Pedro na tua o mundo escuta, Conforto e escudo de quem combate e luta.
Não vencerão as forças do inferno, Mas a verdade que é o doce amor fraterno.
Salve, salve Roma! É eterna tua história! Cantam-nos tua glória monumentos e altares!
Roma dos Apóstolos, Mãe e mestra da verdade! Roma, toda Cristandade, o mundo espera em Ti!
Salve, salve Roma! O Teu Sol não tem poente! Vence, refulgente, todo erro e todo mal!
Salve o Santo Padre, vivas tanto ou mais que Pedro! Desça, qual mel do rochedo, a benção paternal!
18 de out. de 2009
Carta aberta à CNBB
Posto aqui o e-mail que, como muitos católicos indignados, enviei à CNBB para protestar contra o apoio (isolado) em nota da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aos ataques terroristas do MST. Enviei no dia 8 de outubro de 2009, sabendo que seria apenas um desabafo, pois já é evidente que estão cagando e andando para nós e para o que a Igreja ensina. Este e-mail foi enviado ao Secretariado Geral, às Comissões Doutrina da Fé e Pastoral Social. Até esta data, não recebi nenhuma resposta.
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Prezados senhores,
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Prezados senhores,
É com tristeza que lemos a nota da Comissão Pastoral da Terra em apoio às ações criminosas perpetradas pelo MST durante a ocupação da Fazenda Santa Helena, de propriedade da Cutrale, em Borebi (SP). A CPT, inclusive, foi a única instituição favorável a essas ações violentas e criminosas. Nem mesmo o PT, antigo aliado do MST, apoiou tal atitude. Se a Empresa ocupa terras públicas deveria ser questionada na Justiça, como se faz num Estado de Direito e civilizado, ao contrário da barbárie conhecida por todos nós e apoiada vergonhosamente pela CPT e consequentemente por nossos bispos já que a entidade é ligada a CNBB.
O MST não propõe a reforma agrária e sim uma revolução comunista-maoista a partir do campo. Sabemos que as diversas instituições da CNBB está contaminada por marxistas e esquerdistas de todas as linhas. Marxismo este que nada tem em comum com a doutrina católica. Envergonha-me ser interpelado neste momento por aqueles que acusam a Igreja de apoiar ações terroristas como estas do MST. O que podemos dizer para aqueles que não conhecem a Igreja e imaginam que esta apoie atitudes de criminosos travestidos de trabalhadores rurais, quando sabemos que a Igreja não as apoiam, mas sim certos grupos infiltrados na Igreja que trocaram o Evangelho de Jesus Cristo pela doutrina de Marx?
Defender o comunismo é, no mínimo, uma falta de caridade com tantos irmãos católicos que sofreram e ainda sofrem graças a este regime anticristão. Ao invés de fomentar a luta de classes e a violência através de doutrinas puramente materialistas, sugiro que a CPT tenha como missão primordial, pregar o Evangelho (o verdadeiro), na obediência à Santa Igreja, a todos aqueles que vivem no campo, sejam agricultores ou latifundiários. Afinal, Deus não faz acepçõa de pessoas, ou faz? Pela difusão do Evangelho, que nada tem de subversivo ou violento, espalhá-se a caridade. Em segundo plano, fica a luta pela reforma agrária, que deve ser feita dentro da lei e da ordem.
Hoje, recebemos com estarrecedora surpresa (sim, ainda nos supreendemos) o teor desta nota. Foi, certamente, um contratestemunho e uma desobediência à sã doutrina. Sabemos, também, que este e-mail será mais um motivo de chacota e desprezo daqueles que se consideram os "progressistas" e se referem a nós como os reacionários fascistas. Ao menos, este e-mail, mais do que um apelo, é um desabafo envergonhado diante de tal atitude da CPT, protegida sob as asas - o que é ainda mais grave - de nossos legítimos pastores. Precisamos de reforma agrária? Certamente. Porém, precisamos ainda mais de uma reforma na CNBB, onde seja eliminados os velhos quadros que foram formados em outras épocas e que ainda trazem o ranço e o mofo marxistas impregnados em suas declarações e ações.
Em Cristo,
Rodrigo Castellani.
9 de out. de 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 3
Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Terceiro episódio dividido em três partes com legenda em português.
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30 de set. de 2009
Missareta - O Novo Rito
Como é triste ver a cada dia que passa o aumento dos abusos que acontecem com terrível naturalidade nas Santas Missas com a conivência ou omissão de nossos bispos. Não citarei documentos ou normas litúrgicas. Um dia, quem sabe, escrevo um artigo mais embasado mesmo não tendo grande competência para tal. Porém, não precisa ser um grande expert em liturgia para reconhecer as invencionices que deformam o nosso belo rito romano.
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A liturgia não é propriedade de padres, nem de bispos, nem do Papa, quanto mais de leigos. Praticamente, cada paróquia tem criado “seu jeito de celebrar”. Um rito exige uniformidade. Um erro comum é as diversas “Missas temáticas”: Missa afro, Missa sertaneja, Missa indígena, Missa de cura e libertação, Missa disso, Missa daquilo, bem ao estilo das plaquinhas de horários e cultos em frente à igrejolas pentecostais. Missa é Missa. É a atualização do Santo Sacrifício de Jesus Cristo. O único sacrifício que aconteceu no calvário se faz presente no altar. Mas a maioria dos católicos, hoje, sabe disso? Tenho minhas dúvidas. E nem podemos culpar os fiéis, já que boa parte do clero não enfatiza com clareza que a Missa é o Santo Sacrifício de Cristo. Protestantizaram a Missa. Ao invés da piedade e da reverência diante de tão grande mistério, a Missa se transformou numa festa com os mais variados ritmos, danças, braços levantados e agitados, um verdadeiro bacanal – uma festa ao deus romano Baco, afinal, pão e vinho não faltam.
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O desrespeito às rubricas, às normas do rito, e o total desprezo dos documentos pontifícios que desde o Papa João Paulo II tentam coibir tais absurdos, se tornaram rotina. As Santas Missas televisionadas, que deveriam ter maior zelo pela Sagrada Liturgia – aliás, é o que pede a Santa Sé e a CNBB – são demonstrações da bagunça instalada na Igreja. E estas Missas estão servindo de modelo para nossas paróquias. Ao ver pela TV, ambientes lotados para estas Missas, leva muitos padres e equipes de liturgia à tentação de um proselitismo fácil, de um modo de atrair fiéis, ou melhor, público. Do que adianta uma igreja cheia de pessoas que não fazem a mínima ideia do que é a Santa Missa e estão ali porque é divertido, é alegre ou o padre é legal, ou bonito, ou canta bem.
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Todos querem ser o protagonista da Missa: o padre, os músicos, os fiéis. A oferta ao Pai de toda a Igreja unida ao sacrifício de Cristo vira mero pretexto para shows, onde padres, em vez de serem os sacrificadores, são animadores de auditório. Quando não é o padre, é alguém que quer aparecer mais do que o Cristo, que começa a comandar uma série de gestos e posições corporais não previstos no Missal e que lhe vem à cabeça: “Põe a mão na cabeça”; “Põe a mão no peito”; “Coloca a mão no ombro do irmão” e assim vai. Só falta: “Põe a mão no joelho, dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso, balançando a bundinha”. Mas um dia ainda veremos isso, se é que já não se faz em algum lugar. Afinal, é a Missareta, mistura de Missa com micareta, bem ao estilo brasileiro e cheio de "inculturação" como amam os relativistas . Chega a ser triste. Ou vergonhoso.
Todos querem ser o protagonista da Missa: o padre, os músicos, os fiéis. A oferta ao Pai de toda a Igreja unida ao sacrifício de Cristo vira mero pretexto para shows, onde padres, em vez de serem os sacrificadores, são animadores de auditório. Quando não é o padre, é alguém que quer aparecer mais do que o Cristo, que começa a comandar uma série de gestos e posições corporais não previstos no Missal e que lhe vem à cabeça: “Põe a mão na cabeça”; “Põe a mão no peito”; “Coloca a mão no ombro do irmão” e assim vai. Só falta: “Põe a mão no joelho, dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso, balançando a bundinha”. Mas um dia ainda veremos isso, se é que já não se faz em algum lugar. Afinal, é a Missareta, mistura de Missa com micareta, bem ao estilo brasileiro e cheio de "inculturação" como amam os relativistas . Chega a ser triste. Ou vergonhoso.
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Perdeu-se o sentido do sagrado. Não sei quem foi o desgraçado que inventou a tal “dança litúrgica” ou teatrinho, especialmente na homila. Não há nada que permita teatro ou dança na Missa, é um desrespeito, um sacrilégio diante do Cristo imolado. Quem dançaria no calvário? Quem ficaria gritando, aplaudindo, balançando os braços? Respondo: talvez os soldados romanos, ou os fariseus que zombavam de Cristo, ou os demônios que vibravam com o maior crime que a humanidade podia cometer: assassinar o Filho de Deus. Nossa Senhora, as mulheres que a acompanhavam e São João que estavam diante da cruz tinham este tipo de comportamento? Acho que não preciso responder.
Perdeu-se o sentido do sagrado. Não sei quem foi o desgraçado que inventou a tal “dança litúrgica” ou teatrinho, especialmente na homila. Não há nada que permita teatro ou dança na Missa, é um desrespeito, um sacrilégio diante do Cristo imolado. Quem dançaria no calvário? Quem ficaria gritando, aplaudindo, balançando os braços? Respondo: talvez os soldados romanos, ou os fariseus que zombavam de Cristo, ou os demônios que vibravam com o maior crime que a humanidade podia cometer: assassinar o Filho de Deus. Nossa Senhora, as mulheres que a acompanhavam e São João que estavam diante da cruz tinham este tipo de comportamento? Acho que não preciso responder.
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E o que dizer das músicas? Há aqueles que abominam o canto gregoriano, que é o mais adequado no rito romano, mas tocam todas essas músicas protestantes insuportáveis que estão na moda. Aqueles que zombam da Virgem Maria, que chamam a Sagrada Eucaristia de bolachinha e odeiam o Papa tem suas músicas propagadas na Missa. Legal, né? Há todo tipo de ritmo (todos mesmo, axé, funk, rock) e instrumentos (para acompanhar os ritmos citados, imaginem quais são), aboliu-se o silêncio, há uma barulheira geral. O mundo já é barulhento, será que a Santa Missa não é uma pausa desta vida agitada? E os cantos fixos da Missa, como o Glória e o Santo, são mudados ao sabor de quem canta. Tem que se manter a letra, não é permitido mudar nada. Só porque uma letra sapeca um glória, pensam que podem cantá-la. O mesmo acontece com o Aleluia. Só porque tem aleluia na música, cantam. Não há discernimento. Estou esperando a hora em que cantarão na proclamação do evangelho: “It’s raining men, hallelujah!”. A equipe de liturgia deveria assessorar o padre, conhecer profundamente as normas litúrgicas, os documentos emitidos pela Santa Sé, afinal, nossos padres estão sobrecarregados e muitos nem tem tempo de lê-los. Ao invés disso, reúnem-se para ver quem tem a idéia mais idiota e criativa para fazer durante a Missa.
E o que dizer das músicas? Há aqueles que abominam o canto gregoriano, que é o mais adequado no rito romano, mas tocam todas essas músicas protestantes insuportáveis que estão na moda. Aqueles que zombam da Virgem Maria, que chamam a Sagrada Eucaristia de bolachinha e odeiam o Papa tem suas músicas propagadas na Missa. Legal, né? Há todo tipo de ritmo (todos mesmo, axé, funk, rock) e instrumentos (para acompanhar os ritmos citados, imaginem quais são), aboliu-se o silêncio, há uma barulheira geral. O mundo já é barulhento, será que a Santa Missa não é uma pausa desta vida agitada? E os cantos fixos da Missa, como o Glória e o Santo, são mudados ao sabor de quem canta. Tem que se manter a letra, não é permitido mudar nada. Só porque uma letra sapeca um glória, pensam que podem cantá-la. O mesmo acontece com o Aleluia. Só porque tem aleluia na música, cantam. Não há discernimento. Estou esperando a hora em que cantarão na proclamação do evangelho: “It’s raining men, hallelujah!”. A equipe de liturgia deveria assessorar o padre, conhecer profundamente as normas litúrgicas, os documentos emitidos pela Santa Sé, afinal, nossos padres estão sobrecarregados e muitos nem tem tempo de lê-los. Ao invés disso, reúnem-se para ver quem tem a idéia mais idiota e criativa para fazer durante a Missa.
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Até quando teremos que aguentar esta desobediência à Igreja, esta falta de amor e devoção ao Santíssimo Sacramento? Não podemos generalizar, mas está cada vez mais difícil encontrar uma Missa celebrada com dignidade e que não se pareça com um culto protestante (isso quando não se parece com cultos de qualquer outra religião, menos católica). Perdemos nossa identidade, o que nos diferencia dos outros. Preferimos a mentira para encher igrejas. Resgatemos, com urgência, a Sagrada Liturgia.
Até quando teremos que aguentar esta desobediência à Igreja, esta falta de amor e devoção ao Santíssimo Sacramento? Não podemos generalizar, mas está cada vez mais difícil encontrar uma Missa celebrada com dignidade e que não se pareça com um culto protestante (isso quando não se parece com cultos de qualquer outra religião, menos católica). Perdemos nossa identidade, o que nos diferencia dos outros. Preferimos a mentira para encher igrejas. Resgatemos, com urgência, a Sagrada Liturgia.
12 de set. de 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 2
Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Segundo episódio dividido em três partes com legenda em português.
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6 de set. de 2009
A Virgem de Coromoto
Venezuela: surpreendentes descobertas na imagem de Nossa Senhora de Coromoto
Por Nieves San Martín
CARACAS, sexta-feira, 4 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Em uma coletiva de imprensa celebrada nesta quinta-feira, na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), por ocasião da restauração da imagem Nossa Senhora de Coromoto, patrona da Venezuela, apresentaram-se as novas descobertas relativas à diminuta imagem, relacionada com a primeira evangelização desta terra.
Segundo a tradição –informa a CEV em uma nota enviada a ZENIT–, entre finais de 1651 e princípios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e a sua esposa indicando-lhes: “vão para a casa dos brancos, para que lhes coloquem água na cabeça e assim poderão ir ao céu”.
Depois de atender o pedido de tão bela Senhora, os índios saíram da selva e receberam os ensinamentos do Evangelho, recebendo um bom número deles o sacramento do Batismo.
Contudo, o cacique, ao sentir que havia perdido a liberdade, decide fugir novamente para a selva; na madrugada de 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora aparece novamente ao cacique junto a sua esposa, sua cunhada Isabel e o filho desta. Ao vê-la pede que o deixe em paz, dizendo-lhe que não mais a obedecerá. Levanta-se para tomar o arco e matar a Senhora, mas esta se aproxima dele para abraçá-lo, caindo assim suas armas. Decide tomar por um braço a Senhora para tirá-la de seu lar; neste momento ocorre o milagre: a Bela Senhora desaparece, deixando na mão do Cacique sua diminuta imagem.
A partir desse momento, começa uma grande história de favores e milagres, devoção e renovação da fé nesta terra, das mãos de Nossa Senhora de Coromoto. Até que no ano 1942 é exaltada no título de Patrona da Venezuela.
A diminuta imagem mede 2,5 cm de altura por 2 de largura. Através dos 357 anos que transcorreu desde sua aparição, foi exposta a diferentes fatores que haviam produzido seu deterioro.
Por este motivo os membros da Fundação Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaibo, a partir de 2002 iniciaram uma campanha para restaurar os danos que ocultavam grande parte da imagem da Virgem com o menino Jesus. Tal Fundação se fez cargo, junto a Dom José Manuel Brito, reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, de impulsionar o projeto e contatar o grupo de especialistas que participaram no mesmo, e também conseguir os meios econômicos para financiar o processo.
No início de 2009, o bispo de Guanare José Sotero Valero Ruz, apresentou o projeto à Conferência Episcopal Venezuelana, a qual depois de receber vários diagnósticos sobre o estado da Relíquia, outorgou a permissão para proceder a restauração.
De 9 a 15 de março de 2009, em um laboratório instalado para este processo, na casa La Bella Señora, dentro das imediações do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, a equipe de trabalho composta pelos restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez, acompanhados por José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e Dom José Manuel Brito como custódios do processo, iniciaram os trabalhos de conservação da imagem; conseguindo realizar com êxito uma série de descobertas que até o momento eram desconhecidas.
Ao longo do processo, descobriram-se elementos desconhecidos. O primeiro fato que chamou a atenção foi, que uma vez analisadas as águas empregadas no tratamento, o pH mostrou-se ser neutro, fato inexplicável.
Foi detectada a presença de vários símbolos, os quais segundo indagações do antropólogo Nemesio Montiel, são de origem indígena.
Por observação microscópica, conseguiu-se identificar nos olhos da Virgem, de menos de 1 milímetro, a presença da iris, fato particularmente desconcertante pois se pensava que os olhos da imagem eram simples pontos.
Ao aprofundar no estudo do olho esquerdo de Nossa Senhora, pôde-se definir um olho com as características de um olho humano; se diferencia com clareza o orbe ocular, o conduto lacrimal, a iris e um pequeno ponto de luz no mesmo.
Maximizando o ponto de luz, pôde-se observar que o mesmo parece formar a imagem de uma figura humana com características muito específicas.
A coroa da Virgem e o Menino são tipicamente indígenas.
A restauração da Sagrada Imagem da Patrona de nossa Pátria constitui um verdadeiro marco histórico, pois é a primeira vez que a venerada imagem é submetida a um processo como este, que sem dúvida alguma contribuirá a renovação da fé de todos os venezuelanos”, afirma a CEV na nota.
Esta restauração, além de ser expressão do resultado do esforço de uma equipe multidisciplinar, é um chamado a voltar nossas vidas para Deus, e viver o convite que Nossa Senhora fez a nossos antepassados, quando os convidou a reconciliar-se e unir-se como verdadeiros irmãos em Deus, apesar de que as culturas espanholas e indígenas tinham visões e interesses totalmente opostos. É um chamado à fraternidade e à aceitação do outro; é um sinal de esperança, de alegria e de fé. É a comprovação de que apesar das dificuldades, se nos unimos como verdadeiros irmãos, é possível alcançar resultados que derivam em bem-estar para todos”.
E conclui exortando a unir-se na oração: “Virgem Santa de Coromoto, patrona da Venezuela, renovai a Fé, em toda a extensão de nossa pátria. Amém”.
Por Nieves San Martín CARACAS, sexta-feira, 4 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Em uma coletiva de imprensa celebrada nesta quinta-feira, na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), por ocasião da restauração da imagem Nossa Senhora de Coromoto, patrona da Venezuela, apresentaram-se as novas descobertas relativas à diminuta imagem, relacionada com a primeira evangelização desta terra.
Segundo a tradição –informa a CEV em uma nota enviada a ZENIT–, entre finais de 1651 e princípios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e a sua esposa indicando-lhes: “vão para a casa dos brancos, para que lhes coloquem água na cabeça e assim poderão ir ao céu”.
Depois de atender o pedido de tão bela Senhora, os índios saíram da selva e receberam os ensinamentos do Evangelho, recebendo um bom número deles o sacramento do Batismo.
Contudo, o cacique, ao sentir que havia perdido a liberdade, decide fugir novamente para a selva; na madrugada de 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora aparece novamente ao cacique junto a sua esposa, sua cunhada Isabel e o filho desta. Ao vê-la pede que o deixe em paz, dizendo-lhe que não mais a obedecerá. Levanta-se para tomar o arco e matar a Senhora, mas esta se aproxima dele para abraçá-lo, caindo assim suas armas. Decide tomar por um braço a Senhora para tirá-la de seu lar; neste momento ocorre o milagre: a Bela Senhora desaparece, deixando na mão do Cacique sua diminuta imagem.
A partir desse momento, começa uma grande história de favores e milagres, devoção e renovação da fé nesta terra, das mãos de Nossa Senhora de Coromoto. Até que no ano 1942 é exaltada no título de Patrona da Venezuela.
A diminuta imagem mede 2,5 cm de altura por 2 de largura. Através dos 357 anos que transcorreu desde sua aparição, foi exposta a diferentes fatores que haviam produzido seu deterioro.
Por este motivo os membros da Fundação Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaibo, a partir de 2002 iniciaram uma campanha para restaurar os danos que ocultavam grande parte da imagem da Virgem com o menino Jesus. Tal Fundação se fez cargo, junto a Dom José Manuel Brito, reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, de impulsionar o projeto e contatar o grupo de especialistas que participaram no mesmo, e também conseguir os meios econômicos para financiar o processo.
No início de 2009, o bispo de Guanare José Sotero Valero Ruz, apresentou o projeto à Conferência Episcopal Venezuelana, a qual depois de receber vários diagnósticos sobre o estado da Relíquia, outorgou a permissão para proceder a restauração.
De 9 a 15 de março de 2009, em um laboratório instalado para este processo, na casa La Bella Señora, dentro das imediações do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, a equipe de trabalho composta pelos restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez, acompanhados por José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e Dom José Manuel Brito como custódios do processo, iniciaram os trabalhos de conservação da imagem; conseguindo realizar com êxito uma série de descobertas que até o momento eram desconhecidas.
Ao longo do processo, descobriram-se elementos desconhecidos. O primeiro fato que chamou a atenção foi, que uma vez analisadas as águas empregadas no tratamento, o pH mostrou-se ser neutro, fato inexplicável.
Foi detectada a presença de vários símbolos, os quais segundo indagações do antropólogo Nemesio Montiel, são de origem indígena.
Por observação microscópica, conseguiu-se identificar nos olhos da Virgem, de menos de 1 milímetro, a presença da iris, fato particularmente desconcertante pois se pensava que os olhos da imagem eram simples pontos.
Ao aprofundar no estudo do olho esquerdo de Nossa Senhora, pôde-se definir um olho com as características de um olho humano; se diferencia com clareza o orbe ocular, o conduto lacrimal, a iris e um pequeno ponto de luz no mesmo.
Maximizando o ponto de luz, pôde-se observar que o mesmo parece formar a imagem de uma figura humana com características muito específicas.
A coroa da Virgem e o Menino são tipicamente indígenas.
A restauração da Sagrada Imagem da Patrona de nossa Pátria constitui um verdadeiro marco histórico, pois é a primeira vez que a venerada imagem é submetida a um processo como este, que sem dúvida alguma contribuirá a renovação da fé de todos os venezuelanos”, afirma a CEV na nota.
Esta restauração, além de ser expressão do resultado do esforço de uma equipe multidisciplinar, é um chamado a voltar nossas vidas para Deus, e viver o convite que Nossa Senhora fez a nossos antepassados, quando os convidou a reconciliar-se e unir-se como verdadeiros irmãos em Deus, apesar de que as culturas espanholas e indígenas tinham visões e interesses totalmente opostos. É um chamado à fraternidade e à aceitação do outro; é um sinal de esperança, de alegria e de fé. É a comprovação de que apesar das dificuldades, se nos unimos como verdadeiros irmãos, é possível alcançar resultados que derivam em bem-estar para todos”.
E conclui exortando a unir-se na oração: “Virgem Santa de Coromoto, patrona da Venezuela, renovai a Fé, em toda a extensão de nossa pátria. Amém”.
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31 de ago. de 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 1
Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Primeiro episódio dividido em três partes com legenda em português.
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16 de ago. de 2009
A História do Santo Cálice, o verdadeiro Santo Graal

Tanto pelos dados arqueológicos como pelo testemunho da Tradição e os documentos que se possuem, é perfeitamente plausível que esta bela taça estava nas mãos do Senhor, quando na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, e levantando os olhos para o céu, para Ti, Deus, seu Pai Onipotente, dando-lhe graças o abençoou, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo:
“Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós”. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.” (Oração Eucarística I, Canon Romano. Cf. Matheus 26, 26-29; Marcos 14, 22-25; Lucas 22, 15-20 e I Coríntios 11, 23-25)
A primeira impressão
O Santo Cálice de Valência, ao mesmo tempo, desperta sentimentos de admiração e ceticismo. O visitante se sente primeiramente cativado pela beleza do Graal, a sua perfeita forma e estranha os detalhes de ouro, pérolas e pedras preciosas; também o observador tem a mente cheia de lendas, filmes e até mesmo está prevenido pelos romances e literatura pseudo-científicas de temas "graálicos”.
Mas também com ceticismo:
Como pode este cálice de aparência medieval ser a taça da Última Ceia? Por que em Valência? Não será um dos muitos alegados Graais? Porque não é tão famoso como o santo Sudário de Turim ou a túnica de Tréveris? E assim como muitas outras perguntas que nós ouvimos todos os dias na Catedral.
A aparência não nos deve enganar

Na realidade, a relíquia é a parte superior, que é uma taça de ágata finamente polida, mostrando estrias de cores quentes, quando a refrata a luz, é uma preciosa "taça Alexandrina" que os arqueólogos consideram de origem oriental, datada entre os anos 100 e 50 antes de Cristo. Esta é a conclusão do estudo realizado pelo Professor D. Antonio Beltran, publicado em 1960 ("O Santo Cálice da Catedral de Valência"), nunca refutado, e que constitui a base do crescente respeito e conhecimento do Santo Cálice.
Muito mais posteriores são as alças e os pés de ouro, finamente gravado, que fecha a taça ou “naveta" de alabastro, de arte islâmica, diferente da taça; todas, assim como as jóias que adornam a base são medievais. As dimensões são modestas: 17 cm de altura, 9 cm de largura da taça e 14,5 x 9,7 cm da base elíptica.
Veneza e outros lugares conservam cálices de pedras semipreciosas de origem bizantina e na Espanha há exemplares semelhantes dos séculos XI e XII, mas se tratam de alfaias litúrgicas, engastadas em ouro e prata e tendo o interior revestido com metal. Contudo, ao compor o cálice de Valência, os ourives destacaram a taça, sem ornamentos, com grandes asas para transportá-la sem tocar o precioso e delicado vaso de pedra translúcida.
A Tradição dos primeiros séculos
A Tradição nos diz que é a mesma taça usada pelo Senhor na Última Ceia para a instituição da Eucaristia, que logo foi levada à Roma por São Pedro e os Papas a conservaram, até São Sisto II, onde, através do diácono São Lourenço, oriundo da Espanha, foi enviada a sua terra natal de Huesca, no século III, para livrá-la da perseguição do Imperador Valeriano. Recomenda esta permanência do Santo Cálice em Roma, a frase do Cânon Romano mencionada anteriormente: "Tomo este cálice glorioso”, praeclarum hoc calicem; admirável expressão que não encontramos em outras anáforas antigas, e não podemos esquecer que a oração eucarística romana é a versão latina de outra oração em língua grega, pois esta foi a oração própria da Igreja de Roma até o Papa São Damaso, no século V.
A história do Santo Cálice na Espanha
Durante a invasão muçulmana, a partir do ano 713, foi ocultado na região dos Pirineus, passando por Yebra, Siresa, Santa Maria de Sasabe (hoje, San Adrián) Bailio e, finalmente, no mosteiro de San Juan de la Peña ( Huesca), aonde refere-se a ele, um documento do ano 1071 que menciona um precioso cálice de pedra.
A relíquia foi entregue em 1399 ao Rei de Aragão, Martín, o Humano, que o manteve no palácio real da Alfajería de Zaragoza e, em seguida, até a sua morte, no Real de Barcelona, em 1410, mencionando o Santo Cálice no inventário de seus bens (Manuscrito 136, de Martín, o Humano. Arquivos da Coroa de Aragão. Barcelona, que descreve a história do cálice sagrado) Em 1424, o segundo sucessor de Don Martín, o rei Alfonso V, o Magnânimo, levou o relicário real ao Palácio de Valência, e durante a estada do Rei, em Nápoles, foi entregue com as demais relíquias régias para a Catedral de Valência, no ano 1437 (Volume 3532, fol.36 v. Do Arquivo da Catedral).
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Inscrição árabe em caracteres cúficos.
Transcreve-se: li-izahirati ou lilzáhira: "para o que reluz"
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Foi conservado e venerado por séculos entre as relíquias da Catedral e até o século XVIII foi utilizado para conter a matéria consagrada no "monumento" da Quinta-feira Santa. Durante a Guerra da Independência entre 1809 e 1813, foi levado por Alicante e Ibiza para Palma de Maiorca, escapando da rapacidade dos invasores napoleônicos. Em 1916, foi finalmente instalado na antiga Sala Capitular, habilitada como Capela do Santo Cálice. Precisamente esta exposição pública permanente da relíquia sagrada que tornou possível a divulgação de seu conhecimento, que foi muito reduzido enquanto permaneceu reservado no relicário da Catedral.
Durante a Guerra Civil (1936-1939) permaneceu oculto no povoado de Carlet. O beato João XXIII concedeu indulgência plenária no dia de sua festa anual, o Papa João Paulo II celebrou a Eucaristia com o Santo Cálice durante sua visita à Valência em 8 de novembro de 1982 e o mesmo aconteceu com Sua Santidade Bento XVI que celebrou a Eucaristia durante o V Encontro Mundial das Famílias, em 8 de julho de 2006.
É autêntico?
Já dissemos que a crítica negativa afirma que desde os tempos de Jesus era uma antiguidade valiosa e há um costume judaico que nos dá um dado positivo importante; Com efeito, cada família judia conserva com carinho a “taça de benção” para as ceias pascal e sabáticas. Os Evangelhos nos dizem que Jesus celebrou o rito pascal numa sala decorada, mobiliada com divãs (Mt.14,15). Seria estranho que a família que O acolheu não pusesse diante do Senhor a preciosa taça familiar para que pronunciasse as bênçãos rituais, a última das quais se tornou na primeira consagração eucarística do vinho no Sangue do Redentor? Temos visto cenas demasiadamente “pobres” da Última Ceia, com os discípulos sentados no chão e Jesus tomando em Suas mãos uma humilde taça de barro... mas não foi assim.
Assim, pois, os apóstolos e os primeiros cristãos puderam identificar a taça da primeira Eucaristia e conservá-lo apesar de sua fragilidade. Como pôde ter sido conservado intacto durante os primeiros e malogrados mil anos senão porque o protegia a memória de um mistério sacratíssimo?
As Lendas do Graal
O tema da busca do Graal, objeto maravilhoso e fonte de vida, é fundamental na literatura franco-germânica, e sua origem está, sobretudo, nas obras de Chretien de Troyes, que deixou inacabada, em 1190, sua obra Perceval ou O Conto do Graal. Aqui não se explica qual é a natureza desta jóia, e foi Wolfram Von Eschenbach quem lhe deu forma de cálice em seu poema “Perceval, o Galês”. Acredita-se que concebeu seu Parsifal em princípios do século XIII, em Wartburg, mítico castelo, berço de poetas e trovadores, e que o finalizou em 1215. Ali, neste castelo, onde estes mestres cantores cantavam o amor e cujas três regras principais, Deus, seu senhor e a mulher amada, constituíam a fonte de suas inspirações, compôs Wolfram sua obra magna. Pois ele foi o príncipe dos trovadores, a máxima figura junto a Walter Von der Volgelweide e Heinrich Tannhäuser.
Recentes investigadores, como Michael Hesemann (“Die Entdeckung dês Heiligen Grals. Das Ende einer Suche”, Ed. Pattloch, 2003), situam a origem das lendas na Espanha e sobre a base do cálice de ágata de San Juan de La Peña e não podemos esquecer que foram a fonte de inspiração para as grandes obras poético-musicais de Richard Wagner: "Tannhäuser", "Parsifal" e "Lohengrin".
Um tema da atualidade
Se a literatura graálica medieval encontrou na busca do sagrado cálice, um símbolo de purificação e de renúncia para chegar à perfeição pessoal e à salvação, vemos nestes últimos anos, a aparição de romances fingidamente históricos e a toda uma literatura esotérica que faz do Graal um objeto obscuro ou uma tradição ocultada através dos séculos que conservaria a autêntica história do Cristianismo ou a verdadeira história de Jesus de Nazaré. Parece que o que não conseguiu a crítica liberal e o materialismo antirreligioso, pretende-se agora lograr com esta pseudo-divulgação para destruir a limpa fé da Igreja em Jesus Cristo, o Senhor. Deste modo, a suspeita e a falsidade buscam ofuscar o que foi e deveria seguir sendo um ícone da cultura cristã.
Por isso, o cálice, com sua autenticidade arqueológica e sua tradição com elementos maravilhosos, nos remete à época de Jesus e nos recorda a instituição da Eucaristia como momentos históricos que transcendem o tempo e chegam até nós como mistério de salvação. Assim, o vivemos quando a sagrada relíquia é trasladada de sua preciosa capela, a antiga sala capitular (século XIV), até o altar-mor na celebração da Santa Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa e na festa solene na última quinta-feira do mês de outubro.
Esta é a mensagem que se deseja proclamar desde a Catedral de Valência, com o apoio de beneméritas associações como a Real Irmandade e a Confraria do Santo Cálice que, junto com o Cabido Metropolitano, mantêm o culto e a difusão da devoção do Santo Cálice, que se expressa em peregrinações de paróquias e entidades religiosas e cívicas, todas as semanas, na celebração da “quinta-feira do Santo Cálice”.
Texto original no site da Catedral de Valência: http://www.catedraldevalencia.es/el-santo-caliz_historia.php
Tradução: Rodrigo Castellani
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