Mostrando postagens com marcador Bento XVI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bento XVI. Mostrar todas as postagens

15 de set. de 2013

A Igreja Católica e a dignidade das crianças: a pedofilia avança quando a sociedade se afasta do cristianismo

O tema da pedofilia voltou à cena, nos últimos dias, em dois fatos que correram o planeta: a morte de uma menina de oito anos no Iêmen, vítima de uma hemorragia provocada durante o sexo com seu marido de quarenta anos e a declaração do biólogo e ateu militante Richard Dawkins, afirmando que uma “leve pedofilia” não faz mal a ninguém.

No primeiro caso, Rawan foi vendida pelos seus pais ao marido e morreu de hemorragia durante a “noite da penetração”. Segundo a agência Zenit, “um relatório da Human Rights Watch de dezembro de 2011 diz que na terra da rainha de Sabá, 14% das meninas são dadas em casamento antes dos 15 anos, enquanto que o 52% antes dos 18”. Ainda que os costumes variem de região para região, o casamento de crianças com homens mais velhos é algo bastante comum no mundo islâmico e a legislação de vários países, como a do Iêmen, protege tais costumes. Estes costumes estão arraigados no islamismo, ou antes, na cultura árabe pré-islâmica. O fundador do Islã, Maomé, casou-se com Aisha quando esta tinha seis anos de idade e o casamento foi consumado aos nove. Portanto, se era um costume pré-islâmico, a religião maometana nada fez para eliminá-lo. Na trilogia escrita por Jean P. Sasson, que tomou o depoimento anônimo de uma princesa da família Al-Saud que governa a Arábia Saudita, é relatado como muitos árabes ricos compram meninas de famílias pobres para transar com elas e descartá-las depois.  

Mas não é só no mundo islâmico que o casamento de crianças é comum. Na Índia, apesar de proibido pela constituição do país, a prática tradicional continua bastante frequente. Famílias obrigam meninas que ainda não atingiram a puberdade a se casarem com homens muito mais velhos. Em muitas regiões da África subsaariana, a situação também pouco mudou. Crianças meninas são entregues a homens adultos. 

No segundo caso, o renomado ateu militante Richard Dawkins declarou em entrevista para à revista Times, ao contar um caso ocorrido em sua infância, quando um professor colocou-o no colo e enfiou a mão por dentro de seu short: “Estou muito consciente de que não se pode condenar as pessoas de uma época passada pelos padrões da nossa. Assim como nós não podemos olhar para os séculos 18 e 19 e condenar as pessoas por racismo, da mesma forma como condenar uma pessoa por racismo nos dias de hoje. Eu olho para as décadas da minha infância e vejo o que aconteceu como leve pedofilia, e não posso condená-lo pelos mesmos padrões que eu, ou qualquer um, teria hoje". Este é o terrível efeito do relativismo moral levado ao extremo pelo ateísmo militante para poder se opor à moralidade de cunho religioso, sobretudo cristã. A ideia de que a moral muda conforme as culturas e a época leva a aceitação de atos abjetos como a pedofilia ou qualquer tipo de parafilia e práticas sexuais. 

Neste ano, a Justiça da Holanda reconheceu o Partido da Caridade, da Liberdade e da Diversidade, que defende publicamente a pedofilia, alegando que, desde que consensual, não há problema algum na prática sexual de “menores” com adultos. A sociedade atual tende à aceitação da pedofilia. O pedófilo é um revolucionário desde o Marquês de Sade. Durante todo o século passado, com o advento da psicanálise freudiana e a revolução sexual, há defensores do direito do prazer sexual das crianças. Lembremos que o pai da sexologia, o norte-americano Alfred Kinsey, realizou inúmeras “experiências” das mais variadas práticas sexuais, inclusive com crianças, apesar de ele alegar que não as praticou, mas colheu informações durante o depoimento de um pedófilo. 

Tudo isto é fruto do processo de descristianização do Ocidente. Foi na Civilização Ocidental, construída pela Igreja Católica, que a prática da pedofilia foi condenada. Já nos tempos bárbaros, a Igreja proibiu o casamento de crianças. Foi a Igreja que promoveu a proteção das crianças – assim como das mulheres – proclamando sua inviolável dignidade. Como é perceptível, a pedofilia é um costume em algumas civilizações, um aspecto cultural, que não choca. Há vozes dissidentes nestes países, como na Índia e em países muçulmanos, mas é inegável que consideram a pedofilia chocante porque foram influenciados pelo senso moral do Ocidente. Com o afã de opor toda e qualquer prática sexual à moral católica relativa ao sexo, admiti-se qualquer perversão. Porém, pergunta-se, se a Igreja Católica foi quem baniu a pedofilia, como se explica os casos de padres pedófilos? Pois bem. A pedofilia praticada por um padre é um dos piores crimes e pecados que se possa cometer. É pior do que a pedofilia praticada por qualquer outra pessoa que não tenha recebido as ordens sacras. É pelos sacerdotes que Cristo age na Igreja. É na pessoa de Cristo que os sacerdotes administram os sacramentos. Portanto, o padre deve encarnar o Cristo, e quando praticam monstruosidades como estas, além de um pecado sexual, praticam um sacrilégio. Devem ser punidos com rigor. Mas, os padres são homens de seu tempo. Sempre foi assim. Os pedófilos entraram na Igreja num período de grandes mudanças de comportamento. Além de distúrbios que possam ter, estes homens foram influenciados por uma sociedade moralmente libertina e, inclusive, por certas doutrinas morais que contaminaram o próprio ensino nos seminários, que pregavam uma visão liberal da sexualidade. A esmagadora maioria destes padres foi ordenada nas décadas de 1960 e 1970. O período é sintomático. Todavia, graças a Deus, os casos são relativamente poucos se comparados à totalidade dos sacerdotes. 

É injusto, portanto, querer por na conta da Igreja Católica os casos ou causas da pedofilia, como se sua moral, disciplina e o celibato favorecessem o aparecimento do pedófilo. Pelo contrário. É a Igreja Católica que condenou a prática sexual com crianças. Foi a Igreja Católica que baniu a pedofilia – mesmo a legal através do casamento – do Ocidente. Se os casos de pedofilia são cada vez mais alarmantes em nossa sociedade é porque esta se afasta a passos largos dos ensinamentos da Igreja. 



1 de mar. de 2013

O Papa humilde: a renúncia de Bento XVI



“O Papa renunciou”. Foram com estas palavras que minha mãe me acordou no dia de Nossa Senhora de Lourdes deste ano. Fiquei desconcertado e em primeiro momento, sem saber exatamente os motivos, decepcionado. Recordei imediatamente de São Celestino V que renunciou no ano de 1294. Naquele momento, veio ao peito um sentimento de orfandade, como quando o Papa João Paulo II faleceu. Dificilmente um não-católico ou um católico não-católico entende o que se sente pelo Papa. Não é possível explicar. Coisas de amor não se explicam. O Papa é nosso pai, o “doce Cristo na terra”, como dizia Santa Catarina de Sena, em um momento da história da Igreja que tal expressão, diante da realidade, era um ato de fé inabalável. 

Sempre me dei bem com o Papa Bento XVI. Certa vez, enquanto via pela TV a peregrinação realizada pelo Beato João Paulo II à Terra Santa durante o Jubileu, quando o então cardeal Ratzinger, estava pronunciando um pequeno discurso, eu disse: “Este será o próximo Papa”. Eu mal conhecia o cardeal, aliás, não conhecia tanto a Igreja, pois foi este o ano de minha “convicção”. Porém, a escolha do Espírito Santo parecia evidente como foi demonstrado pela rapidez do Conclave que o elegeu. 

“Os senhores cardeais me escolheram. Consola-me saber que Deus sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes”. Estas foram as primeiras palavras do novo Papa no balcão da Basílica Vaticana. Instrumento insuficiente era como se auto-apresentava o maior teólogo do século XX. Ele sabe que tudo é dom de Deus e atribui a Ele tudo o que possui. O humilde Papa foi maltratado pela imprensa e pelos liberais de plantão. Era o inquisidor-mor que chegava a Papa. Conservador, obscurantista, reacionário. Contra a irracionalidade dos ativistas de todos os matizes, respondia com a Razão, esta ao contrário da outra, aliada da fé. Contra a imprensa que tentou de todos os modos atiçar os extremistas muçulmanos contra ele, Bento XVI marca a história ao ser o primeiro Papa a se encontrar com o rei da Arábia Saudita, o protetor da religião de Maomé. Contra a mentira, o Papa, sereno como sempre, responde com a verdade. Todos que o encontram, destacam sua humildade e bondade. Enfrenta com coragem os escândalos, sem subterfúgios, sem meias-palavras. É um reformador, no melhor sentido da palavra. 

Tive a graça de estar com o Papa Bento XVI em duas ocasiões. Por conta da vinda ao Brasil, na Santa Missa de canonização do Frei Galvão e na Praça de São Pedro, numa Audiência Geral. Minha admiração a Bento XVI é enorme. Apesar de o pontificado ter sido relativamente curto, seu magistério é tão rico que influenciará a Igreja por anos. Ninguém como ele consegue diagnosticar com tanta clareza os males do mundo e apresentar o remédio: Jesus Cristo. 

Mas, devido à idade avançada, suas forças lhe faltaram. Mais uma vez colocou sua vocação diante de Deus. Homens do quilate de Bento XVI estão mergulhados em Deus. Nada fazem sem Ele. Mais do que um intelectual, o Papa é um místico. E tomou a difícil e corajosa decisão de deixar o ministério petrino para assumir outra vocação: rezar pela Igreja, sacrificar-se pela Esposa de Cristo, no silêncio, no escondido. Eloquente testemunho diante de um mundo onde se dá valor ao ativismo, ao espetáculo, à fama, aos aplausos. Diante de um mundo onde vemos tantos ditadores, tantos poderosos apegados ao cargo ao ponto de continuarem nele mais mortos do que vivos, diante de governantes que se acham insubstituíveis, vemos o homem cuja autoridade está acima de qualquer outro poder não se apegar ao cargo, pois sabe que não pertence a ele, mas a Cristo. Sabe que não é maior do que Cristo, nem está acima da Igreja. Sabe que não é insubstituível, pois o que ensina não é doutrina sua e tem plena certeza de que a Igreja está firmada sobre bases eternas. Por fim, amou a Cristo e a Igreja até o fim. 

Nos próximos dias, o Espírito Santo e os cardeais escolherão o novo Papa. E, ao ser apresentado, a partir do balcão da Basílica de São Pedro, à praça lotada, acontecerá algo que, repito, nenhum não-católico ou católico não-católico poderá entender. Creio que, além do carisma da infalibilidade, acompanha ao Papa um outro carisma: o de despertar o amor às ovelhas que lhe foram confiadas. Imediatamente passaremos a amá-lo como o “doce Cristo na terra”. 




11 de fev. de 2013

A renúncia do Papa Bento XVI



O Papa é o Vigário de Cristo. E isso não significa que ser a Cabeça visível da Igreja e representar nosso Senhor Jesus Cristo na terra tragam glória e poder. Longe disso. O "doce Cristo na terra", como o Chefe supremo da Igreja, também sofre por ela, dá a vida por ela. Justa ou injustamente, sobre o Papa recai todas as culpas dos filhos da Igreja, todas as acusações, todas as injúrias, todas as injustiças. 

Para carregar esta pesada cruz são necessárias forças física, mental e espiritual. Bento XVI têm as duas últimas, certamente, mas faltou-lhe a primeira. Obrigado, Papa Bento XVI por esses oito anos de pontificado que tanto bem fez a Igreja.

30 de jun. de 2012

São Pedro e São Paulo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


“E Eu te declaro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” (Mt. 16, 18)


Hoje, comemoramos os martírios de São Pedro e São Paulo. Os dois apóstolos foram mortos na cidade de Roma durante a perseguição de Nero. São Paulo, como cidadão romano, morreu decapitado na Via Ostiense; e São Pedro foi crucificado. A seu pedido, pregaram-no na cruz de cabeça para baixo, pois não se achou digno de morrer da mesma forma que seu Senhor. Apresentado ao Senhor por André, seu irmão, o pescador Simão foi chamado por Jesus no início de Seu ministério. Assim que Jesus o conheceu, mudou-lhe o nome para Cefas, a pedra, Pedro. Deus sempre muda o nome de seus escolhidos conforme suas missões, especialmente dos príncipes de Seu povo. Foi assim com Abrão que se tornou Abraão e Jacó que foi chamado Israel. Aquele que viria a ser o príncipe dos apóstolos e chefe da Igreja de Cristo também recebe de Deus outro nome que o identifica com sua missão.

Estando Jesus com seus apóstolos em Cesareia de Filipe lhes pergunta o que ouvem comentar sobre Ele. Os apóstolos lhe contam que o povo não sabe quem Ele é e cogitam se não vem a ser um dos profetas que ressuscitaram. Jesus, então, quer saber de seus apóstolos quem pensam que Ele seja. Pedro toma a frente e responde que Ele “é o cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus lhe afirma que o que respondeu foi inspirado por Deus, pois sem ser revelado, tal conhecimento seria impossível de se alcançar racionalmente. Neste momento, Jesus se dirige a São Pedro e lhe declara: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Sobre a fé de Pedro é fundada a Igreja de Jesus. São Pedro e os apóstolos são os fundamentos da Igreja de Cristo.

Pedro torna o chefe visível do Povo de Deus. Mais tarde, após a ressurreição, às margens do mar da Galileia, lá onde as histórias dos dois se cruzaram pela primeira vez, Jesus exigirá de Pedro a tríplice profissão de amor e por três vezes lhe confiará Suas ovelhas. A missão de Jesus torna-se a missão de Pedro. Pedro se torna o pastor universal das ovelhas do Sumo Pastor Jesus Cristo. Pedro, como já foi dito, morreu em Roma. Morreu com ele esta missão confiada por Cristo? De forma alguma. A missão de pastor universal de todos os cristãos continuou através da sucessão apostólica. O bispo de Roma carrega a missão de Pedro ao longo da História. Somente os que estão em comunhão com o Sucessor de Pedro, ou seja, o Papa pode afirmar que fazem parte de forma plena da única Igreja de Jesus Cristo. Em um mundo cada vez mais relativista e individualista, onde cada um constrói sua própria moral e sua própria fé, olhemos para aquele que foi constituído cabeça visível da Igreja, o Vigário de Cristo e rocha inabalável, onde a verdade cristã repousa. 


13 de jan. de 2012

Jean Wyllys avisa: O Papa que se cuide!

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL – RJ) ficou indignado após o Papa Bento XVI declarar o que todo o mundo está cansado de saber: as práticas homossexuais são pecados e não se deve promovê-las com a legalização das uniões homoafetivas. Grande novidade! Mas o deputado, pela internet, atacou gravemente o Papa: “O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo. Espero que os estados laicos do Ocidente não cedam à pressão desse genocida em potencial”.

Se as declarações do Papa não foram nenhuma novidade, as acusações do deputado também não é. Aliás, são as mesmas acusações de sempre. Interessante é notar que os Papas se sucedem e as acusações continuam as mesmas: fascista não era Pio XI? Não era Pio XII, o nazista? Após a acusação do nobre deputado, pergunto eu: ele incomoda Bento XVI? De maneira alguma. A diferença entre os dois, mal comparando, está como do diabo para Deus. Acusado pela própria consciência, Jean Wyllys ataca o Papa. O Sumo Pontífice nem toma conhecimento de quem seja ele. Seu discurso foi corajosamente dirigido ao corpo diplomático do Vaticano. O deputado fala para meia dúzia de “fãs” em um ataque de chilique na internet. Como comparar o professor doutor Joseph Ratzinger, um dos maiores intelectuais e teólogo do século XX, poliglota, autor de dezenas de livros e centenas de artigos, com Jean Wyllys? Vejamos: Jean Wyllys era tido como um intelectual que participou do Big Brother Brasil – se bem que, comparado aos outros participantes, até um chimpanzé bem adestrado passa por intelectual.

Como professor (sem trocadilhos, ok), esperava-se mais de Jean Wyllys. Sua capacidade de argumentação é essa? Só isso para um intelectual? Está certo que Jean Wyllys é graduado em jornalismo, ou seja, segundo o STF, exerce uma profissão, cujo exercício não requer nem mesmo um diploma. Mas, continuemos. Como já foi dito, Jean Wyllys participo do BBB. Que professor fica três meses trancafiado numa casa? E seus alunos, como ficam nisso tudo? Parece que suas aulas não eram tão prescindíveis assim e, após vencer o programa, foi trabalhar com Ana Maria Braga. Mas também fracassou lá. Não me admira. O Louro José me parece mais inteligente. Assim, como ex-BBB, tentou a vida na política (este artigo parece coisa da Desciclopédia, mas não é).

Candidatou-se a deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro. Crendo na sua “grande” popularidade demonstrada nos milhões de votos na final do BBB, Jean Wyllys achou que ia ser moleza. Talvez se esqueceu que o mesmo público que lhe deu um milhão de reais no reality show, deu R$ 1,5 milhão para o “homofóbico” Marcelo Dourado. Resultado: recebeu pífios 13.018 votos. Não recebu os votos de protesto ou de zombaria como recebeu o Tiririca, não foi votado por ser uma pseudo-celebridade. Foi solenemente ignorado. O referido deputado não tem representatividade. Não representa ninguém. Graças à expressiva votação de seu colega de partido, Chico Alencar, foi eleito pelo quociente eleitoral e não pelo povo. Assim, Jean Wyllys quer mostrar serviço. E uma maneira encontrada foi descarregar seu preconceito contra os religiosos. Já sugeriu censurar pastores e padres. Sugeriu cassar a concessão de canais que veiculam programas religiosos que mencionem o homossexualismo. O que incomoda Jean Wyllys não são os pastores, o Papa, a Bíblia, mas sua própria condição.

Entre as falácias do paseudo-intelectual, tenho que concordar com algumas verdades. Realmente o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais são ameaças para a humanidade. Mas também são o comunismo, cujo deputado é adepto, o homossexualismo, a destruição da família, o aborto e todas as formas de atentados contra a vida. A outra acusação soa até como piada: “genocida em potencial”. O que seria isso? Genocidas têm algo em especial? Creio que não. Em potencial podemos ser qualquer coisa, boas ou más. Ou não? Se procurarmos motivações para genocidas podemos analisar alguns casos específicos: há muitos historiadores que afirmam que Alexandre Magno era gay e suas campanhas pela Ásia massacraram um milhão de pessoas; o general romano Júlio Cesar mantinha relações homossexuais e exterminou a população gaulesa; o imperador Adriano, homossexual público, esmagou os judeus e extinguiu a Judeia; alguns estudos sérios apontam o homossexualismo de Adolf Hitler! Pois bem, seria o homossexualismo um desencadeador das práticas genocidas em potência dentro de todos os seres humanos? Pouco provável, não?

Vamos ao paradoxo do ex-BBB, ex-Mais Você, Vossa Excelência, o deputado federal Jean Wyllys: começa pelo nome de seu partido PSOL, Partido Socialismo e Liberdade. Convenhamos que somente numa sigla de partido os dois conceitos podem aparecer juntos. Exemplos temos aos montes e nem precisamos citar a falecida URSS: aí está Cuba, China, Coreia do Norte que não nos deixam mentir. Jean Wyllys é filiado a um partido comunista. Talvez ele se esqueça que o homossexualismo era visto pelos marxistas como a maior prova da degeneração que se encontrava a sociedade capitalista. O homossexualismo era crime previsto na constituição da URSS; em Cuba, homossexuais eram enviados para campos de trabalho forçado, mortos ou exilados. O deputado não sabe destas ações de seus correligionários? Caríssimo deputado, agradeça a Deus – caso creia Nele – por viver em um dos “países laicos do Ocidente”, no mundo livre criado pelo cristianismo, onde transar com qualquer um nem ilegal é. Que bom vivermos em plena democracia onde cada pessoa pode expressar suas ideias e opiniões. O que é certo é que Jean Wyllys passará pela Câmara como mais um deputado exótico, como o índio Juruna e o palhaço Tiririca.

Para terminar, afirmo que as acusações contra a Igreja taxando-a de homofóbica é infundada. Se a Igreja (o Papa, os bispos, os padres e demais fieis) odiasse àqueles que praticam atos homossexuais, não se preocuparia com suas almas, ao contrário, deixando-os em seus pecados, veria, com prazer, todos condenados eternamente ao inferno. A Igreja oferece outro caminho àqueles que sofrem (é exatamente esta a palavra) no homossexualismo. As pessoas homossexuais são livres, podem escolher a vida que querem viver sem patrulhamento ideológico, sem pressão de pretensos grupos que querem defendê-las. Não precisam se “assumir”, manchar suas almas. Há outro caminho: Jesus Cristo, onde todos podem viver na graça e no Espírito de Deus.



24 de ago. de 2011

Se isto é estar na pior...




Nesse verão, muitos jovens decidiram fazer algo diferente. Decidiram ficar em sua Casa, a Igreja e se reuniram na Europa, na Espanha. Dividiram suas vidas, seus anseios e esperanças entre si e com o Papa. Enfrentaram o calor e a chuva e mergulharam no amor de Deus.


Quase dois milhões de jovens (de todas as idades) se encontraram com o Papa Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude 2011, em Madrid, entre 16 e 21 de agosto. A JMJ 2011 em um país cujo governo socialista de Zapatero (que reflete, em modo geral, a governança da Europa) facilitou o aborto para adolescentes, aprovou o casamento entre homossexuais, está a um passo da eutanásia, afundou a economia espanhola e a agenda laicista impõe dificuldades para a Igreja na Espanha, foi um espetacular sucesso que poucos veículos da mídia e analistas de plantão poderiam apostar. Mais uma vez, contra todas as espectativas, assim como na visita aos EUA e ao Reino Unido, o Papa Bento XVI saiu vitorioso e com ele, a Igreja.


E tem gente dizendo que a Igreja está na pior. Se isto é estar na pior... PORRA, o que quer dizer tá bem, né?



2 de mar. de 2011

Harvard concorda com Bento XVI

Há quem pense que o Papa e alguns bispos, num determinado dia da semana, no fim da tarde, se reúnem em torno de uma mesa para decidirem com o que vão implicar, querendo acabar com a tão defendida e mal-entendida liberdade de nossa querida e liberal sociedade ocidental. As coisas são um pouco mais complexas e sérias do que um simples papo num happy hour vaticano, como divulga, por ignorância ou má-fé, a imprensa, influenciando protestos desrespeitosos e raivosos contra o Santo Padre, como aqueles que aconteceram após o Papa declarar que preservativos não eram a melhor solução para o combate à AIDS no continente africano.

As manifestações foram desde a distribuição de preservativos com a foto de Bento XVI na embalagem até o pedido para que o Papa fosse processado pelo Tribunal Internacional por crime contra a humanidade. Pois bem, as opiniões do Papa, além de toda a bagagem da moral cristã e do ensinamento da Igreja, "a especialista em humanidade", são embasadas em conclusões científicas que os "racionais", influenciados por todo tipo de ideologia e lobbies não querem ver.

No mês passado, um estudo realizado pela Universidade Harvard concluiu que a diminuição dos casos de AIDS no Zimbábue - assim como em outros países africanos, por exemplo, Uganda - aconteceu graças à fidelidade conjugal e um comportamento sexual responsável. Exatamente como afirmou o Papa Bento XVI. Aliás, à época da viagem à África (2009), Dr. Edward Green, diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da AIDS da Escola de Saúde Pública da mesma universidade, afirmou que o Papa estava certo. As palavras do Papa causaram estardalhaço na mídia. Sobre as publicações da Harvard, silêncio.

Mais sobre as declarações do Dr. Edward Green, clique aqui.


16 de abr. de 2010

Aniversário do Santo Padre, o Papa Bento XVI

Hoje, Sua Santidade, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, completa 83 anos, em meios a ataques ferozes dos inimigos da Igreja. Rezemos pelo servo dos servos de Deus, aquele que carrega, a exemplo de Cristo, os pecados dos seus irmãos. Para refletir neste dia, reproduzo um sonho de Dom Bosco, que recebi via e-mail de Dom Bento, OSB.
.
"O TRIUNFO EUCARÍSTICO"
.
O sonho de Dom Bosco
.
(30 de maio de 1862)
.
“Imaginai estar comigo na praia do mar, ou melhor, sobre um escolho isolado, e de não em torno de vós senão o mar. Em toda aquela vasta superfície de águas vê-se uma multidão de naves em ordem de batalha, que avançam contra uma nave muito maior e mais alta que todas, tentando chocar-se contra ela com o esporão da proa, tentando incendiá-la e fazer-lhe o maior dano possível. Àquela majestosa nave fazem escolta pequenas naves, mas o vento lhes é contrário e o mar agitado parece favorecer os inimigos.
.
No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum [Auxílio dos Cristãos]; sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e em baixo havia um outro cartaz, com as palavras: Salus Credentium [Salvação dos Crentes].
.
O comandante supremo da grande nau, que é o Romano Pontífice, vendo o furor dos inimigos e o mau partido em que se achavam os seus fiéis, convoca em torno a si os pilotos dos navios secundários, para ter um conselho e decidir o que se deveria fazer. Todos os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião, mas, enfurecendo-se cada vez mais a tempestade, são mandados de volta para seus próprios navios.
.
Ocorrendo um pouco de calmaria, o Papa reúne os pilotos de novo, pela segunda vez em torno de si, enquanto a nau capitania segue o seu curso. Mas a borrasca volta espantosa.
.
O Papa permanece no timão, e todos os seus esforços são dirigidos a levar a nau para o meio daquelas duas colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas, muitas âncoras e grossos ganchos presos a correntes.
.
Os navios inimigos se movem todos a assaltá-la e fazê-la submergir: algumas com os escritos, com os livros, com matérias incendiárias de que estão cheias, que procuram jogar-lhe a bordo; outras com os canhões, com os fuzis, e com os esporões. O combate se torna cada vez mais encarniçado; mas inúteis se revelam os seus esforços: a grande nave continua segura e franca em seu caminho.
.
Entretanto, os canhões dos assaltantes explodem; os fuzis e as outras armas se quebram; muitos navios se desconjuntam e afundam no mar.
.
[Em vão tentam de novo o ataque e desperdiçam toda a sua fadiga e munições: a grande nau prossegue seguramente e livre em seu caminho. Ocorre por vezes que, atingida por golpes formidáveis, apresenta em seus flancos largas e profundas brechas, mas apenas acontece o dano, sopra um vento proveniente das duas colunas e as brechas se fecham e os furos se obturam] (Trecho do sonho de Dom Bosco omitido no texto de Antonio Socci).
.
Então, os inimigos, furiosos, começam a combater com armas curtas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias.
.
De repente, o Papa, ferido gravemente, cai. Imediatamente, ele é socorrido, cai uma segunda vez e morre. Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre os seus navios se dá um indizível tripudio. Eis que apenas morto o Pontífice, um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte do Papa chega junto com a notícia da eleição do seu sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.
.
O novo Papa, superando todo obstáculo, guia o navio até o meio das duas colunas e então com uma correntinha que pendia da proa o une a uma âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia, e com uma outra pequena corrente que pendia da popa o prende do lado oposto a uma outra âncora, que pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.
.
Então, aconteceu uma grande reviravolta: todos os navios inimigos fogem, se dispersam, se chocam e se destroçam mutuamente.Uns naufragam e procuram afundar os outros, enquanto navezinhas que tinham combatido valorosamente com o Papa vêem elas também a atar-se àquelas duas colunas. [Muitas outras naus que, tendo-se retirado por temor da batalha. se acham em grande distância, ficam prudentemente observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios destroçadas, com grande vigor vogam em direção daquelas duas colunas, onde, chegando, se prendem aos ganchos pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e seguras, junto com a nau principal, sobre a qual está o Papa]. (Outro trecho omitido na versão do sonho citado por Antonio Socci)
.
No mar reina uma grande calma” (89 –G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, volume VII, Sociedade Editora Internacional, Turim, 1909, pp 169-171) Depois de ter contado este sonho, Dom Bosco pediu uma interpretação a Dom Rua, que disse: “Parece-me que a nave do Papa seja a Igreja, os navios , os homens, o mar, o mundo. Aqueles que defendem a grande nave são os bons, afeiçoados à Igreja; os outros, os seus inimigos. As duas colunas de salvação parecem-me que sejam a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.
.
“Disseste bem”, comenta Dom Bosco, “é preciso apenas corrigir uma expressão. Os navios dos inimigos são as perseguições. Preparam-se gravíssimas provações para a Igreja. O que aconteceu até agora é quase nada comparado com o que vai acontecer. Restam apenas dois meios para salvar-se de tanta confusão: devoção a Maria Santíssima e Comunhão freqüente”

3 de abr. de 2010

Meu Bento XVI

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracajú (SE)
.
Nunca escondi meu profundo amor por Joseph Ratzinger. É antigo: desde 1981. Em novembro daquele ano, seminarista em férias, li um texto seu. Lá havia uma frase do então Cardeal Arcebispo de Munique: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Meus olhos marejaram (como marejam agora, neste momento). Pensei: quem afirma isto só pode ser um homem de verdade, só pode ser alguém que tem uma profunda experiência de Cristo! Eis aqui um homem de Igreja que continuou homem, com um coração, com sensibilidade, com retidão!
.
Um ano depois, dei com uma entrevista do Cardeal, agora nomeado Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Ele afirmava: “O primeiro dever do Bispo é defender a fé dos pequenos contra a prepotência de alguns teólogos...” Vibrei de alegria! O homem era realmente católico em cada fibra: sabia que a fé supera a razão e que o Mistério não se apreende em profundidade a não ser de joelhos e bebendo a límpida fé da Mãe Igreja, fé que se manifesta sobretudo nos pequenos, nos simples, no Povo de Deus em seu dia-a-dia.
.
Ratzinger tornou-se para mim uma referência. Doíam-me tanto as calúnias contra ele, as afirmações de muitos adeptos da Teologia da Libertação, que deformavam a imagem e o pensamento do Cardeal de modo vergonhosamente desonesto. Lembro-me das declarações pervertidas de Leonardo Boff e companhia a respeito do Cardeal Prefeito que, generosamente, ajudara ao próprio Boff nos tempos de estudo na Alemanha... Aqui no Brasil, as editoras católicas o censuravam metodicamente... Se algum seu escrito perdido aparecia, era dos menos expressivos e importantes... A imprensa só falava do Cardeal para criticá-lo, insuflada por certos setores da Igreja no nosso País...
.
A coisa intensificou-se quando da doença de João Paulo II. Agora era preciso queimar de vez o Cardeal da Inquisição, o Desumano, o Ditador... Foi uma pesada campanha dentro e fora da Igreja, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa... As pessoas nunca leram nada de Ratzinger, mas o antipatizavam de todo o coração. Recordo do conhecido jornalista Alexandre Garcia, que confessou ter comprado livros de Ratzinger e lido seus textos. Tomou um susto: o homem que escrevera aquelas coisas não era nada daquele monstro que diziam... Eis: o preconceito, filho da ignorância e irmão da má-fé!
.
E veio o Conclave. Aquele que no céu tem o seu trono riu-se dos planos dos homens e zombou dos grandes e sabidos deste mundo. Ratzinger tornou-se Bento XVI! Ouvi entrevistas, vi matérias na imprensa nacional e internacional simplesmente vergonhosas, vi entrevistas de teólogos – recordo de um da PUC de São Paulo à TV alemã – simplesmente revoltantes: mentirosas, desonestas, caluniadoras, sem caridade...
.
E aí está Bento XVI: amado por seu rebanho e por tantas pessoas de boa vontade, pela gente simples, cristã, de DNA católico; homem profundo, mergulhado em Cristo, nele alicerçado; homem doce e ao mesmo tempo tão firme; homem que não tem medo de proclamar a verdade, sem gritar, sem impor, mas sem jamais escondê-la: mostra-a inteira, límpida, serena, cortante, libertadora!
.
No tocante à vida moral do clero, menos de um mês antes de ser eleito Papa, na via-sacra do Coliseu, afirmou sem meias palavras, desgostando a muita gente: “E que dizer da terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Pode talvez fazer-nos pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, caminhando à deriva para um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido na sua própria Igreja? Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença, frequentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele! Quantas vezes se distorce e abusa da sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, onde Ele está à nossa espera para nos levantar das nossas quedas! Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)".
.
Um homem assim não passa despercebido: ou é amado ou profundamente odiado! E há muitos que odeiam este santo e bendito Papa! Foi ele que, logo ao assumir, suspendeu o Padre Marcial Maciel, sacerdote famoso e muito apreciado por João Paulo II (o Papa João Paulo desconfiava muitíssimo de acusações na área de pedofilia, porque os comunistas poloneses utilizavam muitas acusações falsas como modo de desmoralizar o clero polaco. Isto criou em João Paulo II uma tendência a não dar muito crédito às acusações. Sempre que via um padre zeloso ser acusado, a tendência era logo recordar as mentiras dos comunistas poloneses... daí, a lentidão do processo do Pe. Macial. Foi um erro compreensível, mas um erro).
.
Bento XVI não! Suspendeu o Pe. Maciel e determinou que vivesse seu fim de vida de modo recluso e sem contato algum com os fieis, numa vida de oração e penitência. O mesmo com o conhecidíssimo italiano Pe. Luigi (Gino) Burresi. Sua punição foi severíssima. Aos Bispos sempre recomendou tolerância zero com a pedofilia. Em seus pronunciamentos sobre o tema, nunca, Papa algum foi tão direto, claro e radical: na Igreja não há lugar para pedófilos. Os pedófilos devem ser demitidos do estado clerical e os Bispos devem comunicar à justiça comum! Tanto que em seu pontificado os casos de pedofilia desabaram...
.
Mas, nada disso interessa à imprensa, sobretudo aos jornais anticatólicos como New York Times, La Repubblica, El País, Spiegel... Para estes não interessa a verdade: interessam os fatos distorcidos, as meia verdades que, somadas, dão uma enorme mentira, uma triste difamação, uma calúnia monstruosa... O mesmo fizeram com Pio XII... Qual o objetivo? Desautorizar um Papa incômodo, cuja única preocupação é testemunhar o Cristo com toda a inteireza da fé católica. E nada é tão incômodo e antipático quanto isto! Por isso mesmo, tudo quanto este Papa diga ou faça é distorcido, deformado e, depois, duramente criticado, até ao paroxismo...
.
Mas, Bento XVI seguirá seu caminho! No meu primeiro encontro com ele como Bispo novo com o Sucessor de Pedro, disse-lhe: “Santo Padre, o Povo de Deus lhe quer bem! Nós rezamos por Vossa Santidade, nós estaremos sempre ao lado de Vossa Santidade!” Ele sorriu aquele sorriso tímido, mas tão humilde e franco e disse: “Obrigado! Muito obrigado! Eu preciso tanto do vosso sustento!” Só quem não o conhece poderia pensar que ele se dobra! Ninguém é tão perigosamente livre, é tão docemente forte quanto o homem que fez de Cristo o seu refúgio, a sua luz, a sua certeza! Bento XVI – santo Bento XVI, bendito Bento XVI! – é assim.
.
Hoje, 29 anos depois daquele 1981, quando, de coração apertado, imagino a dor e a solidão deste homem de Deus, consolo-me pensando no gigante que ele é e vem-me forte, mansa, decidida, certa, a sua palavra: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Bento XVI é maduro, Bento XVI não tem medo da própria solidão, pois ela é toda povoada por Cristo!
.
Deus o abençoe sempre, Padre Santo! Deus o abençoe e o livre das mãos de seus ferozes e maldosos inimigos!

29 de mar. de 2010

Documentos da Santa Sé relativos à 2ª Guerra

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- A Santa Sé anunciou hoje a publicação de importantes documentos pontifícios, especialmente os que se referem à 2ª Guerra Mundial, digitalizados e disponíveis na internet.

Estes documentos são as Acta Sanctae Sedis (ASS) e as Acta Apostolicae Sedis (AAS), isto é, as Atas Oficiais da Santa Sé de 1865 a 2007, assim como os 12 volumes da coleção Atos e documentos da Santa Sé relativos ao período da 2ª Guerra Mundial.

“Trata-se de um fundo de documentação de incalculável valor, disponível agora para os especialistas e para todas as pessoas interessadas. Uma grande contribuição para a pesquisa e informação sobre a Santa Sé, sua história e sua atividade”, afirma o comunicado divulgado hoje.

A publicação na internet dos documentos oficiais relativos à 2ª Guerra Mundial, que já existiam em formato impresso desde 1981, foi solicitada pela Pave the Way Foundation (PTWF), que se dedica a trabalhar para “eliminar os obstáculos” que impedem o diálogo entre as religiões.

No último dia 11 de fevereiro, a PTWF agradeceu à Secretaria de Estado e à Livraria Editora Vaticana por sua “confiança em nós, ao permitir-nos este privilégio sem precedentes”.

Em um novo comunicado ao qual a Zenit teve acesso, a PTWF explica que o trabalho de digitalização foi levado a cabo graças a um dos melhores fotógrafos digitais do mundo, o israelense Ardon Bar-Hama.

Bar-Hama é muito conhecido por ter levado a cabo a digitalização dos Manuscritos do Mar Morto e do Codex Vaticanus, entre outros trabalhos.

Gary Krupp, presidente da Fundação, manifesta o orgulho da instituição que representa “por ter ajudado a tornar possível esta importante pesquisa”.
.
“Até agora, muitas pesquisas realizadas nesta área foram seletivas por natureza. Abrindo estes documentos para seu estudo no mundo inteiro, esperamos levar a luz da verdade sobre este controvertido período.”
.
Esta instituição trabalhou muitos anos na investigação sobre as atuações do Papa Pio XII com relação aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial, já que a imagem desse papado “é um motivo de atritos e incompreensão que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo inteiro”.
.
A coleção Atos e documentos da Santa Sé relativos ao período da 2ª Guerra Mundial consiste em mais de 9 mil páginas que recolhem 5.125 documentos, uma pequena parte da documentação sobre esta época, contida no Arquivo Secreto Vaticano (cerca de 16 milhões de documentos), cuja catalogação ainda não terminou.
.
Segundo Elliot Hershberg, presidente da Junta da PTWF, “sentíamos que era necessário abrir estes arquivos, os quais certamente não são um substituto da plena abertura dos arquivos dos anos da guerra. No entanto, junto com a ordem do Papa Bento XVI de abrir os Arquivos Secretos até 1939, agora temos um quadro histórico mais claro das ações secretas do Papa Pio XII e da sua postura com relação ao povo judeu, sua aversão a Hitler e seu secreto trabalho para derrotar o regime nazista”.
.
A coleção está disponível, sem custo algum, no site oficial da Santa Sé (www.vatican.va)

21 de mar. de 2010

Papa envia carta aos católicos da Irlanda

“O Papa sempre foi contra a cultura da dissimulação e do silêncio”, afirmou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, neste sábado, 20, na coletiva de imprensa, por ocasião da publicação da Carta Pastoral do Papa aos Féis Irlandeses sobre a questão dos abusos sexuais de menores por alguns membros do clero.
.
Padre Federico afirmou ainda, "que neste documento, o Papa expressa que, se tratando de pedofilia, não se pode calar diante da verdade e da justiça".
.
O Papa a assinou dia 19, na solenidade de São José, e pediu para que ela seja lida com atenção e na sua totalidade. Na carta, o Santo Padre diz que ficou profundamente perturbado com as notícias dos abusos sexuais de crianças e jovens, e afirmou que tratam-se de "atos pecaminosos e criminais" e que a resposta dada pelas autoridades da Igreja na Irlanda, na época, foram "muitas vezes inadequadas". "Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes", disse o Papa.
.
Ele explicou que decidiu escrever a carta para expressar sua proximidade, e "para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação".Bento XVI disse ainda que o problema não se resolverá em pouco tempo, mas é preciso enfrentá-lo "com coragem e determinação". "Foram dados passos em frente positivos, mas ainda resta muito para fazer. É preciso perseverança e oração, com grande confiança na força restabelecedora da graça de Deus", apontou.
.
De acordo com o Santo Padre, "para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve, em primeiro lugar, reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos". "Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise atual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes.
.
Certamente, entre os fatores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canônicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa", destaca o Papa e completa, "é preciso agir com urgência para enfrentar estes fatores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado".
.
Na carta, o Papa escreve diretamente àqueles que foram vítimas dos abusos, aos membros do clero responsáveis por tais atos, aos pais das vítimas, aos bispos e ao povo da Irlanda, em geral. O Pontífice propôs algumas medidas concretas para lidar com essa situação: - convida todos a fazer penitência às sextas-feiras, até a páscoa de 2011, em reparação pelos pecados do abuso;- a redescobrir a confissão e; - dedicar particular atenção a Adoração Eucarística.
.
Bento XVI anunciou sua intenção de visitar a Irlanda, e agradeceu a todos os homens e mulheres que já "se comprometeram pela tutela dos jovens nos ambientes eclesiásticos". Ao término da carta, o Papa deixou uma oração pela Igreja na Irlanda, e disse enviar a carta "com o cuidado que um pai tem pelos seus filhos e com o afeto de um cristão como vós, escandalizado e ferido por quanto aconteceu na nossa amada Igreja".
.
Adaptado do site Canção Nova.
.

11 de jan. de 2010

A Autoridade Papal fica de pé

Padre Elílio de Faria Matos Júnior
..
O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é "o doce Cristo na Terra". A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho.
,,
Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: "Nihil Deo praeponere" - nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser "pós-moderna"... Cultura que rejeita cultivar a verdade... Cultura que há tanto deixou de ser cultura...
..

"Nada antepor a Deus". Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus... Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo" (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).
..
Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não existissem; como se o desprezo a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz.
..
Está apoiado na esperança que não decepciona. Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu - e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: "Vi um Cordeiro de pé, como que imolado" (Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18). "Non praevalebunt" - as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!