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3 de mar. de 2014

As asneiras ideológicas do assessor da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2014

Como é duro ter que ler asneira, ainda mais vinda de um padre. Naquela coluna do folheto O Domingo sobre a Campanha da Fraternidade, o padre Luiz Carlos Dias que é assessor da CNBB, escreveu neste domingo que a economia de mercado deixa à margem da sociedade a maioria das pessoas e que esta maioria não tem acesso aos bens de consumo, nem mesmo ao mínimo necessário para uma vida diga. 

O reverendo padre deveria saber que são nos países de economia de mercado que encontramos as menores desigualdades sociais. Que são nas economias de mercado que os índices de IDH são maiores, portanto, a maioria da população destes países tem acesso as bens de consumo e muito mais ao necessário para uma vida digna. O reverendo padre deveria saber que é justamente o contrário que acontece: nos países de economia planificada ou onde a economia de mercado é restringida ou sufocada é que a maioria das pessoas não têm acesso a bens de consumo, ou melhor, a bem nenhum. 

Que país o reverendo padre gostaria de citar: Cuba, onde a maioria não tem um sabonete para tomar banho ou Venezuela, onde não tem papel higiênico para limpar a bunda? O reverendo padre deveria deixar-se guiar mais pela Doutrina Social da Igreja, cujo compêndio defende explicitamente a economia de mercado, do que pelas suas preferências ideológicas.



15 de mar. de 2012

A perseguição ao padre Paulo Ricardo

Por falta de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras. (Jeremias 18, 18)

Ataques realizados por inimigos externos à Igreja são compreensíveis. Agora, quando os inimigos estão dentro da Igreja, dividem o pão contigo, a coisa fica feia. Padre Paulo Ricardo despontou no cenário religioso nacional como exemplo de total fidelidade ao magistério da Igreja. Coisa raríssima de se ver entre os religiosos, padres e bispos do nosso querido Brasil. Então, quando sua voz começou a ser ouvida pelos católicos e soou diferente daquelas vozes que cantam inofensivas músicas “católicas” infantilóides ou melosas, daquelas que criticam o Papa ou a tradição da Igreja e, surpreendentemente para aqueles que querem “modernizar” a Igreja, atraiu muitos jovens, o Padre Paulo Ricardo começou a causar incomodar uma parte de seus “irmãos”. Assim como a Igreja, Padre Paulo Ricardo se opõe ao marxismo, em todas as suas vertentes. Obediente às normas, é zeloso com a liturgia. Como um sacerdote deve ser, defende a doutrina católica em sua integridade. Resumindo, é fiel à Roma. Nada especial, pois é o que se espera de todos os católicos, clérigos ou leigos.

Graças a tudo isso, o padre Paulo Ricardo passou a ser perseguido por quem menos se espera – será? – por seus irmãos no sacerdócio. As suas palavras – se discutível no tom, acertadas no conteúdo – entraram como um punhal no peito daqueles que deveriam pastorear o povo e aproveitar o período quaresmal para rever suas posições e se converterem. Padre Paulo Ricardo só denuncia o que é evidente: a secularização do clero. Um grande mal que entrou na Igreja, causando escândalos e afugentando os fiéis. Seus opositores simplesmente resolveram calar o padre Paulo Ricardo. Depois de chamar o padre de “amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado”, entre outros “elogios” direcionados por aqueles que afirmam fazer tudo em prol da unidade e da caridade, pedem, pura e simplesmente, que o padre Paulo Ricardo seja afastado de suas funções sacerdotais, seja calado e mantido em isolamento. Os defensores da liberdade de opinião querem calar o padre Paulo Ricardo.

Um dos temas que geraram a revolta foi o uso da batina. É claro que “o hábito não faz o monge”, mas o fato é que o traje clerical jamais foi abolido, ao contrário, segundo o Código de Direito Canônico (cân. 284) é obrigatório. E aos religiosos, segundo o cânon 669, parágrafo 1, é obrigatório o uso do hábito religioso. Porém, é raríssimo vermos um clérigo com os trajes convenientes: a batina ou o clergyman ou, para os religiosos, o hábito. Clérigos andam à paisana. É um sinal de secularização.

Nas diversas ocasiões que a Igreja foi perseguida, proibir o uso do traje clerical ou do hábito religioso foi praxe. Descaracterizar os religiosos sempre foi a primeira medida tomada por todos os governos anticatólicos na tentativa de acabar com a Igreja. Todos sabem o respeito que o povo católico tem pelos seus sacerdotes, especialmente quando são facilmente reconhecidos. Digo mais, até mesmo pessoas de outras confissões cristãs e religiões demonstram certa reverência com o sacerdote trajado como tal. Eu já presenciei este fato. Que bom quando se reconhece um padre em meio às outras pessoas.

Os padres revoltosos afirmam que o padre Paulo Ricardo promove a discórdia e a divisão da Igreja. Pois bem, onde estão as críticas àqueles sacerdotes e religiosos que atacam e desobedecem ao Papa, que pregam doutrinas contrárias à moral católica, que apóiam partidos ideologicamente anticatólicos, que cometem abusos na liturgia? Tudo isso não divide a Igreja e não gera confusão entre o povo de Deus?

O que nós, povo de Deus, queremos são pastores que defendam o rebanho e não os animaizinhos e as árvores da Amazônia, que nos defendam dos mercenários que proliferam suas heresias pelo Brasil, arrasando o rebanho de Cristo, que profeticamente condenem partidos e políticas anticatólicos, que celebrem a Santa Missa com decoro, que ensinem a doutrina católica, que estejam em plena comunhão com o pastor universal da Igreja, que se preocupem mais com as filas vazias do confessionário do que com as filas cheias dos hospitais públicos.

Enfim, rezemos pela santificação do clero. Rezemos para que o Santo Padre, o Papa Bento XVI continue sendo dócil ao Espírito Santo na condução da Igreja. Lembremos que a Reforma Gregoriana empreendida entre os séculos X e XII visava combater a secularização do clero e encontrou forte resistência. Já passamos por períodos conturbados, mas a Barca de Pedro sempre navegou segura, quando teve em seu leme um piloto como São Gregório VII ou Bento XVI.




16 de jan. de 2010

O Plano da Intolerância

O decreto do presidente Lula, intitulado "Plano Nacional de Direitos Humanos", nome politicamente correto para enganar a sociedade e implantar um regime totalitário e socialista, traz entre seus artigos, além da insegurança jurídica para a propriedade privada e a censura da imprensa, um ataque frontal contra a lei natural e a Igreja, querendo aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, equiparar tal aberração à família, a legalização do aborto e a retirada de símbolos religiosos (leia-se, católicos) das repartições públicas. A CNBB lançou nota criticando e condenando tais pontos do decreto. E ainda tem católico que defende e vota no PT.
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Posto aqui este belíssimo artigo de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
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O Plano da Intolerância

Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.
Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros.

Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

18 de out. de 2009

Carta aberta à CNBB

Posto aqui o e-mail que, como muitos católicos indignados, enviei à CNBB para protestar contra o apoio (isolado) em nota da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aos ataques terroristas do MST. Enviei no dia 8 de outubro de 2009, sabendo que seria apenas um desabafo, pois já é evidente que estão cagando e andando para nós e para o que a Igreja ensina. Este e-mail foi enviado ao Secretariado Geral, às Comissões Doutrina da Fé e Pastoral Social. Até esta data, não recebi nenhuma resposta.
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Prezados senhores,

É com tristeza que lemos a nota da Comissão Pastoral da Terra em apoio às ações criminosas perpetradas pelo MST durante a ocupação da Fazenda Santa Helena, de propriedade da Cutrale, em Borebi (SP). A CPT, inclusive, foi a única instituição favorável a essas ações violentas e criminosas. Nem mesmo o PT, antigo aliado do MST, apoiou tal atitude. Se a Empresa ocupa terras públicas deveria ser questionada na Justiça, como se faz num Estado de Direito e civilizado, ao contrário da barbárie conhecida por todos nós e apoiada vergonhosamente pela CPT e consequentemente por nossos bispos já que a entidade é ligada a CNBB.

O MST não propõe a reforma agrária e sim uma revolução comunista-maoista a partir do campo. Sabemos que as diversas instituições da CNBB está contaminada por marxistas e esquerdistas de todas as linhas. Marxismo este que nada tem em comum com a doutrina católica. Envergonha-me ser interpelado neste momento por aqueles que acusam a Igreja de apoiar ações terroristas como estas do MST. O que podemos dizer para aqueles que não conhecem a Igreja e imaginam que esta apoie atitudes de criminosos travestidos de trabalhadores rurais, quando sabemos que a Igreja não as apoiam, mas sim certos grupos infiltrados na Igreja que trocaram o Evangelho de Jesus Cristo pela doutrina de Marx?

Defender o comunismo é, no mínimo, uma falta de caridade com tantos irmãos católicos que sofreram e ainda sofrem graças a este regime anticristão. Ao invés de fomentar a luta de classes e a violência através de doutrinas puramente materialistas, sugiro que a CPT tenha como missão primordial, pregar o Evangelho (o verdadeiro), na obediência à Santa Igreja, a todos aqueles que vivem no campo, sejam agricultores ou latifundiários. Afinal, Deus não faz acepçõa de pessoas, ou faz? Pela difusão do Evangelho, que nada tem de subversivo ou violento, espalhá-se a caridade. Em segundo plano, fica a luta pela reforma agrária, que deve ser feita dentro da lei e da ordem.

Hoje, recebemos com estarrecedora surpresa (sim, ainda nos supreendemos) o teor desta nota. Foi, certamente, um contratestemunho e uma desobediência à sã doutrina. Sabemos, também, que este e-mail será mais um motivo de chacota e desprezo daqueles que se consideram os "progressistas" e se referem a nós como os reacionários fascistas. Ao menos, este e-mail, mais do que um apelo, é um desabafo envergonhado diante de tal atitude da CPT, protegida sob as asas - o que é ainda mais grave - de nossos legítimos pastores. Precisamos de reforma agrária? Certamente. Porém, precisamos ainda mais de uma reforma na CNBB, onde seja eliminados os velhos quadros que foram formados em outras épocas e que ainda trazem o ranço e o mofo marxistas impregnados em suas declarações e ações.

Em Cristo,

Rodrigo Castellani.