22 de abr. de 2010

Homem que matou religiosa se converte na Índia

“Sou responsável pelo homicídio de um inocente, uma religiosa que desejava somente ajudar os mais pobres. Pelo resto da minha vida me arrependerei do que eu fiz. Não quero nem mesmo dizer que fui instigado: foram as minhas mãos a atingi-la”.
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Foi o que disse à agência AsiaNews, o homem que no dia 25 de fevereiro de 1995 assassinou com diversas facadas irmã Rani Maria: Samandar Singh. A diocese de Indore, onde trabalhava a irmã, concluiu o processo diocesano sobre a religiosa: agora é o Vaticano que decidirá se foi ou não um martírio por causa da fé.
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Em todo caso, o primeiro milagre irmã Rani Maria parece já ter feito: o seu assassino se converteu ao Cristianismo e passou a fazer parte da família da religiosa. Agora, diz ele, “procuro com o meu pouco, seguir o seu exemplo, ajudando quem teve menos sorte do que eu: os cristãos e todos aqueles que são marginalizados”. Preso logo após o assassinato, o homem passou 11 anos na prisão. Neste período a esposa se divorciou dele e se casou novamente: além do mais, o seu primeiro filho morreu.
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Enquanto meditava vingança contra o homem que o instigara a matar a irmã, recebeu a visita da religiosa Selmi Paul, irmã de Rani Maria. Ela o abraçou e o chamou de irmão; o mesmo fez a mãe e o irmão da religiosa assassinada. O gesto marcou profundamente Samandar, que iniciou um processo de conversão chegando a abandonar todos os propósitos de vingança e viver a dor originada pelo homicídio.
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O homem deixou a prisão graças a um pedido em seu favor feito pela família da irmã Rani, pela responsável das irmãs Clarissas e pelo bispo de Indore. Já que o pedido tardava em ser acolhido, uma delegação foi até o governador da região, que lhes disse: “Somente vocês cristãos são capazes de perdoar verdadeiramente. Vocês são um exemplo para todos: podem ir, eu farei todo o possível para atender o pedido”. Samandar deixou a cadeia e passou a considerar a família da irmã Rani como a sua família: “Visito com regularidade o túmulo da religiosa: é um santuário de paz e força. Quero dizer a todos – destaca Samandar -, que os cristãos trabalham para que a Índia se torne grande. Os missionários nos dão esperança com o seu serviço, e desejam que o nosso povo seja mais forte e independente”.
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Todavia, ele confirma a animosidade e o ódio instigado pela direita nacional contra os cristãos: “Antes de chegar a matar, eu ouvi tantas falsidades cheias de ódio contra os missionários e fiéis cristãos. Diziam-me que convertiam as pessoas com o engano, e que o trabalho entre os pobres era somente uma cobertura. Mas agora posso dizer sem nenhuma dúvida – finaliza Samandar -, que os missionários não fazem outra coisa do que trabalhar e ajudar os pobres e marginalizados. Eles não têm nenhuma outra finalidade a não ser a de servir a Deus”.


16 de abr. de 2010

Aniversário do Santo Padre, o Papa Bento XVI

Hoje, Sua Santidade, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, completa 83 anos, em meios a ataques ferozes dos inimigos da Igreja. Rezemos pelo servo dos servos de Deus, aquele que carrega, a exemplo de Cristo, os pecados dos seus irmãos. Para refletir neste dia, reproduzo um sonho de Dom Bosco, que recebi via e-mail de Dom Bento, OSB.
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"O TRIUNFO EUCARÍSTICO"
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O sonho de Dom Bosco
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(30 de maio de 1862)
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“Imaginai estar comigo na praia do mar, ou melhor, sobre um escolho isolado, e de não em torno de vós senão o mar. Em toda aquela vasta superfície de águas vê-se uma multidão de naves em ordem de batalha, que avançam contra uma nave muito maior e mais alta que todas, tentando chocar-se contra ela com o esporão da proa, tentando incendiá-la e fazer-lhe o maior dano possível. Àquela majestosa nave fazem escolta pequenas naves, mas o vento lhes é contrário e o mar agitado parece favorecer os inimigos.
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No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum [Auxílio dos Cristãos]; sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e em baixo havia um outro cartaz, com as palavras: Salus Credentium [Salvação dos Crentes].
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O comandante supremo da grande nau, que é o Romano Pontífice, vendo o furor dos inimigos e o mau partido em que se achavam os seus fiéis, convoca em torno a si os pilotos dos navios secundários, para ter um conselho e decidir o que se deveria fazer. Todos os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião, mas, enfurecendo-se cada vez mais a tempestade, são mandados de volta para seus próprios navios.
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Ocorrendo um pouco de calmaria, o Papa reúne os pilotos de novo, pela segunda vez em torno de si, enquanto a nau capitania segue o seu curso. Mas a borrasca volta espantosa.
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O Papa permanece no timão, e todos os seus esforços são dirigidos a levar a nau para o meio daquelas duas colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas, muitas âncoras e grossos ganchos presos a correntes.
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Os navios inimigos se movem todos a assaltá-la e fazê-la submergir: algumas com os escritos, com os livros, com matérias incendiárias de que estão cheias, que procuram jogar-lhe a bordo; outras com os canhões, com os fuzis, e com os esporões. O combate se torna cada vez mais encarniçado; mas inúteis se revelam os seus esforços: a grande nave continua segura e franca em seu caminho.
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Entretanto, os canhões dos assaltantes explodem; os fuzis e as outras armas se quebram; muitos navios se desconjuntam e afundam no mar.
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[Em vão tentam de novo o ataque e desperdiçam toda a sua fadiga e munições: a grande nau prossegue seguramente e livre em seu caminho. Ocorre por vezes que, atingida por golpes formidáveis, apresenta em seus flancos largas e profundas brechas, mas apenas acontece o dano, sopra um vento proveniente das duas colunas e as brechas se fecham e os furos se obturam] (Trecho do sonho de Dom Bosco omitido no texto de Antonio Socci).
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Então, os inimigos, furiosos, começam a combater com armas curtas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias.
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De repente, o Papa, ferido gravemente, cai. Imediatamente, ele é socorrido, cai uma segunda vez e morre. Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre os seus navios se dá um indizível tripudio. Eis que apenas morto o Pontífice, um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte do Papa chega junto com a notícia da eleição do seu sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.
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O novo Papa, superando todo obstáculo, guia o navio até o meio das duas colunas e então com uma correntinha que pendia da proa o une a uma âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia, e com uma outra pequena corrente que pendia da popa o prende do lado oposto a uma outra âncora, que pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.
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Então, aconteceu uma grande reviravolta: todos os navios inimigos fogem, se dispersam, se chocam e se destroçam mutuamente.Uns naufragam e procuram afundar os outros, enquanto navezinhas que tinham combatido valorosamente com o Papa vêem elas também a atar-se àquelas duas colunas. [Muitas outras naus que, tendo-se retirado por temor da batalha. se acham em grande distância, ficam prudentemente observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios destroçadas, com grande vigor vogam em direção daquelas duas colunas, onde, chegando, se prendem aos ganchos pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e seguras, junto com a nau principal, sobre a qual está o Papa]. (Outro trecho omitido na versão do sonho citado por Antonio Socci)
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No mar reina uma grande calma” (89 –G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, volume VII, Sociedade Editora Internacional, Turim, 1909, pp 169-171) Depois de ter contado este sonho, Dom Bosco pediu uma interpretação a Dom Rua, que disse: “Parece-me que a nave do Papa seja a Igreja, os navios , os homens, o mar, o mundo. Aqueles que defendem a grande nave são os bons, afeiçoados à Igreja; os outros, os seus inimigos. As duas colunas de salvação parecem-me que sejam a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.
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“Disseste bem”, comenta Dom Bosco, “é preciso apenas corrigir uma expressão. Os navios dos inimigos são as perseguições. Preparam-se gravíssimas provações para a Igreja. O que aconteceu até agora é quase nada comparado com o que vai acontecer. Restam apenas dois meios para salvar-se de tanta confusão: devoção a Maria Santíssima e Comunhão freqüente”

3 de abr. de 2010

Meu Bento XVI

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracajú (SE)
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Nunca escondi meu profundo amor por Joseph Ratzinger. É antigo: desde 1981. Em novembro daquele ano, seminarista em férias, li um texto seu. Lá havia uma frase do então Cardeal Arcebispo de Munique: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Meus olhos marejaram (como marejam agora, neste momento). Pensei: quem afirma isto só pode ser um homem de verdade, só pode ser alguém que tem uma profunda experiência de Cristo! Eis aqui um homem de Igreja que continuou homem, com um coração, com sensibilidade, com retidão!
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Um ano depois, dei com uma entrevista do Cardeal, agora nomeado Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Ele afirmava: “O primeiro dever do Bispo é defender a fé dos pequenos contra a prepotência de alguns teólogos...” Vibrei de alegria! O homem era realmente católico em cada fibra: sabia que a fé supera a razão e que o Mistério não se apreende em profundidade a não ser de joelhos e bebendo a límpida fé da Mãe Igreja, fé que se manifesta sobretudo nos pequenos, nos simples, no Povo de Deus em seu dia-a-dia.
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Ratzinger tornou-se para mim uma referência. Doíam-me tanto as calúnias contra ele, as afirmações de muitos adeptos da Teologia da Libertação, que deformavam a imagem e o pensamento do Cardeal de modo vergonhosamente desonesto. Lembro-me das declarações pervertidas de Leonardo Boff e companhia a respeito do Cardeal Prefeito que, generosamente, ajudara ao próprio Boff nos tempos de estudo na Alemanha... Aqui no Brasil, as editoras católicas o censuravam metodicamente... Se algum seu escrito perdido aparecia, era dos menos expressivos e importantes... A imprensa só falava do Cardeal para criticá-lo, insuflada por certos setores da Igreja no nosso País...
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A coisa intensificou-se quando da doença de João Paulo II. Agora era preciso queimar de vez o Cardeal da Inquisição, o Desumano, o Ditador... Foi uma pesada campanha dentro e fora da Igreja, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa... As pessoas nunca leram nada de Ratzinger, mas o antipatizavam de todo o coração. Recordo do conhecido jornalista Alexandre Garcia, que confessou ter comprado livros de Ratzinger e lido seus textos. Tomou um susto: o homem que escrevera aquelas coisas não era nada daquele monstro que diziam... Eis: o preconceito, filho da ignorância e irmão da má-fé!
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E veio o Conclave. Aquele que no céu tem o seu trono riu-se dos planos dos homens e zombou dos grandes e sabidos deste mundo. Ratzinger tornou-se Bento XVI! Ouvi entrevistas, vi matérias na imprensa nacional e internacional simplesmente vergonhosas, vi entrevistas de teólogos – recordo de um da PUC de São Paulo à TV alemã – simplesmente revoltantes: mentirosas, desonestas, caluniadoras, sem caridade...
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E aí está Bento XVI: amado por seu rebanho e por tantas pessoas de boa vontade, pela gente simples, cristã, de DNA católico; homem profundo, mergulhado em Cristo, nele alicerçado; homem doce e ao mesmo tempo tão firme; homem que não tem medo de proclamar a verdade, sem gritar, sem impor, mas sem jamais escondê-la: mostra-a inteira, límpida, serena, cortante, libertadora!
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No tocante à vida moral do clero, menos de um mês antes de ser eleito Papa, na via-sacra do Coliseu, afirmou sem meias palavras, desgostando a muita gente: “E que dizer da terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Pode talvez fazer-nos pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, caminhando à deriva para um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido na sua própria Igreja? Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença, frequentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele! Quantas vezes se distorce e abusa da sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, onde Ele está à nossa espera para nos levantar das nossas quedas! Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)".
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Um homem assim não passa despercebido: ou é amado ou profundamente odiado! E há muitos que odeiam este santo e bendito Papa! Foi ele que, logo ao assumir, suspendeu o Padre Marcial Maciel, sacerdote famoso e muito apreciado por João Paulo II (o Papa João Paulo desconfiava muitíssimo de acusações na área de pedofilia, porque os comunistas poloneses utilizavam muitas acusações falsas como modo de desmoralizar o clero polaco. Isto criou em João Paulo II uma tendência a não dar muito crédito às acusações. Sempre que via um padre zeloso ser acusado, a tendência era logo recordar as mentiras dos comunistas poloneses... daí, a lentidão do processo do Pe. Macial. Foi um erro compreensível, mas um erro).
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Bento XVI não! Suspendeu o Pe. Maciel e determinou que vivesse seu fim de vida de modo recluso e sem contato algum com os fieis, numa vida de oração e penitência. O mesmo com o conhecidíssimo italiano Pe. Luigi (Gino) Burresi. Sua punição foi severíssima. Aos Bispos sempre recomendou tolerância zero com a pedofilia. Em seus pronunciamentos sobre o tema, nunca, Papa algum foi tão direto, claro e radical: na Igreja não há lugar para pedófilos. Os pedófilos devem ser demitidos do estado clerical e os Bispos devem comunicar à justiça comum! Tanto que em seu pontificado os casos de pedofilia desabaram...
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Mas, nada disso interessa à imprensa, sobretudo aos jornais anticatólicos como New York Times, La Repubblica, El País, Spiegel... Para estes não interessa a verdade: interessam os fatos distorcidos, as meia verdades que, somadas, dão uma enorme mentira, uma triste difamação, uma calúnia monstruosa... O mesmo fizeram com Pio XII... Qual o objetivo? Desautorizar um Papa incômodo, cuja única preocupação é testemunhar o Cristo com toda a inteireza da fé católica. E nada é tão incômodo e antipático quanto isto! Por isso mesmo, tudo quanto este Papa diga ou faça é distorcido, deformado e, depois, duramente criticado, até ao paroxismo...
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Mas, Bento XVI seguirá seu caminho! No meu primeiro encontro com ele como Bispo novo com o Sucessor de Pedro, disse-lhe: “Santo Padre, o Povo de Deus lhe quer bem! Nós rezamos por Vossa Santidade, nós estaremos sempre ao lado de Vossa Santidade!” Ele sorriu aquele sorriso tímido, mas tão humilde e franco e disse: “Obrigado! Muito obrigado! Eu preciso tanto do vosso sustento!” Só quem não o conhece poderia pensar que ele se dobra! Ninguém é tão perigosamente livre, é tão docemente forte quanto o homem que fez de Cristo o seu refúgio, a sua luz, a sua certeza! Bento XVI – santo Bento XVI, bendito Bento XVI! – é assim.
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Hoje, 29 anos depois daquele 1981, quando, de coração apertado, imagino a dor e a solidão deste homem de Deus, consolo-me pensando no gigante que ele é e vem-me forte, mansa, decidida, certa, a sua palavra: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Bento XVI é maduro, Bento XVI não tem medo da própria solidão, pois ela é toda povoada por Cristo!
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Deus o abençoe sempre, Padre Santo! Deus o abençoe e o livre das mãos de seus ferozes e maldosos inimigos!

29 de mar. de 2010

Uepa!!!

Definitivamente, o mundo está perdido! Ricky Martin, um dos homens mais bonito do planeta revelou hoje em seu site (www.rickymartinmusic.com), o que meio mundo desconfiava e desapontou a outra metade: ele realmente dá un pasito pa'tras!
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Veja a reportagem completa em O Globo.
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Qual será o próximo sucesso do ex-menudo? Seria Livin'la BIBA loca?




Documentos da Santa Sé relativos à 2ª Guerra

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- A Santa Sé anunciou hoje a publicação de importantes documentos pontifícios, especialmente os que se referem à 2ª Guerra Mundial, digitalizados e disponíveis na internet.

Estes documentos são as Acta Sanctae Sedis (ASS) e as Acta Apostolicae Sedis (AAS), isto é, as Atas Oficiais da Santa Sé de 1865 a 2007, assim como os 12 volumes da coleção Atos e documentos da Santa Sé relativos ao período da 2ª Guerra Mundial.

“Trata-se de um fundo de documentação de incalculável valor, disponível agora para os especialistas e para todas as pessoas interessadas. Uma grande contribuição para a pesquisa e informação sobre a Santa Sé, sua história e sua atividade”, afirma o comunicado divulgado hoje.

A publicação na internet dos documentos oficiais relativos à 2ª Guerra Mundial, que já existiam em formato impresso desde 1981, foi solicitada pela Pave the Way Foundation (PTWF), que se dedica a trabalhar para “eliminar os obstáculos” que impedem o diálogo entre as religiões.

No último dia 11 de fevereiro, a PTWF agradeceu à Secretaria de Estado e à Livraria Editora Vaticana por sua “confiança em nós, ao permitir-nos este privilégio sem precedentes”.

Em um novo comunicado ao qual a Zenit teve acesso, a PTWF explica que o trabalho de digitalização foi levado a cabo graças a um dos melhores fotógrafos digitais do mundo, o israelense Ardon Bar-Hama.

Bar-Hama é muito conhecido por ter levado a cabo a digitalização dos Manuscritos do Mar Morto e do Codex Vaticanus, entre outros trabalhos.

Gary Krupp, presidente da Fundação, manifesta o orgulho da instituição que representa “por ter ajudado a tornar possível esta importante pesquisa”.
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“Até agora, muitas pesquisas realizadas nesta área foram seletivas por natureza. Abrindo estes documentos para seu estudo no mundo inteiro, esperamos levar a luz da verdade sobre este controvertido período.”
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Esta instituição trabalhou muitos anos na investigação sobre as atuações do Papa Pio XII com relação aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial, já que a imagem desse papado “é um motivo de atritos e incompreensão que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo inteiro”.
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A coleção Atos e documentos da Santa Sé relativos ao período da 2ª Guerra Mundial consiste em mais de 9 mil páginas que recolhem 5.125 documentos, uma pequena parte da documentação sobre esta época, contida no Arquivo Secreto Vaticano (cerca de 16 milhões de documentos), cuja catalogação ainda não terminou.
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Segundo Elliot Hershberg, presidente da Junta da PTWF, “sentíamos que era necessário abrir estes arquivos, os quais certamente não são um substituto da plena abertura dos arquivos dos anos da guerra. No entanto, junto com a ordem do Papa Bento XVI de abrir os Arquivos Secretos até 1939, agora temos um quadro histórico mais claro das ações secretas do Papa Pio XII e da sua postura com relação ao povo judeu, sua aversão a Hitler e seu secreto trabalho para derrotar o regime nazista”.
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A coleção está disponível, sem custo algum, no site oficial da Santa Sé (www.vatican.va)

21 de mar. de 2010

Papa envia carta aos católicos da Irlanda

“O Papa sempre foi contra a cultura da dissimulação e do silêncio”, afirmou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, neste sábado, 20, na coletiva de imprensa, por ocasião da publicação da Carta Pastoral do Papa aos Féis Irlandeses sobre a questão dos abusos sexuais de menores por alguns membros do clero.
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Padre Federico afirmou ainda, "que neste documento, o Papa expressa que, se tratando de pedofilia, não se pode calar diante da verdade e da justiça".
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O Papa a assinou dia 19, na solenidade de São José, e pediu para que ela seja lida com atenção e na sua totalidade. Na carta, o Santo Padre diz que ficou profundamente perturbado com as notícias dos abusos sexuais de crianças e jovens, e afirmou que tratam-se de "atos pecaminosos e criminais" e que a resposta dada pelas autoridades da Igreja na Irlanda, na época, foram "muitas vezes inadequadas". "Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes", disse o Papa.
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Ele explicou que decidiu escrever a carta para expressar sua proximidade, e "para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação".Bento XVI disse ainda que o problema não se resolverá em pouco tempo, mas é preciso enfrentá-lo "com coragem e determinação". "Foram dados passos em frente positivos, mas ainda resta muito para fazer. É preciso perseverança e oração, com grande confiança na força restabelecedora da graça de Deus", apontou.
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De acordo com o Santo Padre, "para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve, em primeiro lugar, reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos". "Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise atual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes.
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Certamente, entre os fatores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canônicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa", destaca o Papa e completa, "é preciso agir com urgência para enfrentar estes fatores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado".
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Na carta, o Papa escreve diretamente àqueles que foram vítimas dos abusos, aos membros do clero responsáveis por tais atos, aos pais das vítimas, aos bispos e ao povo da Irlanda, em geral. O Pontífice propôs algumas medidas concretas para lidar com essa situação: - convida todos a fazer penitência às sextas-feiras, até a páscoa de 2011, em reparação pelos pecados do abuso;- a redescobrir a confissão e; - dedicar particular atenção a Adoração Eucarística.
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Bento XVI anunciou sua intenção de visitar a Irlanda, e agradeceu a todos os homens e mulheres que já "se comprometeram pela tutela dos jovens nos ambientes eclesiásticos". Ao término da carta, o Papa deixou uma oração pela Igreja na Irlanda, e disse enviar a carta "com o cuidado que um pai tem pelos seus filhos e com o afeto de um cristão como vós, escandalizado e ferido por quanto aconteceu na nossa amada Igreja".
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Adaptado do site Canção Nova.
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13 de mar. de 2010

São Rodrigo de Córdova


A história do mártir São Rodrigo chegou até nós graças ao seu contemporâneo Santo Eulógio, que, baseado ou em conhecimento próprio ou na palavra de testemunhas oculares, escreveu as atas de todos aqueles que pereceram antes dele na perseguição em que, ele, Eulógio, deu a vida (11 de março de 859). Cumpre reconhecer que tais atas deixam uma impressão desfavorável quanto ao procedimento geral dos cristãos dessa época na Espanha moura. As famílias viviam divididas, a apostasia era coisa comum, e os próprios mouros, escandalizados com a infidelidade dos cristãos, lançavam-lhes em rosto o relaxamento em que eles, cristãos, viviam. Nada pois de admirar que Eulógio começasse o seu livro com as palavras: “Nesses dias, por um justo juízo de Deus, a Espanha foi oprimida pelos mouros”. A história de São Rodrigo pode servir como ilustração disso.

O mártir era sacerdote de Cabra em Córdova, e teve dois irmãos, dos quais um tornara-se muçulmano enquanto o outro era um mau cristão que praticamente abandonara a fé. Certa noite, os dois irmãos puseram-se a discutir com ardor um com o outro, e com tamanho ódio que acabaram se esmurrando. Rodrigo correu para separá-los, mas eles voltaram-se contra Rodrigo, e o espancaram até o ponto de o deixarem caído sem sentidos. Diante disso, o muçulmano mandou colocarem Rodrigo numa padiola e o levarem pelas ruas, enquanto ele próprio caminhando ao lado ia gritando que Rodrigo havia apostatado e queria que, antes de morrer, fosse publicamente reconhecido como muçulmano. A vítima achava-se muito sem forças para falar, mas sentia uma profunda angústia. Desse modo, tão logo recobrou o uso das pernas, bateu em retirada.

Não muito depois, encontrando Rodrigo numa das ruas de Córdova, o irmão muçulmano o arrastou até à presença do cádi (magistrado muçulmano) e o acusou de retornar à fé cristã depois de se ter declarado muçulmano. Rodrigo negou indignadamente que algum dia houvesse abandonado a religião cristã. O cádi, no entanto, não acreditou em Rodrigo e o lançou numa das piores masmorras existentes na cidade. Nesse lugar, Rodrigo encontrou um outro prisioneiro, chamado Salomão, que fora preso pelo mesmo motivo. Os dois encorajaram-se mutuamente durante o longo incômodo encarceramento, que, segundo esperava o cádi, os faria desanimar. Como permanecessem inflexíveis, os dois foram separados; mas, quando nem isso deu resultado, foram condenados e decapitados a 13 de março de 857. Santo Eulógio, que viu seus corpos expostos junto ao rio, informa que os guardas lançaram na corrente de água as pedras tintas com o sangue dos mártires, a fim de que o povo as não apanhasse para guardar como relíquias.



7 de mar. de 2010

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 6

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Sexto episódio dividido em três partes com legenda em português.





26 de fev. de 2010

Ataque de orca mata treinadora nos EUA


Os esforços de Free Willy para limpar a barra das orcas não deram certo. De vez em quando uma pisa na bola e todo o trabalho vai pra água a baixo, literalmente.
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Desta vez, foi a orca Tillikum - com uma extensa lista de antecedentes criminais, diga-se - que matou a própria treinadora, Dawn Brancheau.
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Qual atitude Tillikum deve tomar?
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A) Refugiar-se para o Brasil e pedir asilo, alegando que seu crime foi político e ganhar um empreguinho no Ministério da Pesca, a exemplo dos terroristas Cesare Battisti e Oliverio Medina?
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B) Abrigar-se na embaixada brasileira, comendo e bebendo às nossas custas (não seria maiores que a de Zelaya e companhia) até a poeira, digo, a água, abaixar?
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C) Esconder-se numa ONG carioca e ser presenteada pela Secretaria de Direitos Humanos (se Ezequiel, o assassino de João Hélio, é ser humano, por que não o pobre cetáceo?) com nova identidade e moradia?


16 de fev. de 2010

País de sem-vergonhas

É por isso que o Brasil não vai pra frente. Em certos países, um político pego em casos de corrupção acaba cometendo suicídio pela vergonha. Aqui, ganha mais popularidade. Vejam a Geyse Arruda desfilando em tudo que é escola de samba após passar por um caso vexatório (e algumas cirurgias plásticas). Era pra enfiar a cabeça num buraco depois de tanta vergonha pela qual passou. Mas não. Aqui em nosso querido país, quanto mais se está envolvido em escândalos, mas celebridade se torna.
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Somos, realmente, um país de sem-vergonhas. Por tudo isto que temos a sociedade e o governo que merecemos. E lembro bem, lá no começo do caso, quando a moça da minissaia disse que não queria usar o caso para se aparecer. Imagina se quisesse. E aposto que vai se candidatar nas próximas eleições.
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Foto que mostra o quão errados estavam os alunos da UNIBAN

6 de fev. de 2010

Mundo Gay

Em novembro passado, o Rio de Janeiro foi eleito o melhor destino gay do mundo. Agora elegeram a cidade com o menor custo de vida para travestis:

Cabul, no Afeganistão.

Acima, três travestis passeando pelas ruas ensolaradas da capital afegã. A cidade aonde é mais barato se tornar uma mulher.

29 de jan. de 2010

Quem será ele?

As coincidências (ou não) são tantas que fica difícil adivinhar de quem estamos falando:
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Imaginem um país onde a população se dizia humilhada e espoliada pelas grandes potências. Crises econômicas devastavam a vida financeira da população. Havia altos índices de desemprego, a inflação os ameaçavam. As Forças Armadas estava sucateada.
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Aí, surge um líder carismático. Ele surge das camadas mais pobres da sociedade. Fala como o povo e seus discursos arrebatam a multidão. É eleito democraticamente. Ele levanta o moral do povo, investe imensamente em propaganda, tanto governamental, quanto voltada para reanimar o orgulho da população. Gera milhões de empregos, emparelha o Estado com seus companheiros, une-se a grandes empresários, aos sindicatos, às organizações estudantis. Estes não mais protestam, agora fazem parte do governo. Ele luta contra o imperialismo e o liberalismo. A polícia do Estado está a seu serviço. Grupos de milicianos estão discretamente espalhados pela sociedade civil, na cidade e no campo, e agem motivados por ele.
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Este líder tem a admiração dos governantes estrangeiros. Fecham-se acordos com ele. É elogiado por aqueles que visitam seu país e por instituições internacionais. A oposição praticamente não existe. O judiciário está a seu serviço e quando raramente decide algo contra o governo, ele passa por cima das decisões. Cria mecanismos de controle da imprensa e da liberdade de expressão, o cinema também é seu aliado. As escolas públicas viram centro de doutrinação. O universal direito à vida e à religião são ameaçados, mas ninguém se preocupa com isto, desde que suas situações econômicas estejam em ordem, afinal, ele retirou milhões de pessoas da pobreza. O povo o adora.
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Ele põe a culpa das crises e dos males do povo em determinados grupos de pessoas com características peculiares.No campo das ciências, investe em pesquisas que descartam vidas inúteis em prol da saúde de seu povo. Dos assuntos referentes aos mais indefesos, fracos e deficientes da sociedade, ele retira todo o aspecto moral e afirma que decisões sobre eles é questão de saúde pública. Incentiva a indústria naval, compra e produz aviões e navios de guerra, submarinos, tanques. A indústria automobilística e ferroviária são impulsionadas. Fecha acordo com a Santa Sé a fim de conquistar os católicos e parte do clero o apoia. Consegue apoio em algumas igrejas protestantes e em outras religiões não-cristãs. Faz alianças com seus vizinhos e com povos distantes, baseadas na proximidade ideológica. Os ajuda. Sua meta é unir seu continente. Este líder foi eleito o Homem do Ano. Foi cogitado para receber o Prêmio Nobel da Paz.
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Por fim, para coroar seu governo e fazer seu povo encher-se de orgulho, traz para seu país eventos grandiosos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
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Ah, e ele odiava os sociais-democratas e os liberais. Agora ficou fácil descobrir.



23 de jan. de 2010

ORAÇÃO PELA BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II
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Ó Trindade Santa, Nós vos agradecemos por ter dado à Igreja o papa João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna convosco. Segundo a vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.

ORAÇÃO PELA BEATIFICAÇÃO DO PAPA PIO XII

Ó Jesus, Pontífice eterno, que os dignastes elevar a vosso servidor fiel, Pio XII, à suprema dignidade de Vigário vosso na terra, e lhe concedestes a graça de ser um intrépido defensor da fé, um valoroso propulsor da justiça e da paz, um zeloso glorificador de vossa Santíssima Mãe e um exemplo luminoso de caridade e de todas as virtudes, dignai-vos, em virtude de seus méritos, conceder-nos as graças que pedimos, a fim de que, confiados em sua eficaz intercessão diante de Vós, possamos vê-lo um dia elevado à glória dos altares. Amém.

16 de jan. de 2010

O Plano da Intolerância

O decreto do presidente Lula, intitulado "Plano Nacional de Direitos Humanos", nome politicamente correto para enganar a sociedade e implantar um regime totalitário e socialista, traz entre seus artigos, além da insegurança jurídica para a propriedade privada e a censura da imprensa, um ataque frontal contra a lei natural e a Igreja, querendo aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, equiparar tal aberração à família, a legalização do aborto e a retirada de símbolos religiosos (leia-se, católicos) das repartições públicas. A CNBB lançou nota criticando e condenando tais pontos do decreto. E ainda tem católico que defende e vota no PT.
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Posto aqui este belíssimo artigo de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
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O Plano da Intolerância

Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.
Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros.

Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

11 de jan. de 2010

A Autoridade Papal fica de pé

Padre Elílio de Faria Matos Júnior
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O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é "o doce Cristo na Terra". A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho.
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Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: "Nihil Deo praeponere" - nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser "pós-moderna"... Cultura que rejeita cultivar a verdade... Cultura que há tanto deixou de ser cultura...
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"Nada antepor a Deus". Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus... Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo" (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).
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Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não existissem; como se o desprezo a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz.
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Está apoiado na esperança que não decepciona. Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu - e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: "Vi um Cordeiro de pé, como que imolado" (Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16, 18). "Non praevalebunt" - as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!

24 de dez. de 2009

Músicas do Vaticano com o Papa Bento XVI‏

Belíssimas canções para serem ouvidas neste Natal.
Para escutar no link abaixo:
1) Espere o link abaixo abrir.
2) Automaticamente o som irá começar.
3) Você controla as músicas ao lado direito (um quadrado azul...).
4) Todas as músicas possuem uma maravilhosa mensagem de S.S. o Papa BENTO XVI.
5) Na música Regina Caeli o Santo Padre fala em português.
Ouça: Alma Mater

Agradeço a todos que prestigiaram meu blog este ano e tiveram paciência - ou não - para ler, assistir (algumas bobagens, diga-se) e comentar o que postei. Desejo a todos um feliz e santo Natal. Que o Cristo, Luz do mundo, resplandeça em nossas vidas.

21 de dez. de 2009

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 5

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Quinto episódio dividido em três partes com legenda em português.






11 de dez. de 2009

Aquecimento global: Verdade ou Mentira?

Posto aqui alguns trechos da entrevista feita pelo jornalista Carlos Madeiro (UOL Ciência e Saúde) com o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion, representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.
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UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?..
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
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UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
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Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
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UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
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Molion: Depende de como se mede.

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UOL: Mede-se errado hoje?

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Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
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UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

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Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
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UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

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Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
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UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
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Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. (...)
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UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
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Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.
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UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
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Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
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UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
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Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
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UOL: Mas o mar não está avançando?

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Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
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UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
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Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
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Sugiro que pesquisem sobre a Petição de Heidelberg, a Petição do Oregon Institute e a Declaração de Leipzig.

7 de dez. de 2009

Papai, quando eu crescer, quero ser puta!

Transformar o mundo num bordel definitivamente não foi uma boa idéia. Ainda que “não exista nada de novo debaixo do sol”, pois mesmo o que se pratica hoje em dia, começou no resgate da putaria da Antiguidade Greco-romana – o Renascimento (XIV-XVI) – e ganhou força na Era da Libertinagem em França dos séculos XVII e XVIII. Portanto, coisa nova não é. A novidade é a prática em grande escala.

Adultério, fornicação (ninguém mais sabe o que fornicação quer dizer. Pensam que é algo que se faz no forno. Até pode ser, mas não é), pornografia, homossexualismo e todas as outras formas das mais criativas de degradar o sexo acompanham a humanidade desde o princípio. E quando eu cito o princípio, não me refiro ao pecado de Adão que nada tem a ver com sexo como quer induzir aqueles que pretendem jogar na tradição judaico-cristã, a tal “culpa” do sexo, como se fosse algo sujo, coisa que a Igreja jamais ensinou, muito pelo contrário, para a Igreja, o sexo é sagrado. Tão sagrado que não deve ser profanado como acontece com tamanha naturalidade.

Bem, nessa linha do “liberou geral” advinda do materialismo (liberalismo, marxismo), Sigmund Freud auxiliou muito com a psicanálise. Para a psicanálise, tudo que move os homens e as mulheres é a libido, a força sexual. E a Igreja é o grande entrave de toda esta energia. Com seus tabus (os mandamentos divinos, diga-se), nos impede de sermos livres e nos inculca o sentimento de culpa diante do sexo. Nada nos impede de transar com quem bem entendermos: com qualquer homem ou mulher, com o pai, a mãe, irmãos e irmãs, filhos e filhas, crianças, pessoas do mesmo sexo. O que nos “bloqueia”, nos traumatiza, é a repressão moral. Legal, né? Na linha freudiana, seríamos como “os cachorros que comem a própria mãe, sua irmã, suas tias”, como diria o poeta Dinho dos Mamonas Assassinas.

Vamos avançar rapidamente em nossa linha do tempo para chegar aonde interessa. Ao decorrer do século XX, vieram os movimentos feministas, sapatãozistas, feminista-sapatãozistas, boiolistas, etc, etc. A coisa degringolou na década de 60 com a tal “revolução sexual” que nos deixou como herança belíssima e valiosa, a AIDS, além da mentalidade erotizada. Tudo orquestrado pelo marxismo cultural propagado pela Escola de Frankfurt, na sexualidade, mais precisamente através de Marcuse, que pretende minar a moral judaico-cristã do ocidente. De lá pra cá, tudo só piorou. As mulheres, em busca da tão sonhada “liberdade”, da igualdade com o que os homens tinham de pior, se tornaram cada vez mais objetos sexuais. Os homens foram os mais agraciados. A demanda de mulher aumentou tanto que não sei como ainda há prostitutas. E aí entramos no cerne da questão que intitula o artigo.

Hoje, podemos afirmar que há três tipos de prática da prostituição: a profissional, a amadora e como hobby. A profissional é aquela que conhecemos (não no sentido bíblico, ao menos no meu caso). Aquelas que estão nas ruas, nas zonas, nas “boates”, nos anúncios dos jornais, enfim, aquelas que os politicamente corretos chamam de garotas de programa, profissionais do sexo, ou seja, tudo puta. Não entraremos nos motivos que levam essas mulheres a se prostituir que podem atenuar sua culpa. Nem sempre é fácil diferenciar cada categoria. Muitas vezes elas se misturam.

O segundo grupo, o das amadoras, é mais complexo. Em nossa sociedade, apelos sexuais estão por toda a parte. Praticamente não há uma propaganda, desde chiclete, passando por desodorante até automóveis, que não tenha uma gostosona pra chamar a atenção. Ao ver estas propagandas de cerveja, por exemplo, não sei se sinto vontade de beber, de transar ou de colocar silicone. Pois bem, este apelo erótico-publicitário, geralmente ideia de um homem (o cafetão virtual), que faz com que modelos vendam a imagem do corpo, criando uma prostituição virtual, tem seus agravantes e torna-se explícita nas chamadas revistas masculinas. Há aquelas que ganham dinheiro posando nua. Aliás, tal comportamento é visto de maneira natural, amoral, tanto que virou até status e mais um canal de vaidade para atrizes e cantoras, algumas, inclusive, com talento. Tem menininhas que sonham em fotografar sem roupa e procuram incansavelmente realizá-lo. Umas creem ser esta a porta da fama e algumas até tem seus 15 minutos. Sabem o que dizem: é nu artístico. Deve ser mesmo, em especial pelas poses bastante artísticas (desde que o artista seja seu ginecologista, é óbvio) e as intenções dos que produzem o material, das modelos - porque não -, e dos “apreciadores de arte” que compram as revistas. É tudo pela arte! Estranho são os lugares onde a beleza plástica do corpo feminino é admirada. Longe de parecerem com galerias de arte, (ao menos, não conheço alguma que tenha privadas), ou expostas em celas de penitenciária ou atrás da porta do quarto de algum adolescente espinhento. Portanto, sabemos muito bem a intencionalidade de tais publicações que hipocritamente chama-se de artísticas.

Assim como os filmes pornôs que andam angariando pseudo-celebridades e artistas decadentes para suas produções. Estes posam e recebem um espaço na mídia como se tivessem realizando um trabalho verdadeiramente artístico. Algumas até se consideram conselheiras amorosas, salvadoras de casamento. Tentam justificar e encontrar algo de útil para a degradação pela qual se expõem. A pornografia é mais degradante do que a prostituição porque a imoralidade, toda aquela animalização do ser humano é exposta. Não contentes em pecar, carregam os outros para o inferno.

E quando o assunto é sexo, o modo como é tratado chega a dar nojo. Sexo sempre foi fonte de dinheiro. Por isso, há tanto apelo sexual nas músicas, em todos os estilos, mas especialmente naquela que está mais na moda e se traduz nas suas principais e atuais representantes do funk hortifrutigranjeiro. A teledramaturgia e o cinema também investem pesado no sexo e em atrizes que interpretam melhor da cintura pra baixo. Nenhuma cena de sexo tem importância para o enredo da trama. É pura apelação ou fruto das taras de autores e diretores. Na TV, sempre temos participações ou programas exclusivos que falam de sexo. Audiência televisiva também gera dinheiro e é claro que a maneira de se tratar o sexo nestes ambientes não é a mais pura. Geralmente, aparecem convidados e, melhor ainda, convidadas, cuja discussão orbita sobre a vida sexual destas pessoas. Pudor ninguém mais sabe o que é. Aliás, hoje em dia, pudor e discrição viraram sinônimos de hipocrisia. Ou seja, se você abre as pernas para todo mundo e não conta para uma plateia, você é hipócrita. Até o pecado exige pudor, se não fosse assim, não existiriam confessionários. Da internet, então, nem preciso falar. Encontra-se de tudo.

Vamos agora à última categoria que é efeito das outras duas: a putaria como hobby. Todo este ambiente propício e promíscuo faz com que exista esta nova casta, nada casta, no mundo da putaria. Na Idade Média, as prostitutas usavam roupas que as diferenciavam das demais mulheres. O objetivo era óbvio: não confundi-las. No decorrer da História, sempre houve esta diferenciação, mais ou menos explícita. Então, as putas desejavam vestir-se como uma dama honrada. Hoje, as coisas se inverteram: são as “honradas” que se vestem como putas. Vestem-se e se comportam como tal. Tratam-se e são tratadas como objetos sexuais sem nenhum problema. Aí, os relacionamentos, o “ficar”, ficou meio canino: basta chegar, cheirar, levar para um cantinho e catracar. E isso não é privilégio de menininhas adolescentes, não. A faixa etária das mulheres que se comportam assim vai de mamando a caducando. Inclusive mulheres casadas! O sacrilégio cometido dentro do relacionamento sexual de casais unidos pelo matrimônio não tem limites: pornografia, swing, relações livres e animalescas. E afirmam que é para não perder o marido! Salvar o casamento! Deve ter sido o bonitão do sem-vergonha que inventou essa, não? Geralmente, tal argumento vem acompanhado de outro, muito ouvido, e que quer virar regra comportamental para as mulheres: “Mulher tem que ser uma dama na vida e uma puta na cama”. Sinceramente, se eu tiver uma esposa, prefiro que seja uma dama em qualquer ambiente. Vai que ela se confunde...

E os maus exemplos advindos da mídia contaminam a todas. Espelham-se nas participantes de reality shows, em certas “dançarinas”, grandes exemplos de “moralidade”. E estes exemplos são encarados com total naturalidade e refletem no modo de se vestir ou de se comportar e isto já na infância. Não me admira a proliferação dos casos de abuso sexual de crianças ou a precocidade cada vez maior da vida sexual. Muitas acabam sendo prostitutas de ocasião, mais ou menos, como em Cuba, onde os pais orientam as filhas a vender, já que vão dar. Usam o sexo para tirar proveito, seja financeiro, seja para adquirir status (ainda que prostituição de ocasião não é um privilégio de nossos tempos). É a beleza a serviço do Mal. Quantas menininhas com homens muito mais velhos – e muito mais ricos – que não vemos por aí. E o desejo da fama, aliada à internet, faz com que muitas realizem auto-sessões de fotos sensuais ou filmes pornôs. Acho engraçado quando aparece uma que diz que não sabia que o namorado gravou a transa com o celular. O que ela achou que ele fazia com o celular na mão enquanto transavam? Jogava Guitar Hero?

Infelizmente vivemos um período de decadência moral em todos os aspectos. Este artigo pode parecer machista aos olhos dos “politicamente corretos”, mas os homens ganharão o deles em breve. Puseram na cabeça das mulheres que deveriam lutar para ser a mesma porcaria que sempre foram a maioria dos homens. Serviram e servem de massa de manobra de ideólogos. A verdade é que a mulher sempre foi arrimo moral da família. E é exatamente a família, célula da sociedade, que os inimigos de Cristo querem atingir. A mulher se degradou, se tornou, como nunca, objeto sexual, carne barata. E, muitas vezes, a educação "moderna" dos pais propicia isso. Namoros precoces, permissão que os filhos transem dentro de casa. Que voltemos ao pudor, ao respeito pelo próprio corpo e a lei divina.


19 de nov. de 2009

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 4

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Quarto episódio dividido em três partes com legenda em português.
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"O Caso Galileu"






15 de nov. de 2009

A Fazenda da Record

A Fazenda como você nunca viu (e nem vai ver, infelizmente).

Lula explica o problema do clima

"Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas como o mundo gira e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído, a responsabilidade é de todos". 
Não acredita? Veja!

Maldito Galileu Galilei!!
Quer dizer que se eu ficar pairando num balão, daqui a pouco Roma ou Paris ou Tóquio passa por baixo de mim? E que, a cada 12 horas, respiramos o ar poluído da China ou sentimos o cheiro do peido de algum japonês? 
Se o Obama ganhou o Nobel da Paz, depois dessa teoria, o Lula leva o de Física.


10 de nov. de 2009

Caso Geyse Arruda

Notícia Urgente!

Saiba o que realmente motivou toda a revolta dos alunos da UNIBAN contra a aluna Geyse Arruda.

Segundo informações cujas fontes não devemos revelar, os alunos se revoltaram ao descobrirem, graças ao comprimento do vestido, que Geyse não era loira de verdade.


6 de nov. de 2009

Trote do Lula


Notícia publicada no Portal Imprensa:
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Uma pessoa ainda não identificada se passou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deu entrevistas para emissoras de rádio no exterior.
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Segundo o Blog do Boleiro, de Luciano Borges, na última segunda-feira (2), emissoras que mantêm programas em língua portuguesa, como a SBS, da Austrália, e um canal estatal no Timor Leste, receberam um email de um suposto assessor de Lula, chamado Caio Martins, oferecendo uma entrevista individual com o presidente.
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Para ver a notícia completa, clique
aqui.
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Entenda
porque o trote foi tão bem sucedido
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Vejamos outros trechos da reportagem:
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“De acordo com o e-mail - que continha vários erros de pontuação e grafia (...)”
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“Beatriz falou por 23 minutos com um homem com a voz idêntica à de Lula e com um jeito de falar parecido, informou o Blog do Boleiro. O homem falou sobre as Olimpíadas e, perguntado sobre outros temas, o falso Lula não soube responder direito.
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Quem não acreditaria?



31 de out. de 2009

Três


A cantora Britney Spears divulgou nesta sexta-feira o clipe de sua mais nova música, intitulada "3" (se tiver mau gosto, clique aqui). A música já está em primeiro lugar nos EUA e trata-se de uma suruba. Apesar de a música levar o nome do número “3”, Britney continua cantando como se estivesse fazendo o número “2”. Em minha opinião, ela cantava bem enquanto era virgem, ou seja, até 8 ou 9 anos.