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17 de nov. de 2010

Os mártires de Bagdá

No dia 31 de outubro, membros do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque invadiram a Catedral siro-católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Bagdá, durante a celebração da Santa Missa e mataram 58 pessoas, entre elas dois sacerdotes, mulheres e crianças, e deixaram mais de cem fiéis feridos.
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Violência contra católicos não são noticiadas com a mesma proporção e nem há grandes protestos pelo mundo ou apelos comoventes da ONU, como nos casos de violência que acontecem contra outras "minorias", tais como judeus, negros, homossexuais. Parece que nós merecemos.
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Saibamos, pois, que o martírio não é um fenômeno do passado. Estejamos preparados para testemunhar o amor a Deus com nossa própria vida. Apresento os nomes de todos os mártires de Bagdá. Que eles intercedam por nós e pelos agressores diante de Deus:
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Padre Thaer Abdal
Padre Wassim Al-Qas Boutrus
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George Ayoub Toubaias
Nabil Elias
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Thaer Kamel com sua esposa Nada e seu filho Omar
Nada Hamis Stefan
Omar Ousi
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Aziz Almyzi
Younan Georgis Alsaour com seu filho, sua nora e sua neta
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John Younan
Rita Matti Georgis Zora
Sandro John Younan
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Maha Naseef Bino e seus dois filhos Wisam e Salam
Salam Adeeb
Wisam Adeeb
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Fayez Waedallah Qzazi
Audai Zhair Marzeina Arab
Adam Audai Zhair Arab
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Behnam Mansour Paulus Mamika
Ayoub Adnan Ayoub Berjo
Sabah Matti Hamai
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Saed Edward Alsaati
Fares Najeeb Philip Anawi
Vivine Naser Maro
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Nazir Abdulahad Anai
Fadi Behouda
Mazen Fadil Salim Elias Mahrouk
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Abdalla Haddad
Wamek Haddad
RaghdaWafi Bishara
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Nizar Jamil Matloub
Noel Nizar Jamil Matloub
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Bassam Jamil Al-Khouri
Adnan Jamil Al-Khouri
Bahnam Mikhaeil
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Salah Georgis Abdel
Ahad Qaqo
Christine Nabil Toubaia Katnawi
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Raed Saadallah Abdal
Fadi Samir Habib Amso
Athil Nageeb Aboudi
Nizar Hazem Al Sayegh
Souheila Johnny

22 de abr. de 2010

Homem que matou religiosa se converte na Índia

“Sou responsável pelo homicídio de um inocente, uma religiosa que desejava somente ajudar os mais pobres. Pelo resto da minha vida me arrependerei do que eu fiz. Não quero nem mesmo dizer que fui instigado: foram as minhas mãos a atingi-la”.
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Foi o que disse à agência AsiaNews, o homem que no dia 25 de fevereiro de 1995 assassinou com diversas facadas irmã Rani Maria: Samandar Singh. A diocese de Indore, onde trabalhava a irmã, concluiu o processo diocesano sobre a religiosa: agora é o Vaticano que decidirá se foi ou não um martírio por causa da fé.
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Em todo caso, o primeiro milagre irmã Rani Maria parece já ter feito: o seu assassino se converteu ao Cristianismo e passou a fazer parte da família da religiosa. Agora, diz ele, “procuro com o meu pouco, seguir o seu exemplo, ajudando quem teve menos sorte do que eu: os cristãos e todos aqueles que são marginalizados”. Preso logo após o assassinato, o homem passou 11 anos na prisão. Neste período a esposa se divorciou dele e se casou novamente: além do mais, o seu primeiro filho morreu.
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Enquanto meditava vingança contra o homem que o instigara a matar a irmã, recebeu a visita da religiosa Selmi Paul, irmã de Rani Maria. Ela o abraçou e o chamou de irmão; o mesmo fez a mãe e o irmão da religiosa assassinada. O gesto marcou profundamente Samandar, que iniciou um processo de conversão chegando a abandonar todos os propósitos de vingança e viver a dor originada pelo homicídio.
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O homem deixou a prisão graças a um pedido em seu favor feito pela família da irmã Rani, pela responsável das irmãs Clarissas e pelo bispo de Indore. Já que o pedido tardava em ser acolhido, uma delegação foi até o governador da região, que lhes disse: “Somente vocês cristãos são capazes de perdoar verdadeiramente. Vocês são um exemplo para todos: podem ir, eu farei todo o possível para atender o pedido”. Samandar deixou a cadeia e passou a considerar a família da irmã Rani como a sua família: “Visito com regularidade o túmulo da religiosa: é um santuário de paz e força. Quero dizer a todos – destaca Samandar -, que os cristãos trabalham para que a Índia se torne grande. Os missionários nos dão esperança com o seu serviço, e desejam que o nosso povo seja mais forte e independente”.
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Todavia, ele confirma a animosidade e o ódio instigado pela direita nacional contra os cristãos: “Antes de chegar a matar, eu ouvi tantas falsidades cheias de ódio contra os missionários e fiéis cristãos. Diziam-me que convertiam as pessoas com o engano, e que o trabalho entre os pobres era somente uma cobertura. Mas agora posso dizer sem nenhuma dúvida – finaliza Samandar -, que os missionários não fazem outra coisa do que trabalhar e ajudar os pobres e marginalizados. Eles não têm nenhuma outra finalidade a não ser a de servir a Deus”.