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4 de ago. de 2012

Eu sou o Pão da Vida


A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 6, 24-35

“Jesus replicou: ‘Eu sou o Pão da Vida: aquele que vem a mim não terá fome e aquele que crê em mim jamais terá sede.’” (Jo. 6, 35)

Após o milagre da multiplicação dos pães, Jesus volta para Cafarnaum. A multidão que tinha sido alimentada o persegue até lá, o que Jesus repreende acusando-os de segui-lo não por causa do maravilhoso milagre que tinham presenciado, mas porque tinham se saciado. O povo pensava que Jesus, novo Moisés, os alimentaria como seus antepassados tinham sido alimentados no deserto com o maná. Pesar daquele milagre que ocorreu no dia anterior, preferia Moisés que havia intercedido junto á Deus e Este enviou pão do céu, o maná, durante quarenta anos.

O povo acreditava que Jesus instauraria uma vida ociosa, dando-lhe alimentação. Mas Jesus falava-lhes de outro pão. Falhava-lhes de Si próprio, o verdadeiro Pão que o Pai dava ao Seu povo. Ele é o alimento imperecível que dá a vida eterna. O maná alimentava o corpo. Jesus alimenta a alma, dá vida à alma purificando-a do pecado e livrando-a da morte. É através da fé que nos alimentamos deste pão. “O justo viverá da fé”, diz o profeta. Jesus é o alimento que nos sacia plenamente.

Mais tarde, Jesus falará que o pão é Sua carne e Seu sangue é verdadeira bebida: É a Eucaristia, remédio de imortalidade. Diante de um mundo onde as pessoas estão famintas e sedentas de um sentido para a vida e se alimentando tão mal em doutrinas, ideologias e comportamentos que oferecem respostas insatisfatórias e prazeres momentâneos, Jesus nos oferece um verdadeiro banquete, o banquete eucarístico que nos completa, nos preenche com Sua Divina presença e nos une a Deus. 

25 de mar. de 2012

2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo




Marcos 9, 2-10

“Formou-se então uma nuvem que os encobriu com sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é meu Filho muito amado; ouvi-O.” (Mc 9, 7)

Em caminho para Jerusalém, onde ia sofrer Sua Paixão e morte, Jesus leva três de seus discípulos, Pedro, Tiago e João ao monte Tabor e no alto do monte, revela-lhes Sua glória. Seis dias antes, Jesus havia declarado que alguns que estavam com Ele não morreriam antes de ver o poder do Reino de Deus. A transfiguração de Jesus é uma amostra da Sua glória que alcançará após a ressurreição. No monte – lugar onde Jesus se encontra na intimidade da oração com o Pai – a divindade de Jesus fica patente diante dos olhos dos três apóstolos, que mais tarde serão as colunas da Igreja.

Neste momento, aparecem Moisés e Elias e conversam com Jesus. Os representantes da Lei e dos Profetas, ou seja, todo o Antigo Testamento, conversam com Jesus sobre o que acontecerá em Jerusalém, onde será instituída a Nova Aliança em Seu sangue. Jesus queria ensinar a seus discípulos – àqueles e a nós – que não há glória sem cruz, ou melhor, a Sua crucificação já é Sua glorificação. No evangelho de São João, Jesus deixa isto claro: Sua glorificação começa na cruz. Pedro, em êxtase e amedrontado diante da cena, oferece-se para construir três tendas para os que conversavam. Queria se fixar no monte, mas a missão dos apóstolos e, consequentemente, de toda a Igreja ainda é na planície, em meio ano mundo. Foi preciso descer do monte e enfrentar o sofrimento que decorre em seguir Jesus Cristo. Podemos ter experiências com Deus que nos enche de alegria, mas jamais devemos alienarmo-nos.

Enquanto falava, uma nuvem, a mesma nuvem que enche o Tabernáculo, o Espírito Santo os envolvem e o Pai lhes fala como no dia do batismo de Jesus: Este é meu Filho amado: ouçam-no. Ouçamos Jesus. Ouçamos tudo o que Ele nos tem a dizer, porque só Ele tem palavras de vida eterna. Em Jesus, o amor de Deus se revela. Deus, não podendo nos dar mais, deu-Se a Si mesmo. E este amor revela-se em sua plenitude no sacrifício da cruz. Portanto, ouçamos o que Jesus tem a nos dizer, a nos ensinar. Nesta sociedade hedonista e imediatista em que vivemos, onde vale tudo para banir o sofrimento, sigamos o exemplo de nosso Mestre, tomemos nossa cruz que a cada dia nos é apresentada. A cruz é o caminho para a glorificação.




29 de jan. de 2012

Jesus ensina com autoridade

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Marcos 1, 21-28

“Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.” (Mc 1, 22)

Jesus é o novo Moisés, o profeta ao qual este se referiu, que seria como ele e que Deus suscitaria para que guiasse o povo e, como ele, falaria com Deus face a face. Mas Jesus é mais do que um simples profeta e Sua relação com o Pai vai muito além do que a de Moisés. Ele é Um com o Pai e dá o sentido verdadeiro da Lei, pois é seu legislador.

Muito mais do que a Lei, Jesus traz a graça para poder cumpri-la. Este ensinamento da Lei, junto com a restauração do verdadeiro sentido do sábado e o poder sobre as forças do Mal, revelam a divindade de Jesus que escandaliza principalmente aqueles que interpretavam e aplicavam a Lei mosaica.

Ou Jesus é um louco, um herege ou realmente é o Deus verdadeiro que se fez homem. E é por isso que acaba sendo condenado: por essa igualdade com Deus. Que nos deixemos ser conduzidos por Ele.