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3 de jun. de 2012

Santíssima Trindade


Hoje, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Não é fácil explicar este grande mistério que o centro da nossa fé. Antes de procurarmos entendê-lo, devemos amar e adorar o Deus Uno e Trino. A religião cristã é monoteísta, ou seja, assim como no Islã e no Judaísmo, cremos em um único Deus. Mas, diferentemente, cremos que Deus é único, mas não é sozinho. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus. Não são três deuses, nem a divindade se manifesta de três formas, mas a mesma essência divina está nas três pessoas sem diferença e sem se misturar. Deus se revelou para o povo de Israel. Em meio a tantos povos politeístas, que possuíam uma infinidade de deuses, Deus chama Abraão para formar Seu povo do qual nasceria o Salvador.

Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho que se encarnou no ventre da Virgem Maria, para nossa salvação. O Filho foi gerado pelo Pai desde toda a eternidade. Não foi criado e é Deus com o Pai. Jesus nos revelou o amor do Pai, nos mostro que Ele nos ama acima de tudo e com Sua morte e ressurreição restaurou a comunhão entre Deus e os homens. Voltando para junto do Pai, nos enviou o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Amor entre o Pai e o Filho é nos dado para que entremos em plena comunhão com Deus. Através do Espírito Santo, nos tornamos templo da Santíssima Trindade. Ao sermos batizados, Deus faz morada em nós. Passamos, então, a fazer parte do amor da Santíssima Trindade, somos introduzidos na Família Divina, pelo Espírito Santo, em Cristo Senhor. Portanto, pela graça, estamos em plena comunhão com Deus e tornamo-nos co-herdeiros de Jesus Cristo. Vivamos na graça de Deus, longe de qualquer pecado, para que não nos separemos de Deus e vivamos eternamente na Sua presença. 

25 de mar. de 2012

2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo




Marcos 9, 2-10

“Formou-se então uma nuvem que os encobriu com sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é meu Filho muito amado; ouvi-O.” (Mc 9, 7)

Em caminho para Jerusalém, onde ia sofrer Sua Paixão e morte, Jesus leva três de seus discípulos, Pedro, Tiago e João ao monte Tabor e no alto do monte, revela-lhes Sua glória. Seis dias antes, Jesus havia declarado que alguns que estavam com Ele não morreriam antes de ver o poder do Reino de Deus. A transfiguração de Jesus é uma amostra da Sua glória que alcançará após a ressurreição. No monte – lugar onde Jesus se encontra na intimidade da oração com o Pai – a divindade de Jesus fica patente diante dos olhos dos três apóstolos, que mais tarde serão as colunas da Igreja.

Neste momento, aparecem Moisés e Elias e conversam com Jesus. Os representantes da Lei e dos Profetas, ou seja, todo o Antigo Testamento, conversam com Jesus sobre o que acontecerá em Jerusalém, onde será instituída a Nova Aliança em Seu sangue. Jesus queria ensinar a seus discípulos – àqueles e a nós – que não há glória sem cruz, ou melhor, a Sua crucificação já é Sua glorificação. No evangelho de São João, Jesus deixa isto claro: Sua glorificação começa na cruz. Pedro, em êxtase e amedrontado diante da cena, oferece-se para construir três tendas para os que conversavam. Queria se fixar no monte, mas a missão dos apóstolos e, consequentemente, de toda a Igreja ainda é na planície, em meio ano mundo. Foi preciso descer do monte e enfrentar o sofrimento que decorre em seguir Jesus Cristo. Podemos ter experiências com Deus que nos enche de alegria, mas jamais devemos alienarmo-nos.

Enquanto falava, uma nuvem, a mesma nuvem que enche o Tabernáculo, o Espírito Santo os envolvem e o Pai lhes fala como no dia do batismo de Jesus: Este é meu Filho amado: ouçam-no. Ouçamos Jesus. Ouçamos tudo o que Ele nos tem a dizer, porque só Ele tem palavras de vida eterna. Em Jesus, o amor de Deus se revela. Deus, não podendo nos dar mais, deu-Se a Si mesmo. E este amor revela-se em sua plenitude no sacrifício da cruz. Portanto, ouçamos o que Jesus tem a nos dizer, a nos ensinar. Nesta sociedade hedonista e imediatista em que vivemos, onde vale tudo para banir o sofrimento, sigamos o exemplo de nosso Mestre, tomemos nossa cruz que a cada dia nos é apresentada. A cruz é o caminho para a glorificação.




11 de jun. de 2011

Solenidade de Pentecostes

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
O Espírito Santo é o dom de Deus, conquistado pela morte e ressurreição de Cristo. Jesus nos enviou da parte do Pai o Espírito para nos santificar, para realizar em nós a redenção. Pelo Espírito nos tornamos filhos de Deus e nos unimos aos irmãos, num mesmo corpo, a Igreja, onde Cristo é a cabeça.

Já no domingo da ressurreição, Jesus Cristo, aparecendo aos apóstolos dá a eles o Espírito Santo soprando sobre eles. Este sopro alude ao sopro de Deus na criação de Adão, dando-lhe a vida. Jesus restitui nossa vida da alma na graça de Deus, derramando sobre nós o Seu Espírito. O Espírito Santo vem em Pentecostes e assim nasce a Igreja. Se em Babel, a humanidade orgulhosa que tentava chegar ao céu por forças próprias é dividida pelas diferentes línguas, na Igreja, nesta construção divina, pessoas de todas as raças, nações, povos e línguas serão reunidas numa só família.

É na força do Espírito Santo, nosso Defensor, que a Igreja prega o evangelho da salvação a toda a humanidade e, pelo poder do mesmo Espírito que foi dado aos apóstolos em Pentecostes e permanece na Igreja eternamente, aplica a remissão dos pecados conquistada por Cristo a todos que, pela fé e pelo batismo, ingressam Nela. Abramos nosso coração para que o Espírito Santo que recebemos no batismo realize sua obra, nos dê força, Seus dons e carismas para seguirmos a Cristo, dando a nossa vida por Ele.