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18 de ago. de 2012

Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria


A Boa Notícia de Jesus Cristo

Lucas 1, 39-56

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc 1, 46-48)

No Evangelho de hoje, Nossa Senhora chega à casa de Santa Isabel para auxiliá-la durante a gravidez. Assim que Maria chega e saúda sua prima, São João Batista, como Davi que salta de alegria diante da Arca da Aliança, pula dentro do ventre de Isabel. Fica cheio do Espírito Santo ao ouvir a voz de Nossa Senhora, pois ela traz no ventre o Salvador. Santa Isabel exclama que Maria é bendita entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre. Deus olhou para todas as mulheres, de todas as raças, nações e de todos os tempos e escolheu uma judia nascida durante o governo do imperador Augusto. Foi por isso que Deus escolheu um povo, o hebreu, para que dele nascesse o Salvador da humanidade, pois era hebréia a mais humilde de sua serva.

No Apocalipse (cap. 12), João relata a visão de um grande sinal no céu. Vê uma mulher gloriosa que deu à luz a um Filho que deve reger todas as nações. Esta imagem é símbolo da Igreja, mas também vemos nele a Virgem Santíssima, a mãe de Jesus. Podemos ver claramente que São João faz alusão à assunção de Maria, pois no final do capítulo 11, o apóstolo, cuja mãe Jesus lhe confiou, tem uma visão da Arca da Aliança, no interior do Templo celeste. Uma antiga Tradição, certamente conhecida pelo apóstolo São João, afirmava que a Arca da Aliança, para não ser roubada e profanada pelos invasores babilônicos, foi elevada ao céu.

Hoje celebramos a assunção da Santíssima Virgem Maria. Nossa Senhora, terminada sua vida terrestre, foi ressuscitada e elevada de corpo e alma ao Céu por Seu Filho Jesus. A morte e a corrupção são conseqüências do pecado original. Primeira criatura redimida por Cristo, a Virgem Maria foi preservada de todo pecado, portanto não podia sofrer as conseqüências do pecado. Maria é as primícias da obra de salvação realizada por Jesus Cristo. Todas as promessas de Deus se cumpriram primeiramente em Maria. É a ela que devemos imitar. Sendo glorificada em corpo e alma, representa e inaugura o que será a Igreja quando Cristo voltar. Em Maria, antecipa-se a vitória da Igreja. Por isso, Nossa Senhora é sinal de esperança para todos os cristãos.  






19 de mai. de 2012

Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Marcos 16, 15-20

“Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.” (Mc. 16, 19)

Comemoramos a Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo. Quarenta dias após a Sua ressurreição, Jesus aparece pela última vez e instrui Seus apóstolos a não se afastarem de Jerusalém até que Ele envie sobre eles o Espírito Santo. Glorioso, Jesus Cristo volta para junto do Pai de onde tinha saído e, por direito e por conquista, está sentado à direita de Deus. As marcas da crucificação são provas de que Jesus leva a nossa humanidade para o céu. Estamos, em Cristo, juntos a Deus. Ele restaurou a amizade com Deus, perdida em Adão.

A missão dos apóstolos e, portanto, da Igreja é levar a salvação ao mundo inteiro. Após receber o Espírito Santo que guiará a Igreja por todos os séculos, seus discípulos deverão continuar a mesma missão de Jesus Cristo. A missão confiada à Igreja consiste em expulsar o demônio, ou seja, mais do que exorcismos, a pregação do evangelho, aonde chega, tem a força de retirar as pessoas do poder do diabo e o batismo ministrado em nome da Santíssima Trindade, faz-nos passar do poder de satanás para o Reinado de Deus.

A subida de Jesus aos céus não representa Sua ausência, nem que Ele abandonou Seus seguidores, pelo contrário, Jesus não está mais limitado no espaço e no tempo por Seu corpo mortal. Por Seu Espírito que derramará sobre a Igreja, se fará presente em todos aqueles que nEle crerem.e agirá por meio de Seus sacerdotes. Através de Seu Espírito, Jesus, cabeça da Igreja, a acompanha por toda a História, não permitindo que se desvie da sã doutrina. Cada um de nós que recebemos o batismo tornamo-nos outro cristo, por isso, devemos viver como Ele viveu e testemunharmos a nossa fé diante do mundo.

25 de mar. de 2012

5º Domingo da Quaresma - O grão de trigo, morto, produz muito fruto

A Boa Notícia de Jesus Cristo

João 12, 20-33

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.” (Jo 12, 24)

Os gregos que foram a Jerusalém querem se encontrar com Jesus e pedem para que o apóstolo Felipe intermedeie este encontro. Dirigem-se a um apóstolo com nome grego e natural de Betsaida, cidade ao norte da Galileia onde havia muitos estrangeiros. Não sabemos se o encontro aconteceu, mas Jesus nos informa de um encontro ainda maior, que reunirá gregos e judeus, todos os povos da Terra. Será glorificado na cruz. A cruz já é Sua glória. Quando Jesus for crucificado, atrairá todos a Si. Toda a humanidade estará sendo redimida pelo Seu sangue na cruz. Em Cristo se encontrará todos os povos que crerão n’Ele. Ele reunirá os filhos dispersos de Deus.

Jesus anuncia a necessidade de Sua morte para a salvação do mundo. Sua morte gerará os filhos de Deus. Na cruz, Jesus Cristo vence o diabo e seus seguidores precisarão seguir em tudo o Seu exemplo, sacrificando suas vidas por Ele e pelos irmãos. Somente o sacrifício da própria vida dá frutos para a eternidade.

Deus poderia salvar a humanidade por diversos meios, até mesmo por um ato de Sua vontade, mas escolheu enviar Seu Filho para que unindo a divindade à humanidade, pudesse aplacar a justiça divina, pois, nem mesmo o homem mais justo e santo que existisse não poderia restituir a graça de Deus. Somente Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem pôde fazer em tudo a vontade do Pai. Os pecados da humanidade se elevaram até atingir o maior deles: o assassinato do Filho de Deus. E como Deus somente permite o mal para que dele tire um bem maior, da morte de Jesus Cristo veio a salvação. Sendo obediente até a morte de cruz, Jesus venceu o diabo. Morrendo, venceu a morte e ressuscitando nos deu a vida. Assim como Jesus, sejamos obedientes ao Pai. Façamos, com o auxílio de Sua graça, a Sua vontade e não a nossa.



2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo




Marcos 9, 2-10

“Formou-se então uma nuvem que os encobriu com sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é meu Filho muito amado; ouvi-O.” (Mc 9, 7)

Em caminho para Jerusalém, onde ia sofrer Sua Paixão e morte, Jesus leva três de seus discípulos, Pedro, Tiago e João ao monte Tabor e no alto do monte, revela-lhes Sua glória. Seis dias antes, Jesus havia declarado que alguns que estavam com Ele não morreriam antes de ver o poder do Reino de Deus. A transfiguração de Jesus é uma amostra da Sua glória que alcançará após a ressurreição. No monte – lugar onde Jesus se encontra na intimidade da oração com o Pai – a divindade de Jesus fica patente diante dos olhos dos três apóstolos, que mais tarde serão as colunas da Igreja.

Neste momento, aparecem Moisés e Elias e conversam com Jesus. Os representantes da Lei e dos Profetas, ou seja, todo o Antigo Testamento, conversam com Jesus sobre o que acontecerá em Jerusalém, onde será instituída a Nova Aliança em Seu sangue. Jesus queria ensinar a seus discípulos – àqueles e a nós – que não há glória sem cruz, ou melhor, a Sua crucificação já é Sua glorificação. No evangelho de São João, Jesus deixa isto claro: Sua glorificação começa na cruz. Pedro, em êxtase e amedrontado diante da cena, oferece-se para construir três tendas para os que conversavam. Queria se fixar no monte, mas a missão dos apóstolos e, consequentemente, de toda a Igreja ainda é na planície, em meio ano mundo. Foi preciso descer do monte e enfrentar o sofrimento que decorre em seguir Jesus Cristo. Podemos ter experiências com Deus que nos enche de alegria, mas jamais devemos alienarmo-nos.

Enquanto falava, uma nuvem, a mesma nuvem que enche o Tabernáculo, o Espírito Santo os envolvem e o Pai lhes fala como no dia do batismo de Jesus: Este é meu Filho amado: ouçam-no. Ouçamos Jesus. Ouçamos tudo o que Ele nos tem a dizer, porque só Ele tem palavras de vida eterna. Em Jesus, o amor de Deus se revela. Deus, não podendo nos dar mais, deu-Se a Si mesmo. E este amor revela-se em sua plenitude no sacrifício da cruz. Portanto, ouçamos o que Jesus tem a nos dizer, a nos ensinar. Nesta sociedade hedonista e imediatista em que vivemos, onde vale tudo para banir o sofrimento, sigamos o exemplo de nosso Mestre, tomemos nossa cruz que a cada dia nos é apresentada. A cruz é o caminho para a glorificação.