22 de mai. de 2011

5º Domingo da Páscoa - Eu sou o caminho, a verdade e a vida

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 14, 1-12


“Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.’” (Jo 14, 6)


Desde o pecado de Adão nós estávamos privados da graça de Deus, separados d’Ele, e, por nossos méritos, não poderíamos chegar até Ele. Por isso, Jesus Cristo, que é Deus com o Pai e o Espírito Santo, veio ao nosso encontro e por Sua humanidade nos abriu o caminho até o Pai. Ele é a Verdade que nos liberta das falsas doutrinas e dos pecados e nos conduz à vida eterna. Portanto, é Jesus que nos revela Deus verdadeiramente. Alguém que crê em Deus, mas rejeita Jesus como o Cristo Salvador terá sempre um conhecimento parcial sobre Ele e, sem esta fé, e, consequentemente, sem o batismo, não poderá receber a justificação que nos foi merecida pelo sacrifício de Cristo e sermos incorporados à Sua Igreja, como pedras vivas neste Templo santo.


15 de mai. de 2011

4º Domingo da Páscoa - O Bom Pastor


A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 10, 1-10


“Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre e as ovelhas ouvem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.” (Jo 10, 2-3)


Jesus é o bom e o verdadeiro pastor, Aquele que cuida de suas ovelhas que somos nós. Ele conhece cada um de nós e nos ama pessoalmente. É por Ele que entramos no Seu novo aprisco, a Igreja, que reúne todos os povos que ouvem e crendo no Cristo Salvador o seguem. Ele deu a vida por nós e cuida de Seu rebanho, pelo Seu Espírito, através dos pastores que constituiu na Terra. Primeiro, Pedro e os apóstolos, depois o Papa e os bispos, seus sucessores legítimos. É por eles que nós, Suas ovelhas, somos curados das feridas do pecado e nos alimenta com a Sua Carne e o Seu Sangue para que tenhamos vida plena. É este alimento divino que prefigurava em Seu nascimento, quando foi deitado na manjedoura, onde as ovelhas se alimentam.


Jesus Cristo é o bom pastor. No Antigo Testamento, o rei de Israel era considerado o pastor que guiava e protegia o povo. Jesus é o rei dos judeus, mas não somente deles, mas de todos aqueles que pela fé e pelo batismo entram em Seu Reino eterno. Deixemos os falsos pastores que agem no meio de nosso povo. Aqueles que pregam heresias, que enganam o povo de Deus, que leva-o ao mal, à mentira e fazem de tudo para conseguir roubar as ovelhas de Cristo. Sigamos a Jesus Cristo, o bom pastor.


13 de mai. de 2011

O Brasil captura Bin Laden

Como seria a operação para capturar Osama Bin Laden se fosse realizada por forças brasileiras?

1. Como os advogados dele não estavam presentes na hora da prisão para garantir seus direitos, a ação seria ilegal;

2. Todas as escutas seriam consideradas ilegais por não terem autorização de um juiz;

3. Os militares seriam acusados de abuso de poder;

4. Em três dias teria um Habeas Corpus decretado por irregularidade nas investigações;

5. Por ser réu primário, não possuir outra condenação, ter nível superior e endereço fixo, responderia ao processo em liberdade;

6. Por possuir livre direito de ir e vir seria liberado para visitas à Meca;

7. Pelo direito de ampla defesa alocaria milhares de testemunhas a seu favor;

8. O processo levaria uma década estando ele em liberdade provisória;

9. Condenado a pena máxima de 30 anos, cumpriria 1/6 como manda a lei;

10. Durante o cumprimento da pena de cerca de cinco anos, poderia receber visitas das suas cinco esposas e teria induto para sair nos feriados, inclusive para comemorar o Natal e a Páscoa;

11. Depois de alguns meses preso, um Juiz decretaria que a prisão dele é ilegal por não constar o crime de "Terrorismo" no nosso Código Penal;

12. Para não manchar a imagem do Brasil junto ao mundo, ele sofreria a terrível punição de doar 10 cestas básicas para as Obras Assistenciais de Irmã Dulce.

13. Por último, teria suas cinco esposas empregadas no Ministério da Pesca e seria nomeado assessor especial de algum ministro, provavelmente o da Defesa.

8 de mai. de 2011

3º Domingo da Páscoa - Os discípulos de Emaús

A Boa Notícia de Jesus Cristo


Lucas 24, 13-35


Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia.” Entrou então com eles. (Lc. 24, 29)


Estes dois discípulos haviam posto suas esperanças no Messias político que iria restaurar o Reino de Israel em sua glória davídica e que, agora, era derrotado na cruz. Esta tristeza e falta de esperança fizeram com que não reconhecessem Cristo, que, mesmo ressuscitado, escondia Sua glória.


Ao chegaram, quiseram que Ele ficasse porque as explicações das Escrituras lhes confortavam. Reconhecem o Cristo quando este parte o pão. E voltam imediatamente, à noite, a Jerusalém. O caminho de Emaús segue o itinerário da Santa Missa. Devemos crer na presença de Cristo que está entre nós, através de Sua palavra e, sobretudo, na Eucaristia, onde, como a caminho de Emaús, Sua glória, apesar de real, está velada.


Não podemos, após este encontro pessoal com o Senhor ressuscitado, continuarmos na mesma vida, no medo e na desesperança, pois Cristo é a luz do mundo e não mais andamos nas trevas. Os discípulos de Emaús voltaram para os apóstolos, para a Igreja. Ao encontrarmos com Jesus Cristo, não fiquemos estáticos, mas imediatamente voltemos para a Igreja. Não podemos ser verdadeiros cristãos se formos “freelancers”, individualistas, achando que o encontro pessoal com o Senhor nos dispensa da Igreja fundada sobre os apóstolos. Sem a Eucaristia, não podemos afirmar que conhecemos o Cristo vivo. Ele não passará de uma lembrança lida nas Escrituras.



1 de mai. de 2011

2º Domingo da Páscoa - Profissão de fé de São Tomé

A Boa Notícia de Jesus Cristo


João 20, 19-31


“Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto.” (Jo 20, 29)


Ao anoitecer do domingo da Ressurreição, Jesus aparece aos apóstolos reunidos às portas fechadas. Entra demonstrando que, apesar de ser o Mestre, Aquele que foi crucificado, Seu corpo não era mais o mesmo corpo mortal, não estava mais preso às limitações do espaço. Os apóstolos e demais discípulos estavam com medo e por isso permaneciam escondidos e com as portas bem trancadas. Mas na primeira aparição do Ressuscitado a todos, Jesus mostra-lhes que devem continuar Sua missão. Como o Pai O enviou, Ele também os envia e dá-lhes o Espírito Santo para que possam levar ao mundo o que Ele conquistou na cruz: o perdão dos pecados. Estender a Divina Misericórdia até os confins da terra é a missão da Igreja.


Porém, um dos apóstolos não está presente: Tomé. Quando o encontram, seus companheiros alegremente contam que viram o Senhor. Todavia, ele não crê. Quer provas. Mais do que nunca, o mundo exige de nós, cristãos, as provas de nossa fé. Não crêem em nada que não possa ser medido ou experimentado. A fé em Jesus Cristo vivo entre nós não depende de vê-lo ou apalpá-lo, mas de um encontro pessoal com Ele. No domingo seguinte, Tomé está reunido com seus irmãos e o Senhor Se faz presente entre eles. Dirige-se a Tomé e mostra-lhe as marcas da crucificação. Sim, Tomé. O Jesus que viu pregado na cruz é o mesmo que está a sua frente, vivo, glorioso. Tomé crê e faz a profissão de fé na verdadeira humanidade e verdadeira divindade do Filho de Deus: “Meu Senhor e Meu Deus.”


Nós não vimos o Ressuscitado, mas, pela fé no testemunho da Igreja, devemos crer. Se não crermos que Jesus ressuscitou, nossa fé é vazia. A fé no Senhor Ressuscitado e no perdão dos pecados que a Igreja, sacramento de salvação, leva a todos os povos é a verdadeira paz que o Senhor nos dá. Não como a paz do mundo, mas, entre os mais variados sofrimentos de nossas vidas, lançamos o olhar sobre nosso Salvador e é em Sua misericórdia que depositamos nossa esperança. Aprendamos esta verdadeira paz, em meio as tribulações de nossas vidas, com o Papa João Paulo II, beatificado no dia de hoje, em Roma. Ele soube tomar a sua cruz a cada dia e oferecer cada sofrimento a Deus, unindo-se à cruz do Senhor para cooperar com a salvação da humanidade.


29 de abr. de 2011

O casamento do Príncipe William e Kate Middleton



Hoje, como é mais do que sabido, casaram-se na Inglaterra o príncipe William e Kate Middleton, evento que atraiu um público de um milhão de pessoas nas ruas de Londres e cerca de dois bilhões de telespectadores ao redor do mundo. Por que um casamento atrai tanta atenção? Além da beleza presente em toda a tradição monárquica, principalmente de uma monarquia que já governou um terço do planeta, casamentos reais são - com o perdão do trocadilho - contos de fadas reais ainda mais quando estão envolvidos um príncipe e uma plebeia. A possibilidade de o casamento entre William e Kate dar certo é a mesma de qualquer casamento de simples plebeus como nós. As dificuldades e alegrias do matrimônio são exatamente iguais a de todos nós. Mas os contos de fadas terminam exatamente no casamento, no "e foram felizes para sempre". O casamento de Diana e Charles despertou tanto interesse quanto este e sabemos que esteve longe de cumprir o epílogo dos contos. O casamento representa o ápice do amor entre um homem e uma mulher e neste mundo que julga-se moderno, onde os relacionamentos são efêmeros, ainda temos a esperança do amor verdadeiro e para toda a vida.

Casamentos na nobreza sempre despertaram o interesse da população, porque selavam acordos políticos ou histórias de amor. A aura da nobreza faz com que espelhemo-nos naquele casal como símbolo do amor perfeito e esperamos o mesmo para nós. É isso, a esperança alimenta o amor. O amor é como a guerra: ou você enche-se de glórias ou acaba morto. Mas esta morte só perdura se há desesperança. Aqueles que acreditam no amor são otimistas. Hoje, assistindo às belas imagens da cerimônia na Abadia de Westminster e nas ruas da capital inglesa, tivemos um verdadeiro banquete de esperança. Nos empanturramos dela. Bonitos ou não, ricos ou pobres, todos esperamos encontrar nossa princesa ou príncipe. Hoje, foi por isso que tanta gente parou em frente a tevê para ver um casamento. Só os chatos, os materialistas e os republicanos torceram o nariz. Esqueçam os gastos. Aqueles que pagaram a conta não demonstravam descontentamento nas ruas londrinas. Tal celebração não tem preço. E, tenho certeza, fez um bem a muitas pessoas. Rezemos para que Deus abençoe o príncipe William e Kate e que sejam realmente felizes.


24 de abr. de 2011

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

A Páscoa dos judeus faz memória da passagem do anjo sobre o Egito que causou a morte dos primogênitos das famílias cujas casas não estavam marcadas com o sangue do cordeiro e após este acontecimento o povo hebreu foi libertado da escravidão passando pelo mar Vermelho. Nós comemoramos a Páscoa, a morte do Cordeiro que nos assinala com Seu sangue, através do batismo, e Sua ressurreição, vitoria sobre a morte e libertação da escravidão do pecado.


A ressurreição de Jesus não é um símbolo, mas um fato histórico, o maior de toda a História. Cristo vence a morte, nos liberta dela, e agora, sepultados com Cristo, na Sua morte, pelo batismo, vivemos desde agora, pelo Espírito Santo que habita em nós, a vida eterna com Ele. Esta é a verdadeira Páscoa. A passagem da morte para a vida, da escravidão do pecado – pior que a do Egito – para a graça de Deus. Devemos abandonar uma vida de pecado, nos unindo cada vez mais, por amor, a Jesus Cristo, fazendo Sua vontade, para, no final dos tempos, também nós, ressuscitarmos em nossos corpos gloriosos, para vivermos em novos céus e nova terra, quando Deus for tudo em todos. O túmulo está vazio. A Vida vence a morte. Isto não quer dizer que teremos uma vida sem sofrimentos, mas que, nas tribulações, sabemos em quem pomos nossa esperança.


A morte não tem mais a ultima palavra. Cristo vence a morte, restitui a vida eterna perdida por Adão. Que nesta Páscoa, façamos um exame de consciência e deixemos a escravidão do pecado. Muitas vezes arrastamos pecados, ainda que leves, durante anos. Que nesta Páscoa façamos uma verdadeira passagem, passando do pecado para a vida na graça de Deus. Que sejamos penetrados pela luz do Cristo ressuscitado para que sejamos realmente pessoas melhores.


20 de abr. de 2011

Humilde súplica ao Senhor da Igreja

Por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju
Jesus!
Não permitas que tua Igreja desvie o olhar de ti!
Não permitas que, em teu nome, nos descuidemos de te amar, de preocuparmo-nos contigo, de te proclamar, amorosa e convictamente, como o único Deus verdadeiro, o único caminho, o Bem supremo e definitivo de toda a humanidade!
São tantas as desculpas para nos distrairmos de ti:
À esquerda, as preocupações pelas causas sociais.
Então, os olhos de muitos brilham quando fazem intermináveis e irreais análises de conjuntura, quando falam de questões como a fome, a pobreza, a ecologia, a falta de políticas públicas sérias, os vários sistemas econômicos... O discurso ideológico – e alienado, porque fora da realidade e dentro de uma gaiola ideológica que torna bobas as pessoas que, ainda assim, se pensam espertas e cheias de senso crítico – o discurso ideológico ocupa a vida desses que, pensam fazer isto por ti, mas de ti pouco se lembram...
Tudo é instrumentalizado e sacrificado por esses teus discípulos iludidos no altar maldito e estéril da ideologia; tudo é manipulado em prol da doutrinação ideológica, como os intelectuais orgânicos do marxista ateu Antônio Gramsci: a liturgia é desfigurada, o dogma é manipulado, a santidade é esquecida, as virtudes cristãs são deixadas em segundo plano... Assim, por ti – e não é por ti! – se esquecem de ti! Tem-se, então, Senhor meu, uma Igreja sem graça, masculina, do fazer, da luta, do combate, dos slogans tolos e cansativos, da patrulha ideológica! Uma Igreja que não atrai, não encanta e que se mostra cada vez mais estéril!
Esta pseudo-igreja dos que de ti se afastam pela esquerda já não te considera mais como o único Salvador: colocam-te abaixo e em função de um mentiroso diálogo interreligioso: consideram todas as religiões iguais e tu, Salvador nosso, tornas-te somente mais uma ilusão que só serve enquanto inspira lutas de ilusória e chata e mentirosa libertação...
Não, definitivamente, esta não é a Igreja que tu sonhaste, Senhor! É uma deturpação pobre da tua Pessoa, do teu Evangelho e do que tu pensaste... Tudo no molho do marxismo requentado e de um sociologismo tolo, que só agrada e convence aos incultos ou aos que disso se aproveitam, usando a Igreja para obter benefícios políticos ou econômicos... Em suma: uma Igreja que finge ser a tua, mas para ti não olha e contigo não se encanta... Basta ver o desleixo com o que é teu e o entusiasmo com o que é deste mundo...
À direita, a situação não é muito melhor: outras desculpas, também falsas, mas com o mesmo efeito: desviam o olhar de ti, que és o Essencial. Confundem evangelizar com fazer show, falar na linguagem de hoje com ser vulgar e secularizado. Transformam o sacerdócio em meio para se promover artisticamente, usam o teu Evangelho para aparecerem, deixando-te na penumbra. Pensam que juntar gente seja sinal de evangelização, esquecendo-se esses que não é a quantidade de pessoas que marca a verdadeira evangelização, mas a intensidade com que se anuncia a ti, Salvador nosso bendito, e a fidelidade à tua verdade!
À direita, quantos astros, ó Cristo, que se esquecem que somente tu és o Sol que não tem ocaso! Quantos ministros teus bonitinhos, simpaticozinhos, com coreografias e piruetas... Tu e o Reino que vieste anunciar tornam-se, então, somente um sentimento, um adocicado xarope de um Evangelho falsificado que cabe em qualquer programa de televisão e que pode ser proclamado numa passarela de samba, numa pista de dança ou até mesmo numa festinha pouco honesta. Tu entraste na casa de Zaqueu e o converteste; esses entram e saem em tudo quando é mundano e nada convertem: só amortecem as consciência e abençoam o que tu reprovas
Esvaziaram tua mensagem, tornaram apenas um fantasma a tua Pessoa, amoleceram e imbecilizaram tua Palavra santa! Para esses, a missa é show, a pregação é conferência afetada e sem conteúdo sólido, a liturgia é colocada a serviço da emotividade, do intimismo e do individualismo. No fundo, tu, o Jesus real, o Jesus da Igreja, o Jesus que nos foi transmitido por gerações de cristãos, é falseado e desaparece na penumbra desse cristianismo barato e invertebrado...
E há também aqueles, à direita, à esquerda e ao centro, que se esquecem de ti e para ti não mais olham, muito empenhados no ativismo da prática pastoral, nos mil planos de evangelização, pensando que a "pastoralite" é prova de amor a ti e de construção do Reino que trouxeste.
Há ainda os que se perdem numa visão burocrática e fria de Igreja, pensando que cuidar de ti, ó Salvador, é ser administrador de uma instituição, de obras ou de projetos pastorais...
Há os que confundem Tradição com tradicionalismo e pastoreio com jogos de poder; há, finalmente, os que pensam que zelo pela liturgia e pelo sagrado confunde-se com uma preocupação excessiva e gosto discutível por rendas e brocados, sem nenhuma expressão de piedade, sem profundidade espiritual, sem preocupação com a tua glória, sem máscula sobriedade... Aí, a beleza da santa liturgia já não é por ti, mas para o brilho das lantejoulas e a beleza sóbria e digna dos paramentos é confundida com o gosto do exótico, do chamativo, do extravagante... Tudo tão alheio ao verdadeiro espírito litúrgico e à sã tradição da Igreja, que sempre nos levam a ti somente...
Jesus! Jesus, Senhor nosso!
Ser cristão é te amar, é te escutar, é olhar-te nos olhos, é encantar-se contigo!
Tua Igreja é a comunidade dos que te amam, dos que já não saberiam viver sem ti! Por ti largam-se a si mesmos, por teu amor rezam e fazem penitência, procurando tua santa vontade, crescem humildemente na virtude e na caridade... Tua Igreja celebra com zelo e respeito profundo a santa Liturgia, jamais instrumentaliza a tua Palavra ou falsifica a reta doutrina católica...
Tua Igreja – nossa Mãe católica – é a assembleia dos que proclamam que somente tu és Senhor, somente tu és Salvador, somente tu és a Verdade. Os da tua Igreja respeitam a todos, respeitam a todas as religiões, mas sabem, sem medo nem complexos, que somente no cristianismo encontra-se a verdade que o próprio Deus-Pai, por ti, nos revelou nas Escrituras e na Tradição apostólica e, por ti, nos deu como graça e vida dos sacramentos.
Teus discípulos, filhos da Mãe católica têm certeza plena que somente aquela Igreja unida a Pedro é a tua Igreja, a única e una Igreja que fundaste e à qual prometeste que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre ela...
Senhor, que tua Igreja seja feminina:
Esposa tua, Mãe nossa,
acolhedora da Palavra,
virgem pela fé guardada fielmente,
fecunda pela abertura serena e profunda ao Espírito que nos gera para ti,
terna pela beleza de sua liturgia celebrada com decoro e piedade,
compassiva pelas pobrezas, penas e debilidades humanas,
cuidadosa pela capacidade de ser atenta aos detalhes, coisa de quem ama,
apaixonada pela esperança coloca em ti, Esposo, de modo inabalável...
Senhor, cuida e orienta a tua Igreja, nossa Mãe católica!
Não nos deixes desviar do reto caminho nas estradas tão tortuosas da história humana, peregrinação no tempo rumo à eternidade.
Senhor fiel e bom, faze que o teu Espírito impila tua Igreja a dizer-te, cada dia, em cada ação, em cada respiro: “Vem!”
E tu, Esposo fidelíssimo, fá-la ouvir a cada momento tua resposta certa e consoladora: “Eis que venho em breve!”
Amém!


17 de abr. de 2011

Domingo de Ramos

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo


Jesus Cristo entra em Jerusalém aclamado como rei. Ele não se ilude com tal manifestação, sabe o que acontecerá na Cidade Santa, como aquele mesmo povo que o saúda, preferirá Barrabás diante de Pilatos. Jesus é verdadeiramente rei. Diz isto para Pilatos. Mas é coroado de espinhos e recebe como trono a cruz. Foi para isto que ele veio; para ser obediente ao Pai até a morte, humilhando-Se, sendo flagelado e vilipendiado pelos soldados e pelo povo – aquele mesmo povo pelo qual Ele dava a vida – que passa diante da cruz. Vence a desobediência e a soberba de Adão.


Jesus morre por causa dos nossos pecados. Foi cada pecado meu e seu que O levou ao sofrimento, à humilhação, a Se sentir abandonado por Deus. Seu sacrifício traz agora, para os que crêem, são batizados e perseveram na graça de Deus, a salvação. E cada vez que pecamos, cada vez que rejeitamos Sua graça, é como se crucificássemos Jesus Cristo novamente. Olhemos para o Cristo crucificado e que a contemplação de Sua imagem nos leve à conversão. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas para retribuir o mesmo amor que Ele teve por nós, nos amando sobre todas as coisas, inclusive sobre si mesmo. Também devemos renunciar a nós mesmos, nossa vontade, para fazer a vontade do Pai, ainda que isto nos traga grandes sofrimentos.


Depois de Jesus Cristo, não podemos mais duvidar do amor de Deus por nós. Se duvidarmos, basta olhar para o Crucifixo e saber que toda a Paixão e morte de Jesus Cristo foi por amor a você e a mim. E este mesmo sacrifício se torna presente em cada celebração da sagrada Eucaristia, dom maior do Seu amor por nós.

10 de abr. de 2011

Quinto Domingo da Quaresma - A ressurreição de Lázaro

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 11, 1-45


Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (Jo. 11, 25)


No Evangelho deste quinto domingo da Quaresma, ouvimos novamente o conhecido relato da ressurreição de Lázaro. Maria, Marta e Lázaro eram os amigos de Jesus que moravam em Betânia. Lázaro ficou doente, mas Jesus afirma que aquela doença não o levaria a morte, porém, seu amigo morreu. O que isto quer dizer? Jesus se enganou? Não. A doença física não leva a morte definitiva, a morte espiritual, ao inferno. Enganam-se quem pensa as doenças são frutos diretos de influências demoníacas e que os doentes necessitam de exorcismos espetaculosos para ficarem sãos.


As doenças são conseqüência de nossa fragilidade natural. Se doenças são obras do diabo, um dia ele acaba vencendo, pois, em algum momento, morremos vítima de alguma enfermidade. A doença que satanás implantou no coração do homem foi o pecado. Esta doença sim pode nos levar à morte espiritual, nos separar do amor de Deus e nos lançar no inferno. Não tenhamos medo das doenças, nem dos males físicos que podem nos ocorrer, ainda que eles nos tragam sofrimentos terríveis. O mal moral – o pecado – é o pior mal que pode existir. Não podemos evitar a morte física, cedo ou tarde ela chega para todos. E mesmo assim tememos morrer e evitamo-la a qualquer custo. Mas não nos esforçamos com tanto vigor para evitar o pecado que pode nos levar à morte eterna, mesmo quando sabemos que viveremos eternamente se formos santos.


A ressurreição de Lázaro é um prelúdio da ressurreição de Jesus Cristo e Seu poder sobre a morte. Lázaro foi ressuscitado em seu corpo físico e voltou a morrer posteriormente. Mas Cristo Jesus ressuscitou em Seu corpo glorioso, imortal. Nós que morremos com Cristo no batismo e que temos o Espírito de Deus, ressuscitaremos com Ele. Aqueles que viverem em Cristo ressurgiram, no Dia do Juízo, com corpos gloriosos como o Dele. Neste dia, Jesus vencerá definitivamente a morte. A exemplo de Marta, creiamos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus que salva a humanidade, que em Sua morte e ressurreição, libertou-nos das amarras do pecado e da morte. E não nos esqueçamos do remédio de imortalidade que nosso Senhor nos deixou, a Eucaristia, pois aquele que come sua carne e bebe seu sangue viverá eternamente.

3 de abr. de 2011

4º Domingo da Quaresma - O cego de nascença

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


João 9, 1-41


Jesus então disse: “Vim ao mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.” (Jo. 9, 39)


Neste 4º Domingo da Quaresma, o Evangelho de São João nos relata a cura do cego de nascença. Mais uma catequese batismal. No início da Igreja, o batismo também era chamado de iluminação. Aqueles que estão nas trevas do pecado são iluminados pelo Espírito Santo, tornando-se filhos da luz. Ao verem o cego, os discípulos perguntam a Jesus se a sua cegueira era castigo pelos pecados dele ou dos pais. Jesus afirma que os defeitos físicos não são castigos divinos. O pecado não nos cega fisicamente, mas espiritualmente. Ficamos às escuras, tateando sem saber o caminho. Assim, corremos o risco de nos perdermos tomando caminhos errados em nossas vidas e, muitas vezes, graças ao obscurecimento de nossa consciência, amortizada por uma cultura relativista e amoral, nem ao menos conseguimos perceber que estamos no erro. Mas no cego de nascença irá se manifestar a obra de Deus. Obra em dia de sábado, portanto, proibida. O legalismo judaico chega ao ponto de impedir até mesmo Deus de trabalhar.


Diante da maravilha de ser restaurada a visão de um homem que nasceu cego, os verdadeiros cegos, os fariseus, verão apenas que Aquele que o curou “desrespeitou” o repouso sabático. Jesus cuspiu no chão, fez lodo com a saliva e ungiu os olhos do cego. É um sinal visível que Jesus usa para transmitir Sua graça: prefigura os sacramentos da Igreja. Depois, sem ter dito uma única palavra anteriormente, Jesus manda o cego lavar-se na piscina de Siloé. Não sabemos a distância que o cego percorreu, nem se conhecia bem a direção. Mas ele, na fé, obedece. Também nós, em meio às incertezas que o mundo moderno nos oferece, devemos confiar nas palavras de Jesus e ainda que não enxerguemos para onde o caminho pode nos levar, não entendamos muitas vezes o porquê de tantos sofrimentos e contrariedades em nossa peregrinação terrestre, continuemos andando na fé, que é a certeza daquilo que não se vê. O cego lava-se na piscina de Siloé, que quer dizer “Enviado” e passa a ver. O Enviado do Pai é a fonte de luz que ilumina o mundo. É Nele que somos batizados e passamos à luz. Que tristeza, quantas pessoas ainda amam as trevas e rejeitam a Luz do mundo.


Diante do milagre, as pessoas se maravilham e chegam a duvidar que seja a mesma pessoa que era cega. Os fariseus o interrogam várias vezes, interrogam seus pais, não para confirmar a ação de Deus, mas para acusar Jesus. Não vemos o mesmo acontecendo hoje com Seu Corpo, a Igreja, que é o prolongamento de Cristo na História? Homens e mulheres sujos, piores que os fariseus, lançam no rosto da Igreja os pecados de seus filhos, dão exagerada ênfase aos escândalos de poucos membros do clero como se todos se comportassem da mesma maneira. Esquecem de todas as contribuições da Igreja para a formação da cultura ocidental, da caridade exercida no mundo, campo onde nada nem ninguém a supera, dos santos e santas e, principalmente, de ser sacramento de salvação para os homens.


O cego dá testemunho de Jesus diante de todos. Julga-O profeta. Não O conhece com profundidade, nem ainda tinha visto Seu rosto. Mas sabe que Deus age Nele. Sendo assim, os fariseus o excomungam. Não aceitaram ser ensinados por um homem nascido todo em pecado. Os fariseus criam que a cegueira era sinal dos pecados. Em seu orgulho obstinado, não perceberão que todos nós – perfeitos ou deficientes – nascemos com o pecado original e precisamos ser iluminados por Deus. No final do Evangelho, Jesus irá afirmar a alguns fariseus que O acompanhavam que cego é aquele que não quer ver, não quer reconhecer o Cristo e permanecem no pecado. Porém, ao cego de nascença que agora via perfeitamente faltava-lhe fazer a sua profissão de fé. Jesus o procura. Ele não conhece a fisionomia do Senhor, mas Jesus o conhece, assim como conhece a cada um de nós e não Se cansa de procurar-nos. E Ele lhe pergunta se crê no Filho do homem, no Messias prometido, no Salvador. O ex-cego ainda pensa que Aquele que o curou é um profeta e que está lhe anunciando o Cristo. Todavia, Jesus Se revela a ele: “TU O VÊS”, não somente com os olhos físicos, mas, sobretudo com os olhos da alma. E ele crê e O adora.


A maioria de nós foi batizada quando éramos bebê. Fomos iluminados na fonte do Espírito e passamos ao Reino de Luz. Mas quantos de nós não fizemos ainda a nossa profissão de fé, não crescemos na vida cristã, não nos prostramos aos pés de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta Quaresma, tempo forte de conversão, façamos um bom exame de consciência, revejamos nossas vidas diante de Deus, se ainda estamos nas trevas do pecado e se queremos continuar nela. Que Deus nos dê esta coragem de rompermos com nosso orgulho e deixemos Jesus Cristo iluminar a nossa alma.


30 de mar. de 2011

A Gaystapo se move...

Numa ditadura, a cassação dos direitos políticos daqueles que não concordam com o regime é o primeiro passo. O polêmico deputado Jair Bolsonaro caiu numa armadilha. Único deputado que combate a depravação moral que tomou conta do Congresso Nacional, especialmente nestes anos do governo socialista do PT, caiu numa armadilha preparada por todos os "moderninhos" de plantão. Em meio ao silêncio covarde, aos politicamente corretos e aos ativistas de todas as causas e aberrações possíveis, Bolsonaro levanta a voz contra os privilégios de "classes" (negros e gays, por exemplo) e à ditadura gay. Bolsonaro é criticado apenas por defender o que é natural. Estranha inversão de valores. No programa CQC, Preta Gil pergunta ao deputado como ele reagiria se sua filha casasse com um negro. O deputado dá uma resposta estranhíssima que não revela racismo, nem homofobia, nem relação com a pergunta, cujo conteúdo disse, mais tarde, ter entendido mal.


Não importa. Por que se faz uma pergunta dessas se o entrevistado não pode responder o que pensa? Teria que responder o que "todos" querem ouvir? Isto é liberdade de expressão? Caiu numa armadilha. Acordem para o autoritarismo crescente em nosso país comandado pelos partidos de esquerda que dominam o governo. O ataque veio de todos os lados. Principalmente do movimento gay do Congresso encabeçado pelo ex-BBB Jean Wyllys. O deputado não chegou nem perto dos votos que recebeu no reality show: apenas 13.018. Se não tivesse ido na rabeira do deputado Chico Alencar não estaria na Câmara. Jean se autodenominou representante dos gays e tem todo o direito disso em nossa querida democracia liberal. Jair Bolsonaro recebeu 120.646 votos. Por essa expressiva votação, muita gente deve se considerar representada na Cãmara por Bolsonaro, não é mesmo? Esse direito quer ser tirado de milhares de fluminenses. Que democracia é essa?




28 de mar. de 2011

Jesus e a samaritana

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

João 4, 5-42

"Respondeu-lhe Jesus ‘Se conhecesse o dom de Deus, e quem é que lhe diz: dá-me de beber, certamente lhe pediria, você mesma e ele lhe daria uma água viva’” (Jo 4,10)


A água é elemento constante no evangelho de São João, se tornando, assim, um itinerário seguro na catequese batismal, especialmente durante a Quaresma, onde os catecúmenos se preparam para receber o santo batismo na Noite Santa da Páscoa. O encontro de Jesus com a samaritana guarda em si um significado profundo e lições inesgotáveis. Jesus convida à conversão os samaritanos, um povo que não é judeu, pelo contrário, graças a sua apostasia da fé judaica e mistura com povos pagãos, são odiados por esses. A missão de Jesus é universal. Seu evangelho deve ser levado a todos os povos.

A samaritana também é uma adúltera. Possuiu cinco maridos e era amante ou concubina do sexto. A mulher procurava saciar sua sede de Deus nas pessoas, em relacionamentos sem futuro e pecaminosos. Isto não nos diz nada do mundo de hoje? Quantas pessoas buscam preencher seu vazio existencial no sexo, em prazeres desmedidos, nas drogas. Este vazio somente é preenchido pelo Espírito Santo, a água viva que Jesus nos dá. Somente Nele, princípio e fim de nossa existência podemos saciarmo-nos. Tudo passa, inclusive as pessoas. Só Deus permanece.

Grande parte da humanidade, a exemplo da samaritana, infelizmente, não conhece o dom de Deus, que é o próprio Jesus Cristo. Muitas vezes a humanidade fica – e nós também, infelizmente, que somos cristãos – a procura de cisternas secas, sem água ou com água suja e não bebemos na fonte pura que é Jesus Cristo. Esta água viva, que Jesus fala à samaritana e a nós, o Espírito Santo, através do batismo, na Igreja, nos confere a graça de Deus, a nossa união com a Trindade Santa, e nos santifica. Jesus é o Rochedo de onde brota esta água e que sacia nossa sede de justiça e santidade. E é no Espírito que nos tornamos adoradores do Pai em espírito e verdade.

Nós também podemos nos encontrar com Jesus inesperadamente – e quantos se converteram assim – no dia-a-dia. Surpreendentemente, Nosso Senhor revela-a que é o Cristo. Não Se revelou desta forma aos Seus discípulos e nem quando às autoridades do Templo Lhe indagaram se era o Messias. Jesus Se revela àqueles que mostram boa vontade e abre-se para a fé. Façamos como a samaritana: de discípula tornou-se missionária, indo anunciar aos seus que havia encontrado o Cristo Senhor. Que nessa Quaresma, nós que encontramo-nos com Jesus – ou ao encontrarmo-nos – levemos outras pessoas ao Seu encontro.



19 de mar. de 2011

2º Domingo da Quaresma - A Transfiguração de Cristo

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
Mateus 17, 1-9
“E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos.” (Mt. 17, 9) Neste segundo domingo da Quaresma, lemos o relato da Transfiguração. Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto de uma montanha. As montanhas no Antigo Testamento são os lugares onde Deus se faz presente: Moisés e o Monte Sinai, Elias e o Monte Carmelo. Jesus se transfigurou na presença de Seus apóstolos. Revelou toda a Sua glória divina. 
A caminho para Jerusalém, o Cristo Senhor dá aos discípulos uma pequena amostra de Sua divindade para que fiquem fortalecidos na fé quando O virem pendendo na cruz e creiam na ressurreição profetizada na descida do monte. O fato deve permanecer em segredo, apenas aquele seleto grupo deveria saber o que se tinha passado na montanha. Pedro e João foram os primeiros apóstolos que chegaram ao sepulcro vazio. Certamente lembraram-se deste dia e das palavras de Jesus. No monte, aparecem Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas que anunciaram o Messias. O Espírito os envolve e o Pai afirma, assim como no batismo de Jesus, que Aquele era Seu Filho amado e deveriam ouvi-Lo. 
Esta é a mensagem de Deus para nós. Devemos ouvir Seu Filho que nos fala através da Sua Igreja. E como o mundo está surdo! Poucos são aqueles que dão ouvidos a nosso Senhor Jesus Cristo. Suas palavras são solenemente ignoradas, esquecidas ou destorcidas. A Boa Nova do Senhor não penetra nos corações, posto que as pessoas se sentem autossuficientes como se não necessitassem de Deus. Que nesta Quaresma, tempo de conversão, ouçamos as palavras de Jesus e mudemos de vida. 
Os apóstolos, diante de tão grandiosa cena, ficam entre o êxtase, ao ponto de Pedro querer permanecer na montanha, fazendo tendas para os personagens que ali estão, e o medo ao serem encobertos pela nuvem e ouvir a voz do Pai, o que faz com que Jesus prontamente os encoraje. Em nossa peregrinação terrestre, muitas vezes temos momentos de alegria em que nos deparamos com a presença de Deus, seja quando tivemos nosso encontro pessoal com o Cristo, seja em alguma graça que recebemos. Mas a glória não é para este mundo. Temos que passar pelo vale escuro da morte, pela cruz que consiste nas dificuldades cotidianas. Não há ressurreição sem cruz. Não há glória se não há luta. 
Mas, ao sentirmos desanimados e temerosos perante tantas dificuldades que a vida nos impõe, saibamos que Jesus se aproxima de nós, nos toca e nos diz: “Não tenham medo”. Diferentemente do dia da transfiguração, hoje sabemos que Jesus Cristo ressuscitou e está vivo entre nós. Esta é nossa fé. Portanto, na certeza da ressurreição, na vida que o Senhor, na cruz, conquistou para aqueles que crêem, voltemo-nos para a graça de Deus e caminhemos na santidade, rumo ao Céu, a Terra Prometida, em companhia de todos os patriarcas, profetas e santos, onde poderemos afirmar: “Senhor, é bom estarmos aqui”.


14 de mar. de 2011

1º Domingo da Quaresma - A tentação de Jesus

A Boa Notícia de Jesus Cristo:


Mateus 4, 1-11

“Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo demônio.” (Mt. 4, 1)


O pecado entrou no mundo através de Adão que sucumbiu a tentação do diabo quando, cheios de orgulho, ele e sua mulher, Eva, quiseram ser como Deus. Eva foi primeiramente tentada por satanás e comeu o fruto e o deu a seu esposo trazendo a condenação a toda a humanidade. Mas Deus não abandonou o homem pecador.

No Seu plano de salvação, Seu Filho deveria se encarnar para salvar a humanidade e restabelecer a união de Deus com o homem. O Filho de Deus se encarnou no seio da Virgem Maria. Se lá no Éden o pecado entrou no mundo por Eva, a mulher concebida sem pecado, a nova Eva, Maria, trouxe-nos a Salvação. Se Eva deu o fruto da condenação para que o primeiro homem comesse e, desse modo, morresse, Maria dá-nos o bendito fruto de seu ventre, Jesus, cuja carne e sangue comemos para alcançarmos a vida eterna.

Assim, como por um homem nos veio a desgraça, por um homem, o novo Adão, Cristo Jesus, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado, nos veio a salvação. Neste primeiro domingo da Quaresma, a Igreja nos apresenta o relato das tentações de Jesus no deserto. No grande retiro espiritual de Jesus, por quarenta dias o Senhor jejuou e sofreu a tentação do demônio. Foi na carne que o homem padeceu. Foi preciso que na carne o homem vencesse a tentação do demônio.

Por isso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, venceu a tentação de satanás por três vezes (para os orientais, quando algo ocorre ou é dito por três vezes significa que é definitivo). Cristo venceu satanás. Na cruz, fomos resgatados pelo sangue de Jesus e libertos das amarras do demônio. Ao sermos batizados, Deus nos purifica do pecado original e então, como filhos de Deus, somos introduzidos na graça do Pai.

Porém, o batismo não nos livra das tentações. Somos tentados diariamente, mas contamos com a graça de Deus para vencê-las, assim como Jesus as venceu. E como conseguiu vencer? Através do sacrifício, do jejum e da oração. A vitória não é fácil. Que a cada tentação recorramos imediatamente às mesmas armas de Cristo para que tenhamos força para vencê-las. Tenhamos fé, não desistamos, Deus está conosco.


6 de mar. de 2011

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 7, 21-27

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“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt. 7, 21)

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Hoje, finalizando o Sermão da Montanha, o Senhor Jesus nos alerta sobre a hipocrisia tão criticada nos fariseus durante todo o seu ministério. O cristão não está livre de ser hipócrita. Pode aparentar justiça e santidade através de atos externos, mas por dentro está podre em pecados. Rezar é bom, receber os sacramentos, especialmente a Eucaristia, é essencial, ajudar ao próximo, tudo isto é excelente. Mas de nada adianta se não fizermos a vontade de Deus, não levarmos uma vida santa, reconhecermo-nos míseras criaturas diante do Pai celeste, conformando-nos a Sua vontade, resignando-nos quando preciso. Não é fácil, posto que nossa tendência ao orgulho e à nossa satisfação pessoal nos impede de pedir sinceramente para que seja feita a vontade de Deus e não a nossa.
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Outro aspecto sobre o qual devemos refletir diante do Evangelho deste domingo é o que vemos hoje: a difusão de igrejas com atitudes exatamente como Jesus precaveu (quem tem ouvidos para ouvir, ouça!): orações e louvores “fervorosos”, pregadores e cantores “ungidos”, músicas “inspiradas” e templos lotados, expulsão de demônios, curas, milagres, cadeiras de rodas erguidas durante o culto, muletas jogadas ao longe, ministros afirmando que Deus está presente na sua igreja e – principalmente, frise-se – em seu ministério, graças a todos estes “sinais”.
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Porém, a pregação e os milagres são obras santas quando acontece na Verdade, quando acontece na Casa construída sobre a rocha: a una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo, onde as tempestades, as enchentes e furacões não podem abalá-la! Se sinais – os verdadeiros, já que muitos embustes acontecem em certas igrejas que bem conhecemos pela TV – acontecem onde reina a mentira, as heresias, é para que conheçam a bondade de Deus e com o coração sincero procurem a plena verdade na Igreja Católica.
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Caso contrário, muitos podem correr em vão, enganados e enganando, pensando que estão fazendo a vontade de Deus e acabar ouvindo as palavras de Cristo no dia do Juízo: “Nunca vos reconheci [como meus verdadeiros ministros e fiéis]. Retirai-vos de Mim, operários maus!”.

2 de mar. de 2011

Harvard concorda com Bento XVI

Há quem pense que o Papa e alguns bispos, num determinado dia da semana, no fim da tarde, se reúnem em torno de uma mesa para decidirem com o que vão implicar, querendo acabar com a tão defendida e mal-entendida liberdade de nossa querida e liberal sociedade ocidental. As coisas são um pouco mais complexas e sérias do que um simples papo num happy hour vaticano, como divulga, por ignorância ou má-fé, a imprensa, influenciando protestos desrespeitosos e raivosos contra o Santo Padre, como aqueles que aconteceram após o Papa declarar que preservativos não eram a melhor solução para o combate à AIDS no continente africano.

As manifestações foram desde a distribuição de preservativos com a foto de Bento XVI na embalagem até o pedido para que o Papa fosse processado pelo Tribunal Internacional por crime contra a humanidade. Pois bem, as opiniões do Papa, além de toda a bagagem da moral cristã e do ensinamento da Igreja, "a especialista em humanidade", são embasadas em conclusões científicas que os "racionais", influenciados por todo tipo de ideologia e lobbies não querem ver.

No mês passado, um estudo realizado pela Universidade Harvard concluiu que a diminuição dos casos de AIDS no Zimbábue - assim como em outros países africanos, por exemplo, Uganda - aconteceu graças à fidelidade conjugal e um comportamento sexual responsável. Exatamente como afirmou o Papa Bento XVI. Aliás, à época da viagem à África (2009), Dr. Edward Green, diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da AIDS da Escola de Saúde Pública da mesma universidade, afirmou que o Papa estava certo. As palavras do Papa causaram estardalhaço na mídia. Sobre as publicações da Harvard, silêncio.

Mais sobre as declarações do Dr. Edward Green, clique aqui.


28 de fev. de 2011

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 6, 24-34

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“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.” (Mt. 6, 33)

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Confiar na Providência divina. Este é o resumo deste belíssimo trecho do Sermão da Montanha. Nesta sociedade materialista em que vivemos, onde a ganância fala mais alto, onde todos procuram acumular cada vez mais bens materiais, as palavras de Jesus passam despercebidas. Não confiamos que nosso Pai celeste conhece nossas necessidades e cuida de nós, desde que procuremos o Reino de Deus e sua justiça, ou seja, uma vida na santidade conforme a vontade de Deus, em primeiro lugar. O resto, o menos importante, tudo aquilo que é passageiro, ainda que necessário para uma vida digna, mas que terá um fim, será dado por acréscimo. Deus não abandona os seus filhos.

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Não devemos viver como os incrédulos que colocam sua confiança no dinheiro. E quantas pessoas são assim! Fazem do dinheiro o seu deus. Um deus que lhes dá poder ilimitado, lhes dá prazer, a possibilidade de comprarem tudo o que desejarem até mesmo pessoas. Nós, cristãos, temos o dever de dar testemunho do Evangelho. Trabalhando dignamente – enriquecendo dignamente, se assim Deus permitir –, mostramos ao mundo que é assim que a Providência de Deus acontece nas nossas vidas, e não só para nós, já que somos instrumentos da Providência para nossas famílias e para aquelas pessoas necessitadas que podemos e devemos ajudar.

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Jesus não prega a vagabundagem. Os pássaros do céu, que o Pai celeste alimenta, precisam procurar o alimento. Deus não o dá em seus bicos. Confiando na Providência, não nos preocupamos demasiadamente com o futuro. O ditado popular diz que “o futuro a Deus pertence” e é verdade. Não temos o poder de prevê-lo. A preocupação exagerada com o futuro causa grande parte das doenças psicológicas modernas. Nos preocupemos apenas (o que já é muito!) com o que é necessário para o dia de hoje. O hoje é o que temos. Tenhamos fé quando pedimos o necessário para nosso cotidiano na oração do Pai-nosso: “O pão nosso de cada dia nos daí hoje”.

20 de fev. de 2011

“Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Mateus 5, 38-48

“Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?” (Mt. 5, 46)

No trecho do Evangelho deste domingo continuamos o sermão da montanha. Jesus nos ensina a fugir de qualquer tipo de vingança. Não Se opõe a justiça, mas quer que fujamos do ódio que a injustiça pode nos causar. Ao sofrermos alguma injustiça, temos a tentação de nos revoltar e de querer dar o troco. É a famosa lei do “olho por olho, dente por dente”. Esta lei, presente no Código de Hamurabi, na Babilônia, já era um avanço na questão de como as vítimas de agressões poderiam reagir. Limitava um antigo costume de vingar-se sete vezes do agressor, muitas vezes estendendo a vingança aos seus parentes.
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Era uma violência sem fim. Mas a lei do Evangelho vai além. É a lei da misericórdia. Necessariamente não temos que ser ressarcido em tudo. Podemos e devemos perdoar, relevar. A lei de Cristo é a lei do amor. Por amor a Deus devemos amar a todas as pessoas, sem distinção, até mesmo nossos inimigos. É exatamente na demonstração deste amor incondicional que testemunhamos Deus que é Amor. Deus ama a todos mesmo sabendo que nem todos correspondem a este amor.
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Portanto, amar nossos inimigos, fazer o bem a quem nos odeia, é o distintivo do cristão diante do mundo. É um sacrifício imenso. Conta-se que, por volta do século VI, os monges irlandeses, massacrados pelos anglo-saxões, cogitaram não enviar missionários a Grã-Bretanha para que estes, sem conhecer a Cristo, fossem para o inferno. Mas os missionários chegaram à ilha e todos os anglo-saxões se converteram.
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Amar aqueles que nos amam ou nos tratam bem é fácil. Só amando nossos inimigos, ou ainda menos, amando aqueles que não vamos com a cara, que não temos afinidade, alcançamos mérito diante de Deus. Só assim é restaurada em nós a imagem e semelhança do Pai celeste. Não é fácil, todavia Jesus, na cruz, nos deixou o exemplo de como deve reagir um cristão, mesmo sendo injustiçado, perdoando seus agressores.


Oração a Santa Teresa D'Ávila

"Nada te perturbe
Nada te espante

Tudo passa,
Só Deus não muda.

A paciência
Tudo alcança

Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta."

(Santa Teresa D'Ávila)

Dai-nos, Senhor, a mesma confiança que Santa Teresa D'Ávila sempre depositou em Ti diante de tantas dificuldades e provações.

Quão é difícil para nós, míseros pecadores, limitados por nossas fraquezas, nosso orgulho, imediatismo e apego às alegrias passageiras, descansarmo-nos em Teu coração. Essa é a verdadeira paz que Cristo nos deseja.

Ao contemplarmos a vida da grande santa carmelita, doutora da Igreja, parece-nos que a ela tudo foi mais fácil devido as suas experiências místicas. Mas não. Santa Teresa também passou pela aridez espiritual.

Engana-se quem pensa que uma vida sem dificuldades é sinal de benção divina. É exatamente no deserto que nos aproximamos de Deus. E isto não é sinônimo de uma vida de tristezas, ao contrário, que Deus nos dê a alegria que Santa Teresa sempre sentiu e demonstrou.

Santa Teresa de Jesus, ajuda-nos a termos tudo neste mundo por nada. Que saibamos que tudo passa: as alegrias e as tristezas, os prazeres e as dores, quem nos ama e quem nos odeia. Só Deus basta! Amém!


16 de fev. de 2011

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Episódio 11

Série A Igreja Católica: Construtora da Civilização, da EWTN, apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. Décimo primeiro episódio dividido em três partes com legenda em português.







12 de fev. de 2011

“Não julgueis que vim abolir a Lei ou Profetas"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

Mateus 5, 17-37

“Não julgueis que vim abolir a Lei ou Profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.” (Mt. 5, 17)

No Evangelho de hoje, Jesus afirma que não veio abolir a lei de Moisés, nem contrariar os ensinamentos dos profetas do Antigo Testamento. Jesus não é um judeu herege, um revolucionário, um liberal. Ao contrário, Jesus segue as tradições judaicas e a Lei de Moisés e Sua missão é restaurá-la em sua pureza e verdade, já que os fariseus e doutores da Lei a tinha falseado num rigorismo extremo ou inventado interpretações mirabolantes para poder contorná-la. Por isso que Jesus afirma que se nossa justiça não for maior que a dos fariseus não entraremos no Reino de Deus.

Neste belíssimo sermão da montanha, Jesus, o novo Moisés, e mais, o próprio Autor da Lei, leva à perfeição a Lei mosaica. Se aquele que mata alguém deve ser punido, aquele que odeia seu próximo também deve, posto que o ódio e a falta de amor é o que propiciam que façamos mal às pessoas. Portanto, devemos viver em paz com todos, perdoando-nos uns aos outros.
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Aos antigos foi dito que não praticassem o adultério e foi-lhes permitido o divórcio. Nosso Senhor nos recomenda que evitemos qualquer olhar de cobiça em direção a homens e mulheres. Que não nos deixemos levar pela imaginação ou fantasias sexuais. Todo pecado contra a castidade é gestado em nossa mente antes de pô-lo em prática. Recomendação ainda mais importante aos casados. O princípio de todo adultério é as conversas e os olhares inconvenientes. Que marido e mulher se mantenham fiéis ao compromisso matrimonial.

Por fim, Jesus nos ensina que devemos evitar a multiplicação dos juramentos, que nosso falar seja sempre verdadeiro para que não precisemos recorrer a Deus como nossa testemunha e ainda mais grave quando mentimos. Que sejamos sinceros em nossos atos e palavras.

Resumindo, não nos basta obedecer a cada preceito de modo legalista e mecânico. A Lei de Evangelho e a lei do Espírito, da liberdade dos filhos de Deus. Com o auxílio da graça divina podemos cumprir os mandamentos por amor Àquele que nos criou e deu a vida por nós.


6 de fev. de 2011

"Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo"

A Boa Notícia de Jesus Cristo:
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Comentário do Rev. D. Josep FONT i Gallart (Tremp, Lleida, Espanha).

Hoje, o Evangelho nos faz uma grande chamada a sermos testemunhos de Cristo. E nos convida a sê-lo de duas maneiras, aparentemente, contraditórias: como o sal e como a luz.
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O sal não se vê, mas se nota; se sente no, paladar. Há muitas pessoas que “não se deixam ver”, porque são como “formiguinhas” que não param de trabalhar e de fazer o bem. Ao seu lado se pode sentir a paz, a serenidade, a alegria. Têm —como está de moda dizer hoje— “boas energias”.

A luz não se pode esconder. Há pessoas que “a vê de longe”: Teresa de Calcutá, o Papa, o Padre de um lugar. Ocupam postos importantes por sua liderança natural ou por seu ministério concreto. Estação “acima do candeeiro”. Como diz o Evangelho de hoje, «Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. Nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.» (cf. Mt 5,14.15).
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Todos estão chamados a ser sal e luz. Jesus mesmo foi “sal” durante trinta anos de vida oculta em Nazaré. Dizem que São Luis Gonzaga, enquanto brincava, ao perguntar-lhe que faria se soubesse que em poucos minutos morreria, respondeu: «Continuaria brincando». Continuaria fazendo a vida normal de cada dia, fazendo a vida agradável aos companheiros de jogo.

Às vezes estamos chamados a ser luz. E somos de una maneira clara quando professamos nossa fé em momentos difíceis. Os mártires são grandes iluminados. E hoje, de acordo com o ambiente, somente fato de ir à missa já é motivo de burlas. Ir á missa já é ser “luz”. E a luz sempre se vê; mesmo que seja muito pequena. Uma luzinha pode mudar uma noite.

Peçamos uns pelos outros ao Senhor para que saibamos ser sempre sal. E saibamos ser luz quando seja necessário ser. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (cf. Mt 5,12).

30 de jan. de 2011

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”

A Boa Notícia de Jesus Cristo:

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Mateus 5, 1-12a

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“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt. 5, 3)

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Jesus aparece como o novo Moisés que sobe a montanha não para abolir a lei, mas leva-a à plenitude. Cada bem-aventurança é relacionada à vida de Jesus. Portanto, Ele é Aquele que nos pode dar a verdadeira felicidade. A verdadeira felicidade, diferente da qual o mundo imagina. A felicidade aqui não é prometida, mas uma realidade para aqueles que procuram viver cada virtude apresentada, na fé em Jesus Cristo salvador.

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Em meio à sociedade moderna, consumista, materialista, afirmar que é feliz aquele que é pobre soa como loucura. A propaganda e o mercado nos mostram a todo instante que só é feliz quem adquire todos estes produtos que nos são apresentados. Nem sempre precisamos deles. Precisamos ser felizes como as pessoas que aparecem em seus comerciais.

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Ser pobre em espírito exige humildade. Jesus, sendo Deus, Se humilhou tomando a nossa carne e morrendo na cruz. Portanto, devemos ter a cruz sempre diante dos olhos. Os humildes são todos os que colocam sua confiança e esperança em Deus e não nos bens terrestres – muito úteis, diga-se – que passam e não podem nos salvar. As bem-aventuranças não é a consolação para os fracassados na vida, como diria Nietzsche, que nos deixa estáticos perante o mundo, mas a regra de vida que devemos seguir para, vivendo na esperança da vida eterna, mudar o mundo por dentro a partir de nós.