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20 de nov. de 2012

O verdadeiro significado das cores da bandeira do Brasil



O tradicional significado das cores da bandeira do Brasil não corresponde exatamente ao sentido original. O verde não significa nossas matas; o amarelo, as riquezas; o azul, nosso céu. A bandeira nacional, com o losango amarelo sobre retângulo verde surgiu com a independência do Brasil. As cores da bandeira do Império do Brasil tinham outros significados: o verde era a cor real da casa de Bragança, a cor da família do imperador Dom Pedro I; o amarelo, por sua vez, era a cor da casa de Habsburgo, a família de Dona Leopoldina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil. Portanto, as cores predominantes da bandeira do Brasil foram resultado da junção das cores heráldicas das duas famílias unidas por casamento. Uma tradição bastante antiga entre os nobres. A diferença entre as duas bandeiras está na figura em seu centro. A bandeira imperial traz as armas do Império. Com o advento da República, as armas foram substituídas pelo mapa do céu da noite de 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro. A primeira bandeira republicana era bastante semelhante à bandeira norte-americana (lembrando que o primeiro nome oficial do Brasil republicano foi “Estados Unidos do Brasil”) e foi recusada pelos militares ao alegarem que sob a antiga bandeira nacional, com suas tradicionais cores e formas, o exército havia lutado pela pátria. Com a República, o significado original das cores da bandeira perdeu o sentido e houve um processo de ressignificação das cores – extraoficial, já que não há nada na legislação sobre o significado das cores –, recebendo o significado que conhecemos hoje.

Bandeira do Império do Brasil


5 de set. de 2012

Revolução Industrial na Alemanha


O florescimento do comércio na Europa a partir do século XII propiciou o aparecimento de corporações comerciais que dominavam determinadas rotas de comércio e mercados de produtos manufaturados ou importados do Oriente. No norte do Sacro Império, que viria a ser a Alemanha, surgiu a Liga Hanseática, uma corporação que monopolizou o comércio no Mar do Norte. Seus postos comerciais estavam presentes em cerca de cem cidades que se estendiam da Holanda à Rússia. Possuía governo e leis próprios, navios e soldados que protegiam sua frota e seus postos comerciais e combatiam a pirataria na região. Porém, o sucesso da Liga Hanseática enriqueceu as cidades comerciais alemãs, mas não proporcionou à Alemanha as condições nem a acumulação de capital necessários para o desenvolvimento da indústria, posto que não havia um Estado alemão unificado, o que somente ocorrerá no século XIX. A Liga perdeu sua força com o advento das medidas mercantilistas dos Estados europeus com a imposição de inúmeras barreiras comerciais.

Otto Von Bismarck
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Em seguida,  França e Holanda passaram a desenvolver suas indústrias. A Revolução Industrial na Alemanha ocorreu tardiamente, já durante a chamada Segunda Revolução Industrial, a partir da unificação dos estados alemães, no ano de 1871, sob a liderança da Prússia. A base da industrialização foi posta com a unificação monetária, fiscal e das leis. Através de financiamento estatal, o chanceler Otto von Bismarck passou a incentivar a industrialização do país, sobretudo voltada para a confecção de tecidos de algodão e a  siderurgia, já que, com a ocupação da região do Ruhr, após a guerra franco-prussiana, a Alemanha passou a ter uma abundante fonte de minério de ferro e carvão. A indústria alemã teve rápido desenvolvimento e, nos anos 1880, o país já despontava como uma das grandes potências industriais do mundo a ponto de ameaçar a soberania inglesa na Europa. Para se ter um exemplo, basta dizer que, nesta década, o motor a combustão interna foi inventado na Alemanha, dando grande impulso ao desenvolvimento da indústria automobilística.

Neste mesmo período, acontece a Conferência de Berlim. Diante das tensões entre as potências industriais ocasionadas pelas disputas em torno de novos mercados consumidores e na aquisição de matéria-prima, os países desenvolvidos (Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França, Holanda, Bélgica e Alemanha) se reúniram na capital alemã para dividirem entre si o território africano e determinar suas áreas de influência ao redor do mundo. A Alemanha ficou com os territórios da atual Namíbia, Tanzânia, Ruanda e Burundi. Posteriormente, a Alemanha possuiu colônias na Ásia e na Oceania. A indústria alemã continuou em pleno desenvolvimento, apresentando altos índices de crescimento, até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. 


16 de out. de 2011

O que é de César e o que é de Deus

A Boa Notícia de Jesus Cristo

Mateus 22, 15-21

“Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22, 21) 

Mais uma vez, tentam capturar Jesus numa armadilha. É perguntado a Ele se é permitido pagar o imposto a Roma. Como todos sabem, no tempo de Jesus, a Judeia era um protetorado romano e devia pagar por isso. Os cobradores de impostos eram odiados pelos judeusm pois representavam a exploração romana. Jesus pede a moeda com a qual se pagava o imposto e vê nela a imagem do imperador e a inscrição que apresentava o imperador como divino e filho de Deus. Se a moeda tem a imagem do imperador que é tido por um deus, Jesus manda que se devolva ao imperador aquilo que é dele. O imperador não é um deus. Nem filho de Deus. Este título cabe verdadeiramente a um só: Jesus Cristo. Não se deve adorar o imperador, mas respeitar o Estado. 
Graças a filosofia liberal o laicismo invadiu o Ocidente. A doutrina católica sempre defendeu a cooperação, sem mistura, sem um entrar na jurisdição do outro, entre o Estado e a Igreja, ou seja, que a Igreja tenha autoridade religiosa e o Estado autoridade civil e, em assuntos em que está em jogo a salvação das almas, a cooperação de ambos, sendo, nestes casos, superior a autoridade da Igreja por ser a guardiã dos valores morais aos quais todos estão sujeitos. 
Nem a Igreja pode ou quer ter o governo civil, nem o Estado tem autoridade religiosa. O que vemos hoje é uma repulsa à Igreja no âmbito civil, relegando a religião à prática pessoal quando não a proíbe. Os católicos estão cada dia mais privados de defender seus valores publicamente. A mentalidade laicista quer retirar da vida pública qualquer manifestação religiosa e atenta contra a liberdade de consciência. Toda autoridade vem de Deus, mesmo numa democracia, pois Ele tem as rédeas da História em suas mãos. Temos obrigação de cumprir nossos deveres civis desde que estes não sejam contrários à lei moral. Fujamos de toda e qualquer estatolatria.


15 de dez. de 2010

A história da educação no Brasil


Introdução


Esta dissertação tem como objetivo descrever e comentar os aspectos históricos e filosóficos da educação no Brasil desde o período colonial até a primeira República. Demonstraremos a educação jesuítica que monopolizou a educação na colônia, a reforma pombalina, as reformas educacionais de Dom João VI em solo brasileiro, bem como as reformas na educação durante o primeiro e o segundo Império. Por fim, veremos o que foi feito em prol da educação na Primeira República.


Período Jesuítico (1549 – 1759)

A história da educação no Brasil desde seu início no século XVI é marcada pelo descaso das autoridades públicas frente à democratização de um sistema de ensino de qualidade. Em 1549, meio século após o descobrimento do Brasil pelos portugueses desembarcaram na colônia os primeiros padres da Companhia de Jesus que se destacavam na Europa no âmbito educacional. Os jesuítas têm por fundador Santo Inácio de Loyola, que, no contexto da Contrarreforma católica, criou a Companhia de Jesus, cujos objetivos eram combater o avanço protestante através da pregação missionária e a educação. Em solo brasileiro, os jesuítas fundaram escolas de instrução elementar e colégios para atender às necessidades educacionais dos filhos dos colonos e transpor a didática europeia aos índios. Além disso, as escolas jesuíticas também eram centros de evangelização dos povos indígenas, visando levá-los ao cristianismo e à civilização. A educação brasileira colonial ficou majoritariamente ao encargo dos padres jesuítas durante 210 anos, financiados pelo poder público e pelas rendas obtidas nas propriedades da Companhia. Havia outras instituições de ensino de menor expressão mantidas pelas ordens religiosas, como a dos franciscanos, mas nenhum tipo de educação pública gerida pelo Estado. A educação jesuítica era baseada no Ratio Studiorum, que reunia a didática da Companhia de Jesus, baseada na Escolástica medieval. A educação jesuítica no Brasil teve fim quando o Marquês de Pombal determinou a expulsão dos jesuítas de todas as colônias de Portugal.


Período Pombalino (1760 – 1808)

Durante o reinado de Dom José I, ascende ao cargo de primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. Imbuído em retirar Portugal de sua decadência e consolidar o Estado, o Marquês implementou diversas reformas. Entre suas decisões, em 1759, expulsou os jesuítas de Portugal e de todas as colônias alegando que estes serviam aos interesses da Ordem e não aos do Estado português. Com a expulsão, os colégios jesuíticos fecharam as portas e a educação no Brasil estagnou-se, já que não havia um plano imediato para substituí-las. Para substituir as escolas jesuíticas, Pombal criou as aulas régias de latim, grego e retórica e criou a Diretoria de Estudos. As aulas régias foram um fracasso, posto que eram autônomas, isoladas e cada aula não se relacionava com as outras. Os professores ficavam meses sem receber pagamento. A educação brasileira ainda encontrava alguma organização e qualidade junto às instituições religiosas, como os seminários. Assim, a educação no Brasil ficou totalmente estagnada até o início do século XIX.


Período Joanino (1808 – 1822)

Com a chegada da corte portuguesa, em 1808, houve profundas transformações no Brasil, inclusive no âmbito educacional. Necessitando de urgente formação de quadros técnicos e burocráticos para atender à Corte, o príncipe regente Dom João VI criou academias de engenharia e medicina. O ensino foi divido entre primário, secundário e superior, sendo o último priorizado. O ensino primário visava ensinar a população a ler e escrever, mas foi totalmente desmotivada, havendo escolas apenas nos grandes centros urbanos e destinadas a uma parcela pequena da população. Sem dúvida, são visíveis os avanços na educação brasileira durante o Período Joanino, todavia a grande maioria da população continuava analfabeta e sem acesso à educação básica.


Primeiro Imperial (1822 – 1889)

Em 1822, Dom Pedro I proclama a independência do Brasil e torna-se o primeiro imperador. Dois anos depois, outorga, sob influência liberal, a primeira Constituição do Brasil, onde propunha ensino primário para todos e a criação de escolas em todas as cidades, vilas e lugares populosos. Por falta de professores qualificados e escolas, implantou-se o método Lancaster: um aluno instruído ensinava uma turma composta por outros dez colegas. O método, que perdurou por quinze anos, foi um fracasso. Apesar de várias propostas sobre a educação terem sido enviadas para a Assembleia, nenhum foi concretizado, mostrando o descaso que impera na educação brasileira. Durante o período da Regência, a educação foi descentralizada, ficando sob a rsponsabilidade das províncias. Em 1835, é criada a primeira escola normal do país, em Niterói, o futuro Colégio Pedro II. Foram criadas escolas técnicas para suprir a carência de profissionais qualificados. O sistema de ensino continuou, durante todo o Período Imperial, reservado priomordialmente à elite.


República Velha (1889 – 1930)
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O marechal Deodoro da Fonseca instaura a República em 15 de novembro de 1889 e a elite cafeeira juntamente com o exercito assume o poder político no Brasil. A elite brasileira trazia ideais liberais e positivistas. O analfabetismo atingia 80% da população. Um dos mais renomados políticos brasileiros, Rui Barbosa, concluiu que o atraso no desenvolvimento do país era fruto da má qualidade do ensino. A partir de 1890, suprimiu o ensino religioso e tornou o ensino obrigatório e gratuito. O ensino tornou-se um dever do Estado. Outras propostas vieram durante a República Velha, como a Reforma Epitácio Pessoa (1901), dando ênfase para o ensino superior; a Reforma Rivadávia Corrêa (1911) que retirou do Estado o monopólio sobre a educação, dando autonomia administrativa e didática às instituições de ensino; a Reforma Carlos Maximiliano (1915), que devolveu ao Estado as responsabilidades com o ensino público e priorizou o ensino superior de caráter elitista; e por fim, a Reforma Luís Vaz/Rocha Vaz (1925), onde Estados e União se uniram para a promoção do ensino primário que visava qualificar a mão-de-obra. Extinguiu a autonomia administrativa e didática. Este período, e, especial a década de 1920, ficou conhecido como “Otimismo Pedagógico”, pois, numa sociedade que se industrializava e precisava de qualificação profissional, foi necessário democratizar e expandir o ensino público e gratuito. Estas mudanças estão relacionadas com os ideais da Escola Nova. Podemos destacar três nomes importantes na educação brasileira que contribuíram para a difusão da Escola Nova no país: Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando Azevedo. Porém, o sistema de ensino brasileiro, durante o período da República Velha, continuou tendo caráter elitista e não contribuía efetivamente para a superação das desigualdades sociais.


Conclusão

Concluímos que desde os primórdios da formação do Estado e da nação brasileiros houve preocupações sinceras com a educação, ainda que, na maioria das vezes, sem o empenho necessário para solucionar seus problemas. Na colônia, os jesuítas serviam da educação para fins religiosos, para a propagação da fé católica e europeização dos indígenas. O Marquês de Pombal, que estagnou a educação brasileira, voltou o ensino aos interesses do Estado português. Com a chegada da família real no Brasil, sua independência e período imperial, foi concretizado o caráter elitista da educação no país. Por fim, na República Velha houve esforços na democratização do ensino diante da necessidade crescente de mão-de-obra qualificada para atender à industrialização do país, porém, de modo geral, a educação continuou voltada às elites, sobretudo o ensino superior, e esteve longe de ser democrática


Referências bibliográficas:

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república – aspectos históricos e filosóficos: unidade 1 – Educação jesuítica na colônia. Batatais, set. 2009.

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república – aspectos históricos e filosóficos: unidade 2 – Educação joanina e princípios da educação no Império. Batatais, set. 2009.

Centro Universitário Claretiano. Educação brasileira: do período colonial à primeira república: aspectos históricos e filosóficos: unidade 3 – Educação na República Velha. Batatais, set. 2009.


Referências da internet:
História da Educação. Disponível em: <http://heloisa_c.sites.uol.com.br/hieduc1.htm>. Acesso em: 14 nov. 2010.

STIGAR, Robson, SHUNCK, Neivor. Refletindo sobre a história da educação no Brasil. Disponível em: <http://www.opet.com.br/comum/paginas/arquivos/artigos/Refletindo%20sobre%20a%20historia%20da%20educacao%20no%20Brasil%20OPET.pdf> . Acesso em: 12 nov. 2010.