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12 de fev. de 2014

O trabalho pró-vida de Elba Ramalho, as crianças indesejadas de Marília Gabriela e a cultura do descarte

Estava vendo a entrevista que a Elba Ramalho concedeu à Marília Gabriela No domingo retrasado. Me impressionou o belo trabalho que a cantora faz em prol da vida, convencendo meninas a não matarem seus filhos no ventre. E me impressionou também o argumento da Gabi em defesa do aborto: o fato de a criança ser indesejada justificaria o aborto. Se todos os argumentos em defesa do aborto são inconcebíveis, este é um absurdo. 

Para se ter uma ideia disso, basta abranger a "classe dos indesejados". Já houve quem tenha sido considerado indesejado pela cor da pele, pela etnia ou pela religião. Está lá nos livros de História e na memória de tantas pessoas os horrores do nazismo e do comunismo que não me deixam mentir. Também poderíamos pensar que, para muitos, os pobres seriam indesejados. Moradores de rua e mendigos são indesejados para alguns e aqueles que os queimam vivos estariam em seu pleno direito. Pais podem se tornar indesejados e as "Suzanas von Richthoffen" não fariam mais do que tirar uma pedra do sapato. Os idosos podem ser indesejados, um verdadeiro peso morto para a família e para a sociedade. Os doentes podem ser indesejados. Não é por acaso que a eutanásia ronda as legislações de tantos países. 

Enfim, o que não faltariam ao mundo são classes de pessoas indesejadas. Como bem diz o Papa Francisco, vivemos em plena cultura do descarte. As pessoas são descartadas conforme não servem ou não são mais desejáveis. O critério do desejo não pode servir para abalizar decisões individuais, coletivas ou governamentais. A Elba Ramalho, diante do argumento da entrevistadora, citou o nazismo. Marília Gabriela replicou que uma coisa era diferente da outra. Mas a cantora tem razão, com a diferença de que o nazismo era menos democrático quando definia seus indesejados.


5 de fev. de 2013

Silas Malafaia de Frente com Gabi


Não assisti à entrevista do pastor Silas Malafaia no De Frente com Gabi e, sinceramente, não estou afim de gastar meus preciosos créditos da internet para ver no Youtube, mas gostaria de comentar o que andou pipocando no Facebook sobre a entrevista e que parece injusto pelo que julgo do pastor Silas Malafaia. 

Pode-se discordar de Silas Malafaia, em suas teorias e em seus métodos, mas não é justo colocá-lo no mesmo balaio com certos pastores brasileiros. Malafaia está longe de ser um pilantra ou um espertalhão aproveitador da fé. Sua formação e inteligência já seriam suficientes para perceber que não se trata da mesma raça.

Sua pregação difere muito da simplória e herética teologia da prosperidade das igrejas neopetencostais. Assembleiano, ele é um pentecostal, certamente, mas sua raiz é o pentecostelismo à moda europeia, muito diferente do norte-americano que influenciou as igrejolas que brotam por aí e que traz mais a marca da cultura dos EUA do que a do evangelho de Cristo. 

Um alerta aos católicos. A intenção da entrevista é evidente e é exatamente a mesma quando se entrevista um padre ou bispo da Igreja: acusar, tentar desmoralizar. Não é uma entrevista. É um apedrejamento, posto que seus posicionamentos desagradam a ponto de elevar ao limite do ódio aos “modernosos” de plantão da estirpe de Marília Gabriela. Portanto, cuidado com as críticas sem fundamento ou por simples picuinha ou má-vontade. Nossos inimigos são bem outros e estão longe de serem outros cristãos. Precisamos nos unir ao redor dos pontos em comum ao invés de dar munição para os que atacam nossa fé.